Ou como diria o grande Conde, ninguém é perfeito e a vida é assim. Hoje eu recebi, por e-mail, a notícia de que eu levei pau no mestrado. Ainda bem que eu não dizia pra ninguém que tinha feito mestrado, porque eu fiz, mas levei pau. Vou ganhar um prêmio de consolação aí, que depois das equivalências vai provavelmente valer menos do que uma ficha 19 do Sigismundo Gonçalves.
Mas também pudera. Eu fiz um trabalho meia-boca, no último mês do meu prazo, como vocês puderam acompanhar por aqui. Ou seja, nada. Por outro lado, no tempo em que eu deveria estar fazendo esse trabalho, eu fiz milhares de outras coisas, entre elas ter uma filha e gravar uns vinte discos.
Pra academia, o papel vale mais. Mas academia por academia, eu ainda posso fazer um doutorado e mandar tomar no cu quem achar ruim eu não ter um mestrado. Hoje em dia dá. E no dia-a-dia, na hora de trocar pneu, um mestrado vale tanto quanto um toddynho. Fica pra próxima.
25.6.04
23.6.04
Once bitten, twice shy
Hoje eu estava conversando com o pessoal lá na festinha em que a Roda tocou, e Almeidinha comentou que o legal de ter 30 anos é que você ainda é jovem, mas pode reclamar da velhice. Então, como eu não consigo me livrar desse hábito nojento, eu apresento a vocês:
10 coisas que me mostram que eu ainda sou jovem:
1 - Cabelos escuros, que ainda são a maioria.
2 - Continência urinária.
3 - Ainda não ter trinta anos.
4 - Partilhar a vida noturna com pessoas que são dez anos mais velhas do que eu.
5 - Não ter comprado os discos dos Beatles à medida que eles foram sendo lançados.
6 - Apesar de já ter brochado, não ter sentido a necessidade de apelar para medicamentos.
7 - Ouvir discoteca e saber que isso é uma coisa de quando eu era muito pequeno mesmo.
8 - Faltarem mais anos para a minha aposentadoria do que os que eu já vivi.
9 - As pessoas ainda dizerem: "Ah, mas como você é novo".
10 - Algumas dessas pessoas lembrarem de mim quando eu era criança.
10 motivos que me mostram que eu já posso reclamar da velhice:
1 - As pessoas que ainda lembram de mim quando eu era criança estão rareando.
2 - Eu comprava discos em vinil quando a única opção eram fitas cassete.
3 - A internet foi uma novidade na minha vida.
4 - Partilhar a vida noturna com pessoas dez anos mais novas do que eu.
5 - Pagar contas que não têm mais a ver com os meus gastos pessoais.
6 - Conhecer pessoas que não são da minha família há mais de vinte anos.
7 - Lembrar de coisas de vinte anos atrás.
8 - Encarar exercícios físicos como uma forma de ter menos problemas daqui por diante.
9 - Não conseguir ler mais do que 4 linhas numa tela de computador sem desejar que aquilo tivesse sido impresso.
10 - Lembrar frase por frase uma história da carochinha que eu ouvi há vinte anos e esquecer o que eu conversei ontem e com quem.
10 coisas que me mostram que eu ainda sou jovem:
1 - Cabelos escuros, que ainda são a maioria.
2 - Continência urinária.
3 - Ainda não ter trinta anos.
4 - Partilhar a vida noturna com pessoas que são dez anos mais velhas do que eu.
5 - Não ter comprado os discos dos Beatles à medida que eles foram sendo lançados.
6 - Apesar de já ter brochado, não ter sentido a necessidade de apelar para medicamentos.
7 - Ouvir discoteca e saber que isso é uma coisa de quando eu era muito pequeno mesmo.
8 - Faltarem mais anos para a minha aposentadoria do que os que eu já vivi.
9 - As pessoas ainda dizerem: "Ah, mas como você é novo".
10 - Algumas dessas pessoas lembrarem de mim quando eu era criança.
10 motivos que me mostram que eu já posso reclamar da velhice:
1 - As pessoas que ainda lembram de mim quando eu era criança estão rareando.
2 - Eu comprava discos em vinil quando a única opção eram fitas cassete.
3 - A internet foi uma novidade na minha vida.
4 - Partilhar a vida noturna com pessoas dez anos mais novas do que eu.
5 - Pagar contas que não têm mais a ver com os meus gastos pessoais.
6 - Conhecer pessoas que não são da minha família há mais de vinte anos.
7 - Lembrar de coisas de vinte anos atrás.
8 - Encarar exercícios físicos como uma forma de ter menos problemas daqui por diante.
9 - Não conseguir ler mais do que 4 linhas numa tela de computador sem desejar que aquilo tivesse sido impresso.
10 - Lembrar frase por frase uma história da carochinha que eu ouvi há vinte anos e esquecer o que eu conversei ontem e com quem.
21.6.04
A sanfona do povo
Essa semana, eu estou gravando um disco com a Orquestra Sinfônica do Recife mais o Sivuca. É a primeira vez que eu gravo orquestra assim, de verdade, e eu realmente estou me achando um cara muito sortudo só de poder fazer isso. E mais sortudo ainda porque a OSR está tocando bem esse repertório, o Sivuca também, e então é só não estragar. Afinal de contas, são muito poucas as coisas que não ficam mais bonitas com orquestra sinfônica ou um baby doll de cetim. E os Beatles são uma exceção honrosa em ambos os casos.
Uma das coisas que eu pensei hoje olhando pro Sivuca é que uma das maiores provas de que você é realmente famoso é quando você vira personagem de piada. Feito aquela em que o cara mostra um pedaço de papel branco dizendo "essa é uma foto do show do Sivuca com o Hermeto Paschoal no Pólo Sul". Eu pensei nisso também quando o Ray Charles morreu, que tem a piada inversa, que é um show do Stevie Wonder com o Ray Charles dentro de uma caverna. Quando ele morreu eu também lembrei de outra piada, essa um dos clássicos de Lhô, mas perdi o timing de comentar com alguém que o Príncipe Charles tinha ficado triste com a morte do pai.
Uma das coisas que eu pensei hoje olhando pro Sivuca é que uma das maiores provas de que você é realmente famoso é quando você vira personagem de piada. Feito aquela em que o cara mostra um pedaço de papel branco dizendo "essa é uma foto do show do Sivuca com o Hermeto Paschoal no Pólo Sul". Eu pensei nisso também quando o Ray Charles morreu, que tem a piada inversa, que é um show do Stevie Wonder com o Ray Charles dentro de uma caverna. Quando ele morreu eu também lembrei de outra piada, essa um dos clássicos de Lhô, mas perdi o timing de comentar com alguém que o Príncipe Charles tinha ficado triste com a morte do pai.
16.6.04
Meiota
Cinco coisas que eu considero bastante incômodas:
1 - Viúvas e viúvos do Cazuza.
2 - Solteirona bêbada.
3 - Descobrir que o meu Abbey Road está arranhado.
4 - Afta.
5 - Sala de espera.
1 - Viúvas e viúvos do Cazuza.
2 - Solteirona bêbada.
3 - Descobrir que o meu Abbey Road está arranhado.
4 - Afta.
5 - Sala de espera.
14.6.04
Emoções eu senti
Se continuar assim, vou ter que mudar o nome deste para "Só Dez". Mas vamos indo por aqui enquanto as idéias vêm, ou não. Enfim,
Dez momentos emocionantes do mundo da música:
1 - Quando o Johnny Cash começa a cantar a segunda estrofe de "Girl From the North Country", no Nashville Skyline.
2 - Quando, aos nove minutos e quinze, a bateria volta e você descobre que Marquee Moon ainda não acabou.
3 - A ataque da orquestra em "Construção", depois que a letra acaba pela primeira vez.
4 - O começo de "A Day In the Life". Por mim, essa música sozinha é melhor que o Sgt. Peppers inteiro.
5 - A parte do 'You'll know where you are' em "Let Down", no OK Computer, quando vai uma voz prum lado e outra pro outro.
6 - If I needed someone. Eu acho que essa eu roubei de Lhô.
7 - Uma virada que o Billy Ficca dá em "Prove It", na qual ele atrasa o caixa e segura o tempo no chimbau.
8 - O refrão de "Eu te Amo", do Rei Roberto. Viva a caixa leslie.
9 - A volta da melodia em "The Diamond Sea".
10 - Quando a cobra morre em "A velha debaixo da cama".
Dez momentos emocionantes do mundo da música:
1 - Quando o Johnny Cash começa a cantar a segunda estrofe de "Girl From the North Country", no Nashville Skyline.
2 - Quando, aos nove minutos e quinze, a bateria volta e você descobre que Marquee Moon ainda não acabou.
3 - A ataque da orquestra em "Construção", depois que a letra acaba pela primeira vez.
4 - O começo de "A Day In the Life". Por mim, essa música sozinha é melhor que o Sgt. Peppers inteiro.
5 - A parte do 'You'll know where you are' em "Let Down", no OK Computer, quando vai uma voz prum lado e outra pro outro.
6 - If I needed someone. Eu acho que essa eu roubei de Lhô.
7 - Uma virada que o Billy Ficca dá em "Prove It", na qual ele atrasa o caixa e segura o tempo no chimbau.
8 - O refrão de "Eu te Amo", do Rei Roberto. Viva a caixa leslie.
9 - A volta da melodia em "The Diamond Sea".
10 - Quando a cobra morre em "A velha debaixo da cama".
11.6.04
Listas de dez ou a válvula de escape da falta de idéias
Tudo bem, Nick Hornby e tudo mais. Mas é divertido. Então eu vou propor 10 temas para listas de 10 coisas, e quem quiser escolhe um tema e faz a lista ali nos comentários.
1 - As 10 coisas mais inúteis da internet.
2 - 10 canções de amor ao som das quais você já chorou.
3 - 10 motivos porque eu abandonaria a minha profissão aqui e agora.
4 - 10 maneiras de se livrar de proselitistas incovenientes (ex.: Mórmons, e em alguns casos, Devotos de Krsna. Hoje eu simpatizo, mas já dei muita volta em Hare Krsna por aí).
5 - As 10 desculpas mais esfarrapadas que você já deu (sem entrar em detalhes pra não comprometer).
6 - 10 bandas legais com a letra do alfabeto da sua preferência.
7 - 10 pessoas que você não vê há mais de 3 anos e que não faz a menor idéia sobre como encontrá-las de novo.
8 - 10 mentiras que você já contou no jogo da verdade.
9 - 10 verdades que você preferia não ter ouvido no jogo da verdade.
10 - As 10 maiores roubadas em que você já entrou.
Eu honestamente pensei em fazer uma de cada pra botar aqui. Mas até eu tenho mais o que fazer hoje.
1 - As 10 coisas mais inúteis da internet.
2 - 10 canções de amor ao som das quais você já chorou.
3 - 10 motivos porque eu abandonaria a minha profissão aqui e agora.
4 - 10 maneiras de se livrar de proselitistas incovenientes (ex.: Mórmons, e em alguns casos, Devotos de Krsna. Hoje eu simpatizo, mas já dei muita volta em Hare Krsna por aí).
5 - As 10 desculpas mais esfarrapadas que você já deu (sem entrar em detalhes pra não comprometer).
6 - 10 bandas legais com a letra do alfabeto da sua preferência.
7 - 10 pessoas que você não vê há mais de 3 anos e que não faz a menor idéia sobre como encontrá-las de novo.
8 - 10 mentiras que você já contou no jogo da verdade.
9 - 10 verdades que você preferia não ter ouvido no jogo da verdade.
10 - As 10 maiores roubadas em que você já entrou.
Eu honestamente pensei em fazer uma de cada pra botar aqui. Mas até eu tenho mais o que fazer hoje.
9.6.04
8.6.04
Foot of the Letter Greatest Hits
Outras sugestões para formarmos um disco inteiro:
1-Bilhete para passear (Eu acho que vou ficar triste, eu acho que é hooooooje...)
2-Aproveite o silêncio (Palavras de violência, quebram o silêncio, chegam quebrando tudo, no meu pequeno mundo...)
3-Eu não quero o controle de você (Eu não quero o controle de você, não é importante pra mim...)
4-De volta à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (Voei de Miami na Bê-O-A-Cê, não consegui chegar na cama ontem à noite...)
5-Azuis do Banco de Bar (Se eu pudesse segurar um pensamento, por tempo o bastante pra saber...)
6-Triângulo Amoroso Bizarro (Toda vez que eu olho pra ti, eu sinto um tiro através de mim com um relâmpago azul...)
7-Sem surpresas (Um coração que enche como um aterro sanitário, um emprego que te mata aos poucos...)
8-Dançando Dominó (O dia todo, olha eles caindo, O dia todo, dançando dominó...)
9-Com ou sem você (Veja a pedra colocada nos seus olhos, veja o espinho girando no seu lado...)
10-Deixa Estar (Quando eu me encontro em situações problemáticas, Mãe Maria vem a mim, falando palavras sábias, deixa estar...)
1-Bilhete para passear (Eu acho que vou ficar triste, eu acho que é hooooooje...)
2-Aproveite o silêncio (Palavras de violência, quebram o silêncio, chegam quebrando tudo, no meu pequeno mundo...)
3-Eu não quero o controle de você (Eu não quero o controle de você, não é importante pra mim...)
4-De volta à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (Voei de Miami na Bê-O-A-Cê, não consegui chegar na cama ontem à noite...)
5-Azuis do Banco de Bar (Se eu pudesse segurar um pensamento, por tempo o bastante pra saber...)
6-Triângulo Amoroso Bizarro (Toda vez que eu olho pra ti, eu sinto um tiro através de mim com um relâmpago azul...)
7-Sem surpresas (Um coração que enche como um aterro sanitário, um emprego que te mata aos poucos...)
8-Dançando Dominó (O dia todo, olha eles caindo, O dia todo, dançando dominó...)
9-Com ou sem você (Veja a pedra colocada nos seus olhos, veja o espinho girando no seu lado...)
10-Deixa Estar (Quando eu me encontro em situações problemáticas, Mãe Maria vem a mim, falando palavras sábias, deixa estar...)
7.6.04
Segunda Azul
Essa foi, sem dúvida, uma das melhores idéias que já tivemos, e uma das que aproveitamos pior. Traduzir literalmente as letras das músicas em inglês. Eu e Felipe fazemos isso há séculos, muito antes até de aparecer aquela menina que fazia isso com músicas da Madonna.
Mas como a preguiça sempre imperou, nunca fizemos nada a respeito disso. Nesse nosso novo projeto, eu e William resolvemos aproveitar uma base do Máquinas na Pista pra "Blue Monday" e fizemos Segunda Azul. Ficou o bicho.
Mas como a preguiça sempre imperou, nunca fizemos nada a respeito disso. Nesse nosso novo projeto, eu e William resolvemos aproveitar uma base do Máquinas na Pista pra "Blue Monday" e fizemos Segunda Azul. Ficou o bicho.
4.6.04
The best of the best
Eu tinha gostado muito de "Hentay Chubby Shemale", e também do "Random Access Vague Souvenir". Mas esse agora é o mais legal.
3.6.04
Doente, doente, doente
Que eu tenho poblema, eu sei. Qual e qual o tamanho, não. Mas eu fiquei muito feliz ao descobrir que na trama virtual (www.tramavirtual.com) você pode baixar a primeira demo do Doiseumimdoisema inteira. Agora falta achar a segunda, "Doiseumimdoisema invade Capão City". Tem várias músicas em comum, mas em versões diferentes.
1.6.04
Aprendendo com os mestres
Eis que eu estava curtindo um fim-de-tarde melancólico aqui no apê, quando Thelmo me presenteia com um link pra um site inteiro dedicado ao mestre Daminhão Experiença. Com direito a uma seção com os seguidores atuais, e também download dos discos originais. Que felicidade.
Pra quem não sabe, Daminhão é um maluco doidão que habita o Rio de Janeiro, e faz música. Eu não vou falar muito, porque é muito melhor ir no site do cara e ler os depoimentos do próprio. Mas eu deponho que, quando eu era criança, ele fazia ponto vendendo disco na Visconde de Pirajá, em Ipanema, perto da Praça General Osório. Eu me lembro que a gente sempre passava na frente dele quando saia pra ir passear.
Obviamente, nunca que a minha mãe ou a minha avó iriam deixar algum dos netos interagir com Daminhão, mas eu sempre quis comprar um daqueles discos estranhos que ele vendia. Tempos depois, já grande, passei por ali algumas vezes procurando o distinto cidadão, mas não encontrei.
Faz um bom tempo também, rolou uma matéria sobre ele na Revista Bizz, na época em que a mesma ainda prestava. Essa matéria fez crescer o interesse das pessoas pelo Brasil no mestre dos experimentos fonográficos. E desde 2001, aparentemente, rola esse portal. Divirtam-se.
Pra quem não sabe, Daminhão é um maluco doidão que habita o Rio de Janeiro, e faz música. Eu não vou falar muito, porque é muito melhor ir no site do cara e ler os depoimentos do próprio. Mas eu deponho que, quando eu era criança, ele fazia ponto vendendo disco na Visconde de Pirajá, em Ipanema, perto da Praça General Osório. Eu me lembro que a gente sempre passava na frente dele quando saia pra ir passear.
Obviamente, nunca que a minha mãe ou a minha avó iriam deixar algum dos netos interagir com Daminhão, mas eu sempre quis comprar um daqueles discos estranhos que ele vendia. Tempos depois, já grande, passei por ali algumas vezes procurando o distinto cidadão, mas não encontrei.
Faz um bom tempo também, rolou uma matéria sobre ele na Revista Bizz, na época em que a mesma ainda prestava. Essa matéria fez crescer o interesse das pessoas pelo Brasil no mestre dos experimentos fonográficos. E desde 2001, aparentemente, rola esse portal. Divirtam-se.
30.5.04
All things must pass
Esses balaios de gato que acontecem quando um monte de celebridades do mundo da música se juntam em torno de uma causa tendem pro risco de tudo virar uma grande farofa. Existem exemplos memoráveis disso, como um show com os 'grandes nomes da música britânica' em homenagem à Rainha lá deles, que passou na TV faz uns quinze anos e eu faltei a missa pra assitir e gravar. Apesar de ruim, alguns momentos se salvam, como o Sir Elton tocando "I'm still standing", uma das poucas músicas dele dos anos 80 que se salvam. Eu só não me lembro o que a Tina Turner estava fazendo no meio daquele povo todo, mas enfim.
Como eu falei há não muito tempo aqui, uma exceção honrosa a essa regra é o show em homenagem aos zilhões de anos de carreira do Bob Dylan. Outra exceção, mais recente, é o show em homenagem ao George Harrison, organizado pelo Eric Clapton e pelo filho do homem (e sósia) Dhani Harrison.
O show em si aconteceu no famoso Royal Albert Hall, construído lá nos idos do século XIX pela Dona Vitória em homenagem ao finado maridão, que também ganhou uma magnífica estátua doirada defronte o salão, do outro lado da rua. Só o lugar já vale a pena, porque é uma das salas mais bacanas do mundo.
Então o show em si, enfim, é muito bom. Obviamente, tinham que chamar o Jeff Lynne, que também foi responsável pela mixagem da história toda. Descontente de ter transformado o Cloud Nine, o Traveling Wilburys e mesmo os Beatles em um creme de leite sonoro, o pateta ainda me aparece pra cantar com aquele indefectível Ray-Ban e uma porra de um chapéu australiano. Mas enfim, amigo mala é pra essas coisas. Ele e a porra do Ray Cooper.
Fora isso, pense num negócio bem feito. Deus com a categoria de sempre, Billy Preston impecável cantando "My Sweet Lord", Albert Lee, Jim Keltner, toda a família do Ravi Shankar, Tom Petty, Ringo Starr e seu paletó brilhante, et coetera. Uma participação impagável do Monty Phyton com o Tom Hanks, aquelas coisas todas.
Mas emocionante mesmo foi o final, "While My Guitar Gently Weeps", com voz e solo do Eric Clapton - numa Strato colorida horrível, mas com um som do caralho, e "All Things Must Pass" interpretada por Sir Paul, com Ringo Starr na bateria e orquestra e tudo mais. Aí eu só não chorei porque tinha mais gente na sala e ia pegar mal.
Como eu falei há não muito tempo aqui, uma exceção honrosa a essa regra é o show em homenagem aos zilhões de anos de carreira do Bob Dylan. Outra exceção, mais recente, é o show em homenagem ao George Harrison, organizado pelo Eric Clapton e pelo filho do homem (e sósia) Dhani Harrison.
O show em si aconteceu no famoso Royal Albert Hall, construído lá nos idos do século XIX pela Dona Vitória em homenagem ao finado maridão, que também ganhou uma magnífica estátua doirada defronte o salão, do outro lado da rua. Só o lugar já vale a pena, porque é uma das salas mais bacanas do mundo.
Então o show em si, enfim, é muito bom. Obviamente, tinham que chamar o Jeff Lynne, que também foi responsável pela mixagem da história toda. Descontente de ter transformado o Cloud Nine, o Traveling Wilburys e mesmo os Beatles em um creme de leite sonoro, o pateta ainda me aparece pra cantar com aquele indefectível Ray-Ban e uma porra de um chapéu australiano. Mas enfim, amigo mala é pra essas coisas. Ele e a porra do Ray Cooper.
Fora isso, pense num negócio bem feito. Deus com a categoria de sempre, Billy Preston impecável cantando "My Sweet Lord", Albert Lee, Jim Keltner, toda a família do Ravi Shankar, Tom Petty, Ringo Starr e seu paletó brilhante, et coetera. Uma participação impagável do Monty Phyton com o Tom Hanks, aquelas coisas todas.
Mas emocionante mesmo foi o final, "While My Guitar Gently Weeps", com voz e solo do Eric Clapton - numa Strato colorida horrível, mas com um som do caralho, e "All Things Must Pass" interpretada por Sir Paul, com Ringo Starr na bateria e orquestra e tudo mais. Aí eu só não chorei porque tinha mais gente na sala e ia pegar mal.
28.5.04
Dez lá e dez cá
Dez coisas em que eu sou bom:
1-Dormir
2-Comer
3-Comprar disco
4-Trocar corda de violão
5-Jogar Frostbite
6-Cantar segunda voz
7-Fazer bagunça
8-Ler gibi
9-Lembrar como chega nos lugares
10-Fazer barulho
Dez coisas em que eu sou o pior do mundo:
1-Baliza
2-Futebol
3-Comprar roupa
4-Arrumar a casa
5-Dançar
6-Ser cantor de banda
7-Lembrar aniversário
8-Juntar dinheiro
9-Acompanhar as tendências
10-Terminar lista de dez coisas.
1-Dormir
2-Comer
3-Comprar disco
4-Trocar corda de violão
5-Jogar Frostbite
6-Cantar segunda voz
7-Fazer bagunça
8-Ler gibi
9-Lembrar como chega nos lugares
10-Fazer barulho
Dez coisas em que eu sou o pior do mundo:
1-Baliza
2-Futebol
3-Comprar roupa
4-Arrumar a casa
5-Dançar
6-Ser cantor de banda
7-Lembrar aniversário
8-Juntar dinheiro
9-Acompanhar as tendências
10-Terminar lista de dez coisas.
27.5.04
Dino 7 Cordas
Eu estava fazendo uma pesquisa aqui na internética sobre sites de fabricantes de instrumentos para enriquecer a nova seção ali ao lado quando me deparei com essa
matéria em que os grandes nomes do 7 cordas falam sobre o maioral, Dino, que é o cara que manda soltar e manda prender no que tange ao Violão de 7. Leiam lá. E leiam essa também. Pra quem estiver com preguiça, existe esse Violão de 7 cordas, que possui uma corda a mais, mais grave, tradicionalmente afinada em Dó - o mesmo Dó Grave do Violoncelo - mas que também pode ser usada com a afinação em Si.
E o Dino é o Pelé do 7 cordas. Ele tocou e gravou com todo mundo, então você provavelmente já ouviu ele em algum disco por aí. Por exemplo, esses discos do Cartola da Marcus Pereira que a galera jovem e moderna curte de montão? Dino e Meira nos violões. Bezerra da Silva? Dino. Jacob do Bandolim, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Alcione, difícil é achar alguém que tenha gravado com outro violonista de 7.
Hoje em dia, violonista tocando 7 cordas é bóia. Eu mesmo já gravei um disco, o do Sexteto Capibaribe, em que tinha 3 tocando ao mesmo tempo. Mas se não tivesse existido o Dino lá, segurando a onda esse tempo todo, essa tradição já teria se perdido. Ou então seria feito a manola, ou violão tenor, que hoje em dia quase ninguém toca, ninguém mais vê a manola sendo usada por aí. Eu mesmo só vejo e ouço manola no Demônios da Garoa, no Kingston Trio e quando eu arranjo alguma coisa pra Maira gravar e peço pra ela usar. Mas talvez não exista um equivalente ao Dino no mundo da Manola.
De qualquer forma, é bom ver que hoje em dia existe muita gente empenhada em continuar esse trabalho, senão de 7 cordas só iam sobrar as guitarras do Korn e do Steve Vai. Que sinceramente...
matéria em que os grandes nomes do 7 cordas falam sobre o maioral, Dino, que é o cara que manda soltar e manda prender no que tange ao Violão de 7. Leiam lá. E leiam essa também. Pra quem estiver com preguiça, existe esse Violão de 7 cordas, que possui uma corda a mais, mais grave, tradicionalmente afinada em Dó - o mesmo Dó Grave do Violoncelo - mas que também pode ser usada com a afinação em Si.
E o Dino é o Pelé do 7 cordas. Ele tocou e gravou com todo mundo, então você provavelmente já ouviu ele em algum disco por aí. Por exemplo, esses discos do Cartola da Marcus Pereira que a galera jovem e moderna curte de montão? Dino e Meira nos violões. Bezerra da Silva? Dino. Jacob do Bandolim, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Alcione, difícil é achar alguém que tenha gravado com outro violonista de 7.
Hoje em dia, violonista tocando 7 cordas é bóia. Eu mesmo já gravei um disco, o do Sexteto Capibaribe, em que tinha 3 tocando ao mesmo tempo. Mas se não tivesse existido o Dino lá, segurando a onda esse tempo todo, essa tradição já teria se perdido. Ou então seria feito a manola, ou violão tenor, que hoje em dia quase ninguém toca, ninguém mais vê a manola sendo usada por aí. Eu mesmo só vejo e ouço manola no Demônios da Garoa, no Kingston Trio e quando eu arranjo alguma coisa pra Maira gravar e peço pra ela usar. Mas talvez não exista um equivalente ao Dino no mundo da Manola.
De qualquer forma, é bom ver que hoje em dia existe muita gente empenhada em continuar esse trabalho, senão de 7 cordas só iam sobrar as guitarras do Korn e do Steve Vai. Que sinceramente...
26.5.04
Débitos e créditos
Eu não sou conhecido por aí como um grande fã do Lenine. Na verdade, pensando bem, acho que não se trata de eu não gostar do Lenine, é mais um daqueles casos em que eu reconheço que o cara é talentoso, e faz o dele muito bem feito, mas que não é muito a minha praia. É bem verdade que ele toca um violão impressionante, mas não é sobre isso que eu resolvi falar.
Na revista Continente Multicultural tem uma entrevista com o próprio, e eu estava lendo outro dia. Nessa entrevista ele chama atenção pra um ponto interessante, da gente receber as dívidas em casa e ter que correr atrás das receitas. Me lembrei disso agora porque recebi uma conta da celpe pra pagar amanhã. Chegou hoje, e vence amanhã, e eu que me vire pra pagar essa porra.
Agora, pra receber dez rural, eu tenho que gastar ligação de celular, mandar número de conta, o caralho. Os poucos pagadores excepcionais que pagam em dia, estes estão cada vez mais raros. Existem, sim, e eu sou sortudo de trabalhar volta e meia com alguns dos poucos que sobraram. Mas em geral, é um passa ontem que eu já fui institucional.
Deve existir alguma porra de órgão público que poderia organizar isso pra gente se fosse de praxe funcionário público trabalhar. Pra quem é autônomo, então, é pegar em bomba, chupar limão e pedir uma pépsi, tudo ao mesmo tempo. Até porque se você não anotar tudo direitinho, corre o risco de esquecer um trampo ou outro, e ficar à mercê da boa vontade do pagador.
E por sobre isso, você acrescenta o fator Zé Guilherme, que só não esquece a cabeça em casa porque veio presa no pescoço de fábrica. Pensando bem, é um milagre eu ainda não ter ido parar na SPC.
Na revista Continente Multicultural tem uma entrevista com o próprio, e eu estava lendo outro dia. Nessa entrevista ele chama atenção pra um ponto interessante, da gente receber as dívidas em casa e ter que correr atrás das receitas. Me lembrei disso agora porque recebi uma conta da celpe pra pagar amanhã. Chegou hoje, e vence amanhã, e eu que me vire pra pagar essa porra.
Agora, pra receber dez rural, eu tenho que gastar ligação de celular, mandar número de conta, o caralho. Os poucos pagadores excepcionais que pagam em dia, estes estão cada vez mais raros. Existem, sim, e eu sou sortudo de trabalhar volta e meia com alguns dos poucos que sobraram. Mas em geral, é um passa ontem que eu já fui institucional.
Deve existir alguma porra de órgão público que poderia organizar isso pra gente se fosse de praxe funcionário público trabalhar. Pra quem é autônomo, então, é pegar em bomba, chupar limão e pedir uma pépsi, tudo ao mesmo tempo. Até porque se você não anotar tudo direitinho, corre o risco de esquecer um trampo ou outro, e ficar à mercê da boa vontade do pagador.
E por sobre isso, você acrescenta o fator Zé Guilherme, que só não esquece a cabeça em casa porque veio presa no pescoço de fábrica. Pensando bem, é um milagre eu ainda não ter ido parar na SPC.
24.5.04
Memória Olfativa
Eu estava lendo na Superinteressante, essa com o Brad Pitt de Aquiles na capa, várias coisas interessantes sobre o olfato, e dentre elas o aspecto de que um cheiro pode lhe remeter imediatamente à outro tempo ou lugar, ou pessoa. Eu não lembro exatamente se existe uma explicação científica pra isso, provavelmente não, porque o olfato é o menos estudado dos cinco primeiros sentidos, mas que é verdade, é.
Por exemplo, a Zona Sul do Rio de Janeiro tem aquele cheiro misturado de gás e praia que você só sente lá. Toda vez que eu estou mascando um chiclete de canela eu penso em algum toque de Xangô que eu fui. E hoje eu comprei um sabonete que me fez lembrar do Hobby.
O Hobby era, ou é ainda, uma rede de academias de ginástica que eu frequentava em São Paulo. Na época a gente chamava de clube, e chamava banda de rock de conjunto. Era um lugar aonde eu ia umas duas vezes por semana, e sempre tomava banho, e tinha uns sabonetes verdes com o mesmo cheiro desse que eu comprei.
Dentre todos os talentos que eu porventura possa ter, a aptidão para os esportes definitivamente não é um deles. Então no Hobby que a gente frequentava - que ficava ali perto do Parque do Ibirapuera - eu perambulei entre diversas atividades nas quais eu era invariavelmente aquele aluno que trazia à mente do professor os questionamentos mais profundos sobre se aquilo era realmente o que ele deveria estar fazendo da vida. Tipo o que ficava de parelha com o cara que não conseguia derrubar ninguém no judô, só a mim mesmo, pra pelo menos ele derrubar alguém.
De modo que a minha hora preferida no clube era tomar banho depois da aula e comer um hamburguer com Tafman-E na cantina. Por isso que eu gostei de sentir esse cheiro de novo. Da mesma forma, rezo pra não ter que usar da minha memória olfativa pra lembrar do gordinho que ficava contando itch-ni-san-chi na minha cara. Que eu me lembre ele tinha um bafo terrível.
Por exemplo, a Zona Sul do Rio de Janeiro tem aquele cheiro misturado de gás e praia que você só sente lá. Toda vez que eu estou mascando um chiclete de canela eu penso em algum toque de Xangô que eu fui. E hoje eu comprei um sabonete que me fez lembrar do Hobby.
O Hobby era, ou é ainda, uma rede de academias de ginástica que eu frequentava em São Paulo. Na época a gente chamava de clube, e chamava banda de rock de conjunto. Era um lugar aonde eu ia umas duas vezes por semana, e sempre tomava banho, e tinha uns sabonetes verdes com o mesmo cheiro desse que eu comprei.
Dentre todos os talentos que eu porventura possa ter, a aptidão para os esportes definitivamente não é um deles. Então no Hobby que a gente frequentava - que ficava ali perto do Parque do Ibirapuera - eu perambulei entre diversas atividades nas quais eu era invariavelmente aquele aluno que trazia à mente do professor os questionamentos mais profundos sobre se aquilo era realmente o que ele deveria estar fazendo da vida. Tipo o que ficava de parelha com o cara que não conseguia derrubar ninguém no judô, só a mim mesmo, pra pelo menos ele derrubar alguém.
De modo que a minha hora preferida no clube era tomar banho depois da aula e comer um hamburguer com Tafman-E na cantina. Por isso que eu gostei de sentir esse cheiro de novo. Da mesma forma, rezo pra não ter que usar da minha memória olfativa pra lembrar do gordinho que ficava contando itch-ni-san-chi na minha cara. Que eu me lembre ele tinha um bafo terrível.
23.5.04
Ele voltou
OGuitar Grinder, a.k.a. blog de Felipe, está de volta, depois de longo e tenebroso inverno. Visitem já.
19.5.04
Duvi dê-ó dó
e eu sempre acho que um queer eye bem feito dá jeito em qualquer retrosexual.
qualquer um mesmo.
syl | 05.19.04 - 5:50 pm
Então pode mandar os Fab Five pra ver se tem jeito. Só não vale passar a mão na bunda.
qualquer um mesmo.
syl | 05.19.04 - 5:50 pm
Então pode mandar os Fab Five pra ver se tem jeito. Só não vale passar a mão na bunda.
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