30.12.04

Inevitavelmente

Que o que chega possa melhor do que o que vai. Felicidades para todos.

19.12.04

A cozinha alheia

Eu me lembro de uma das primeiras sessoes de gravacao que eu fiz fora do fabrica, durante a feitura do ultimo disco do Mundo Livre S/A, na Muzak. Num determinado momento, observando que eu estava um tanto quanto perdido tentando entender alguma ligacao maluca para fazer o som chegar de A ate B, Areia, com toda a calma e sapiencia que lhe sao peculiares, comentou:

- O cara cozinhar na cozinha dos outros e complicado, voce nunca sabe onde ficam os temperos.

E era a mais pura verdade. Com o tempo, eu me acostumei com as ligacoes malucas da muzaca, da federal e ate mesmo do fabrica. Hoje em dia eu consigo cozinhar em todos esses lugares.

Mas nao no computador do meu hospede, Garret Cashman. Primeiro porque eu nao entendo porra nenhuma de computador. De PC, entao, menos ainda. E PC e computador pra quem entende, como diria Zepinho. Entao eu nao consigo botar acento, ficam pulando umas janelas muito loucas, eu sei la.

Mas pra ninguem pensar de novo que eu desencarnei (vira essa boca pra la, grazi), vou mandando o meu recado, sem acento.

15.12.04

Alive and banging beaver

Dida, e demais queridos leitores deste veiculo, estou vivo, saudavel, e sempre arrumando encrenca. Sem computador por uns tempos, mas isso ja esta se resolvendo. Prometo voltar a aparecer com frequencia em breve por aqui.

5.12.04

Carbon oxides (monoxides, dioxides, mostly) are all there is to it

mas a bagunça que ela faz na minha sala é a melhor prova em contrário.

3.12.04

Bolso de otário é nas costas, virado de boca pra baixo

O título dessa minha participação aqui no meu querido veículo não tem nada a ver com o texto. Na verdade, eu nem sei sobre o que vou escrever, eu vim botar uns links novos de blogs, e tou ouvindo um disco do Bezerra da Silva pra ter uma referência pra mixagem do disco de Mônica Feijó, e lembrei que eu gosto muito desse verso.

O calor desses últimos dias tem sido uma coisa séria. Ontem eu tava conversando sobre isso com outro gringo que chegou - começou a temporada de caça, oficialmente - que está mais quente que o normal, e as pessoas tão passando mal e a porra. Eu mesmo estou num banzo da porra, pra trabalhar em casa tá foda. O período de dezembro até o carnaval devia ser feriado compulsório da Bahia pra cima.

2.12.04

I feels bad, I´m a-looking for a kiss

Um dos melhores exemplos de que as nossas deficiências podem ser usadas como um grande trunfo é o Sex Pistols. Se eles não fossem uma versão mal-tocada e sem suíngue do New York Dolls, dificilmente eles teriam chamado tanta atenção. Se o Johnny Rotten soubesse cantar direito, dificilmente ele ia praguejar tanto e fazer letras descendo tanto o pau quanto as dele.

Na verdade, o único músico bom do SP era o Steve Jones. Se ele tivesse a má-sorte de cair em uma banda em que o batera tivesse um mínimo de groove, ou que o baixista soubesse tocar, provavelmente o som da banda teria ido mais pros lados que o Clash foi posteriormente. Mas ainda bem que isso não aconteceu...

E falando em Armação Ilimitada

Hoje eu estava lendo na internet que o André Di Biase e o Kadu Moliterno se reuniram especialmente para fazer um quadro no Caldeirão do Huck sobre Juba e Lula pegando onda hoje em dia. Na verdade, quando eu vi a chamada eu achei que fosse rolar um revival da Armação Ilimitada, o que seria no mínimo interessante. Bem que podiam fazer, até porque a Andréa Beltrão e o resto do elenco ainda está todo por aí. Bem que rolava, Armação Ilimitada 20 anos depois. Com direito a Bacana velhão e as certíssimas participações do Evandro Mesquita e do Francisco Milani.

É engraçado que, nesses tantos anos desde o final da armação, nunca conseguiram fazer nada tão legal pra gurizada em geral. Tudo bem, a gente cresceu e não acompanhou, mas eu acho que não rolou mesmo. E eu não acho que o fato de eu achar Malhação um tédio seja somente conflito de gerações.

1.12.04

Conclusão

Outro dia, no show dos Los Hermanos, eu cheguei a uma conclusão. Foi um show emocionante, diga-se de passagem, em que eu cantei várias músicas junto. Menos emocionante que o de Aracaju, mas emocionante assim mesmo. Por sinal, o momento em que eles tocaram o tema de Armação Ilimitada foi genial.

Na verdade, duas conclusões. Uma é que eu normalmente canto junto as músicas do Amarante mais do que as do Marcelo Camelo. A outra é que alguma coisas na vida são como o mesmo Amarante - que na minha opinão é um grande guitarrista, antes de acharem que eu vou desancar o rapaz enquanto músico de uma forma geral - tocando tamborim, ou seja, podem até ter seu charme, mas não funcionam.

Tricicloscópio

*Eu tenho uma amiga chamada Ella Roberts que mora em Londres e é cantora. Ela entrou recentemente para o Coral Sinfônico da BBC. Eu acho muito legal, mas acho que ia achar mais legal se algum amigo ou amiga minha entrasse pra trabalhar naqueles grupos de claque, pra botar risada em seriado.

*Eu e Leo estávamos conversando outro dia sobre que em que profissão poderíamos trabalhar caso a nossa audição ficasse muito debilitada ao longo dos anos, e coincidentemente temos um interesse em comum pela carpintaria.

*Eu achei o meu primeiro bicho de pelúcia da vida, um urso cor-de-rosa, e tou dando uma recauchutada nele pra Júlia.

30.11.04

As jamais tocadas

Cinco covers que eu nunca consegui tocar de verdade com nenhuma banda

- The Mercy Seat - Nick Cave and the Bad Seeds - Essa o cara precisa ter três culhões pra se aventurar a tocar, então nunca ninguém teve coragem.
- Modern Love - David Bowie - Essa a gente até tirou, mas Gomão se recusou a tocar.
- I am the Ressurection - Stone Roses - Essa a gente tocou, mas a segunda parte, do suingue, ficava uma coxinha da porra.
- Okie from Muskogee - Merle Haggard - Estamos prometendo que vamos tocar essa no diversitrônica, mas não fizemos nada a respeito ainda...
- Tema da Patrulha Estrelar em versão surf - Essa seria um dos carros chefe de um projeto de surf music e raggamuffin que eu e Felipe íamos fazer, o Blowjobs, mas nunca fizemos.

28.11.04

All the right reasons

Da próxima vez em que você se sentir abandonado pelo mundo, roube, baixe ou compre o "Rainy Day Music" do Jayhawks. Você não vai se sentir menos abandonado assim de uma hora pra outra, mas pelo menos vai perceber que todo mundo se sente assim em algum momento da vida, e que isso passa.

26.11.04

We're off to outer space...

Apesar das fuleiragens dos responsáveis pelo som, ontem o show foi muito bom. Os tweeters do som da casa xoxaram muito, mas funcionou. E a abertura com o tema original de "Patrulha Estrelar" foi emocionante.

25.11.04

Bom danado II

Hoje tem show. Às 22h, 22h30, por ali. Na HYPE, que fica perto da Livraria Cultura. Oito reais, cinco com flyer, e pode ser que rolem uns convites. Diversitronica e DJ Ladrão botando todo mundo pra dançar.

19.11.04

A música country só me dá alegrias

Em que outro gênero eu poderia descobrir uma pérola do naipe de "Woman Behind the Man Behind the Wheel", que trata das dificuldades que a mulher de caminhoneiro tem que encarar? E o que falar então sobre "I Take a Drink and Let the Devil do the Rest"?

As minhas teorias quase sempre estão certas

Feito a teoria das dimensões paralelas. O concurso de músicas carnavalescas da prefeitura, por exemplo, é uma boa amostra disso. É um concurso nos moldes antigos, com categorias - no caso cinco: frevo de rua, de bloco, frevo canção, caboclinho e maracatu - compositores, arranjadores, intérpretes e regentes. Estou fazendo uma tabela para tentar descobrir qual o tema mais citado nos arranjos, se é vassourinhas ou o hino de pernambuco, inclusive.

Vão por mim, é outro mundo. Quem disser que não nunca viu as fileiras de compositores sentados no Teatro do Parque, cuidando para que suas queridas composições sejam executadas com o esmero necessário, encarando as vicissitudes dos arranjos e da performance da orquestra como empecilhos necessários à divulgação de sua arte.

E tem também as coreografias. E os intérpretes e suas fantasias. E o locutor, que conseguiu cometer algum erro de pronúncia, pelo menos, em cada música que apresentou, e foram 30, com repeteco de 15 no último dia. Um outro mundo, e um tanto quanto assustador.

18.11.04

Lançamento

A quem interessar possa, hoje vai rolar na torre Malakoff o lançamento do disco "Responde a Roda Outra Vez", gravado por mim e alguns outros pesquisadores no interior de Pernambuco e Paraíba no começo deste ano. Apresentação do Reisado das Caraíbas, e entrada franca. Cd's a venda no local.

17.11.04

I missed the last bus, I´ll take the next train

Estou com uma idéia legal para este espaço editorial. Mais uma maneira de fazer listas interativas. Eu começo e vocês continuam até chegar em 10. O tema é "discos que ficaram mais legais depois que o hype passou". E eu começo com o disco que eu estou ouvindo agora, e que motivou esta participação:


- Is this it - The Strokes

15.11.04

Red lights flashing through the window in the rain

Eu estava comentando com Leo, agora na sessão de pizza que tivemos para encerrar o feriado, que tem alguns discos que o cara precisa ter em todos os formatos possíveis, para poder ouvir sempre que for necessário. Eu pessoalmente teria vários, acho que provavelmente eu acabaria com uma lista de centenas se eu fosse pensar mesmo. Mas com certeza o Harvest e o After The Goldrush estariam no topo dela.

14.11.04

Casa de solteiro

Malu foi pro Rio, então agora eu oficialmente moro sozinho, até prova em contrário. Com exceção de Holly e Zack, que devem ficar por aqui até o dia 25, ou 26, o meu apartamento é o de um homem solteiro que mora só e que traz a filha algumas noites por semana. Está nas minhas mãos, e somente nelas, a capacidade de evitar que isto aqui se torne um pardieiro. E se você é algum maníaco lendo blogs em busca de informações para as suas futuras manias, pode ir tirando o cavalinho da chuva, pois além de bonito e inteligente, eu também sou bom de briga, e meus amigos mais ainda.

A primeira coisa que eu fiz, assim de impulso natural, foi arrumar as roupas no armário. Quando vi, elas estavam separadas por cor. Apesar de isso querer dizer que as três camisas pretas estão em uma pilha diferente das duas azuis, me assustei. Estaria eu, agora que virei dono-de-casa, manifestando tendências metrossexuais? Se algum dia eu aparecer de unha pintada, façam-me o favor de me cobrir de sopapos, para eu tomar um jeito. Se eu gostar, é porque não tem mais jeito mesmo.

O próximo passo é arrumar o quarto de Júlia. Já tem um armário pequenino, e agora eu vou comprar uma caminha pra ela. Cama, não berço, que ela já é grandinha. Já tinha encontrado uma daquelas lâmpadas de ligar na tomada, agora eu preciso arrumar bichinhos pra decorar o quarto, e também uma estante pros brinquedos. É bem verdade que eu vou tentar subornar a menina para ela passar um pouco mais de tempo na minha casa, mas se você fosse pai e morasse só você ia ver o que é bom pra tosse.

11.11.04

Bom danado

Pois é, juventude, estou aqui em Salvador. Cidade bonita, calor do carilei, participando de um congresso de Etnomusicólogos de todo o Brasil e além. Muita conversa, cochilos regulamentares nas comunicações vespertinas, pouco tempo pra apresentar os trabalhos, e livros muito legais por preços exorbitantes. Aviso logo aos amigos e familiares que eu estando liso nesse momento da minha vida, só quem vai ganhar lembrança de Salvador é Júlia. Uma sandalinha massa que eu comprei no Pelourinho. Ia comprar uma conguinha miniatura também, mas o dinheiro não deu.
De repente amanhã no Mercado modelo eu arrumo outra coisinha legal pra ela.

Eu fico impressionado com a beleza desse lugar aqui. E foda. A Baía de Todos os Santos, então, é pra o cara passar o dia olhando. Você só não passa o dia olhando porque senão morre de insolação. Uma vez eu e Genaro dormimos num apê do pai do Spencer - que também me dá guarida nesta viagem, só que no Rio Vermelho desta vez - e que tinha uma vista ninja da Bahia. Pra sair e voltar pra Recife foi um esforço descomunal.

Amanhã eu vou dar um bico genial nesse congresso pra ir ver a igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Acho que deve ser mais bonito do que ver outro antropólogo lendo um texto durante 15 minutos.