26.3.08
nota de protesto
venho aqui tornar público o meu descontentamento com o crescente número de músicos talentosos que vêm abandonando suas carreiras para tentar a sorte nesse câncer empregatício que é o funcionalismo público. alguém precisa abrir os olhos destes compatriotas enquanto é tempo.
25.3.08
of endings and beginnings
hoje eu comecei a fazer o meu disco. na verdade, eu só resolvi botar isso aqui pra quando, daqui a uns três anos, ele ficar pronto, eu saber quanto tempo levou. dentro das mil e umas coisas que eu estou fazendo e preciso fazer, essa idéia de ter um disco assim meu como artista, que é coisa que eu nunca fui, depende tanto do tempo de eu realmente fazer o disco - tocar e gravar e editar e mixar - quanto de fazer o disco - compor e arranjar e decidir - e também de saber os momentos de amadurecer as idéias e também de abandoná-las - o que é o mais difícil de tudo.
e a prioridade disso tudo é, infelizmente, a última da fila, antes disso tem família, trabalho, casa, outros trabalhos pendentes, estudos bíblicos, exercícios físicos, vários livros pra ler, etc e tal. nesse sentido assim de criar as coisas, eu sempre me deixei pra depois e por último. vai continuar sendo assim, as coisas não mudam do dia pra noite, mas pelo menos eu comecei a fazer alguma coisa.
e tem links novos tb, o do bruno ramos e o do pena schmidt. recomendo a leitura de ambos, fortemente.
e a prioridade disso tudo é, infelizmente, a última da fila, antes disso tem família, trabalho, casa, outros trabalhos pendentes, estudos bíblicos, exercícios físicos, vários livros pra ler, etc e tal. nesse sentido assim de criar as coisas, eu sempre me deixei pra depois e por último. vai continuar sendo assim, as coisas não mudam do dia pra noite, mas pelo menos eu comecei a fazer alguma coisa.
e tem links novos tb, o do bruno ramos e o do pena schmidt. recomendo a leitura de ambos, fortemente.
16.3.08
sardinhas
11.3.08
7.3.08
5.3.08
4.3.08
3.3.08
you can learn a lot from lydia
da seção "porque ler os clássicos":
cante com groucho:
My life was wrapped around the circus.
Her name was Lydia.
I met her at the world’s fair in 1900,
marked down from 1940.
Ah, Lydia.
She was the most glorious creature
Under the su-un.
Guiess. DuBarry. Garbo.
Rolled into one.
Oooooooh
Lydia oh Lydia, say have you met Lydia,
Lydia, the Tattooed Lady.
She has eyes that folks adore so,
And a torso even more so.
Lydia oh Lydia, that encyclopidia,
Oh Lydia the Queen of Tattoo.
On her back is the Battle of Waterloo.
Beside it the wreck of the Hesperus, too.
And proudly above waves the Red, White, and Blue,
You can learn a lot from Lydia.
La la la, la la la, la la la, la la la
When her robe is unfurled, she will show you the world,
If you step up and tell her where.
For a dime you can see Kankakee or Paris,
Or Washington crossing the Delaware.
La la la, la la la, la la la, la la la
Oh Lydia oh Lydia, say have you met Lydia,
Oh Lydia the Tattooed Lady
When her muscles start relaxin’,
Up the hill comes Andrew Jackson
Lydia oh Lydia, that encyclopidia,
oh Lydia the queen of them all!
For two bits she will do a mazurka in jazz,
With a view of Niagara that nobody has.
And on a clear day you can see Alcatraz.
You can learn a lot from Lydia.
La la la, la la la, la la la, la la la
Come along and see Buff’lo Bill with his lasso.
Just a little classic by Mendel Picasso.
Here is Captain Spaulding exploring the Amazon.
Here’s Godiva but with her pajamas on.
La la la, la la la, la la la, la la la
Here is Grover Whalen unveilin’ the Trilon.
Over on the West Coast we have Treaure Island.
Here’s Najinsky a-doin’ the rhumba.
Here’s her social security numba.
{whistles}La la la, la la la, la la la, la la la
Oh Lydia, oh Lydia that encyclopidia,
Oh Lydia the champ of them all.
She once swept an Admiral clear off his feet.
The ships on her hips made his heart skip a beat.
And now the old boy’s in command of the fleet,
For he went and married Lydia.
I said Lydia
{He said Lydia}
They said Lydia
{We said Lydia}
La La!
cante com groucho:
My life was wrapped around the circus.
Her name was Lydia.
I met her at the world’s fair in 1900,
marked down from 1940.
Ah, Lydia.
She was the most glorious creature
Under the su-un.
Guiess. DuBarry. Garbo.
Rolled into one.
Oooooooh
Lydia oh Lydia, say have you met Lydia,
Lydia, the Tattooed Lady.
She has eyes that folks adore so,
And a torso even more so.
Lydia oh Lydia, that encyclopidia,
Oh Lydia the Queen of Tattoo.
On her back is the Battle of Waterloo.
Beside it the wreck of the Hesperus, too.
And proudly above waves the Red, White, and Blue,
You can learn a lot from Lydia.
La la la, la la la, la la la, la la la
When her robe is unfurled, she will show you the world,
If you step up and tell her where.
For a dime you can see Kankakee or Paris,
Or Washington crossing the Delaware.
La la la, la la la, la la la, la la la
Oh Lydia oh Lydia, say have you met Lydia,
Oh Lydia the Tattooed Lady
When her muscles start relaxin’,
Up the hill comes Andrew Jackson
Lydia oh Lydia, that encyclopidia,
oh Lydia the queen of them all!
For two bits she will do a mazurka in jazz,
With a view of Niagara that nobody has.
And on a clear day you can see Alcatraz.
You can learn a lot from Lydia.
La la la, la la la, la la la, la la la
Come along and see Buff’lo Bill with his lasso.
Just a little classic by Mendel Picasso.
Here is Captain Spaulding exploring the Amazon.
Here’s Godiva but with her pajamas on.
La la la, la la la, la la la, la la la
Here is Grover Whalen unveilin’ the Trilon.
Over on the West Coast we have Treaure Island.
Here’s Najinsky a-doin’ the rhumba.
Here’s her social security numba.
{whistles}La la la, la la la, la la la, la la la
Oh Lydia, oh Lydia that encyclopidia,
Oh Lydia the champ of them all.
She once swept an Admiral clear off his feet.
The ships on her hips made his heart skip a beat.
And now the old boy’s in command of the fleet,
For he went and married Lydia.
I said Lydia
{He said Lydia}
They said Lydia
{We said Lydia}
La La!
crônicas de um engarrafamento
hoje eu participei, indo e voltando, do primeiro grande engarrafamento desde que voltei a morar em sp. aparentemente foi um dos maiores em alguma categoria em que avaliem engarrafamentos, talvez só o maior do ano até agora, quem sabe. o que eu sei é que foi mesmo complicado ir até o aeroporto e voltar. e que eu realmente estou morando em são paulo.
28.2.08
20.2.08
cada um com o seu cada qual
eu fiz uma promessa, em prol do bolso e do espaço no apê, de não comprar instrumentos musicais nesse ano. primeiro tb eu tenho alguns para ajustar, feito o tagimão branco e uma giannini diamond que eu finalmente terminei de pagar. estamos em fevereiro ainda, né?
12.2.08
25.1.08
cava, lazarento!
nick cave está de bigode e disco novos. este se chama 'dig, lazarus, dig!!!', em referência ao milagre da bíblia, e o bigode eu não sei como se chama, mas certamente é digno de um nome poderoso. a obra pode ser conferida no site oficial, junto com vídeos geniais de nc conduzindo uma sessão de consulta aos espíritos, na pegada daquelas brincadeiras que todo mundo já fez mas não deveria fazer.
depois da cachorrada que é o disco do grinderman, poderia ser até um disco ruim. mas eu não tenho dúvidas de que não é.
17.1.08
gearing back up
estou tentando, há vários dias, voltar ao normal. além de tentar voltar ao normal, eu também estou tentando descobrir um jeito de explicar a minha dificuldade de voltar ao normal. inércia espiritual, talvez. ou mental. fenômeno bicicleta, e seus efeitos no emprego contemporâneo. além, é claro, do nosso limbo produtivo que ocorre sempre entre o dia 31 de dezembro e o dia em que o vaticano ou sei lá quem decide que vai ser a terça-feira gorda. isso só tem graça quando a gente é jovem e vagabundo e consegue curtir esse hiato. depois de um certo momento você precisa ficar alternando entre estados de espírito conflitantes até o carnaval chegar e o ano realmente começar pra valer.
inclusive, carnaval. estou lutando para ir pra recife e olinda para o carnaval. é fácil, mas não é barato. não sendo barato, também deixa de ser tão fácil assim. queria ir esse ano porque a patroa já está lá, e eu não fui ano passado. mas eu devia ter sido mais esperto e comprado a passagem em outubro, agora já fodeu foi tudo mesmo. é um dilema, e dilemas que envolvem o bolso são ainda mais complicados. mas a esperança é a penúltima que morre, porque quem morre por último é o herói, que é o cabra que não teve tempo de correr.
bom, feliz ano novo. ontem passou o classic albums do grateful dead, que não é exatamente sobre um disco, mas sobre o processo de evolução da banda entre o primeiro disco e o american beauty, que foi, digamos assim, o disco que rolou. eu só conheço uma música do grateful dead, 'friend of the devil', que é, eu descobri ontem, do 'american beauty'. e mesmo assim por causa de uma versão do ministry, de um disco beneficente da bridge school. vou tentar baixar, mas tou com preguiça. do grateful dead eu só sabia as histórias de que eles tem a ver com o começo da Alembic, e também das lendas em torno do sistema de PA deles, a mostruosa Wall of Sound:

isso sim, devia dar uma preguiça danada.
inclusive, carnaval. estou lutando para ir pra recife e olinda para o carnaval. é fácil, mas não é barato. não sendo barato, também deixa de ser tão fácil assim. queria ir esse ano porque a patroa já está lá, e eu não fui ano passado. mas eu devia ter sido mais esperto e comprado a passagem em outubro, agora já fodeu foi tudo mesmo. é um dilema, e dilemas que envolvem o bolso são ainda mais complicados. mas a esperança é a penúltima que morre, porque quem morre por último é o herói, que é o cabra que não teve tempo de correr.
bom, feliz ano novo. ontem passou o classic albums do grateful dead, que não é exatamente sobre um disco, mas sobre o processo de evolução da banda entre o primeiro disco e o american beauty, que foi, digamos assim, o disco que rolou. eu só conheço uma música do grateful dead, 'friend of the devil', que é, eu descobri ontem, do 'american beauty'. e mesmo assim por causa de uma versão do ministry, de um disco beneficente da bridge school. vou tentar baixar, mas tou com preguiça. do grateful dead eu só sabia as histórias de que eles tem a ver com o começo da Alembic, e também das lendas em torno do sistema de PA deles, a mostruosa Wall of Sound:
isso sim, devia dar uma preguiça danada.
28.11.07
12.11.07
estimas
hoje eu recebi do kleber lourenço uma crítica do espetáculo "Negro de Estimação", desenvolvido por ele a partir de textos do marcelino freire, para o qual eu compus uma trilha sonora. fiquei muito feliz da autora da crítica ter percebido que existe uma trilha, e mais ainda por ela ter gostado da mesma, a ponto de citar o meu nome no texto. zé guilherme allen, no caso, que é como o povo do teatro me conhece, zé guilherme irmão de malu allen, portanto zé guilherme allen. que eu sou mesmo, inclusive. participou da mesma o grande carlos amarelo, enquanto batuqueiro.
são momentos muito reconfortantes, esses em que a gente percebe algum tipo de reconhecimento por um trabalho que quase sempre passa batido. faz valer a pena as noites em claro, os calotes levados, as contas atrasadas. dessa trilha, esperamos fazer um disquinho, pra valer. o que eu deveria ter feito há alguns anos, na "Caravana da Ilusão", que inclusive foi o trabalho que abriu o espaço pra esse.
recomendo aos recifenses em geral, assistir ao "Negro". espero também poder, no recife ou aqui. ouvi dizer que a trilha é bacana.
são momentos muito reconfortantes, esses em que a gente percebe algum tipo de reconhecimento por um trabalho que quase sempre passa batido. faz valer a pena as noites em claro, os calotes levados, as contas atrasadas. dessa trilha, esperamos fazer um disquinho, pra valer. o que eu deveria ter feito há alguns anos, na "Caravana da Ilusão", que inclusive foi o trabalho que abriu o espaço pra esse.
recomendo aos recifenses em geral, assistir ao "Negro". espero também poder, no recife ou aqui. ouvi dizer que a trilha é bacana.
8.11.07
interrompemos nossa programação para falar dos amigos
alfredo bello é um camarada que eu conheci no carnaval de olinda, lá pra 94, 95, não lembro exatamente. além de ser um grande amigo, também é uma das pessoas que eu mais admiro. como músico, sem dúvida, por ser um baixista daqueles completos, que passam do elétrico pro acústico sem perder o fôlego, um dos melhores do Brasil. também é um produtor extremamente competente e capaz, como prova por exemplo o primeiro disco de junio barreto.
só isso já seria o bastante, e certamente alfredo estaria pagando muito bem as contas acompanhando grandes nomes da música nacional e produzindo discos, e se destacando em ambas as frentes. mas no quesito grandes nomes, alfredog soriano - seu pseudônimo dos tempos d'os cachorros das cachorras - resolveu ir atrás de outros, aqueles que poucos conhecem.
há vários anos ele percorre o brasil de norte a sul gravando música tradicional, música experimental, música sagrada e profana, e também corre atrás de lançar isso tudo em seu próprio selo, o mundo melhor. o nome pode causar estranheza a princípio, mas certamente um mundo em que temos acesso a toda essa música maravilhosa, é ,sem dúvida, melhor.
se ser músico no brasil nos dias de hoje já é uma sandice - daquelas que a gente só comete porque a paixão não deixa fazer qualquer outra coisa - abrir uma gravadora é outra maior ainda. ainda bem que não falta doido no meio do mundo.
só isso já seria o bastante, e certamente alfredo estaria pagando muito bem as contas acompanhando grandes nomes da música nacional e produzindo discos, e se destacando em ambas as frentes. mas no quesito grandes nomes, alfredog soriano - seu pseudônimo dos tempos d'os cachorros das cachorras - resolveu ir atrás de outros, aqueles que poucos conhecem.
há vários anos ele percorre o brasil de norte a sul gravando música tradicional, música experimental, música sagrada e profana, e também corre atrás de lançar isso tudo em seu próprio selo, o mundo melhor. o nome pode causar estranheza a princípio, mas certamente um mundo em que temos acesso a toda essa música maravilhosa, é ,sem dúvida, melhor.
se ser músico no brasil nos dias de hoje já é uma sandice - daquelas que a gente só comete porque a paixão não deixa fazer qualquer outra coisa - abrir uma gravadora é outra maior ainda. ainda bem que não falta doido no meio do mundo.
2.11.07
o mini viajante
por questões de segurança, vou falar cripticamente sobre uma coisa muito importante que aconteceu na minha vida. sem nenhum segredo, adianto logo que tem a ver com teclas e potenciômetros.
existiu no século passado, adentrando pelo atual, um cidadão americano de nome roberto. não roberto mesmo, mas o roberto em inglês. mais conhecido pelo seu apelido, que também dá nome àquela lanchonete originalmente carioca que tem milkshake de ovomaltine.
o sobrenome do senhor roberto rima com o nome da revista vogue. mas normalmente as pessoas falam o sobrenome dele rimando com buggy. e ele era um gênio. suas criações mudaram o mundo da música, pra melhor, apesar de eventuais consequências negativas, sobre as quais o senhor roberto não tem nenhuma responsabilidade.
o senhor roberto criou um aparelho no final da década de setenta, cujo nome é o seu próprio sobrenome antecedido do prefixo mini. esse aparelho fez muito sucesso. muita gente tem um desses, e inclusive um dia eu pretendo ter o meu.
esse aparelho parou de ser produzido faz muito tempo. mas alguns anos antes de desencarnar, o senhor roberto criou um modelo novo desse mesmo aparelho, devidamente acrescido de novidades muito marcantes. ao nome original, acresceu a palavra 'viajante', em inglês. no meu ambiente de trabalho, recebemos ontem um exemplar dessa rara espécie fantástica.
e é foooooooooooooooooooooooooda.
existiu no século passado, adentrando pelo atual, um cidadão americano de nome roberto. não roberto mesmo, mas o roberto em inglês. mais conhecido pelo seu apelido, que também dá nome àquela lanchonete originalmente carioca que tem milkshake de ovomaltine.
o sobrenome do senhor roberto rima com o nome da revista vogue. mas normalmente as pessoas falam o sobrenome dele rimando com buggy. e ele era um gênio. suas criações mudaram o mundo da música, pra melhor, apesar de eventuais consequências negativas, sobre as quais o senhor roberto não tem nenhuma responsabilidade.
o senhor roberto criou um aparelho no final da década de setenta, cujo nome é o seu próprio sobrenome antecedido do prefixo mini. esse aparelho fez muito sucesso. muita gente tem um desses, e inclusive um dia eu pretendo ter o meu.
esse aparelho parou de ser produzido faz muito tempo. mas alguns anos antes de desencarnar, o senhor roberto criou um modelo novo desse mesmo aparelho, devidamente acrescido de novidades muito marcantes. ao nome original, acresceu a palavra 'viajante', em inglês. no meu ambiente de trabalho, recebemos ontem um exemplar dessa rara espécie fantástica.
e é foooooooooooooooooooooooooda.
29.10.07
eu não fui no show da björk
mas queria ter ido. coisas de contenção de despesas, e da vida em geral. tou querendo ir no devo, que não vai ser tão caro, e no police, que tá caro para dedévskis. vamos ver o que rola.
na verdade, assistir a shows deixou de ser, por um motivo ou por outro, uma das minhas principais e preferidas atividades. em recife mesmo, entre festivais com som ruim, casas de show com som ruim, e shows abertos com gente demais (e som ruim), eu me cansei. faz uns seis meses, talvez, que eu oficializei o abandono da minha carreira de PAzeiro. foram cinco anos de diversão e trabalho pesado, quase sempre muito mal-pago, salvo raras e honrosas exceções. isso também me cansou um pouco.
o que é uma pena, porque o momento do vamo-ver, com o artista, é o show. anos e anos ouvindo discos de A ou B não se comparam àquele show fodão que traz consigo lágrimas e euforia. eu me lembro, por exemplo, do show do Faith no More no Geraldão, em 91. ou à primeira vez que eu vi o Sonic Youth, em 93. ou até mesmo ao show banda-cover do Pixies. bom demais, show bom.
por outro lado, tem os memoráveis shows do eddie da fase fabinho-maninho-vieira, cada um caindo pra um lado, e as músicas acontecendo aqui e ali pelo meio. ou shows clássicos da nação zumbi que a minha geração teve a sorte de ver em profusão.
é outra coisa.
na verdade, assistir a shows deixou de ser, por um motivo ou por outro, uma das minhas principais e preferidas atividades. em recife mesmo, entre festivais com som ruim, casas de show com som ruim, e shows abertos com gente demais (e som ruim), eu me cansei. faz uns seis meses, talvez, que eu oficializei o abandono da minha carreira de PAzeiro. foram cinco anos de diversão e trabalho pesado, quase sempre muito mal-pago, salvo raras e honrosas exceções. isso também me cansou um pouco.
o que é uma pena, porque o momento do vamo-ver, com o artista, é o show. anos e anos ouvindo discos de A ou B não se comparam àquele show fodão que traz consigo lágrimas e euforia. eu me lembro, por exemplo, do show do Faith no More no Geraldão, em 91. ou à primeira vez que eu vi o Sonic Youth, em 93. ou até mesmo ao show banda-cover do Pixies. bom demais, show bom.
por outro lado, tem os memoráveis shows do eddie da fase fabinho-maninho-vieira, cada um caindo pra um lado, e as músicas acontecendo aqui e ali pelo meio. ou shows clássicos da nação zumbi que a minha geração teve a sorte de ver em profusão.
é outra coisa.
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