3.3.08
crônicas de um engarrafamento
hoje eu participei, indo e voltando, do primeiro grande engarrafamento desde que voltei a morar em sp. aparentemente foi um dos maiores em alguma categoria em que avaliem engarrafamentos, talvez só o maior do ano até agora, quem sabe. o que eu sei é que foi mesmo complicado ir até o aeroporto e voltar. e que eu realmente estou morando em são paulo.
28.2.08
20.2.08
cada um com o seu cada qual
eu fiz uma promessa, em prol do bolso e do espaço no apê, de não comprar instrumentos musicais nesse ano. primeiro tb eu tenho alguns para ajustar, feito o tagimão branco e uma giannini diamond que eu finalmente terminei de pagar. estamos em fevereiro ainda, né?
12.2.08
25.1.08
cava, lazarento!
nick cave está de bigode e disco novos. este se chama 'dig, lazarus, dig!!!', em referência ao milagre da bíblia, e o bigode eu não sei como se chama, mas certamente é digno de um nome poderoso. a obra pode ser conferida no site oficial, junto com vídeos geniais de nc conduzindo uma sessão de consulta aos espíritos, na pegada daquelas brincadeiras que todo mundo já fez mas não deveria fazer.
depois da cachorrada que é o disco do grinderman, poderia ser até um disco ruim. mas eu não tenho dúvidas de que não é.
17.1.08
gearing back up
estou tentando, há vários dias, voltar ao normal. além de tentar voltar ao normal, eu também estou tentando descobrir um jeito de explicar a minha dificuldade de voltar ao normal. inércia espiritual, talvez. ou mental. fenômeno bicicleta, e seus efeitos no emprego contemporâneo. além, é claro, do nosso limbo produtivo que ocorre sempre entre o dia 31 de dezembro e o dia em que o vaticano ou sei lá quem decide que vai ser a terça-feira gorda. isso só tem graça quando a gente é jovem e vagabundo e consegue curtir esse hiato. depois de um certo momento você precisa ficar alternando entre estados de espírito conflitantes até o carnaval chegar e o ano realmente começar pra valer.
inclusive, carnaval. estou lutando para ir pra recife e olinda para o carnaval. é fácil, mas não é barato. não sendo barato, também deixa de ser tão fácil assim. queria ir esse ano porque a patroa já está lá, e eu não fui ano passado. mas eu devia ter sido mais esperto e comprado a passagem em outubro, agora já fodeu foi tudo mesmo. é um dilema, e dilemas que envolvem o bolso são ainda mais complicados. mas a esperança é a penúltima que morre, porque quem morre por último é o herói, que é o cabra que não teve tempo de correr.
bom, feliz ano novo. ontem passou o classic albums do grateful dead, que não é exatamente sobre um disco, mas sobre o processo de evolução da banda entre o primeiro disco e o american beauty, que foi, digamos assim, o disco que rolou. eu só conheço uma música do grateful dead, 'friend of the devil', que é, eu descobri ontem, do 'american beauty'. e mesmo assim por causa de uma versão do ministry, de um disco beneficente da bridge school. vou tentar baixar, mas tou com preguiça. do grateful dead eu só sabia as histórias de que eles tem a ver com o começo da Alembic, e também das lendas em torno do sistema de PA deles, a mostruosa Wall of Sound:

isso sim, devia dar uma preguiça danada.
inclusive, carnaval. estou lutando para ir pra recife e olinda para o carnaval. é fácil, mas não é barato. não sendo barato, também deixa de ser tão fácil assim. queria ir esse ano porque a patroa já está lá, e eu não fui ano passado. mas eu devia ter sido mais esperto e comprado a passagem em outubro, agora já fodeu foi tudo mesmo. é um dilema, e dilemas que envolvem o bolso são ainda mais complicados. mas a esperança é a penúltima que morre, porque quem morre por último é o herói, que é o cabra que não teve tempo de correr.
bom, feliz ano novo. ontem passou o classic albums do grateful dead, que não é exatamente sobre um disco, mas sobre o processo de evolução da banda entre o primeiro disco e o american beauty, que foi, digamos assim, o disco que rolou. eu só conheço uma música do grateful dead, 'friend of the devil', que é, eu descobri ontem, do 'american beauty'. e mesmo assim por causa de uma versão do ministry, de um disco beneficente da bridge school. vou tentar baixar, mas tou com preguiça. do grateful dead eu só sabia as histórias de que eles tem a ver com o começo da Alembic, e também das lendas em torno do sistema de PA deles, a mostruosa Wall of Sound:
isso sim, devia dar uma preguiça danada.
28.11.07
12.11.07
estimas
hoje eu recebi do kleber lourenço uma crítica do espetáculo "Negro de Estimação", desenvolvido por ele a partir de textos do marcelino freire, para o qual eu compus uma trilha sonora. fiquei muito feliz da autora da crítica ter percebido que existe uma trilha, e mais ainda por ela ter gostado da mesma, a ponto de citar o meu nome no texto. zé guilherme allen, no caso, que é como o povo do teatro me conhece, zé guilherme irmão de malu allen, portanto zé guilherme allen. que eu sou mesmo, inclusive. participou da mesma o grande carlos amarelo, enquanto batuqueiro.
são momentos muito reconfortantes, esses em que a gente percebe algum tipo de reconhecimento por um trabalho que quase sempre passa batido. faz valer a pena as noites em claro, os calotes levados, as contas atrasadas. dessa trilha, esperamos fazer um disquinho, pra valer. o que eu deveria ter feito há alguns anos, na "Caravana da Ilusão", que inclusive foi o trabalho que abriu o espaço pra esse.
recomendo aos recifenses em geral, assistir ao "Negro". espero também poder, no recife ou aqui. ouvi dizer que a trilha é bacana.
são momentos muito reconfortantes, esses em que a gente percebe algum tipo de reconhecimento por um trabalho que quase sempre passa batido. faz valer a pena as noites em claro, os calotes levados, as contas atrasadas. dessa trilha, esperamos fazer um disquinho, pra valer. o que eu deveria ter feito há alguns anos, na "Caravana da Ilusão", que inclusive foi o trabalho que abriu o espaço pra esse.
recomendo aos recifenses em geral, assistir ao "Negro". espero também poder, no recife ou aqui. ouvi dizer que a trilha é bacana.
8.11.07
interrompemos nossa programação para falar dos amigos
alfredo bello é um camarada que eu conheci no carnaval de olinda, lá pra 94, 95, não lembro exatamente. além de ser um grande amigo, também é uma das pessoas que eu mais admiro. como músico, sem dúvida, por ser um baixista daqueles completos, que passam do elétrico pro acústico sem perder o fôlego, um dos melhores do Brasil. também é um produtor extremamente competente e capaz, como prova por exemplo o primeiro disco de junio barreto.
só isso já seria o bastante, e certamente alfredo estaria pagando muito bem as contas acompanhando grandes nomes da música nacional e produzindo discos, e se destacando em ambas as frentes. mas no quesito grandes nomes, alfredog soriano - seu pseudônimo dos tempos d'os cachorros das cachorras - resolveu ir atrás de outros, aqueles que poucos conhecem.
há vários anos ele percorre o brasil de norte a sul gravando música tradicional, música experimental, música sagrada e profana, e também corre atrás de lançar isso tudo em seu próprio selo, o mundo melhor. o nome pode causar estranheza a princípio, mas certamente um mundo em que temos acesso a toda essa música maravilhosa, é ,sem dúvida, melhor.
se ser músico no brasil nos dias de hoje já é uma sandice - daquelas que a gente só comete porque a paixão não deixa fazer qualquer outra coisa - abrir uma gravadora é outra maior ainda. ainda bem que não falta doido no meio do mundo.
só isso já seria o bastante, e certamente alfredo estaria pagando muito bem as contas acompanhando grandes nomes da música nacional e produzindo discos, e se destacando em ambas as frentes. mas no quesito grandes nomes, alfredog soriano - seu pseudônimo dos tempos d'os cachorros das cachorras - resolveu ir atrás de outros, aqueles que poucos conhecem.
há vários anos ele percorre o brasil de norte a sul gravando música tradicional, música experimental, música sagrada e profana, e também corre atrás de lançar isso tudo em seu próprio selo, o mundo melhor. o nome pode causar estranheza a princípio, mas certamente um mundo em que temos acesso a toda essa música maravilhosa, é ,sem dúvida, melhor.
se ser músico no brasil nos dias de hoje já é uma sandice - daquelas que a gente só comete porque a paixão não deixa fazer qualquer outra coisa - abrir uma gravadora é outra maior ainda. ainda bem que não falta doido no meio do mundo.
2.11.07
o mini viajante
por questões de segurança, vou falar cripticamente sobre uma coisa muito importante que aconteceu na minha vida. sem nenhum segredo, adianto logo que tem a ver com teclas e potenciômetros.
existiu no século passado, adentrando pelo atual, um cidadão americano de nome roberto. não roberto mesmo, mas o roberto em inglês. mais conhecido pelo seu apelido, que também dá nome àquela lanchonete originalmente carioca que tem milkshake de ovomaltine.
o sobrenome do senhor roberto rima com o nome da revista vogue. mas normalmente as pessoas falam o sobrenome dele rimando com buggy. e ele era um gênio. suas criações mudaram o mundo da música, pra melhor, apesar de eventuais consequências negativas, sobre as quais o senhor roberto não tem nenhuma responsabilidade.
o senhor roberto criou um aparelho no final da década de setenta, cujo nome é o seu próprio sobrenome antecedido do prefixo mini. esse aparelho fez muito sucesso. muita gente tem um desses, e inclusive um dia eu pretendo ter o meu.
esse aparelho parou de ser produzido faz muito tempo. mas alguns anos antes de desencarnar, o senhor roberto criou um modelo novo desse mesmo aparelho, devidamente acrescido de novidades muito marcantes. ao nome original, acresceu a palavra 'viajante', em inglês. no meu ambiente de trabalho, recebemos ontem um exemplar dessa rara espécie fantástica.
e é foooooooooooooooooooooooooda.
existiu no século passado, adentrando pelo atual, um cidadão americano de nome roberto. não roberto mesmo, mas o roberto em inglês. mais conhecido pelo seu apelido, que também dá nome àquela lanchonete originalmente carioca que tem milkshake de ovomaltine.
o sobrenome do senhor roberto rima com o nome da revista vogue. mas normalmente as pessoas falam o sobrenome dele rimando com buggy. e ele era um gênio. suas criações mudaram o mundo da música, pra melhor, apesar de eventuais consequências negativas, sobre as quais o senhor roberto não tem nenhuma responsabilidade.
o senhor roberto criou um aparelho no final da década de setenta, cujo nome é o seu próprio sobrenome antecedido do prefixo mini. esse aparelho fez muito sucesso. muita gente tem um desses, e inclusive um dia eu pretendo ter o meu.
esse aparelho parou de ser produzido faz muito tempo. mas alguns anos antes de desencarnar, o senhor roberto criou um modelo novo desse mesmo aparelho, devidamente acrescido de novidades muito marcantes. ao nome original, acresceu a palavra 'viajante', em inglês. no meu ambiente de trabalho, recebemos ontem um exemplar dessa rara espécie fantástica.
e é foooooooooooooooooooooooooda.
29.10.07
eu não fui no show da björk
mas queria ter ido. coisas de contenção de despesas, e da vida em geral. tou querendo ir no devo, que não vai ser tão caro, e no police, que tá caro para dedévskis. vamos ver o que rola.
na verdade, assistir a shows deixou de ser, por um motivo ou por outro, uma das minhas principais e preferidas atividades. em recife mesmo, entre festivais com som ruim, casas de show com som ruim, e shows abertos com gente demais (e som ruim), eu me cansei. faz uns seis meses, talvez, que eu oficializei o abandono da minha carreira de PAzeiro. foram cinco anos de diversão e trabalho pesado, quase sempre muito mal-pago, salvo raras e honrosas exceções. isso também me cansou um pouco.
o que é uma pena, porque o momento do vamo-ver, com o artista, é o show. anos e anos ouvindo discos de A ou B não se comparam àquele show fodão que traz consigo lágrimas e euforia. eu me lembro, por exemplo, do show do Faith no More no Geraldão, em 91. ou à primeira vez que eu vi o Sonic Youth, em 93. ou até mesmo ao show banda-cover do Pixies. bom demais, show bom.
por outro lado, tem os memoráveis shows do eddie da fase fabinho-maninho-vieira, cada um caindo pra um lado, e as músicas acontecendo aqui e ali pelo meio. ou shows clássicos da nação zumbi que a minha geração teve a sorte de ver em profusão.
é outra coisa.
na verdade, assistir a shows deixou de ser, por um motivo ou por outro, uma das minhas principais e preferidas atividades. em recife mesmo, entre festivais com som ruim, casas de show com som ruim, e shows abertos com gente demais (e som ruim), eu me cansei. faz uns seis meses, talvez, que eu oficializei o abandono da minha carreira de PAzeiro. foram cinco anos de diversão e trabalho pesado, quase sempre muito mal-pago, salvo raras e honrosas exceções. isso também me cansou um pouco.
o que é uma pena, porque o momento do vamo-ver, com o artista, é o show. anos e anos ouvindo discos de A ou B não se comparam àquele show fodão que traz consigo lágrimas e euforia. eu me lembro, por exemplo, do show do Faith no More no Geraldão, em 91. ou à primeira vez que eu vi o Sonic Youth, em 93. ou até mesmo ao show banda-cover do Pixies. bom demais, show bom.
por outro lado, tem os memoráveis shows do eddie da fase fabinho-maninho-vieira, cada um caindo pra um lado, e as músicas acontecendo aqui e ali pelo meio. ou shows clássicos da nação zumbi que a minha geração teve a sorte de ver em profusão.
é outra coisa.
22.10.07
citizen times
fernando catatau tem uma banda com um dos dez melhores nomes de banda que existe. ponto. eu me lembro que quem me falou da concepção do 'cidadão instigado' foi ellyne, nos tempos idos de princípio do CAC. eu já conhecia catatau da viagem fantástica que foi o REC-Beat em são paulo em 1994, imediatamente em seguida da micro-turnê do dreadful boys com direito a seqüestro-relâmpago. catatau subiu no palco pra dar uma canja em 'the music' do conservados, e botou a casa abaixo com uma sg vermelha.
ele também fez três grandes discos com sua banda, ou um grande EP e dois grandes discos, como queira, e descobri no yogurt que ele tem um blog. que fala, entre outras, de instrumentos. visita obrigatória.
ele também fez três grandes discos com sua banda, ou um grande EP e dois grandes discos, como queira, e descobri no yogurt que ele tem um blog. que fala, entre outras, de instrumentos. visita obrigatória.
21.10.07
16.10.07
eu abri essa janela há umas cinco horas
e só agora voltei aqui pra escrever. estive e estou envolvido em um filme publicitário envolvendo um papai noel. o que quer dizer que já é, mais uma vez, natal. conversando sobre isso na sexta com valéria lucchesi, na fun house, ela comentou comigo que eu era a primeira pessoa no ano a falar alguma coisa relativa ao natal, e que isso oficialmente marca na cabeça dela o início do período natalino. e aí agora eu sentei aqui pra escrever e vi que de várias maneiras o tempo vive voando
querendo de algum modo aproximar-me do grande paulinho da viola e sua infinita série de discussões sobre o tempo em sambas memoráveis, eu acho eu falo muito sobre o tempo aqui nesse meu confessionário virtual. provavelmente sim. vários dos meus leitores bissextos também frequentam esse espaço há muito tempo. eu vivo reclamando que não tenho tempo pra nada, e que também o tempo passa muito rápido, o que é meio que um pleonasmo, que é justamente quando não se tem tempo pra nada que o tempo passa voando mesmo. isso não faz de mim um paulinho da viola, entretanto.
aí outro dia eu estava pensando que a era dos discos está acabando. mais uma vez, é claro. eu fico constantemente divagando com meus próprios botões, ou só com um, o da calça, porque eu tenho usado muito mais camiseta ultimamente, como é que vai ser agora. será que vai ter disco, assim de 10, 12 faixas, daqui a uns 10 anos? porque eu cresci ouvindo disco, leia aqui mesmo há uns dois anos, comprava disco e agora eu baixo disco. minha filha ainda ouve disco, mas o youtube, aparentemente, faz muito mais sentido pra ela.
eu acho genial, tb, o que seria de mim hoje em dia sem ter visto as árveres, o lazier e as raspadinhas do rio. e a propaganda do anemokol. a pessoa pode expressar alguns sentimentos e compartilhar emoções com os camaradas, no youtube. o que eu imagino é como vai ser assim a música regular, pras próximas gerações.
e por falar em gerações, ontem eu comecei a procurar umas coisas na internet sobre uns bancos de som que a gente está usando bastante nesse reclame natalino, e acabei descobrindo um bocado de coisas sobre o Miroslav Vitous, que é o camarada que criou o melhor banco de sons de orquestra que existe, provavelmente. descobri que ele é o mesmo miroslav vitous do jazz (devia ser mesmo, com um nome desses), que fundou o weather report junto com o wayne shorter e o finado joe zawinul, e chegando no weather report, inevitavelmente o camarada chega em jaco pastorius.
jaco pastorius e paul mccartney são duas coisas inevitáveis na vida de qualquer baixista. você pode gostar ou não, não adianta, num momento ou noutro eles vão passar por você. e se você gostar, inevitavelmente alguma coisa de ambos vai parar na ponta dos seus dedos. eu fui doido de tentar chegar aonde o jaco pastorius chegou, ou paul mccartney que o valha, mas que existe alguma coisa dos dois em 'cicarelli' do diversitronica, e em 'o cara feio e sua namorada' do supersoniques, respectivamente, isso humildemente existe.
mas houve uma época em que eu passava uma boa parte das minhas horas disponíveis dependurado no meu baixo sofrendo pra não chegar nem perto de caras como o pastorius, o john entwistle, o larry graham, o luizão maia, o les claypool e o flea. eu até consegui (não sei se ainda consigo), tocar algumas dessas coisas, mas tocar baixo deixou de ser a minha ocupação primordial há algum tempo. toco ainda, quase todo dia, mas não é o meu baixo o principal pagante das minhas contas (apesar de que ele ainda paga algumas).
nessa época, eu queria muito um vídeo que eu baixei ontem à noite. nem é essas coisas todas, mas é interessante ver um cara que tocou baixo como ninguém passando adiante algumas coisas pra que qualquer um possa aprender:
querendo de algum modo aproximar-me do grande paulinho da viola e sua infinita série de discussões sobre o tempo em sambas memoráveis, eu acho eu falo muito sobre o tempo aqui nesse meu confessionário virtual. provavelmente sim. vários dos meus leitores bissextos também frequentam esse espaço há muito tempo. eu vivo reclamando que não tenho tempo pra nada, e que também o tempo passa muito rápido, o que é meio que um pleonasmo, que é justamente quando não se tem tempo pra nada que o tempo passa voando mesmo. isso não faz de mim um paulinho da viola, entretanto.
aí outro dia eu estava pensando que a era dos discos está acabando. mais uma vez, é claro. eu fico constantemente divagando com meus próprios botões, ou só com um, o da calça, porque eu tenho usado muito mais camiseta ultimamente, como é que vai ser agora. será que vai ter disco, assim de 10, 12 faixas, daqui a uns 10 anos? porque eu cresci ouvindo disco, leia aqui mesmo há uns dois anos, comprava disco e agora eu baixo disco. minha filha ainda ouve disco, mas o youtube, aparentemente, faz muito mais sentido pra ela.
eu acho genial, tb, o que seria de mim hoje em dia sem ter visto as árveres, o lazier e as raspadinhas do rio. e a propaganda do anemokol. a pessoa pode expressar alguns sentimentos e compartilhar emoções com os camaradas, no youtube. o que eu imagino é como vai ser assim a música regular, pras próximas gerações.
e por falar em gerações, ontem eu comecei a procurar umas coisas na internet sobre uns bancos de som que a gente está usando bastante nesse reclame natalino, e acabei descobrindo um bocado de coisas sobre o Miroslav Vitous, que é o camarada que criou o melhor banco de sons de orquestra que existe, provavelmente. descobri que ele é o mesmo miroslav vitous do jazz (devia ser mesmo, com um nome desses), que fundou o weather report junto com o wayne shorter e o finado joe zawinul, e chegando no weather report, inevitavelmente o camarada chega em jaco pastorius.
jaco pastorius e paul mccartney são duas coisas inevitáveis na vida de qualquer baixista. você pode gostar ou não, não adianta, num momento ou noutro eles vão passar por você. e se você gostar, inevitavelmente alguma coisa de ambos vai parar na ponta dos seus dedos. eu fui doido de tentar chegar aonde o jaco pastorius chegou, ou paul mccartney que o valha, mas que existe alguma coisa dos dois em 'cicarelli' do diversitronica, e em 'o cara feio e sua namorada' do supersoniques, respectivamente, isso humildemente existe.
mas houve uma época em que eu passava uma boa parte das minhas horas disponíveis dependurado no meu baixo sofrendo pra não chegar nem perto de caras como o pastorius, o john entwistle, o larry graham, o luizão maia, o les claypool e o flea. eu até consegui (não sei se ainda consigo), tocar algumas dessas coisas, mas tocar baixo deixou de ser a minha ocupação primordial há algum tempo. toco ainda, quase todo dia, mas não é o meu baixo o principal pagante das minhas contas (apesar de que ele ainda paga algumas).
nessa época, eu queria muito um vídeo que eu baixei ontem à noite. nem é essas coisas todas, mas é interessante ver um cara que tocou baixo como ninguém passando adiante algumas coisas pra que qualquer um possa aprender:
9.10.07
essa é a décima oitava vez na qual o título do post vai ser 'o mundo e as coisas'
{ sexta-feira tem show do joão lavraz + polícia montada, na fun house. vale a pena todo mundo ir. }
{ escrever no meu próprio blog, aparentemente, voltou a ser uma coisa que eu faço com freqüência. }
{ alguém tem que vender pão, e alguém tem que vender produtos de beleza. alguém tem que fazer o reclame. e alguém tem que fazer a música do reclame. é o mundis. e as coisis. }
{ essa semana, o espetáculo 'negro de estimação' estará em cartaz aqui em sp, no espaço dos sátiros, ali na praça roosevelt, junto do cafofo onde a elis cantou na cidade pela primeira vez. quem fez a trilha fui eu mesmo, entre um reclame e outro. ficou bacana, apesar de corrida. }
{ ontem eu baixei uns discos a Maria Taylor, que é uma das metades do Azure Ray. as informações que eu obtive na rede não esclareceram ainda se o Azure Ray acabou mesmo, ou se elas deram um tempo e estão fazendo seus trabalhos solo e volta e meia comendo aquela penosa enquanto dupla cantante. mas na verdade, tanto faz. eu acabei indo atrás de baixar essas coisas porque outro dia eu vi 'O Diabo Veste Prada' na TV com a patroa, e na trilha tem uma música do primeiro disco do AR. e descobri que a supracitada Maria é natural de Birmingham, Alabama, assim como a Emmylou Harris e o meu grande amigo Rick Nance. Birmingham, AL também aparece en passant em um episódio de 'A casa das Bonecas', num momento de infortúnio de um camarada que cruza o caminho do Coríntio. ê mundão véi sem portera. }
{ escrever no meu próprio blog, aparentemente, voltou a ser uma coisa que eu faço com freqüência. }
{ alguém tem que vender pão, e alguém tem que vender produtos de beleza. alguém tem que fazer o reclame. e alguém tem que fazer a música do reclame. é o mundis. e as coisis. }
{ essa semana, o espetáculo 'negro de estimação' estará em cartaz aqui em sp, no espaço dos sátiros, ali na praça roosevelt, junto do cafofo onde a elis cantou na cidade pela primeira vez. quem fez a trilha fui eu mesmo, entre um reclame e outro. ficou bacana, apesar de corrida. }
{ ontem eu baixei uns discos a Maria Taylor, que é uma das metades do Azure Ray. as informações que eu obtive na rede não esclareceram ainda se o Azure Ray acabou mesmo, ou se elas deram um tempo e estão fazendo seus trabalhos solo e volta e meia comendo aquela penosa enquanto dupla cantante. mas na verdade, tanto faz. eu acabei indo atrás de baixar essas coisas porque outro dia eu vi 'O Diabo Veste Prada' na TV com a patroa, e na trilha tem uma música do primeiro disco do AR. e descobri que a supracitada Maria é natural de Birmingham, Alabama, assim como a Emmylou Harris e o meu grande amigo Rick Nance. Birmingham, AL também aparece en passant em um episódio de 'A casa das Bonecas', num momento de infortúnio de um camarada que cruza o caminho do Coríntio. ê mundão véi sem portera. }
8.10.07
let's talk analytics
o google analytics não é definitivamente uma novidade, mas eu só resolvi usar faz umas duas semanas. isso me inscrever, porque só hoje eu fui olhar lá o que foi que rolou. bem divertido. o fantástico é descobrir de onde vieram as pessoas ver o seu site, como por exemplo, alguém do Quênia. Ou da Romênia. mais até do que o que eles estavam procurando no google. já nesse último item, vejamos aqui os mais procurados:
top ten people (in any order) - four of
4.10.07
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