18.11.05
eu bem que tento
pois é, moçada bronzeada, mais uma vez eu deixei o pessoal na mão durante nem sei quanto tempo. coisas de quem trabalha muito e vive pulando de casa em casa. mas estamos cuidando disso. e eu vou nessa que tem show do mellotrons daqui a pouco.
2.11.05
em casa o bicho também pega
tanto eu falei de manter os meus leitores atualizados na estrada que eu volto pra casa e fico uma semana e tanto sem escrever. isso se chama pagar pela boca, eu acho. mas enfim, estou de volta, sem perspectivas de viajar para longe por muito tempo até daqui a um tempão. é bom porque de agora até o carnaval realmente o melhor lugar pra ficar é recife mesmo.
fizemos um remix para uma música do nervoso que você pode dar uma escutada no blog de will, e esperar pra baixar outra versão hi-fi quando o disco sair mesmo, ou naquela máfia do p2p que a gente conhece muito bem.
fora isso, de volta aos trabalhos costumeiros, a cuidar de júlia, a cuidar de júlia, essas coisas triviais e tão fantásticas do cotidiano. pra quem quiser assistir ao resultado de dois meses e meio de turnê, domingo tem show de renata no teatro apolo. aproveitem que é só de vez em quando.
fizemos um remix para uma música do nervoso que você pode dar uma escutada no blog de will, e esperar pra baixar outra versão hi-fi quando o disco sair mesmo, ou naquela máfia do p2p que a gente conhece muito bem.
fora isso, de volta aos trabalhos costumeiros, a cuidar de júlia, a cuidar de júlia, essas coisas triviais e tão fantásticas do cotidiano. pra quem quiser assistir ao resultado de dois meses e meio de turnê, domingo tem show de renata no teatro apolo. aproveitem que é só de vez em quando.
17.10.05
o de hoje
após um domingo da mais pura e honesta boréstia, com sessão de cinema exibindo “o destino de miguel” e um outro filme francês muito louco sobre um lobo gigante e um índio ninja, estamos de volta à estrada em direção a paris para a última etapa desta turnê. por lá vamos ao estúdio do dominique chalhoub refazer algumas vozes do coro da gravação do dvd, tocar no favela chic e também comprar algumas bugingangas na pigalle que ninguém é de ferro.
eu não faço a menor idéia de quem foi jean-baptiste pigalle, no jogo do bicho ou na história da república francesa tão povoada de nomes com hífem, mas foi este cidadão que deu nome a um dos mais interessantes bairros de paris. aos pés do monte chamado montmartre – homônimo daquela creperia ali no bairro de santana, perto do hiper – o bairro de pigalle é uma intermitência de lojas de instrumentos musicais, sex-shops e as famosas “casas da alegria”, de modo que lá, quem não é turista, é puta. aí você me pergunta “e os músicos?” e eu lhe respondo prontamente que músico é tudo puta mesmo.
da primeira vez que eu fui a esta tão nobre vizinhança, no viço dos meus dezessete anos, confesso que fiquei em dúvida sobre qual a melhor aplicação do meu dinheirinho, mas finalmente resolvi prezar pela higiene e pela saúde – minha e da minha companheira de antanho – e investi mesmo numa ponte schaller para o meu baixo giannini preto, e mais alguns presentes para os outros dreadful boys. assim tem sido desde então, todo o meu dinheiro em pigalle vai para as lojas de instrumentos mesmo, e não para as minhas sempre batalhadoras colegas de profissão.
outra vantagem de pigalle é que em 90% das lojas você é bem atendido, o que não acontece na maioria dos estabelecimentos comerciais, estações de metrô, cinemas, restaurantes, barraquinhas de cachorro quente, mercearias, armazéns, bancas de revista, bares, feirinhas de artesanato, igrejas, museus, demais sítios históricos, torre eiffel, barquinho do rio sena, pontos de ônibus, praças, canais, ruas, avenidas e calçadas de paris. em paris até o mendigo pede esmola com um ar blasé e reclama, ou porque a esmola não veio, ou porque veio pouca, e quando vem muita ele acha ruim porque não tá trocado.
na pigalle não, normalmente as pessoas atendem bem. com exceção de uma loja chamada “open tuning”, onde o cara é muito chato mesmo. ele é tão chato que eu ia comprar uma lap-steel que ele fabrica lá, e peguei um abuso tão grande que eu resolvi fazer uma igual. o cara que está trabalhando na loja só de instrumentos pra canhoto hoje em dia é chatinho pra caralho também. mas acho que são só esses dois. durante a turnê de verão deste ano eu também descobri uma outra rua no centro da cidade, sendo que se a pigalle concentra as atividades dos músicos populares, a rue de rome é o epicentro da atividade de música erudita da cidade.
nesta outra rua, luterista é bóia. pra você ter uma idéia, no brasil inteiro existe um só construtor e reparador especializado em contrabaixo acústico. na rue de rome tem dois, e mais quase tudo que você puder pensar. também é lá onde encontramos as lojas de partitura – categorizadas por formação musical, de modo que tem uma loja só de piano e canto, outra só para quarteto de cordas e grupos de câmara, outra só de partituras para orquestra e assim por diante – e uma excelente livraria de música, com um dono careca extremamente chato, como era de se esperar
eu não faço a menor idéia de quem foi jean-baptiste pigalle, no jogo do bicho ou na história da república francesa tão povoada de nomes com hífem, mas foi este cidadão que deu nome a um dos mais interessantes bairros de paris. aos pés do monte chamado montmartre – homônimo daquela creperia ali no bairro de santana, perto do hiper – o bairro de pigalle é uma intermitência de lojas de instrumentos musicais, sex-shops e as famosas “casas da alegria”, de modo que lá, quem não é turista, é puta. aí você me pergunta “e os músicos?” e eu lhe respondo prontamente que músico é tudo puta mesmo.
da primeira vez que eu fui a esta tão nobre vizinhança, no viço dos meus dezessete anos, confesso que fiquei em dúvida sobre qual a melhor aplicação do meu dinheirinho, mas finalmente resolvi prezar pela higiene e pela saúde – minha e da minha companheira de antanho – e investi mesmo numa ponte schaller para o meu baixo giannini preto, e mais alguns presentes para os outros dreadful boys. assim tem sido desde então, todo o meu dinheiro em pigalle vai para as lojas de instrumentos mesmo, e não para as minhas sempre batalhadoras colegas de profissão.
outra vantagem de pigalle é que em 90% das lojas você é bem atendido, o que não acontece na maioria dos estabelecimentos comerciais, estações de metrô, cinemas, restaurantes, barraquinhas de cachorro quente, mercearias, armazéns, bancas de revista, bares, feirinhas de artesanato, igrejas, museus, demais sítios históricos, torre eiffel, barquinho do rio sena, pontos de ônibus, praças, canais, ruas, avenidas e calçadas de paris. em paris até o mendigo pede esmola com um ar blasé e reclama, ou porque a esmola não veio, ou porque veio pouca, e quando vem muita ele acha ruim porque não tá trocado.
na pigalle não, normalmente as pessoas atendem bem. com exceção de uma loja chamada “open tuning”, onde o cara é muito chato mesmo. ele é tão chato que eu ia comprar uma lap-steel que ele fabrica lá, e peguei um abuso tão grande que eu resolvi fazer uma igual. o cara que está trabalhando na loja só de instrumentos pra canhoto hoje em dia é chatinho pra caralho também. mas acho que são só esses dois. durante a turnê de verão deste ano eu também descobri uma outra rua no centro da cidade, sendo que se a pigalle concentra as atividades dos músicos populares, a rue de rome é o epicentro da atividade de música erudita da cidade.
nesta outra rua, luterista é bóia. pra você ter uma idéia, no brasil inteiro existe um só construtor e reparador especializado em contrabaixo acústico. na rue de rome tem dois, e mais quase tudo que você puder pensar. também é lá onde encontramos as lojas de partitura – categorizadas por formação musical, de modo que tem uma loja só de piano e canto, outra só para quarteto de cordas e grupos de câmara, outra só de partituras para orquestra e assim por diante – e uma excelente livraria de música, com um dono careca extremamente chato, como era de se esperar
o de ontem
da última ida à internet até agora eu já dirigi uns mil e quatrocentos quilômetros. a empresa que trabalha com os famosos furgões amarelos é sediada em lille, e lá mesmo me entregaram um, novinho em folha, pronto para ser nossa casinha durante alguns dias, como realmente tem sido até agora, pelo menos. o roteiro, portanto, foi o seguinte, de lille saímos eu, amarelo, pepê, o guachelo e o linns, em direção a paris para buscarmos marc, renata emília, ras guga e aninha. fizemo-lo após alguns breves engarrafamentos e voltas e mais voltas para descobrir a mão das ruas, porque quando você passa por elas andando qualquer mão é mão, mas com um furgão amarelo de dois metros e meio de altura fica mais difícil trabalhar com essa flexibilidade.
depois de paris, de onde saímos com um atraso impressionantemente pequeno, pegamos a A6 em direção a Lyon, e paramos em mais um etap hotel, próximo a dijon, numa daquelas cidades cujo nome eu vou inevitavelmente esquecer pra sempre. junto ao hotel tinha um armazém de construção, onde na manhã de sexta-feira eu fui procurar alguns apetrechos para recolocar a alma da rabeca em dó – porque renata no show usa duas rabecas, uma em mi em outra em dó – no lugar, pois a mesma caiu não sei quando, não sei onde mas mesmo assim isso é um problema.
apetrechos comprados, seguimos até st. chamond, que fica a uns cem quilômetros de lyon, e instalamo-nos no hotel ambassadeur, simples e decente, onde eu me absorvi durante a minha suposta hora de almoço na missão de recolocar a alma da rabeca no lugar. não consegui, mas pelo menos tirei a bicha lá de dentro e ela parou de chacoalhar. acontece que o luthier que construiu o instrumento deve ter usado cola pra fixar a alma no lugar, ao contrário de encaixar como é praxe. e como eu também ainda não tirei a minha carteira de consertador de rabeca, quem fez o filho que o carregue.
o show foi em um teatro cujo nome eu também não me lembro, mas fazia parte de um festival chamado rhinojazz, então em todo canto havia cartazes com um rinoceronte pintado de roxo, de azul, de verde, de modo que eu peguei um cartaz bacana desse pra enfeitar o quarto da minha filha. o som estava bom, e o show também foi muito bom. foi a primeira vez em que eu usei uma mesa dm-2000 da yamaha, que, apesar de ser muito melhor, em som e funcionalidade, do que os modelos mais baratos deste mesmo fabricante, ainda não é tão fácil de usar quanto as mesas da innovasom – que por ser uma marca francesa é bem comum de se encontrar por aqui.
depois do show, fomos dormir umas três horas pra pegar a estrada de novo e chegar no aeroporto de orly a tempo para o pessoal da banda pegar o vôo de volta. acabamos chegando com uma hora de antecedência, despachamos todo mundo, e em seguida eu e guga seguimos para orleans, onde guga ficou e de onde seguimos eu, silvério e banda com fabrice ao volante, pois eu mesmo já não aguentava dirigir mais nem um metro.
viemos para le mans, onde tocamos em um bar pequenino chamado “le passeport du couchon vert”, onde no lugar de um rinoceronte azul tínhamos porcos verdes por todo canto, mas nada que me apetecesse levar pra júlia. o show foi bem aconchegante com a platéia dançando forró cada um por si e dançando côco agarradinho, como é de praxe aqui na frança onde o povo não sabe nem pra onde vão as danças do vasto folclore brasileiro. depois do show, seguimos para esta casa onde me encontro, que é uma senhoríssima casa com vários quartos, uma televisão com uma tela gigante, um piano e uma piscina. onde eu vou jogar essa porra desse gato se ele continuar achando que a minha cama é também
depois de paris, de onde saímos com um atraso impressionantemente pequeno, pegamos a A6 em direção a Lyon, e paramos em mais um etap hotel, próximo a dijon, numa daquelas cidades cujo nome eu vou inevitavelmente esquecer pra sempre. junto ao hotel tinha um armazém de construção, onde na manhã de sexta-feira eu fui procurar alguns apetrechos para recolocar a alma da rabeca em dó – porque renata no show usa duas rabecas, uma em mi em outra em dó – no lugar, pois a mesma caiu não sei quando, não sei onde mas mesmo assim isso é um problema.
apetrechos comprados, seguimos até st. chamond, que fica a uns cem quilômetros de lyon, e instalamo-nos no hotel ambassadeur, simples e decente, onde eu me absorvi durante a minha suposta hora de almoço na missão de recolocar a alma da rabeca no lugar. não consegui, mas pelo menos tirei a bicha lá de dentro e ela parou de chacoalhar. acontece que o luthier que construiu o instrumento deve ter usado cola pra fixar a alma no lugar, ao contrário de encaixar como é praxe. e como eu também ainda não tirei a minha carteira de consertador de rabeca, quem fez o filho que o carregue.
o show foi em um teatro cujo nome eu também não me lembro, mas fazia parte de um festival chamado rhinojazz, então em todo canto havia cartazes com um rinoceronte pintado de roxo, de azul, de verde, de modo que eu peguei um cartaz bacana desse pra enfeitar o quarto da minha filha. o som estava bom, e o show também foi muito bom. foi a primeira vez em que eu usei uma mesa dm-2000 da yamaha, que, apesar de ser muito melhor, em som e funcionalidade, do que os modelos mais baratos deste mesmo fabricante, ainda não é tão fácil de usar quanto as mesas da innovasom – que por ser uma marca francesa é bem comum de se encontrar por aqui.
depois do show, fomos dormir umas três horas pra pegar a estrada de novo e chegar no aeroporto de orly a tempo para o pessoal da banda pegar o vôo de volta. acabamos chegando com uma hora de antecedência, despachamos todo mundo, e em seguida eu e guga seguimos para orleans, onde guga ficou e de onde seguimos eu, silvério e banda com fabrice ao volante, pois eu mesmo já não aguentava dirigir mais nem um metro.
viemos para le mans, onde tocamos em um bar pequenino chamado “le passeport du couchon vert”, onde no lugar de um rinoceronte azul tínhamos porcos verdes por todo canto, mas nada que me apetecesse levar pra júlia. o show foi bem aconchegante com a platéia dançando forró cada um por si e dançando côco agarradinho, como é de praxe aqui na frança onde o povo não sabe nem pra onde vão as danças do vasto folclore brasileiro. depois do show, seguimos para esta casa onde me encontro, que é uma senhoríssima casa com vários quartos, uma televisão com uma tela gigante, um piano e uma piscina. onde eu vou jogar essa porra desse gato se ele continuar achando que a minha cama é também
12.10.05
en passant
depois do show do mellotrons lá na rua da moeda, estávamos eu e júlia conversando com tiago e gabi, e ela me lembrou que existem pessoas, entre estas ela mesma, que lêem o meu blog com alguma freqüência. outros amigos também comentam aqui e ali que acompanharam a outra turnê pelo blog e tal, e eu sempre me sinto em falta com essas pessoas, pois deveria e gostaria de escrever com uma regularidade maior.
como ainda não foi possível, nessa turnê que começou na sexta passada, atualizar as informações até agora, me sinto, no mínimo, na obrigação de narrar os acontecimentos desde então. alguns poderiam me acusar de só estar fazendo isso porque aqui em lille não se tem muito o que fazer, mas não é o caso. é bem verdade que se eu tivesse ocupado como na maior parte do tempo, eu não estaria sentado escrevendo calmamente e tudo mais, mas ninguém é perfeito, e a vida é assim.
então encontro-me novamente nas terras de asterix e obelix, desta feita cuidando dos botões de duas turnês concomitantemente. na verdade, eu cheguei antes e volto depois da banda de renata porque vim fazer outros shows com silvério pessoa e sua banda, a saber wilson farias, renatinho, iuri, andré julião e israel silva. gente boa, o pessoal. começamos chegando pelo aeroporto de orly, o do samba homônimo, e indo dormir num hotel tão perto do terminal que a televisão passava os horários de chegada e saída dos vôos, e o quarto ao lado do meu era um hangar de um bimotor. se algum dia você for dormir no hotel íbis do aeroporto de orly, evite o restaurante, que me rendeu a primeira noite mal-dormida da turnê.
dormimos perto assim do aeroporto pra pegar um vôo no dia seguinte pra córsega, onde fomos tocar em um teatro muito bacana em bastia, que seria a capital da córsega se a córsega fosse um território independente como eles mesmos querem. em bastia ficamos em um hotel muito legal no alto de uma montanha, com piscina e vista pro mar. quem abriu a noite foi cristina branco, uma portuguesa cantora de fado, cujo show não assistimos, infelizmente. o show de silvério foi muito bom, e o som também estava muito bacana.
Depois do show rolou a segunda noite mal-dormida da turnê, ou pouco dormida que seja, pois chegamos no hotel à uma da manhã pra sair às cinco para o aeroporto. chegamos em paris e eu nem parei no hotel, segui direto para o café de la danse, onde rolou o segundo show de silvério e o primeiro de renata, e também gravamos som e imagem para um dvd dos dois artistas, organizado pela outro brasil. do café eu mesmo só saí depois de uma da matina, mas os dois shows foram muito bons e o som também colaborou.
isso foi anteontem. ontem fomos exercer nosso lado madame e ir às compras em paris até a hora de pegar o carro e subir aqui pra lille, para onde viemos eu, amarelo, o guachelo paixão, hugo linns e pepê de cavaleiro. estamos hospedados na mesma maison folie onde começou a turnê de verão, e daqui saímos amanhã pra pegar o povo que ficou em paris, e também marc, que vai nos acompanhar até esse show em uma cidade perto de lyon, lá pros extremos orientais do país. fabras não vai conosco até lá porque foi pra orleans com a turma de silvério, onde eles ficam até sábado, e de onde seguimos para le mans.
sim, e hoje eu fui comprar uma tartaruga marinha pra minha filha, que afinal de contas é dia das crianças.
como ainda não foi possível, nessa turnê que começou na sexta passada, atualizar as informações até agora, me sinto, no mínimo, na obrigação de narrar os acontecimentos desde então. alguns poderiam me acusar de só estar fazendo isso porque aqui em lille não se tem muito o que fazer, mas não é o caso. é bem verdade que se eu tivesse ocupado como na maior parte do tempo, eu não estaria sentado escrevendo calmamente e tudo mais, mas ninguém é perfeito, e a vida é assim.
então encontro-me novamente nas terras de asterix e obelix, desta feita cuidando dos botões de duas turnês concomitantemente. na verdade, eu cheguei antes e volto depois da banda de renata porque vim fazer outros shows com silvério pessoa e sua banda, a saber wilson farias, renatinho, iuri, andré julião e israel silva. gente boa, o pessoal. começamos chegando pelo aeroporto de orly, o do samba homônimo, e indo dormir num hotel tão perto do terminal que a televisão passava os horários de chegada e saída dos vôos, e o quarto ao lado do meu era um hangar de um bimotor. se algum dia você for dormir no hotel íbis do aeroporto de orly, evite o restaurante, que me rendeu a primeira noite mal-dormida da turnê.
dormimos perto assim do aeroporto pra pegar um vôo no dia seguinte pra córsega, onde fomos tocar em um teatro muito bacana em bastia, que seria a capital da córsega se a córsega fosse um território independente como eles mesmos querem. em bastia ficamos em um hotel muito legal no alto de uma montanha, com piscina e vista pro mar. quem abriu a noite foi cristina branco, uma portuguesa cantora de fado, cujo show não assistimos, infelizmente. o show de silvério foi muito bom, e o som também estava muito bacana.
Depois do show rolou a segunda noite mal-dormida da turnê, ou pouco dormida que seja, pois chegamos no hotel à uma da manhã pra sair às cinco para o aeroporto. chegamos em paris e eu nem parei no hotel, segui direto para o café de la danse, onde rolou o segundo show de silvério e o primeiro de renata, e também gravamos som e imagem para um dvd dos dois artistas, organizado pela outro brasil. do café eu mesmo só saí depois de uma da matina, mas os dois shows foram muito bons e o som também colaborou.
isso foi anteontem. ontem fomos exercer nosso lado madame e ir às compras em paris até a hora de pegar o carro e subir aqui pra lille, para onde viemos eu, amarelo, o guachelo paixão, hugo linns e pepê de cavaleiro. estamos hospedados na mesma maison folie onde começou a turnê de verão, e daqui saímos amanhã pra pegar o povo que ficou em paris, e também marc, que vai nos acompanhar até esse show em uma cidade perto de lyon, lá pros extremos orientais do país. fabras não vai conosco até lá porque foi pra orleans com a turma de silvério, onde eles ficam até sábado, e de onde seguimos para le mans.
sim, e hoje eu fui comprar uma tartaruga marinha pra minha filha, que afinal de contas é dia das crianças.
2.10.05
momento transicional
quem mora em várias casas na verdade não mora mesmo é em canto nenhum, como eu mesmo tenho constatado no último mês. é sem dúvida uma das maiores práticas do desapego material, mas também é um negócio que deixa o cara meio destrambelhado. por outro lado, eu também constatei no último mês que não ter um celular é realmente uma coisa maravilhosa pra mim, e terrível pra os que querem me encontrar, prometo assim a estes que me buscam que voltando desta nova viagem eu vou regularizar a minha situação junto à telecom italia mobile para retornar o mais ligado ao status de frequentemente atendido.
sexta-feira rolou um grande show dos mellotrons na rua da moeda, daqueles tão legais que deu problema e a turma não arredou o pé da frente do palco. seguiram-se a eles o vamoz! com um show bastante pressurizado também, mas eu arredei o pé da frente do palco pra ir dormir porque estava bastante derrubado de sono. como estou agora, após uma festa de criança com um camarada fantasiado de batman que fazia bichinhos com balões infláveis. sem dúvida é uma cena bastante intrigante.
sexta-feira rolou um grande show dos mellotrons na rua da moeda, daqueles tão legais que deu problema e a turma não arredou o pé da frente do palco. seguiram-se a eles o vamoz! com um show bastante pressurizado também, mas eu arredei o pé da frente do palco pra ir dormir porque estava bastante derrubado de sono. como estou agora, após uma festa de criança com um camarada fantasiado de batman que fazia bichinhos com balões infláveis. sem dúvida é uma cena bastante intrigante.
24.9.05
há que ir à praia
hoje fomos à praia no pontal de maria farinha, como você pode conferir no fotolog irmão deste. a praia, além de ser um ótimo divertimento de liso, é uma necessidade primária deste que vos escreve. não parece, como você pode supor pelo meu aspecto permanente de papa de maizena com canela, mas eu realmente sinto uma necessidade física de ir à praia. de onde você tira que eu realmente trabalho mais do que devia, porque eu raramente apresento indícios de ter ido à praia, qualquer uma que seja, há menos de um mês. mas eu gosto e tenho ido, pelo menos fui no sábado passado e hoje, e pretendo ir no sábado que vem de novo. é bom que limpa o nariz de júlia, ajuda a afastar o mal-olhado, e no horário recomendado pelos médicos o sol ajuda a produção de vitamina d no organismo e também ajuda no bronze amigo, mesmo que o meu seja encarnado e dure mais ou menos uns cinco minutos.
18.9.05
the worst jukebox selection ever
em homenagem a haymone e fabão, estou compilando aqui a nossa seleção de piores faixas e / ou discos para constar em uma radiola de ficha, que independente de serem grandes obras ou belas merdas, garantem o esvaziamento de qualquer local em menos de 15 minutos, ou seja, cerca de um terço da duração média das melodias a seguir:
- Variations pour une porte et un soupir - Pierre Henry
- Thick as a Brick - Jethro Tull
- Metal Machine Music - Lou Reed
- Zero Tolerance for Silence - Pat Metheny
- A faixa fantasma do "Hit to Death in the Future Head" do Flaming Lips
- O Anel dos Nibelungos - Richard Wagner
- From here to infinity (em vinil) - Lee Ranaldo
- Free Jazz - The Ornette Coleman Double Quartet
- Variations pour une porte et un soupir - Pierre Henry
- Thick as a Brick - Jethro Tull
- Metal Machine Music - Lou Reed
- Zero Tolerance for Silence - Pat Metheny
- A faixa fantasma do "Hit to Death in the Future Head" do Flaming Lips
- O Anel dos Nibelungos - Richard Wagner
- From here to infinity (em vinil) - Lee Ranaldo
- Free Jazz - The Ornette Coleman Double Quartet
9.9.05
de volta ao qwerty
minhas correntes, eu estou de volta!!! no momento, passando por um processo de readaptação ao fuso horário e ao dia a dia da terrinha, lembrando das contas a pagar e dos compromissos locais, resolvendo a vida do meu telefone celular também, essas coisas triviais e corriqueiras das quais a gente sente tanta saudade quando está longe de casa...
e agora a minha irmã tem um blog, também...
e agora a minha irmã tem um blog, também...
30.8.05
é feito quando o camarada quer fazer xixi
quanto mais perto de casa ele chega, mais ele fica apertado...
23.8.05
devia ir pro guitar grinder, mas enfim
Com direito a uma segunda parte politicamente correta e tudo mais...
WHY GUITARS ARE BETTER THAN WOMEN
Guitars don't get pregnant.
You can play your Guitar any time of the month.
Guitars don't have parents.
Guitars don't whine... unless you want them to.
You can share your Guitar with your friends.
Guitars don't care how many other Guitars you've played
Guitars don't care how many other Guitars you have.
Guitars don't care if you look at other Guitars.
Guitars don't care if you buy Guitar magazines.
You'll never hear, "Surprise, you are going to proud father of a new Guitar" unless you go out to buy one yourself.
If your Guitar is flat you can fix it.
Your Guitar doesn't care if you never listen to it.
Your Guitar won't care if you leave up the toilet seat.
You don't have to be jealous of the guy who works on your Guitar.
If you say bad things to your Guitar, you don't have to apologize before you play it again.
You can play your Guitar as long as you want and it won't get sore.
You can stop playing your Guitar as soon as you want and it won't get frustrated.
Your parents won't remain in touch with your old Guitar after you dump it.
Guitars don't get headaches.
Guitars don't insult you if you're a bad player.
Your Guitar never wants a night out with the other Guitars.
Guitars don't care if you're late.
You don't have to take a shower before you play your Guitar.
If your Guitar doesn't look good you can refinish it or get new parts.
You can play your Guitar the first time you meet it, without having to take it to dinner, see a movie, or meet its mother.
The only protection you have to wear when playing your Guitar is a decent thumb pick.
When in mixed company, you can talk about what a great time you had the last time you played your Guitar.
and last, but not least:
If you decide to part with an old Guitar, you don't have to give up half of
everything you own.
WHY GUITARS ARE BETTER THAN MEN
Guitars don't work late.
Your Guitar stays as clean as you want it to.
Guitars don't have parents or kids.
Guitars don't get sick.
Guitars don't get overweight, unless you like the Jumbo style.
If you say bad things to your Guitar, you don't have to apologize before you play it again.
Your Guitar always has time for you.
Guitars don't watch TV.
Guitars never need a shave, nor do they have hair on their backs.
Guitars don't snore.
Guitars don't leave a mess in the kitchen or bathroom.
If you don't like the length of your Guitar's appendage you can get a new one.
You can try out as many Guitars as you like before you get your own.
You don't have to feed your Guitar.
Guitars never argue, you are always right.
Guitars never wake you up in the middle of the night, for any reason.
Guitars never try to show you off to their friends.
Guitars don't come home drunk after a night out with the other Guitars.
Guitars don't sneak around with other Guitars.
Guitars don't care what you look like or what your age is.
Guitars don't care and don't comment about what you spend your money on.
Guitars don't care if you have to work late.
When you're playing, your Guitar doesn't care if other Guitars are bigger or better.
Guitars don't care about their performance.
Guitars don't get you pregnant.
Guitars don't have mothers.
When you've finished playing, you can put it away.
You don't have to praise a Guitar after playing it.
Guitars don't sulk.
Guitars don't bore you.
Guitars don't abandon you at gatherings for more interesting players.
Guitars don't have to prove anything.
Guitars don't try to change you once you've bought them.
Guitars don't get jealous of your male colleagues.
Guitars never interrogate you.
Second-hand Guitars don't brag about previous owners.
Second-hand Guitars don't go to see previous owners when you're out of town.
You don't have to explain to a Guitar if you don't feel like playing tonight.
Guitars never put you down, yet you can put them down whenever you wish.
Guitars don't complain if you wear "sensible" clothes.
Guitars don't have egos.
Guitars don't need remote control units.
When you're lost you don't have to argue with your Guitar about stopping to ask the band for directions.
When your Guitar is being played too slow, you can speed up.
When you need someone to play with, your Guitar is happy to accomodate.
You buy the tools your Guitar needs; it doesn't buy tools that never get used.
You don't have to continually assure your Guitar that its string length is just right.
You determine the length and frequency of playing, and you're always in control.
Your Guitar never finishes before you do.
Your Guitar doesn't complain about your going out to dinner with your women friends rather than staying at home with it.
You never get helpful suggestions from your Guitar's mother.
Your Guitars will allow you to play it even on Super Bowl Sunday.
Your Guitar never complains if you put on a few pounds.
When your Guitar is dysfunctional you know how to get it fixed (and knowthat it can be fixed).
Your Guitar will never earn more than you do for the same job just because it's a Guitar.
Your Guitar never spends a "night out with the Guitars" and comes home with a strange rash on its fretboard.
and last, but not least:
Your Guitar will never turn into a beer bellied blob of wood and metal on the couch in front of the TV.
WHY GUITARS ARE BETTER THAN WOMEN
Guitars don't get pregnant.
You can play your Guitar any time of the month.
Guitars don't have parents.
Guitars don't whine... unless you want them to.
You can share your Guitar with your friends.
Guitars don't care how many other Guitars you've played
Guitars don't care how many other Guitars you have.
Guitars don't care if you look at other Guitars.
Guitars don't care if you buy Guitar magazines.
You'll never hear, "Surprise, you are going to proud father of a new Guitar" unless you go out to buy one yourself.
If your Guitar is flat you can fix it.
Your Guitar doesn't care if you never listen to it.
Your Guitar won't care if you leave up the toilet seat.
You don't have to be jealous of the guy who works on your Guitar.
If you say bad things to your Guitar, you don't have to apologize before you play it again.
You can play your Guitar as long as you want and it won't get sore.
You can stop playing your Guitar as soon as you want and it won't get frustrated.
Your parents won't remain in touch with your old Guitar after you dump it.
Guitars don't get headaches.
Guitars don't insult you if you're a bad player.
Your Guitar never wants a night out with the other Guitars.
Guitars don't care if you're late.
You don't have to take a shower before you play your Guitar.
If your Guitar doesn't look good you can refinish it or get new parts.
You can play your Guitar the first time you meet it, without having to take it to dinner, see a movie, or meet its mother.
The only protection you have to wear when playing your Guitar is a decent thumb pick.
When in mixed company, you can talk about what a great time you had the last time you played your Guitar.
and last, but not least:
If you decide to part with an old Guitar, you don't have to give up half of
everything you own.
WHY GUITARS ARE BETTER THAN MEN
Guitars don't work late.
Your Guitar stays as clean as you want it to.
Guitars don't have parents or kids.
Guitars don't get sick.
Guitars don't get overweight, unless you like the Jumbo style.
If you say bad things to your Guitar, you don't have to apologize before you play it again.
Your Guitar always has time for you.
Guitars don't watch TV.
Guitars never need a shave, nor do they have hair on their backs.
Guitars don't snore.
Guitars don't leave a mess in the kitchen or bathroom.
If you don't like the length of your Guitar's appendage you can get a new one.
You can try out as many Guitars as you like before you get your own.
You don't have to feed your Guitar.
Guitars never argue, you are always right.
Guitars never wake you up in the middle of the night, for any reason.
Guitars never try to show you off to their friends.
Guitars don't come home drunk after a night out with the other Guitars.
Guitars don't sneak around with other Guitars.
Guitars don't care what you look like or what your age is.
Guitars don't care and don't comment about what you spend your money on.
Guitars don't care if you have to work late.
When you're playing, your Guitar doesn't care if other Guitars are bigger or better.
Guitars don't care about their performance.
Guitars don't get you pregnant.
Guitars don't have mothers.
When you've finished playing, you can put it away.
You don't have to praise a Guitar after playing it.
Guitars don't sulk.
Guitars don't bore you.
Guitars don't abandon you at gatherings for more interesting players.
Guitars don't have to prove anything.
Guitars don't try to change you once you've bought them.
Guitars don't get jealous of your male colleagues.
Guitars never interrogate you.
Second-hand Guitars don't brag about previous owners.
Second-hand Guitars don't go to see previous owners when you're out of town.
You don't have to explain to a Guitar if you don't feel like playing tonight.
Guitars never put you down, yet you can put them down whenever you wish.
Guitars don't complain if you wear "sensible" clothes.
Guitars don't have egos.
Guitars don't need remote control units.
When you're lost you don't have to argue with your Guitar about stopping to ask the band for directions.
When your Guitar is being played too slow, you can speed up.
When you need someone to play with, your Guitar is happy to accomodate.
You buy the tools your Guitar needs; it doesn't buy tools that never get used.
You don't have to continually assure your Guitar that its string length is just right.
You determine the length and frequency of playing, and you're always in control.
Your Guitar never finishes before you do.
Your Guitar doesn't complain about your going out to dinner with your women friends rather than staying at home with it.
You never get helpful suggestions from your Guitar's mother.
Your Guitars will allow you to play it even on Super Bowl Sunday.
Your Guitar never complains if you put on a few pounds.
When your Guitar is dysfunctional you know how to get it fixed (and knowthat it can be fixed).
Your Guitar will never earn more than you do for the same job just because it's a Guitar.
Your Guitar never spends a "night out with the Guitars" and comes home with a strange rash on its fretboard.
and last, but not least:
Your Guitar will never turn into a beer bellied blob of wood and metal on the couch in front of the TV.
22.8.05
the last forthnight
bom, apos a semana da vadiagem parisiense, fomos à bela ilhota de tatihou tocar em um festival que era assim: tinha dois shows no continente, dois shows na ilha, e o publico tinha uma meia hora de maré baixa entre um show e outro pra atravessar. no primeiro dia, começou la e terminou na ilha, no dia da gente foi o contrario de modo que quando terminamos de tocar e desmontar tudo a maré ja tinha subido e ficamos, literalmente, ilhados. mas foi bom pra dormir cedo, porque hoje a mare baixava às sete e a gente tinha que sair de la com a van no maximo as oito pra nao tomar banho de mar à força.
de la, viemos pra rennes matar o tempo e esperar até o show de quinta-feira em brest. rennes é uma cidade simpatica e, como na maioria dos lugares na bretanha e na normandia, o clima e a arquitetura e a natureza lembra muito o sul da inglaterra, o que pode querer dizer que nao se tratam de lugares muito exuberantes, mas que voce pode encontrar uma bela paisagem escondida aqui e ali. mas com um violao a tiracolo ninguém fica sem ter o que fazer.
de la, viemos pra rennes matar o tempo e esperar até o show de quinta-feira em brest. rennes é uma cidade simpatica e, como na maioria dos lugares na bretanha e na normandia, o clima e a arquitetura e a natureza lembra muito o sul da inglaterra, o que pode querer dizer que nao se tratam de lugares muito exuberantes, mas que voce pode encontrar uma bela paisagem escondida aqui e ali. mas com um violao a tiracolo ninguém fica sem ter o que fazer.
17.8.05
a cidade das luzes e do dinheiro pouco
entao estamos aqui em paris matando o tempo antes da ultima bateria de shows e da volta pra casa, numas de economizar pra voltar com algum arame pra casa. estou hospedado na casa do curuma, que é um amigo do fred que eu conheci quando o dreadful boys foi tocar em sp naquela turne lendaria, e a casa do curuma fica no centro classe media vic vaporup de paris, perto da notre dame, onde eu ja fique de outra feita nos idos de 2002. o problema dessa regiao da cidade é que as chaves das portas sao muito caras, mas de resto tudo tranks.
ontem o fred tocou num bar de um sul-africano aqui, o unico bar sul-africano de paris e provavelmente o unico bar da franca inteira que vende uma guinness em pints por so 4€. eu sei que sao 12 reais por 600ml de cerveja, mas normalmente isso é o que se paga por 250ml da marvada. alem do fred tocaram um guitarrista americano de jazz, uma bandinha de soul americano, e uma texana tocando ukelele cantando cancoes de mulher mal-amada. a unica coisa ruim desse bar é que ele fica instalado numa cave do século XIII, entao a circulacao de ar é nula e as minhas roupas vao cheirar a cigarro pro resto da vida.
estamos agilizando um estudio aqui em paris pra gravar algumas musicas do fred, coisa que ele ja devia ter feito ha muito tempo. ai o curuma tem uns contatos nuns estudios de publicidade por aqui e deve descolar algumas horinhas na amizade pra gente fazer esse esquema. fora isso, é aproveitar as coisas que paris tem a oferecer de graca para aqueles que como eu nao podem gastar muito dinheiro com nada.
ontem o fred tocou num bar de um sul-africano aqui, o unico bar sul-africano de paris e provavelmente o unico bar da franca inteira que vende uma guinness em pints por so 4€. eu sei que sao 12 reais por 600ml de cerveja, mas normalmente isso é o que se paga por 250ml da marvada. alem do fred tocaram um guitarrista americano de jazz, uma bandinha de soul americano, e uma texana tocando ukelele cantando cancoes de mulher mal-amada. a unica coisa ruim desse bar é que ele fica instalado numa cave do século XIII, entao a circulacao de ar é nula e as minhas roupas vao cheirar a cigarro pro resto da vida.
estamos agilizando um estudio aqui em paris pra gravar algumas musicas do fred, coisa que ele ja devia ter feito ha muito tempo. ai o curuma tem uns contatos nuns estudios de publicidade por aqui e deve descolar algumas horinhas na amizade pra gente fazer esse esquema. fora isso, é aproveitar as coisas que paris tem a oferecer de graca para aqueles que como eu nao podem gastar muito dinheiro com nada.
13.8.05
internet gratis é sempre bom
pois é, parece que a imprensa nao trabalha muito mesmo aqui no festival do fim do mundo. entao vim pra ca esperar a hora do proximo show que vamos fazer e me comunicar com as pessoas do brasil via messenger e tudo mais.
Viver na estrada é ter uma familia em cada cidade
saimos ontem de neuchatel como se estivessemos saindo de recife. depois de uma semana tocando pelas ruas e fazendo jam-sessions pela noite adentro, é como se todo o festival de rua de neuchatel fosse uma grande banda. mas a vida é assim mesmo e vamos em frente e agora estamos na ponta da frança, literalmente no fim do mundo. Ficamos aqui até amanha e depois vamos pra orleans. ai agora na internet eu descobri que o meu amigo ha mais tempo dentre todos, o frederico, esta em paris, entao pode ser que eu passe por la também.
no mais, a turne cada dia chega mais perto do fim e todo mundo se sente cada vez mais perto de casa, e todos queremos chegar logo. como estou na sala de imprensa e nao quero abusar da boa vontade dos nossos anfitrioes, deixo-lhes com alguns sites para conhecer melhor nossos novos amigos:
indio universo - um duo da argentina que realmente inspira a simpatia com nossos vizinhos platinos.
pumcliks - um trio muito louco da italia e da suiça.
mala sangre 5 - um grupo de sevilhanas em familia que por motivos obvios conseguia arrecadar sempre mais dinheiro que todo mundo. elas inclusive estavam com os pais em neuchatel, um casal muito gente boa.
lole - a atraçao local, que eu so consegui ver na rua rapidamente. o batera da lole tocou conosco numa sessao genial em que o pessoal animou a festa ao som de tuba, zabumba, clarinete, pandeiro e baje.
no mais, a turne cada dia chega mais perto do fim e todo mundo se sente cada vez mais perto de casa, e todos queremos chegar logo. como estou na sala de imprensa e nao quero abusar da boa vontade dos nossos anfitrioes, deixo-lhes com alguns sites para conhecer melhor nossos novos amigos:
indio universo - um duo da argentina que realmente inspira a simpatia com nossos vizinhos platinos.
pumcliks - um trio muito louco da italia e da suiça.
mala sangre 5 - um grupo de sevilhanas em familia que por motivos obvios conseguia arrecadar sempre mais dinheiro que todo mundo. elas inclusive estavam com os pais em neuchatel, um casal muito gente boa.
lole - a atraçao local, que eu so consegui ver na rua rapidamente. o batera da lole tocou conosco numa sessao genial em que o pessoal animou a festa ao som de tuba, zabumba, clarinete, pandeiro e baje.
9.8.05
Da nova à velha Friburgo
Entao, estamos aqui no festival dos musicos de rua de neuchatel, uma cidade mais ou menos antiga e mais ou menos pequena perto de berna e lausanne. fica tambem perto de friburgo, que foi de onde sairam os suiços que eventualmente fundaram a cidade em que eu nasci em terras fluminenses.
fomos la a friburgo outro dia visitar a fnac. como eu sou uma das quatro pessoas que falam frances fluentemente no grupo, e uma das duas que dirige, quando fabrice nao quer encarar esses passeios sou eu quem vai resolver as coisas. no caso, amarelo foi comprar um computador, guga foi comprar um discman e renata queria comprar alguma coisa que eu esqueci o que era. ai eu aproveitei a oportunidade pra ir dar uma olhada em friburgo e tal, que e uma cidade muito bonita. quando voce nao morou na cidade em que nasceu, qualquer coisa vale pra voce se sentir mais proximo de uma cidade-natal que voce nao conhece.
aqui o festival e uma daquelas reunioes de malucos de todos os cantos do planeta. tem um maluco australiano que faz teatro de bonecos em miniatura, varios tipos de cantores e grupos de instrumentos de sopro, e ate um grupo de tuaregues africanos. como diria meu amigo lee ranaldo, the festival scene is beautiful, man.
fomos la a friburgo outro dia visitar a fnac. como eu sou uma das quatro pessoas que falam frances fluentemente no grupo, e uma das duas que dirige, quando fabrice nao quer encarar esses passeios sou eu quem vai resolver as coisas. no caso, amarelo foi comprar um computador, guga foi comprar um discman e renata queria comprar alguma coisa que eu esqueci o que era. ai eu aproveitei a oportunidade pra ir dar uma olhada em friburgo e tal, que e uma cidade muito bonita. quando voce nao morou na cidade em que nasceu, qualquer coisa vale pra voce se sentir mais proximo de uma cidade-natal que voce nao conhece.
aqui o festival e uma daquelas reunioes de malucos de todos os cantos do planeta. tem um maluco australiano que faz teatro de bonecos em miniatura, varios tipos de cantores e grupos de instrumentos de sopro, e ate um grupo de tuaregues africanos. como diria meu amigo lee ranaldo, the festival scene is beautiful, man.
2.8.05
sena piu
bom, estamos novamente em toulouse, agora a caminho da corsega, para onde vamos embarcar amanha numa balsa gigante chamada napoleao bonaparte. depois da corsega vamos para neuchatel, na suica de novo, pra um festival de musicos tocando na rua. a ideia e passar cinco dias tocando ao leu contando com a boa-vontade dos transeuntes para levantar algum cascalho. so eu mesmo.
depois da suica rola outro show maritimo numa cidade chamada crozon, e depois de crozon a gente tem uma semana de ferias. eu ia pra inglaterra, mas como as coisas la so nao estao piores do que no pt, vou ficar por ali pela bretanha. ate porque agora eu tenho um violao ninja de aco pra canhoto. ele e lindo e é o companheiro perfeito para os momentos de solidao e liseu. e eu ainda fiz um rolo com pepe num capo igualmente ninja da dunlop, perfeito para tocar musicas como "thirteen" e "I don't want the control of you". felipe e andré, se preparem que agora a gente vai ganhar dinheiro nesse caralho.
fora isso, as pessoas estao todas em clima de ja ja acaba. ainda falta um mes, mas isso quer dizer que mais da metade da turne ja rolou. e agora so tem poucos shows pra fazer, o que quer dizer que a gente provavelmente vai iniciar um quadrangular multiduplas de domino.
depois da suica rola outro show maritimo numa cidade chamada crozon, e depois de crozon a gente tem uma semana de ferias. eu ia pra inglaterra, mas como as coisas la so nao estao piores do que no pt, vou ficar por ali pela bretanha. ate porque agora eu tenho um violao ninja de aco pra canhoto. ele e lindo e é o companheiro perfeito para os momentos de solidao e liseu. e eu ainda fiz um rolo com pepe num capo igualmente ninja da dunlop, perfeito para tocar musicas como "thirteen" e "I don't want the control of you". felipe e andré, se preparem que agora a gente vai ganhar dinheiro nesse caralho.
fora isso, as pessoas estao todas em clima de ja ja acaba. ainda falta um mes, mas isso quer dizer que mais da metade da turne ja rolou. e agora so tem poucos shows pra fazer, o que quer dizer que a gente provavelmente vai iniciar um quadrangular multiduplas de domino.
25.7.05
11 dias e 5000km depois...
onde eu estava mesmo? nos ultimos dias, o trajeto foi o seguinte: estavamos em paris, tocamos em bobigny, dormimos por la e tocamos no dia 14 em orleans. saimos depois do show de orleans e eu dirigi ate a fronteira da alemanha, onde dormimos umas cinco horas. de forbach tiramos ate trencin, na eslovaquia. tocamos em trencin dia 16 e descemos no dia 17 ate trieste pra dormir. dia 18 saimos de trieste e fomos para san marino, onde tocamos no mesmo dia. no dia seguinte, descemos mais ainda ate napoles, onde tivemos um dia de folga e tocamos dia 21. depois do show, entramos na van e eu e fabrice encaramos 13 horas de estrada ate as proximidades de bourg-en-bresse, onde tocamos no melhor estado zumbi do mato. no sabado tocamos em outra vinicola perto de aix-en-provence. o som ja era ruim. mas ontem no show em uzès, o som, a produçao e tudo era ruim demais. de bom, so mesmo o hotel, em cuja tv eu assisti uma pornochanchada brasileira dublada em frances do final dos anos 80, em plena era lambada. e hoje de manha chegamos a sète, onde tocamos na quarta, mas ficamos no mesmo hotel até sexta. e julia chega amanha, para a felicidade geral do missionario jose.
como nao da pra realmente contar tudo o que aconteceu nesses dias detalhadamente, vou listar os topicos mais importantes:
- em trencin rolou show do prodigy - muito goiaba, da omara portuondo - muito bom mas a chuva acabou com o show na quarta musica, e do the beat - muito bom com 90% da formaçao original incluindo o ranking roger, e os caras tocaram "ranking full stop" e "mirror in the bathroom" na sequencia, de proposito. se eu tivesse um telefone, eu ligava pra carlos pinduca na hora.
- se voce acha que o transito na sua cidade é ruim, e voce nao mora em napoles, saiba que existe coisa muito, mas muito pior.
- fomos a pompeia. eu, pepe e amarelo. andamos tres horas pra chegar ate la, e quando chegamos descobrimos que nos tres so tinhamos um euro e sessenta centavos. e a bilheteria do parque das ruinas tinha fechado fazia cinco minutos. a sorte foi que o velhinho da saida deixou a gente entrar de graca pra tirar retrato.
- o sul da italia e um lugar muito esculhambado. a maioria das cidades parece brasilia teimosa, as mulheres sao mais peruas do que eu jamais vi no brasil, e as pessoas ainda acreditam no cabelo zagueiro como forma de expressao da individualidade.
- ja a eslovaquia e um lugar totalmente diferente de tudo que eu ja conheci. as pessoas sao muito mais amigaveis que na europa ocidental, as coisas sao bem mais baratas e as paisagens sao muito bonitas. o grande impasse e a comunicacao, ja que la ninguem fala nem ingles nem frances, so alemao e mesmo assim olhe la. e eu nao falo alemao, entao fudeu mesmo.
- subindo de napoles, passamos por dentro do mont blanc, num tunel gigante que demorou uns vinte e cinco minutos pra atravessar. mas o lugar e bonito pra cacete.
- as pessoas PRECISAM ver o guachelo luiz imitando Linton Kwesi Johnson
como nao da pra realmente contar tudo o que aconteceu nesses dias detalhadamente, vou listar os topicos mais importantes:
- em trencin rolou show do prodigy - muito goiaba, da omara portuondo - muito bom mas a chuva acabou com o show na quarta musica, e do the beat - muito bom com 90% da formaçao original incluindo o ranking roger, e os caras tocaram "ranking full stop" e "mirror in the bathroom" na sequencia, de proposito. se eu tivesse um telefone, eu ligava pra carlos pinduca na hora.
- se voce acha que o transito na sua cidade é ruim, e voce nao mora em napoles, saiba que existe coisa muito, mas muito pior.
- fomos a pompeia. eu, pepe e amarelo. andamos tres horas pra chegar ate la, e quando chegamos descobrimos que nos tres so tinhamos um euro e sessenta centavos. e a bilheteria do parque das ruinas tinha fechado fazia cinco minutos. a sorte foi que o velhinho da saida deixou a gente entrar de graca pra tirar retrato.
- o sul da italia e um lugar muito esculhambado. a maioria das cidades parece brasilia teimosa, as mulheres sao mais peruas do que eu jamais vi no brasil, e as pessoas ainda acreditam no cabelo zagueiro como forma de expressao da individualidade.
- ja a eslovaquia e um lugar totalmente diferente de tudo que eu ja conheci. as pessoas sao muito mais amigaveis que na europa ocidental, as coisas sao bem mais baratas e as paisagens sao muito bonitas. o grande impasse e a comunicacao, ja que la ninguem fala nem ingles nem frances, so alemao e mesmo assim olhe la. e eu nao falo alemao, entao fudeu mesmo.
- subindo de napoles, passamos por dentro do mont blanc, num tunel gigante que demorou uns vinte e cinco minutos pra atravessar. mas o lugar e bonito pra cacete.
- as pessoas PRECISAM ver o guachelo luiz imitando Linton Kwesi Johnson
11.7.05
constatar e viver, ou eu vou fazer uma lista porque faz tempo que eu nao faço e estou com saudade
+ a melhor cerveja que existe é a guiness na pressão. guiness na lata de êmbolo é o mais próximo disso que se pode chegar. guiness em lata normal e guiness em garrafa ainda são muito boas mesmo, mas nem tanto.
+ eu já sabia que a minha namorada é muito foda mesmo, mas essa certeza se fortaleceu mais ainda quando ela colocou "bob dylan's blues" do syd barret numa coletânea que ela gravou pra mim.
+ existem duas comunidades diferentes no orkut dedicadas a marco césar.
+ outra coisa que me deixou muito feliz recentemente foi ter comprado o "luxury liner" da emmylou harris, o "long may you run" da young & stills band, e o "systems of romance" do ultravox, em vinil, por aproximadamente quinze reais.
+ uma coisa que me deixou desapontado recentemente foi não ter cacife pra botar 30 euros num "zeichnungen des patienten ot" duplo em vinil, mas um dia eu chego lá.
+ aqui na frança o hip hop manda soltar e manda prender. tem uma música chamada "lonely" de um negão chamado akon que, além de ganhar o prêmio "loop mais insuportável, porém divertido, do ano", toca em todo e qualquer buraco.
+ júlia também botou no disco "summerteeth", que é uma das músicas do wilco que eu mais gosto, mesmo sendo bestinha que só ela. a música, não júlia.
+ alguém devia ter proibido os beatles de lançar o revolver, o sgt. pepper's e o álbum branco em seqüência.
+ paris é a cidade mais megalomaníaca que existe, e provavelmente a que mais gera cartões postais por metro quadrado. e certamente aquela em que os cartões postais estão mais interconectados entre si, de modo que de qualquer um deles dá pra ver todos os outros. também é a cidade onde as pessoas mais acreditaram no neoclássico, até onde eu sei.
+ desmond takes a trolley to the jeweller's store, buys a twenty-carat golden ring. fazia tempo que eu não escutava esse disco de cabo a rabo.
+ lhô está no orkut. e eu criei uma comunidade chamada lhô rulez the universe. só que eu não consigo convidar ninguém por causa daquele servidor de merda, então quem estiver interessado, pode entrar quando quiser...
+ eu já sabia que a minha namorada é muito foda mesmo, mas essa certeza se fortaleceu mais ainda quando ela colocou "bob dylan's blues" do syd barret numa coletânea que ela gravou pra mim.
+ existem duas comunidades diferentes no orkut dedicadas a marco césar.
+ outra coisa que me deixou muito feliz recentemente foi ter comprado o "luxury liner" da emmylou harris, o "long may you run" da young & stills band, e o "systems of romance" do ultravox, em vinil, por aproximadamente quinze reais.
+ uma coisa que me deixou desapontado recentemente foi não ter cacife pra botar 30 euros num "zeichnungen des patienten ot" duplo em vinil, mas um dia eu chego lá.
+ aqui na frança o hip hop manda soltar e manda prender. tem uma música chamada "lonely" de um negão chamado akon que, além de ganhar o prêmio "loop mais insuportável, porém divertido, do ano", toca em todo e qualquer buraco.
+ júlia também botou no disco "summerteeth", que é uma das músicas do wilco que eu mais gosto, mesmo sendo bestinha que só ela. a música, não júlia.
+ alguém devia ter proibido os beatles de lançar o revolver, o sgt. pepper's e o álbum branco em seqüência.
+ paris é a cidade mais megalomaníaca que existe, e provavelmente a que mais gera cartões postais por metro quadrado. e certamente aquela em que os cartões postais estão mais interconectados entre si, de modo que de qualquer um deles dá pra ver todos os outros. também é a cidade onde as pessoas mais acreditaram no neoclássico, até onde eu sei.
+ desmond takes a trolley to the jeweller's store, buys a twenty-carat golden ring. fazia tempo que eu não escutava esse disco de cabo a rabo.
+ lhô está no orkut. e eu criei uma comunidade chamada lhô rulez the universe. só que eu não consigo convidar ninguém por causa daquele servidor de merda, então quem estiver interessado, pode entrar quando quiser...
10.7.05
o bom filho à casa torna
eu botei esse titulo porque eu ia fazer uma lista, mais descobri que eu estou cansado demais pra organizar as coisas nesse nivel, entao vamos improvisar mesmo. enfim, estamos de volta a paris, depois de uma longa viagem de volta da suica / alemanha. la estava um frio com chuva muito complicado, e ontem ainda estava chovendo e fazendo frio aqui. ja hoje o dia amanheceu e o sol saiu justamente quando a gente foi passar som, como voces podem conferir no meu fotolog. foi foda, mas o show foi muito bom, num anfiteatro em montmartre.
ontem fomos a um show do bossacucanova num lugar chamado cabaret sauvage, uma mistura de tenda de circo luxuosa com bar, bem bonito, e o show teve a participacao da mariana de moraes e do silverio pessoa. esse lugar fica por tras da cite de la musique, e perto do hotel onde a gente fica em paris, uma espelunca moderna dessas bem apertadas chamado etap, que nao e tao pequeno quanto um formula 1, mas faz o quarto de um hotel ibis virar um cinco estrelas. sendo que hoje e amanha a gente vai ficar em apartamentos aqui na regiao de montmartre pra economozar, e honestamente um apartamento por pior que possa ser deixa qualquer etap no chinelo. e ainda rola essa internet gratis na paz. e eu abri a geladeira pra ver se tinha uma agua gelada, e achei uma guiness geladinha com o meu nome. é, aparicio, às vezes a gente se da de bem...
ontem fomos a um show do bossacucanova num lugar chamado cabaret sauvage, uma mistura de tenda de circo luxuosa com bar, bem bonito, e o show teve a participacao da mariana de moraes e do silverio pessoa. esse lugar fica por tras da cite de la musique, e perto do hotel onde a gente fica em paris, uma espelunca moderna dessas bem apertadas chamado etap, que nao e tao pequeno quanto um formula 1, mas faz o quarto de um hotel ibis virar um cinco estrelas. sendo que hoje e amanha a gente vai ficar em apartamentos aqui na regiao de montmartre pra economozar, e honestamente um apartamento por pior que possa ser deixa qualquer etap no chinelo. e ainda rola essa internet gratis na paz. e eu abri a geladeira pra ver se tinha uma agua gelada, e achei uma guiness geladinha com o meu nome. é, aparicio, às vezes a gente se da de bem...
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