26.4.05

Ao vivo e a cores

Eu não vou ver a maioria dos meus grandes ídolos ao vivo. Quem sabe Neil Young ou o Ornette Coleman eu ainda consiga. Mas Groucho Marx, Charles Minguns, Jimmy Smith, nenhum desses vai rolar. Agora hoje eu fui presenteado com uma performance ao vivo e a cores de REINALDO BELO, o velho de Petrolina, na frente da minha casa. Emocionante. Confesso que vieram-me lágrimas aos olhos quando ele mandou ver os bordões mais clássicos da sua carreira radiofônica. Tão bom, josé...

25.4.05

Diana Meira, Diana Meira, Diaaaaaaana Meira eu estou aqui.

+ Toda vez que eu pego uma ficha pra esperar alguma coisa, eu penso onde nós estaríamos se não fosse a burocracia.
+ Mesmo quando você não sente gosto direito, sorvete de pistache é bom.
+ O cara liso, ele não apita em canto nenhum.

20.4.05

desaparecido, mas nem tanto

os leitores espertos deste espaço já devem ter se dado conta de que, quanto mais próximo eu estou do final de um disco, menos eu passo por aqui. é verdade mesmo.

14.4.05

a saga do passaporte, dia 3

a minha tentativa de renovar o meu passaporte está parecendo aquela piada, um dia falta ficha, no outro falta passaporte, e assim por diante. hoje eu consegui uma ficha. 89. tá na vinte. vou passar o dia enrolando e esperando. trouxe livro, e outros entretenimentos. mas se sair ainda hoje eu tou feliz.

10.4.05

10 coisas que sempre me deixam feliz

+ Eu sempre fico feliz quando ouço Rocks Off - no caso, a versão original no Exile on Main St.
+ Eu sempre fico feliz quando eu vejo a minha filha, mesmo quando ela está doente.
+ Eu sempre fico feliz quando eu me deito e posso dormir muito.
+ Eu sempre fico feliz quando eu como bomba de chocolate ou mil-folhas. Mesmo que estes não sejam essas coisas todas
+ Eu sempre fico feliz quando finalmente me pagam.
+ Eu sempre fico muito feliz quando descubro algum cantor muito bizarro.
+ Eu sempre fico feliz quando tomo sorvete.
+ Eu sempre fico feliz quando termino de ler um livro, mesmo que este seja ruim.
+ Eu sempre fico feliz quando a ressaca passa.
+ Eu sempre fico feliz quando vejo desenho animado.

7.4.05

Don't open the doors when the red light's on

Estamos adiantados no processo de gravação do mellotrons. Já gravamos todas as baterias, precisamos conferir os baixos e editar as baterias para começar a gravar as guitarras. Isso em três dias, o que qualquer amigo seu que trabalha com isso vai confirmar que é um rendimento super-bacana.

Depois do estúdio eu fui com Felipe e André conhecer a casa de Gerardo e Micheline, em BV, uma visita que devíamos há tempos ao casal, e ouvir o material que Felipe captou para o próximo disco do Badminton, que se a gente conseguir arrumar algum tempo pra se encontrar, vai ficar do cacete mesmo.

Esse disco a gente vai gravar ao contrário. Felipe já gravou as músicas mais ou menos na forma definitiva, com andamento e tudo mais. Ai a gente vai gravar o que faltar, inclusive de repente umas baterias. Não vai ser ainda o Pet Sounds do Badminton, mas acho que vai ficar muito legal.

30.3.05

drogas pra que te quero

as pessoas falam muito de drogas ilícitas, mas as minhas melhores lombras até hoje foram com drogas que eu tomei no hospital.

29.3.05

Discoteca Cerebral

O choque reacende
reanima as baterias
do boticlei
getch-goreu
getch-goráu

Descarga elétrica
butico a granel

Got motor

Desde ontem eu sou o feliz proprietário de um Fusca 72 azul-metálico. Parece mesmo um bezouro. Ainda não pensei num nome para batizá-lo. O óbvio Trovão Azul já se aplica ao fusquinha azul do amigo rabequeiro Cláudio. O Falcão Milenar já era o velho Escort-bala, então não dá pra chamar dois carros com o mesmo nome. Já já aparece.

O bichinho está bem de cima, dado que é um carro mais velho do que eu. O motor está totalmente operacional, e depois de uma boa limpeza de carburador vai ficar melhor ainda. Aos poucos eu vou dando um grau. A primeira coisa que precisa fazer é dar uma boa alinhada e balanceada nos pneus, e comprar um pneu de reserva. Precisa de uns graus na parte elétrica, pra acenderem as luzes do painel, e o toca-fitas funcionar. Hoje em dia dá pra ter toca-fitas no carro sem se preocupar com roubos.

De resto, é ir mexendo de pouquinho em pouquinho. Eu queria achar dois pára-choques antigos, porque o pára-choques dele é modelo 80, e eu não curto tanto quanto o modelo mais antigo. Mas isso são detalhes. O importante é que o bichinho roda.

27.3.05

Canastrice

Ontem eu e Júlia despertamos em nós mesmos um mal sem precedentes. A compulsão por jogar Canastra, aka Tranca ou Buraco Bossa-Nova. Preparem-se.

23.3.05

Os 10 baixos mais importantes da história que eu quero ter

Ontem eu estava pensando que eu nunca falei muito sobre baixos aqui no meu blog, se é que eu já falei alguma vez. Então eu resolvi delimitar o universo aos 10 modelos que eu considero fundamentais, e também os mais desejados pela minha pessoa. Então vamos ao momento Bass Grinder do quadrifonia:


1 - Fender Precision - é O baixo elétrico, né? Inclusive eu tenho um, e quando puder comprarei outro, igualmente setentão e dessa vez canhoto.
2 - Fender Jazz Bass - é O OUTRO baixo elétrico mais importante da história da humanidade. Assim como a sua guitarra irmã, a Jazzmaster, não foi um instrumento que se consagrou no meio do Jazz, apesar do nome. O único baixista de jazz a usar um Fender Jazz foi Jaco Pastorius. Já no reggae a coisa é diferente...
3 - Music Man Sabre - O terceiro membro da santíssima trindade do Leo Fender. 90% dos baixos que já foram gravados no mundo foram gravados com um desses três modelos, uns 2% foi gravado com os dois próximos, e os 8% restantes com imitações. O sabre tem uma resolução no médio grave que Leo Fender penou, penou, e só resolveu mesmo na Music Man.
4 - Rickenbacker 4003 - Um baixo essencialmente de rock, usado e abusado pelo Paul McCartney - que ganhou o dele de graça, por sinal.
5 - Steiberger L-series - Aquele quadradinho, preto, sem mão. Ache feio quem quiser, mas pra reggae e similares ou é ele ou é o Fender Jazz.
6 - Gibson EB`s - O irmão baixo da Les Paul SG, disponível em modelos com um ou dois captadores. Eu tenho uma réplica do EB-0 da Epiphone, que nesse momento, pra variar, eu não faço idéia de onde esteja. O modelo EB-2, por sua vez, é o irmão baixo da ES-355, semi-acústico, e um modelo que, apesar de não ser consagrado, eu também gostaria de possuir.
7 - Gibson Thunderbird - Outro modelo estritamente roqueiro para todas as idades, muito usado pelo Mike Watt ao vivo e em estúdio, e também pela Kim Gordon.
8 - Hofner Violin - provavelmente o baixo mais famoso do mundo, e vocês obviamente sabem o porquê. Não tem um som cheio, nem necessariamente bonito, mas peculiar. Hoje em dia tem um doido em Chicago que faz réplicas exatas do baixo e do circuito, que soam muito bem e são muito baratas. Baixo hofner por baixo hofner, existem outros modelos mais interessantes, mas muito difíceis de achar por aí.
9 - Alembic Series I - Um baixo muito bom que serviu de paradigma pra gerações e gerações de baixos sem graça - Fodera, Pedulla, modelos chatos da Yamaha e assim por diante - é o baixo oficial do Stanley Clarke e do Mark King. O Bi Ribeiro tinha um cor-de-rosa, que foi parar na mão do Formigão do Planet Hemp. O meu, quando eu tiver cacife pra isso, eu vou mandar fazer de oito cordas, ou talvez um fretless, mas sem LED acendendo no braço, que isso é o fim.
10 - Baixos Ampeg e Ovation - Provavelmente os dois pés-de-cobra mais desejados por este que voz fala e por muitos baixistas por aí. Ambos foram cancelados pelos seus fabricantes por não terem sido sucessos comerciais. O Ampeg, semi-acústico, foi comercializado no fim dos anos 60, aparentemente. Já o Ovation, de corpo sólido, provavelmente dançou pois a Ovation se consagrou com instrumentos acústicos eletrificados. Pra quem nem imagina do que se trata, um baixo ampeg aparece claramente no clip de "Remedy" do Black Crowes. O Nando Reis tem um, que eu já vi em clipes, tb. Já o baixo Ovation pode ser visto em vídeos do começo da carreira do Sonic Youth, quando o Thurston tocava baixo e a Kim tocava guitarra. Qualquer coisa peçam o vídeo emprestado pra Yellow ou pra Gomão. Quem também usa um baixo Ovation é o Jah Wobble, mas eu nunca vi foto dele com um.

22.3.05

A precariedade é um fato na cena musical recifense

Eu acabei de enunciar esse postulado, digamos assim, numa conversa pelo msn - de fato eu uso o Adium, que trava menos e integra diversos meios de mensagens instantâneas como o ICQ e o yahoo! messenger num só programa, mas de fato estamos conversando via msn - com Tomaz, do conjunto musical profiterolis, e me dei conta de que isso é realmente uma verdade, e que não se restringe à nossa cena local citadina. Além de servir para todo o estado, se aplica também às cenas musicais vizinhas, a paraibana, a potiguar, a alagoana, a sergipana, e em alguns casos mesmo o cenário musical bahiano sofre com a precariedade estrutural básica. O que é quase o inverso de alguns lugares no exterior, onde a estrutura existe e a música é uma merda. Ou seja, é melhor ser assim do que ser ao contrário, o que, por si só, também é uma afirmação cheia de verdade. Porque se a gente fosse ao contrário ia ser muito mais fácil ter pneumonia.

14.3.05

Gripe é sempre gripe

Sábado à noite, na verdade, eu acho até que antes disso, talvez, sexta, quem sabe, eu comecei a suspeitar que ia ficar gripado, sentido algumas dores no corpo, então o nariz começa a escorrer e lá vamos nós de novo. Eu provavelmente já comentei aqui que eu já fiquei muito doente na minha vida, especialmente de coisas que envolvem as vias aéreas superiores e também o pulmão. Eu tive pneumonia mais de uma vez, e uma delas foi dupla, inclusive.

Eu fiquei um pouco feliz com esse acontecimento, não por estar gripado, mas por não me lembrar quando eu tinha ficado gripado pela última vez, o que quer dizer que faz algum tempo, então. Obviamente, a gripe está diretamente relacionada ao excesso de trabalho nas últimas semanas, a insistência de alguns setores da sociedade em não me pagar, a má-alimentação decorrente do excesso de trabalho, todas essas coisas que eventualmente acontecem na minha vida e consequentemente me deixam gripado.

Entretanto, não deixa de ser uma boa maneira de começar as minhas mini-férias, que devem ocupar a maior parte das próximas duas semanas. Pelo menos eu passei um dia inteiro em casa sem fazer nada. Eu particularmente gostaria muito de poder pegar um avião e me mandar pra alguma ilha do caribe e passar dois meses longe de telefone, televisão, internet e meios de comunicação quaisquer. Afinal de contas, se o mundo ainda não acabou, não é agora que ele vai acabar, e se acabar, eu realmente prefiro já estar numa ilha deserta mesmo.

28.2.05

Os carros da minha vida - Cap. 4 - O fusca da Lucila

Talvez esse tenha sido o fusca que me fez gostar de fusca. A Lucila é a mãe do Fred, o meu primeiro amigo, ou talvez o amigo mais longínquo com quem eu ainda mantenho contato. Nessa época lá pros idos de 77, 78, morávamos os dois na Rua Padre João Manoel, em São Paulo, ele na esquina com a Itu, eu entre a Tietê e a Lorena, na frente do prédio da Sabesb. Aí minha mãe conheceu a mãe dele no Trianon, empurrando carrinho, aquelas coisas todas. Na turma também tinha a Júlia, que morava numa travessa da Peixoto Gomide.

Então a mãe do Fred tinha um fusquinha branco, e eu me lembro que o grande barato da gente era passear de fusca andando naquele vão que fica atrás do banco do passageiro. Pense que eram outros tempos, outro trânsito e tudo mais. Ontem eu estava de carona em outro fusca, e fiquei olhando aquele buraco e pensando que cabiam três guris ali. Inacreditável.

O Fred uma vez soltou o freio de mão desse carro na frente da casa de Júlia, uma ladeira leve, enquanto D. Lucila tinha descido pra pegar um negócio na portaria, e o carrinho foi descendo com ele e Júlia dentro, de ré. Esse era o Fred.

26.2.05

É verdade

Popa está certíssimo, eu realmente coloquei esse mesmo truque da piada do cu e do copo d'água aqui antes, pra ser mais preciso, como vocês mesmos podem conferir, no dia 26 de Agosto do ano passado. E Zeca, inclusive, caiu, pra vocês verem como ela SEMPRE funciona.

25.2.05

10 coisas que sempre funcionam

+ Ter fé
+ Backing vocal dobrado caso o cantor saiba cantar afinado, ou você saiba usar o auto-tune
+ Fender Precision
+ Esquentar o forno antes de colocar a pizza
+ Tirar a pizza do congelador na mesma hora em que você acender o forno. Ou imediatamente antes, ou imediatamente depois, pra você não tentar fazer as duas coisas ao mesmo tempo e causar um acidente
+ Manjericão
+ Falar com a câmera
+ Sorvete
+ Dançar feito o Groucho Marx
+ A piada da diferença entre o cu e o copo d'água

23.2.05

Meu coração dividido

Hoje eu recebi um convite para entrar numa comunidade do orkut: "Ruth Lemos mudou a minha vida". Fiquei de cara. Não só existe uma comunidade no orkut baseada num fato que aconteceu há menos de 10 dias, provavelmente 90% por cento da comunidade são pessoas de outros estados. E boa parte delas descobriu Ruth Lemos por causa do blog de William. Impressionante o impacto da internet na vida das pessoas.

Eu, particularmente, confesso que tanto ri quanto fiquei com muito dó da Dra. Ruth Lemos. Ela, coitada, deve estar arrasada. A não ser que seja uma pessoa muito de bem com a vida, o que, pelo fato de ela ter ficado tão nervosa ao aparecer na televisão, provavelmente não é o caso. Eu até tive vontade de marcar uma consulta com ela, pra dar uma força nesse momento difícil, mas tenho medo de qual seria a minha reação. Isso sem contar que ela precisaria passar a consulta toda sem falar nem sanduíche nem gordura.

Agora, o que eu queria mesmo saber é quem porras capturou aquele momento. Será que vazou de dentro da Globo? Será que foi algum freak que vive gravando TV aberta em digital? Será que foi William?

22.2.05

Os carros da minha vida - Cap. 3 - A Caravan Azul do meu avô

O meu avô Jorge, que na verdade são os meus dois avôs sendo que esse no caso é o pai da minha mãe, também teve uma Caravan, mas azul, e com marcha royal e banco inteiro na frente, de modo que quando a gente ia pra Petrópolis eu ia no banco da frente entre o meu avô e a minha avó. Era o maior barato, esse carro. Nele eu realmente fiz vários passeios enquanto cachorro, quando a mala não estava ocupada pelos cachorros de verdade do meu avô, o casal de pastores-alemães Pantaleão e Terta.

Essa Caravan tinha os faróis quadrados, era um modelo mais novo que a dos meus pais, que tinha ainda os faróis e o design de uma forma geral mais arredondado, meio Batmóvel. E, nas mãos do meu avô que consertava turbina de avião, estava sempre nos trinques. Foi esse o meu avô que certa vez desmontou o motor do carro e deixou tomando banho de óleo na banheira de casa durante um final de semana inteiro, e que converteu algum outro motor pra funcionar com uma mistura de álcool de cozinha e gasolina quando a vida apertou. E ele ainda tirou a foto da capa do EP do Diversitronica, pense num coroa produtivo.