a virada cultural deste ano, foi a primeira em que eu tomei parte. na de 2006, a primeirona, eu não estava aqui. na do ano passado, eu estava trabalhando no que provavelmente foi o skol beats mais morgado de todos, fazendo o P.A. do Bonde do Rolê (que fez um bom show). eu até pensei em parar ali na sé e ver os racionais, mas algum dos meus santos me segurou no metrô e eu voltei pra casa.
aí nessa virada deste ano tinha um monte de coisa que eu queria ver, mas não vi, tipo a cesária évora. mas eu trabalhei no show da "buzina da pompéia" que foi um show na melhor tradição do "cassino do chacrinha", com apresentação do joão gordo e da elke maravilha, e participação do léo jaime e do wando, entre outros. o momento do wando foi, sem dúvida, o melhor.
e hoje, depois de acordar, eu fui ver o ultraje. a promessa era eles tocarem o "nós vamos invadir a sua praia" na íntegra e na ordem, o que não aconteceu, mas eles tocaram o disco quase todo. Só de ver eles tocarem a música título foi foda, pra qualquer pessoa da minha geração deve ter sido. um daqueles clássicos que você viveu na época mesmo, ainda que na terceira série do primário.
tudo bem que da época do "nós vamos" só tinha o roger mesmo, e que a resposta do público pra "cu" foi maior do que qualquer música do "nós vamos". mas foi emocionante.
hoje eu fui no supermercado comprar ingredientes para o almoço, guaraná, sobremesa, formicida, anti-mofo, essas coisas de casa de gente grande, e entrei na fila do caixa, fiquei por ali olhando as revistas e os salgadinhos que eles deixam ali na gôndola ao longo da fila pra você ter vontade e comprar.
não comprei, mas reparei no camarada na minha frente. ele estava usando uma camisa do cannibal corpse, e a sua feira consistia em duas latas de cerveja e uma smirnoff ice. certamente, dali do supermercado ele seguiria diretamente para uma igreja. pentecostal. além das duas cervejas e da smirnoff ice, o orçamento do companheiro à frente ainda deveria contemplar a passagem de volta pra casa. deveria, porque é assim que funciona, você guarda a passagem de volta e o resto vira cerveja. ou nem isso, e você toma mais uma cerveja e volta a pé. ou dorme alhures, se a smirnoff ice fizer o efeito desejado.
aí eu olhei pra minha feira cheia de laticínios e me lembrei de mim mesmo há uns dez anos atrás, e nas vezes em que eu voltei a pé pra casa. nostálgico, sem dúvida, mas eu ainda prefiro o meu toddy atual.
venho aqui tornar público o meu descontentamento com o crescente número de músicos talentosos que vêm abandonando suas carreiras para tentar a sorte nesse câncer empregatício que é o funcionalismo público. alguém precisa abrir os olhos destes compatriotas enquanto é tempo.
hoje eu comecei a fazer o meu disco. na verdade, eu só resolvi botar isso aqui pra quando, daqui a uns três anos, ele ficar pronto, eu saber quanto tempo levou. dentro das mil e umas coisas que eu estou fazendo e preciso fazer, essa idéia de ter um disco assim meu como artista, que é coisa que eu nunca fui, depende tanto do tempo de eu realmente fazer o disco - tocar e gravar e editar e mixar - quanto de fazer o disco - compor e arranjar e decidir - e também de saber os momentos de amadurecer as idéias e também de abandoná-las - o que é o mais difícil de tudo.
e a prioridade disso tudo é, infelizmente, a última da fila, antes disso tem família, trabalho, casa, outros trabalhos pendentes, estudos bíblicos, exercícios físicos, vários livros pra ler, etc e tal. nesse sentido assim de criar as coisas, eu sempre me deixei pra depois e por último. vai continuar sendo assim, as coisas não mudam do dia pra noite, mas pelo menos eu comecei a fazer alguma coisa.
e tem links novos tb, o do bruno ramos e o do pena schmidt. recomendo a leitura de ambos, fortemente.
hoje eu participei, indo e voltando, do primeiro grande engarrafamento desde que voltei a morar em sp. aparentemente foi um dos maiores em alguma categoria em que avaliem engarrafamentos, talvez só o maior do ano até agora, quem sabe. o que eu sei é que foi mesmo complicado ir até o aeroporto e voltar. e que eu realmente estou morando em são paulo.
eu fiz uma promessa, em prol do bolso e do espaço no apê, de não comprar instrumentos musicais nesse ano. primeiro tb eu tenho alguns para ajustar, feito o tagimão branco e uma giannini diamond que eu finalmente terminei de pagar. estamos em fevereiro ainda, né?
nick cave está de bigode e disco novos. este se chama 'dig, lazarus, dig!!!', em referência ao milagre da bíblia, e o bigode eu não sei como se chama, mas certamente é digno de um nome poderoso. a obra pode ser conferida no site oficial, junto com vídeos geniais de nc conduzindo uma sessão de consulta aos espíritos, na pegada daquelas brincadeiras que todo mundo já fez mas não deveria fazer.
depois da cachorrada que é o disco do grinderman, poderia ser até um disco ruim. mas eu não tenho dúvidas de que não é.
estou tentando, há vários dias, voltar ao normal. além de tentar voltar ao normal, eu também estou tentando descobrir um jeito de explicar a minha dificuldade de voltar ao normal. inércia espiritual, talvez. ou mental. fenômeno bicicleta, e seus efeitos no emprego contemporâneo. além, é claro, do nosso limbo produtivo que ocorre sempre entre o dia 31 de dezembro e o dia em que o vaticano ou sei lá quem decide que vai ser a terça-feira gorda. isso só tem graça quando a gente é jovem e vagabundo e consegue curtir esse hiato. depois de um certo momento você precisa ficar alternando entre estados de espírito conflitantes até o carnaval chegar e o ano realmente começar pra valer.
inclusive, carnaval. estou lutando para ir pra recife e olinda para o carnaval. é fácil, mas não é barato. não sendo barato, também deixa de ser tão fácil assim. queria ir esse ano porque a patroa já está lá, e eu não fui ano passado. mas eu devia ter sido mais esperto e comprado a passagem em outubro, agora já fodeu foi tudo mesmo. é um dilema, e dilemas que envolvem o bolso são ainda mais complicados. mas a esperança é a penúltima que morre, porque quem morre por último é o herói, que é o cabra que não teve tempo de correr.
bom, feliz ano novo. ontem passou o classic albums do grateful dead, que não é exatamente sobre um disco, mas sobre o processo de evolução da banda entre o primeiro disco e o american beauty, que foi, digamos assim, o disco que rolou. eu só conheço uma música do grateful dead, 'friend of the devil', que é, eu descobri ontem, do 'american beauty'. e mesmo assim por causa de uma versão do ministry, de um disco beneficente da bridge school. vou tentar baixar, mas tou com preguiça. do grateful dead eu só sabia as histórias de que eles tem a ver com o começo da Alembic, e também das lendas em torno do sistema de PA deles, a mostruosa Wall of Sound:
hoje eu recebi do kleber lourenço uma crítica do espetáculo "Negro de Estimação", desenvolvido por ele a partir de textos do marcelino freire, para o qual eu compus uma trilha sonora. fiquei muito feliz da autora da crítica ter percebido que existe uma trilha, e mais ainda por ela ter gostado da mesma, a ponto de citar o meu nome no texto. zé guilherme allen, no caso, que é como o povo do teatro me conhece, zé guilherme irmão de malu allen, portanto zé guilherme allen. que eu sou mesmo, inclusive. participou da mesma o grande carlos amarelo, enquanto batuqueiro.
são momentos muito reconfortantes, esses em que a gente percebe algum tipo de reconhecimento por um trabalho que quase sempre passa batido. faz valer a pena as noites em claro, os calotes levados, as contas atrasadas. dessa trilha, esperamos fazer um disquinho, pra valer. o que eu deveria ter feito há alguns anos, na "Caravana da Ilusão", que inclusive foi o trabalho que abriu o espaço pra esse.
recomendo aos recifenses em geral, assistir ao "Negro". espero também poder, no recife ou aqui. ouvi dizer que a trilha é bacana.
alfredo bello é um camarada que eu conheci no carnaval de olinda, lá pra 94, 95, não lembro exatamente. além de ser um grande amigo, também é uma das pessoas que eu mais admiro. como músico, sem dúvida, por ser um baixista daqueles completos, que passam do elétrico pro acústico sem perder o fôlego, um dos melhores do Brasil. também é um produtor extremamente competente e capaz, como prova por exemplo o primeiro disco de junio barreto.
só isso já seria o bastante, e certamente alfredo estaria pagando muito bem as contas acompanhando grandes nomes da música nacional e produzindo discos, e se destacando em ambas as frentes. mas no quesito grandes nomes, alfredog soriano - seu pseudônimo dos tempos d'os cachorros das cachorras - resolveu ir atrás de outros, aqueles que poucos conhecem.
há vários anos ele percorre o brasil de norte a sul gravando música tradicional, música experimental, música sagrada e profana, e também corre atrás de lançar isso tudo em seu próprio selo, o mundo melhor. o nome pode causar estranheza a princípio, mas certamente um mundo em que temos acesso a toda essa música maravilhosa, é ,sem dúvida, melhor.
se ser músico no brasil nos dias de hoje já é uma sandice - daquelas que a gente só comete porque a paixão não deixa fazer qualquer outra coisa - abrir uma gravadora é outra maior ainda. ainda bem que não falta doido no meio do mundo.
por questões de segurança, vou falar cripticamente sobre uma coisa muito importante que aconteceu na minha vida. sem nenhum segredo, adianto logo que tem a ver com teclas e potenciômetros.
existiu no século passado, adentrando pelo atual, um cidadão americano de nome roberto. não roberto mesmo, mas o roberto em inglês. mais conhecido pelo seu apelido, que também dá nome àquela lanchonete originalmente carioca que tem milkshake de ovomaltine.
o sobrenome do senhor roberto rima com o nome da revista vogue. mas normalmente as pessoas falam o sobrenome dele rimando com buggy. e ele era um gênio. suas criações mudaram o mundo da música, pra melhor, apesar de eventuais consequências negativas, sobre as quais o senhor roberto não tem nenhuma responsabilidade.
o senhor roberto criou um aparelho no final da década de setenta, cujo nome é o seu próprio sobrenome antecedido do prefixo mini. esse aparelho fez muito sucesso. muita gente tem um desses, e inclusive um dia eu pretendo ter o meu.
esse aparelho parou de ser produzido faz muito tempo. mas alguns anos antes de desencarnar, o senhor roberto criou um modelo novo desse mesmo aparelho, devidamente acrescido de novidades muito marcantes. ao nome original, acresceu a palavra 'viajante', em inglês. no meu ambiente de trabalho, recebemos ontem um exemplar dessa rara espécie fantástica.
mas queria ter ido. coisas de contenção de despesas, e da vida em geral. tou querendo ir no devo, que não vai ser tão caro, e no police, que tá caro para dedévskis. vamos ver o que rola.
na verdade, assistir a shows deixou de ser, por um motivo ou por outro, uma das minhas principais e preferidas atividades. em recife mesmo, entre festivais com som ruim, casas de show com som ruim, e shows abertos com gente demais (e som ruim), eu me cansei. faz uns seis meses, talvez, que eu oficializei o abandono da minha carreira de PAzeiro. foram cinco anos de diversão e trabalho pesado, quase sempre muito mal-pago, salvo raras e honrosas exceções. isso também me cansou um pouco.
o que é uma pena, porque o momento do vamo-ver, com o artista, é o show. anos e anos ouvindo discos de A ou B não se comparam àquele show fodão que traz consigo lágrimas e euforia. eu me lembro, por exemplo, do show do Faith no More no Geraldão, em 91. ou à primeira vez que eu vi o Sonic Youth, em 93. ou até mesmo ao show banda-cover do Pixies. bom demais, show bom.
por outro lado, tem os memoráveis shows do eddie da fase fabinho-maninho-vieira, cada um caindo pra um lado, e as músicas acontecendo aqui e ali pelo meio. ou shows clássicos da nação zumbi que a minha geração teve a sorte de ver em profusão.
fernando catatau tem uma banda com um dos dez melhores nomes de banda que existe. ponto. eu me lembro que quem me falou da concepção do 'cidadão instigado' foi ellyne, nos tempos idos de princípio do CAC. eu já conhecia catatau da viagem fantástica que foi o REC-Beat em são paulo em 1994, imediatamente em seguida da micro-turnê do dreadful boys com direito a seqüestro-relâmpago. catatau subiu no palco pra dar uma canja em 'the music' do conservados, e botou a casa abaixo com uma sg vermelha.
ele também fez três grandes discos com sua banda, ou um grande EP e dois grandes discos, como queira, e descobri no yogurt que ele tem um blog. que fala, entre outras, de instrumentos. visita obrigatória.
e só agora voltei aqui pra escrever. estive e estou envolvido em um filme publicitário envolvendo um papai noel. o que quer dizer que já é, mais uma vez, natal. conversando sobre isso na sexta com valéria lucchesi, na fun house, ela comentou comigo que eu era a primeira pessoa no ano a falar alguma coisa relativa ao natal, e que isso oficialmente marca na cabeça dela o início do período natalino. e aí agora eu sentei aqui pra escrever e vi que de várias maneiras o tempo vive voando
querendo de algum modo aproximar-me do grande paulinho da viola e sua infinita série de discussões sobre o tempo em sambas memoráveis, eu acho eu falo muito sobre o tempo aqui nesse meu confessionário virtual. provavelmente sim. vários dos meus leitores bissextos também frequentam esse espaço há muito tempo. eu vivo reclamando que não tenho tempo pra nada, e que também o tempo passa muito rápido, o que é meio que um pleonasmo, que é justamente quando não se tem tempo pra nada que o tempo passa voando mesmo. isso não faz de mim um paulinho da viola, entretanto.
aí outro dia eu estava pensando que a era dos discos está acabando. mais uma vez, é claro. eu fico constantemente divagando com meus próprios botões, ou só com um, o da calça, porque eu tenho usado muito mais camiseta ultimamente, como é que vai ser agora. será que vai ter disco, assim de 10, 12 faixas, daqui a uns 10 anos? porque eu cresci ouvindo disco, leia aqui mesmo há uns dois anos, comprava disco e agora eu baixo disco. minha filha ainda ouve disco, mas o youtube, aparentemente, faz muito mais sentido pra ela.
eu acho genial, tb, o que seria de mim hoje em dia sem ter visto as árveres, o lazier e as raspadinhas do rio. e a propaganda do anemokol. a pessoa pode expressar alguns sentimentos e compartilhar emoções com os camaradas, no youtube. o que eu imagino é como vai ser assim a música regular, pras próximas gerações.
e por falar em gerações, ontem eu comecei a procurar umas coisas na internet sobre uns bancos de som que a gente está usando bastante nesse reclame natalino, e acabei descobrindo um bocado de coisas sobre o Miroslav Vitous, que é o camarada que criou o melhor banco de sons de orquestra que existe, provavelmente. descobri que ele é o mesmo miroslav vitous do jazz (devia ser mesmo, com um nome desses), que fundou o weather report junto com o wayne shorter e o finado joe zawinul, e chegando no weather report, inevitavelmente o camarada chega em jaco pastorius.
jaco pastorius e paul mccartney são duas coisas inevitáveis na vida de qualquer baixista. você pode gostar ou não, não adianta, num momento ou noutro eles vão passar por você. e se você gostar, inevitavelmente alguma coisa de ambos vai parar na ponta dos seus dedos. eu fui doido de tentar chegar aonde o jaco pastorius chegou, ou paul mccartney que o valha, mas que existe alguma coisa dos dois em 'cicarelli' do diversitronica, e em 'o cara feio e sua namorada' do supersoniques, respectivamente, isso humildemente existe.
mas houve uma época em que eu passava uma boa parte das minhas horas disponíveis dependurado no meu baixo sofrendo pra não chegar nem perto de caras como o pastorius, o john entwistle, o larry graham, o luizão maia, o les claypool e o flea. eu até consegui (não sei se ainda consigo), tocar algumas dessas coisas, mas tocar baixo deixou de ser a minha ocupação primordial há algum tempo. toco ainda, quase todo dia, mas não é o meu baixo o principal pagante das minhas contas (apesar de que ele ainda paga algumas).
nessa época, eu queria muito um vídeo que eu baixei ontem à noite. nem é essas coisas todas, mas é interessante ver um cara que tocou baixo como ninguém passando adiante algumas coisas pra que qualquer um possa aprender:
{ sexta-feira tem show do joão lavraz + polícia montada, na fun house. vale a pena todo mundo ir. }
{ escrever no meu próprio blog, aparentemente, voltou a ser uma coisa que eu faço com freqüência. }
{ alguém tem que vender pão, e alguém tem que vender produtos de beleza. alguém tem que fazer o reclame. e alguém tem que fazer a música do reclame. é o mundis. e as coisis. }
{ essa semana, o espetáculo 'negro de estimação' estará em cartaz aqui em sp, no espaço dos sátiros, ali na praça roosevelt, junto do cafofo onde a elis cantou na cidade pela primeira vez. quem fez a trilha fui eu mesmo, entre um reclame e outro. ficou bacana, apesar de corrida. }
{ ontem eu baixei uns discos a Maria Taylor, que é uma das metades do Azure Ray. as informações que eu obtive na rede não esclareceram ainda se o Azure Ray acabou mesmo, ou se elas deram um tempo e estão fazendo seus trabalhos solo e volta e meia comendo aquela penosa enquanto dupla cantante. mas na verdade, tanto faz. eu acabei indo atrás de baixar essas coisas porque outro dia eu vi 'O Diabo Veste Prada' na TV com a patroa, e na trilha tem uma música do primeiro disco do AR. e descobri que a supracitada Maria é natural de Birmingham, Alabama, assim como a Emmylou Harris e o meu grande amigo Rick Nance. Birmingham, AL também aparece en passant em um episódio de 'A casa das Bonecas', num momento de infortúnio de um camarada que cruza o caminho do Coríntio. ê mundão véi sem portera. }
o google analytics não é definitivamente uma novidade, mas eu só resolvi usar faz umas duas semanas. isso me inscrever, porque só hoje eu fui olhar lá o que foi que rolou. bem divertido. o fantástico é descobrir de onde vieram as pessoas ver o seu site, como por exemplo, alguém do Quênia. Ou da Romênia. mais até do que o que eles estavam procurando no google. já nesse último item, vejamos aqui os mais procurados:
sabado passado o outro eu toquei aqui em sp com o river raid. foi massa, apesar de cedo e de a gente poder ter feito um segundo ensaio pra ficar ainda mais entrosado. mas foi massa. tocar o rock é sempre bom. e na quinta tem eu de novo, com lulina e os causadores, tocando velvet no milo garage. e o big muff impera.
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a foto das leias é ótima, mas essa do darth vader hello kitty é melhor:
+ por mais besta que possa ser uma música que paul mccartney consiga compor, ela vai grudar na sua memória em um mínimo de audições sem que você possa fazer nada a respeito.
+ você sabe que está ouvindo reggae demais quando você começa a viajar no estilo diferente de cada deejay (que na cultura jamaicana corresponde ao 'mc' do rap), e a construir argumentos de porque o Prince Far-I é mais isso ou menos aquilo do que o I-Roy.
a culpa de eu gostar tanto de reggae como eu gosto é de duas pessoas. uma é tânia belo, que foi minha professora de solfejo e regente do bento de núrsia quando zé renato teve de sair. numa festa na casa de ana luiza, no janga, na época em que se botava som em festa com fita cassete, ela levou uma de reggae que eu ouvi e peguei emprestado. até então 'reggae' era apenas uma música engraçada do jimmy cliff - reggae nights - e uma ou outra coisa que se ouvia aqui e ali. eu não sabia que o police e o paralamas e muita coisa do rock dos anos 80 era totalmente influenciada pelo reggae, note-se bem. é verdade que tinha 'teerã dub' e 'marujo dub' na minha fita cassete do alagados, e 'don't give me that' lá no final do bora-bora, mas a ficha ainda não tinha caído, digamos assim.
nessa fita da tânia havia várias músicas do 'survival' como 'wake up and live', que me chamou atenção por causa do baixo, 'ambush in the night', e músicas do eddie grant - electric avenue - e do desmond dekker. pirei o cabeção. é aí que entra a segunda pessoa, que me deu os meus dois primeiros discos de reggae, por mais incrível que possa parecer, ninguém menos que a minha avó, dona elsa de jerusalém.
ela me deu - a contragosto, diga-se - justamente o mesmo 'survival', e uma coletânea de singles do wailers pré-island chamada 'riding high', que tem versões - melhores, inclusive - de alguns clássicos. depois disso, foi ladeira abaixo, principalmente depois que eu comecei a conviver com felipe vieira, que também é outro regueiro guerreiro. pra celebrar tantos anos de natty dread, um link de um site com muita informação sobre títulos do gênero, o roots archives. um vídeo, do homem que é sinônimo de dubwise, king tubby:
e a melhor capa de disco de reggae de todos os tempos. 'the best dressed chicken in town' do dr. alimantado:
e eu finalmente acabei o disco do folia de santo, que ficou, modéstia a parte, muito bom. em breve em algum lugar perto de você. de qualquer forma tem o link do blog aqui do lado, acho que assim a alê atualiza pra gente...
hoje eu tb vi a seguinte foto no facebook, que é tipo um orkut mais bonitinho e onde as pessoas ainda não infernizam a vida dos outros, e a programação tem menos bugs. essa foto foi tirada pela mesma pessoa que colocou-a online, minha grande amiga mancuniana holly prest. que na verdade nasceu na escócia, mas morou a vida toda ali pelo meio da inglaterra. bebe direitinho, inclusive.
essa foto é de um show da parafusa num lugar que eu não me lembro se se chamava hype ou vibe, ou alguma coisa parecida, onde inclusive o diversitrônica tocou uma semana antes ou depois. Foram dois shows bem legais, no clima 'só pra amigos'. esse da parafusa inclusive foi no mesmo dia do lançamento do disco 'Responde a Roda Outra Vez', que aconteceu na Torre Malakoff, e que eu também gravei e co-produzi com Sandroni. ainda no mesmo dia aconteceu um show do Gregory Isaacs que eu perdi, burramente.
no momento acima retratado, estamos executando 'não ria de mim', uma das minhas músicas favoritas do conjunto. reparem no meu estilo 'mão-no-bolso-e-cerveja', de cantar. coisa mais linda. essa canção tem cinco minutos e dez de duração e recebeu uma versão de mônica feijó em seu segundo disco, sambasala. foi lobby meu, mas os meninos merecem mesmo. a gente até tocou ela ao vivo em um show do sesc pompéia, com direito ao chico sá cantando do começo ao fim (na platéia).
e nisso já se vão aí uns três anos. e a poupança bamerindus já era.
quem leu um pouco, sabe que 90% das linhas dos beatles foram gravadas com o rickenbacker que o paul ganhou da própria rickenbacker numa das primeiras turnês dos beatles pelos estados unidos. mas o próprio paul disse que em imagens em geral, ele sempre usou o seu höfner viola, pois era a sua identidade visual, bem como (nas palavras dele) o chapéu-côco e o bigodinho do carlitos. alguns espertinhos desatenciosos normalmente comentam que ele comprou esse baixo porque era um baixo de corpo simétrico, portanto mais fácil pra um canhoto tocar, mas isso é um ledo engano, pois qualquer um percebe observando uma foto que o baixo do paul era totalmente invertido, os controles ficavam do lado de baixo das cordas, do jeito que deve ser. ele tem uma epiphone casino de destro, mas isso já é outra história.
de um modo geral, os instrumentos da höfner antigamente não eram muito caros, por isso que o paul mccartney, que na época já era pão-duro mas ainda era liso, investiu no violinha. que a höfner ainda fabrica, inclusive. mas outras empresas, como a epiphone, também tem um modelo parecido. e alguns fabricantes, como a johnson, fazem uma réplica muito boa. e barata. e que a gente paga caro por causa da porra da reserva de mercado.
depois de ouvir algumas vezes, eu cheguei a (eu não achei uma crase aqui no teclado) seguinte conclusão: um disco do wilco em que o melhor é o guitarrista (no caso o nels cline), é um indício de que jeff tweedy está muito preguiçoso. eu sei que outro being there, se vier um dia, não vai vir tão cedo. mas vamos trabalhar, minha gente.
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cada vez que eu ouço o carlos paredes tocando eu me sinto um bosta de não ter conhecido antes. e de não ter comprado todos os discos dele das vezes em que eu fui a portugal.
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que o mundo teria se beneficiado de uma carreira solo consistente do syd barret
eu não sei porque eu me lembrei desse nome agora, mas foi muito engraçado a abertura do mauritzstadt em recife, com o show dessa banda. e agora a preguiça de escrever bateu. e o show da graforréia foi muito foda.
eu estou quase terminando o disco do projeto coletivo chamado 'folia de santo', que eu co-produzi junto com alessandra leão e juliano holanda, o beto mix. tá ficando um disco bem bonito de canções devocionais. mas também está dando um certo trabalho. é só voltar no tempo e ver quando foi que eu escrevi o primeiro post sobre gravar o folia, faz um tempo da porra.
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aparentemente, o nome atual de mendigo é 'pessoa em situação de rua'. acho que isso limita todas as situações que podem se suceder ao sujeito na rua a uma só. se não for igualmente desrespeitoso, acho que é pelo menos mal-concebida, essa nova alcunha. não sei se isso foi o que influenciou o tema / título de uma música do Tom Bloch, mas a música é legal. e se chama 'situação de dança'.
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de qualquer modo, 'só as pessoas em situação de rua salvam o praneta' simplesmente não tem o mesmo impacto. certamente não consultaram o daminhão.
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no overmundo, tem uma entrevista massa com o egberto gismonti. e outra com o marcelo birck. pelo menos pra você ouvir os mestres falando a internet serve.
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e já que o assunto são os mestres da música, quinta feira teve show de tony da gatorra no milo. com mais o guilherme barrella e o sérgio do debate nas gatorras extras. momento sublime.
estou estreando uma seção de links ali do lado. não vou conseguir levantar tudo o que tinha no layout antigo do blog, acho que eu perdi perdendo mesmo, mas vou tentar botar coisas legais e bacanas para o povo frequentador do espaço.
quisera eu que isso fosse o começo de um post sobre eu ter comprado um baixo ampeg, um verdadeiro pé-de-cobra no mundo dos contrabaixos. eu até já vi um em londres, da primeira vez que eu fui, na lendária andy's guitar shop - no final da denmark street, do lado esquerdo, é fácil pois a rua consiste em um único quarteirão - mas era o começo da viagem e o bicho custava todo o dinheiro que eu tinha pra comer nos próximos meses. e era de canhoto.
passei na verdade pra jogar conversa fora com o mundo internético em geral. júlia grande viajou, júlia pequena já dormiu, e eu também vou no mesmo rumo em poucos minutos. estou só terminando de curtir a noite caseira que amanhã é um daqueles dias que começam cedo e acabam no outro. mas a gente curtimos demasiado.
aqui na terra da garoa está um frio desgraçado. meu pai mesmo veio passar uns dias e não aguentou. eu mesmo, que não costumo ter problemas com baixas temperaturas, confesso que estou apanhando um pouco. acho que também é porque é diferente você sentir frio num lugar como o continente europeu, onde é frio 75% do ano, e sentir frio num lugar como são paulo, em que todo dia você passa por um pouco das 4 estações. é verdade que em sp você sempre tem que ter um guarda-chuva e pelo menos um suéter na bolsa. o que significa que você tem que andar quase sempre de bolsa, mochila, ou de carro, o que não é o meu caso. mas mesmo um quase paulistano como eu baila às vezes.
quase paulistano sim, mas só quase, porque nem eu nasci aqui, apesar de ter crescido, e até o momento só passei 10 dos meus 31 anos nessa cidade. de modo que eu também sou quase recifense, bem mais até do que quase paulistano. semana passada júlia - grande, por enquanto - me perguntou se eu não me sentia sendo de lugar nenhum. aí eu pensei um instante e disse que sim, que eu realmente não me sinto como sendo de lugar nenhum. e como o meu sotaque é totalmente volúvel, aí é que eu danço mesmo. eu sempre tenho um sotaque de outro lugar.
aí domingo aconteceu uma coisa engraçada, eu fui trabalhar num show de um evento que consiste em uma série de shows - e em uma campanha de marketing bastante endinheirada e transatlântica de uma marca de cerveja - que consiste em um intercâmbio musical entre o brasil e o reino unido. eu não vou dar o site porque aí eu ia fazer de graça propaganda pra quem pode pagar bem, mas o que acontece nesses eventos é o seguinte, um artista do reino unido encontra um artista do brasil, e eles interagem e isso vai pro palco. normalmente, um artista toca, o outro toca, e depois os dois tocam juntos. então nesse domingo especificamente, foram duas parelhas, o rômulo fróes & banda com o king creosote - da escócia - e o gruff rhys - do super furry animals - e o mestre do universo tony da gatorra.
os shows foram muito bons, inclusive eu recomendo bastante todos os artistas aos amigos, procurem e ouçam que vale a pena. o disco novo do tony eu ainda estou mixando, mas vai sair ainda esse ano. existem videocasts desse show, ou pelo menos eles virão a existir.
mas o que foi curioso, foi que o gruff rhys é galês, ele é de bethesda, que é uma cidade perto de bangor - onde eu morei - e grava os discos solo dele na ilha de anglesey, que é do lado de bangor. aí a gente estava conversando sobre as peculiaridades do norte do país de gales, quando eu comentei que tinha ido algumas vezes a bethesda e a blaenau ffestiniog, que é uma das cidades mais malucas que eu já conheci. aí entra em cena o cinegrafista que estava cobrindo o evento, e o camarada é justamente de blaenau ffestiniog. eu já imaginei muitas coisas na minha vida, mas nunca pensei na hipótese de encontrar um nativo de blaenau ffestiniog em são paulo. e pra completar o surrealismo, pouco depois eu passei pela dupla e ambos estavam conversando na sua língua mãe, o galês, que é sem dúvida uma das línguas mais maluquete que existem.
outra coisa que foi engraçado domingo é que eu levei várias quedas, sem beber nadinha.
bom, o que fizeram com a fotografia do neil gaiman e do douglas adams que está lá embaixo, exatamente, eu não sei. mas como eu fiquei bolado com o assunto, fui pesquisar, e descobri que o douglas adams realmente é canhoto. nessa foto, ele dá um mi maior camisão ao lado de robbie macintosh, que tocou no pretenders e com o velho mcartney. como eu sei que o robbie macintosh NÃO é canhoto, pois já o vi tocando várias vezes em vídeos (e no maracanã), conclui-se que que o douglas adams é.
hoje eu almocei com o ziraldo. isso mesmo, ziraldo alves pinto, mineiro de caratinga, o homem que nunca broxou, aquele que você conhece. ele veio a são paulo participar de um programa de televisão, e foi almoçar no estúdio do filho, que é onde eu trabalho hoje em dia. ao perceber que eu não como carne, ele comentou:
- ah, coitado. olha, isso não vai fazer nada melhorar na tua vida não, deixa isso pra lá.
e seguiu a me explicar como é o melhor jeito de matar uma galinha. eu confesso que fiquei tentado a abandonar minhas convicções ainda que momentaneamente e perseguir uma penosa na capoeira. já passou, sorte das galinhas que não passaram na minha frente. mas ele concordou que galinha de supermercado não tá com nada.
não pedi um autógrafo, porque eu já tenho, ele autografou 'o menino maluquinho' pra mim e pra malu num evento de lançamento do livro. mas pedi um autógrafo pra júlia pequena, e ele fez um maluquinho ali na hora. muito bom. contou piadas, e também imitou o hans donner. é bem verdade o que diz no livro, o menino maluquinho cresceu e virou um cara legal.
hoje eu fiz uma coisa que há muito tempo eu precisava fazer. baixar o 'the who sell out' numa versão decente. no dia em que eu fizer um disco que seja bom só um quarto do que esse disco é, eu vou me considerar realizado como pessoa humana. e a idéia veio porque eu tava ouvindo música em casa e tocou a versão do scandurra de 'our love was' no itunes. tem uma versão das breeders, tb, do ep safari. que inclusive é outro que eu preciso baixar...
eu sou católico, por incrível que pareça. mas é verdade. eu também acredito no espiritismo, nas forças da natureza - ou nos orixás, em krishna, no buda, e em mais muitas coisas. acredito em santos e acredito que todos temos o bem, o mal e a neutralidade dentro de nós. mas eu nasci em uma família católica, e fui cumprindo todos os sacramentos até a crisma, que eu também recebi. eu nunca deixei de ser católico quando comecei a ler o baghavad gita, ou a frequentar terreiros pelo brasil afora, e por outro lado também não travei contato com outras religiões só por curiosidade. eu não acho que você precise deixar de ser uma coisa pra ser outra, no campo das crenças, pelo menos. só não dá pra ser flamenguista e vascaíno ao mesmo tempo.
agora, eu discordo de um bocado de coisas que o vaticano prega como sendo parte da linha de conduta de um católico. e não estou nem aí, eu resolvi que eu acredito nisso e sou católico e se o vaticano não quer que eu use preservativos, azeite. assim como quem é careca não está gabaritado a ensinar como se penteia cabelo, eu não vou pedir conselho a um camarada que não pode constituir família sobre quando eu devo fornicar e ter filhos. só que eu concordo com os dez mandamentos - mas até aí eles são mais velhos do que a igreja católica.
aí vem o papa canonizar o camaradinha lá de guaratinguetá. genial. na lista todos os lugares que deram ao mundo santos católicos, eu nunca imaginei a presença de guaratinguetá. sério mesmo. sombrio, em santa catarina, talvez. governador valadares, em minas gerais, vá lá que seja. mas guaratinguetá, eu nunca pensei. nem quando eu fui ver com malu um show do maskavo roots e skank na década de noventa. imaginar que a mesma cidade comporta o suntuoso hotel 'o paturi' e um santo, é fantástico.
sendo que o papa fez parte da juventude hitlerista. aí complica. é certo que todas as religiões em que eu acredito pregam a remissão dos pecados, nessa, no além ou em outras vidas. mas da juventude hitlerista para o posto de sumo pontífice, é remissão demais. se uma quantidade dessas de remissão de pecados fosse aplicado por sobre qualquer penitenciária brasileira, dali sairiam não um ou dois, mas centenas de sãos galvãos. o que, por sinal, é um nome não muito adequado pra santo no brasil. como diria o rei, galvão, eu não vou dizer mais nada.
então, eu não concordo com um papa (ex-?) nazista que parece um pouco demais com o imperador palpatine para eu me sentir confortável. ju pequena mesmo, olhou pra cara dele no habemus papam e disse logo que queria outro.
outro dia júlia (grande, minha mulher) veio comentar comigo que tinham comentado aqui alguma coisa sobre o blog ser legal por não ter um estilo específico, dá pra ler o comentário no post anterior a esse, que eu estou com preguiça de abrir agora. é bem verdade mesmo. eu já tentei fazer de tudo nesse blog, e justamente por nada ter dado muito certo é que ele ficou do jeito que é.
aí rolou uma questão tostines clássica, se o comentário seria uma crítica disfarçada, ou um elogio rasgado. como eu vivo sendo esculhambado nesse mundo, preferi optar por receber um elogio, até porque em sendo um blog extremamente pessoal - no sentido de que eu escrevo sobre coisas relacionadas à minha vida e ao meu modo de pensar - uma crítica não caberia, exatamente. eu nem sou jornalista, nem sou escritor, então eu não tenho nem a obrigação de escrever.
então, ao cristiano contreiras, quem quer que ele seja, vai aqui o meu muito obrigado. gostaria também de avisar a Gabi e a Dida que eu sempre me esforço pra tentar tornar a prática de escrever aqui uma atividade periódica.
nesse final de semana júlia (pequena, minha filha) me surpreendeu com uma piada nova. agora ela está com essa mania de piada, ela descobriu que piada é uma coisa que você fala e as pessoas riem logo depois. então ela fala umas duas frases e começa a rir em seguida, é muito engraçado. aí ela veio me contar a seguinte piada:
'você usa chapéu? não, eu uso arame farpado.'
eu achei isso muito engraçado mesmo. volta e meia eu me lembrava disso e começava a rir, sozinho. é uma mistura de piada com haiku, na verdade. não sei de onde ela tirou isso, mas eu gostei pacas.
o careca na foto, é max matthews. na década de 50 ele escreveu um programa chamado MUSIC, que foi o pai de todos os programas de música que existem. ele ainda não morreu, e é mais foda do que você pode imaginar.
na próxima quarta-feira, dia 18 de abril, às 19h, eu vou apresentar um workshop sobre a história da música eletrônica, que incluirá alguma brincadeira em softwares por parte do público. o workshop acontece na loja da FNAC da avenida paulista, e você pode obter mais informações aqui e também aqui.
apareçam, e dêem aquela força!
5.4.07
eu descobri que existe um site massa dedicado ao profeta gentileza. descobri numa comunidade do orkut em sua homenagem, da qual participam alguns amigos cariocas. no site você pode ver fotos e vídeos dos trabalhos e das mensagens do profeta, detalhes sobre sua vida e projetos sociais criados em sua homenagem. gentileza gera gentileza.
resolvemos passar a páscoa com o povo no rio, pra curtir um ambiente familiar mais propício ao momento pascoal. aparentemente os controladores de vôo vão ser bacaninhas e deixar todo mundo voar tranquilo no feriadão, vamos ver hoje se vai ser isso mesmo ou se é mais conversa mole.
então boa páscoa pra todos nós. peguem leve no chocolate, cuidado nas estradas, e muita felicidade.
para todo propósito, há um site na internet. vejamos, por exemplo, o caso da les paul sg. descobri hoje um belo sítio totalmente dedicado a essa variedade de guitarra da gibson. fantástico. o design da sg sempre me atraiu, não por ter inclinações satanistas (que eu não tenho), nem por gostar de black sabbath (que eu gosto muito), mas por ser, para mim que sou canhoto, um projeto de fácil conversão.
por essas e por outras (leia-se, o preço) que o meu primeiro baixo foi um modelo sg. ou melhor, eb, que é o modelo sg dos baixos. esse primeirão, o finch, eu não sei onde se encontra. pode ser que ao abrir alguma caixa da mudança, ele apareça. pode ser que não. eu sei que devia ter guardado ele com mais carinho e atenção, mas ninguém é perfeito, e a vida é assim.
mas eu tenho um outro baixo, modelo eb, que eu comprei na escócia em 98. por muito tempo, ele foi o meu baixo oficial de emprestar pros amigos, mas agora, reformado, ele é só meu. pode parecer egoísmo, mas ninguém é perfeito, e a vida é assim.
é bem interessante e vale a visita. nessa foto, ele está acompanhado do finado douglas adams, que além de ser o autor do guia do mochileiro das galáxias, aparentemente é canhoto.
eu comi essa corda do google e mudei de blog antigo pra blog novo. que é o mesmo, mas tem uns layouts transados, que também são os mesmos. o bom é que os usernames ficam sendo os mesmos pra quase tudo, dentro dessa hegemonia insalubre e ameaçadora do google.
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eu completei semana passada o circuito do "Guia do Mochileiro das Galáxias". primeiro eu li o livro, depois eu vi o filme, e em seguida os programas de rádio e a série de televisão. a minha conclusão é a de que cada obra se adequa mais a algum formato. e no caso do Guia, o programa de rádio ganha disparado, seguido de perto pela série de 6 episódios pra tv, do livro e então do filme. é verdade que o filme tem a melhor apresentação visual do guia do mochileiro em si, e que o livro tem milhares de adendos e prolongamentos da história que podem interessar ao eventual viciado nas aventuras de Arthur Dent, Ford Prefect e sua turma. mas nos episódios do rádio é que o bicho pega mesmo. vá em algum site de torrents e baixe agora.
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procurar apartamento pra alugar é o melhor exercício de paciência que existe
faz 15 anos que eu conheço Lhô. há 15 anos, exatamente, eu toquei em público pela primeira vez, com ele e Waldner, na laje de um prédio em bairro-novo, próximo de onde hoje é o Hiper Bompreço, e de onde morava o veínho Bob até recentemente. eu toquei de kilt e all-star, que era mais ou menos o meu conceito de moda jovem na época.
a nossa banda, que pouco mais de um mês depois passaria a contar com Felipe Vieira em sua formação, não foi muito pra frente. mas como todos sabem, a amizade sempre nos manteve próximos, e tocando juntos eventualmente. até hoje, tocar com fé e lhô é um dos meus programas favoritos, porque a sensação sempre é de que o nosso último ensaio na garagem em maria farinha foi ontem.
para quem não sabe, lhô se tornou fonoaudiólogo e é um profissional bem-sucedido na capital potiguar, tem um filho da mesma idade que júlia e raul, e ainda toca bateria, infelizmente, só por esporte. poderia ter sido um dos grandes bateristas do brasil, mas se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. e agora eu vou almoçar e encarar a maratona etílica que já está sendo a comemoração dos 30 ANOS DE LHÔ.
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Eu acho que eu não devo escrever mais nada antes do réveillon. Então boas entradas para todos, e muita paz em 2007.
eu sou da escola que acredita que quando grava-se uma canção, tem que acontecer alguma coisa ali muito emocionante pra que todos que ouçam a faixa compartilhem dessa emoção. dá pra fazer de outro jeito, mas o melhor é esse. e eu acho que 'georgia on my mind', deve ter mesmo sido assim.
ontem e hoje o sol resolveu dar o ar de sua graça e fazer um pouco de verão aqui em são paulo. o que é bom, mas não quando você tem que andar pra cacete na rua. pelo menos eu peguei um quase bronze. e um ônibus errado, que me deixou longe de onde eu precisava ir, deste modo me forçando a andar um bocado sob o sol.
nesse momento, estou terminando de dar um grau na pré-produção que a gente gravou do disco da lulina, que devemos começar a gravar em breve. ou assim espero. as idéias estão todas bem boas, e acho que a gente vai ter alguma dificuldade de escolher músicas pra um álbum simples. não que não possa ser um álbum duplo, mas isso requer sinal verde e carta branca de outras alçadas.
lá em casa, estamos às voltas com um defeito na geladeira que o seu tião, proprietário da 'são sebastião refrigeração', ainda não conseguiu resolver. e ainda aguardando a entrega do famigerado modem da telefônica pra podermos dispor de internet em casa. nesse ínterim eu vou lendo os gibis do salsicha, assistindo episódios do monty python flying circus no computador e também praticando kanjis pra fazer uma avaliação na aliança cultural brasil-japão, onde eu pretendo retomar meus estudo da língua japonesa.
então. faz um mês que eu não-oficialmente me mudei pra são paulo. me mudei não, porque eu não me mudei - 85% das minhas coisas ainda estão no mesmo lugar em casa caiada - mas como a idéia é essa, para o ano que vem, e eu estou aqui reconhecendo o terreno, e cuidando de júlia e et coeteras afins. como vocês podem ver na foto.
por aqui, estou trabalhando no disco de lulina e os causadores, ainda no folia de santo, e em alguns outros projetos. ocupo um quarto grande em um apartamento do bixiga, próximo ao 'bar amigo gianotti', cuja especialidade é uma fogazza que faria certamente o habib's mudar o nome daquele pastel safado que eles vendem por lá. é próximo também do centro central total da cidade, vale do iabadabadu, praça da sé, liberdade, as bases todas. o apartamento foi um achado do meu chapa de outrora marcelo 'salsicha' vourakis.
o clima aqui tem sido, como sempre, muito doido. as quatro estações do ano durante o dia, o que não é tão bom para pessoas com algum tipo de problemas respiratórios. estamos tendo algumas dificuldades em descobrir de onde vem uma tosse que júlia tem de vez em quando, e eu vou tentar achar a minha antiga pediatra que de repente pode saber alguma coisa fantástica que os médicos até agora não conseguiram descobrir.
e acho que é isso, um rápido resumo das atividades até o momento. mais em breve, quando a internet na minha casa for finalmente instalada.
ainda no clima de santos e tudo mais, até porque o vaticano acabou de canonizar mais 4, eu botei aqui uma imagem do meu padroeiro, e um link pra você ver coisas bacanas e pessoas idem que aconteceram e nasceram no dia 19 de março.
tem coisas que só a gibson faz pra você. pra você ficar doido, isso sim. pense bem. bom, estou em são paulo, mixando uns disquinhos em casa. entre eles, o de tony da gatorra. quando eu tiver dinheiro, eu vou mandar ele fazer uma gatorra de dois braços pra canhoto pra mim.
antes de mais nada, é importante esclarecer quem é quem. começando do canto superior esquerdo, em sentido horário: felipe vieira, waldner maribondo, rubens botelho e eu. essa foto foi tirada imediatamente antes ou imediatamente depois do show da banda que compunhamos antanho, os dreadful boys, em um festival de rock no são bento, mais precisamente no dia 14 de maio de 1992. 14 anos, 50 quilos, e muitos cabelos atrás.
para comentar as gravações do disco "folia de santo" que eu estou fazendo aqui na ufpe, antes de embarcar pra sp, resolvi colocar aqui uma imagem de são benedito, já que eu também só descobri essa semana que é bem mais fácil colocar imagens no blog do que eu pensava.
esse lance de influência é um negócio muito doido mesmo. às vezes o cara é fortemente influenciado por um negócio que ele viu durante uns três segundos, e isso tem um impacto muito forte. eu digo isso porque uma das minhas maiores influências como tocador de baixo era uma faixa do vanilla fudge. veja bem, eu nunca soube o nome do baixista do vanilla fudge até hoje, quando resolvi descobrir que era o tim bogert.
a faixa em questão, é a versão deles de "you keep me hangin' on", que já havia sido sucesso na voz das divinas supremes em 1966, e que o vanilla regravou em 67, tendo feito um grande sucesso no verão do amor, essas coisas todas. enfim, vale a pena você baixar e ouvir, é uma versão genial.
eis que o baixo dessa canção, pode até não ter nada demais, de repente, mas eu aprendi um monte de coisas ali, sobre o baixo no rock'n'roll, fazendo aquela liga entre o baterista e a base, sem perder o charme. eu recomendo.
finalmente, é chegada a hora! super-brechó do missionário, pra diminuir a quantidade de tranqueira por metro quadrado. só neste sábado, dia 30, a partir das 9h, no apê de casa caiada, próximo ao prontolinda. quem quiser saber os detalhes, é só ligar ou mandar e-mail pra missionariojose arroba gmail ponto com.
*** ADMIN: SaturnRulz has entered the chat room ***
SaturnRulz: whats up yall
youranus: hey saturn hows it going
SaturnRulz: pretty good
JuPiTeR: hey dood
Earth4578: I like your rings
SaturnRulz: thx
Earth4578: Can I get some like that?
SaturnRulz: i guess, 1st you have to get a really big gravtational pull
Earth4578: Kewl, Ive been working out lately
MARS_BITCHES: hey jupter, hows your red spot, any better?
JuPiTeR: nope, still hurts
JuPiTeR: it suxx
MARS_BITCHES: sorry man
*** ADMIN: pluto has entered the chat room ***
pluto: hey guys whats up
SaturnRulz: ???
pluto: ???
JuPiTeR: umm i thought this was for planets only
youranus: ya rly
pluto: what r u talking abuot?
SaturnRulz: dude your not a planet, your orbits all fucked up
Earth4578: Yeah, it's called a circle, look it up
youranus: lol
MARS_BITCHES: pwn3d
pluto: it's not fucked up, it's eccentric
Earth4578: whatev
youranus: lol eccentric = fucked up
JuPiTeR: anyway i heard yuor orbit crosses neptune
pluto: NO, my orbital nodes are outside neptunes orbit, its just that my orbit is inclined relative to yours
MARS_BITCHES:
MARS_BITCHES: WTF man
Earth4578: OK now you're just making shit up
pluto: oh so i guess youre only cool if youre in the plane of the ecliptic huh?
pluto: yuo guys r snobs
youranus: u r teh l4m3
JuPiTeR: yeah why dont you go play in the dwarf planet chat room
MARS_BITCHES: dammmmmmn
pluto: IM NOT A DWARF
Earth4578: Yeah dood, they're called little people
youranus: hehehehehehehehehehe
pluto: FUCK U I;M A PLANET
SaturnRulz: why r u yelling?
SaturnRulz: dude your moon is almost as big as u r
JuPiTeR: yeah i got 4 moons bigger than you
Earth4578: My moon is bigger too
pluto: your moon is teh suxx0rz
SaturnRulz: nice try, why don't you go back to playing w/ the Lolipop Guild
youranus: SNAAAAAPPPPPP
MARS_BITCHES: u got knocked the fuck out man
pluto: FUCK YALL, IM A PLANET, AND NOBODY CARES WHAT U THINK CUZ MOST OF U ARE JUST GAS ANYWAY, YOUR LIKE GIANT ORBITING FARTS SO YOU STINK, SO FUUUUUUCK UUUUUUUU
*** ADMIN: pluto has left the chat room ***
Earth4578: Wow
MARS_BITCHES: what a dick
SaturnRulz: yeah realy
JuPiTeR: yeah but you know, i feel kinda bad 4 him now
MARS_BITCHES: 4real?????
JuPiTeR: lol no, just kiding
youranus: lol good one
SaturnRulz: did he just call us giant orbiting farts?
eu escolhi duas definições, pra sentir o drama. mas vale a pena conferir o resto da lista e morrer de rir aqui
10 PAUL McCARTNEY AND STEVIE WONDER “Ebony and Ivory” 1982 Racial-harmony dreck
See, it’s a metaphor: “Side by side on my piano/Keyboard/Oh, Lord/Why don’t we?” McCartney and Wonder want the races to get along as peacefully as the white and black keys on a piano — which seems unlikely, since the white keys didn’t enslave the black keys for hundreds of years. The anguished idealism inspired a Saturday Night Live duet between Eddie Murphy and Joe Piscopo: “I am dark and you are light/You are blind as a bat and I have sight.”
Worst Moment The repeated chorus at the end — where the song gets even chirpier.
7 BOBBY McFERRIN “Don’t Worry Be Happy” 1988 Oh, great — a bumper sticker set to music
Just as there are few things more depressing than being told to cheer up, it’s difficult to think of a song more likely to plunge you into suicidal despondency than this. The finger-clicking rhythm, the Sesame Street backing and McFerrin’s various accents — all different, all patronizing — are an object lesson in trying too hard. The lyrics are appalling, too: If your landlord is indeed threatening you with legal action, you should not under any circumstances follow McFerrin’s advice, which seems to involve chuckling at him and saying “Look at me, I’m ’appy” in a comical Jamaican voice.
toda vez que eu fico gripado, eu me sinto vitorioso. não pelo meu lado hipocondríaco, que raramente se manifesta, inclusive. mas pelo meu lado vegetariano. quando eu virei vegetariano, a primeira coisa que eu comecei a ouvir das pessoas foi "tu vais ficar mais doente, porque a carne blá-blá-blá-blá-blá". eu não comi a corda, e mandei brasa no meu vegetarianismo convicto. ainda estou mandando, e aos poucos inclusive estou eliminando ovos da minha dieta também. leite e derivados, vai demorar, mas isso é outra história.
desde pequeno eu tenho problema de respiração e afins. tive pneumonia mais de uma vez, dupla, um histórico danado mesmo. também sou bem alérgico a poeira, pêlo de gato, mofo. meu sistema imunológico nunca foi super-fantástico, principalmente porque eu sempre fui sedentário e nunca tiva lá essas alimentações tão saudáveis assim.
bom, normalmente, a minha gripe média me deixava abalado por uma semana. hoje em dia, eu fico no máximo dois dias mal. três se for aquele vírus bombado mesmo. e pronto. tou novo. cada um acha da vida o que quiser, e eu acho que esse papo de que carne fortalece o sistema imunológico é uma mentira gigante.
vivemos hoje uma era de extrema individualização, e intensa coletivização ao mesmo tempo. não vou me alongar nessa teoria agora, mas basicamente, é mais ou menos que as pessoas cada vez vivem suas vidas de uma forma mais e mais idiossincrática, mas que isso leva a rapaziada a se unir e tal. por exemplo, estamos presenciando uma era em que o entretenimento está progressivamente sendo pulverizado para as mãos das pessoas, ou pequenas comunidades, e que elas acham isso o maior barato.
aonde eu quero chegar com esse papo de comer mosca é que todos esses meios de comunicação individual em massa são isso mesmo. hoje em dia cada um pode ser o seu próprio jornal, tv, rádio, cinema convencional E pornô. e aproveitar a produção alheia tb. mas nada disso aconteceria se aquela pontada de vaidade não instigasse o cidadão com a possibilidade de outras pessoas quererem bisbilhotar um pouco a sua vida. ou as coisas que ela coloca na internet.
de modo que, um blog não é nada sem seus leitores. não fosse gabi kyrillos aparecer no msn e dizer 'ô vagabundo, vai lá atualizar o teu blog pra o povo poder ler', eu mesmo nem tinha vindo aqui. valeu.
Teoricamente, nesses lugares do mundo, não tem McDonalds. Se for realmente verdade, a gente podia fazer um grande serviço à música brasileira tentando tirar eles daqui tb.
Afghanistan, Albania, Algeria, Angola, Antigua and Barbuda, Armenia, Bangladesh, Barbados, Belize, Benin, Bhutan, Bolivia, Bosnia and Herzegovina, Botswana, Burkina Faso, Burma, Burundi, Cambodia, Cameroon, Cape Verde, Central African Republic, Chad, Comoros, Republic of the Congo, Democratic Republic of the Congo, Côte d'Ivoire, Djibouti, Dominica, East Timor, Equatorial Guinea, Eritrea, Ethiopia, the Federated States of Micronesia, Gabon, Gambia, the Ghana, Grenada, Guinea, Guinea-Bissau, Guyana, Haiti, the Holy See, Iran, Iraq, Jamaica, Kazakhstan, Kenya, Kiribati, Kyrgyzstan, Laos, Lesotho, Liberia, Libya, Madagascar, Malawi, Maldives, Mali, the Marshall Islands, Mauritania, Mongolia, Montenegro, Mozambique, Namibia, Nauru, Nepal, Niger, Nigeria, North Korea, Palau, Papua New Guinea, Rwanda, Saint Kitts and Nevis, Saint Lucia, Saint Vincent and the Grenadines, Sao Tome and Principe, Senegal, Seychelles, Sierra Leone, Solomon Islands, Somalia, Sudan, Swaziland, Syria, Tajikistan, Tanzania, Togo, Tonga, Trinidad and Tobago, Tunisia, Turkmenistan, Tuvalu, Uganda, Uzbekistan, Vanuatu, Vietnam, Yemen, Zambia, and Zimbabwe.
eu vou continuar torcendo contra a itália. mas que dois gols bonitos da porra!
++++++
a diferença entre meninos e homens é o preço dos brinquedos. a diferença entre homens e profissionais de áudio é que os brinquedos são ainda mais caros, e mais difíceis de justificar os preços.
++++++
o disco está ficando massa, e eu doido.
++++++
hoje eu estava brincando com júlia ensinando ela a contar em japonês. sendo que os números que ela inventou são mais legais que os originais.
e o que eu digo é, foda-se. foda-se o esquema tático, fodam-se os contratos milionários, a vivo, a brahma, o guaraná antarctica, a nike, os cartolas, a cbf, o clube dos 13, o futebol europeu, a comissão técnica coletiva e individualmente, os cartolas, as chuteiras especiais, a cobertura irritante, o narrador irritante, e o que mais estiver obscurecendo a verdadeira arte do futebol brasileiro.
++++++++
demais considerações sobre futebol:
- mas ainda teremos a alegria de ver o santinha descer de volta para onde não deveria ter saído - por outro lado, são pelo menos mais quatro anos de 'hexa é luxo' no pé do ouvido. mesmo sabendo que quem vive de passado é museu e o roupa nova. - eu gostaria de saber como a kibon vai fazer pra se livrar do encalhe de picolés do ronaldinho gaúcho. - eu vou torcer pra portugal. se portugar perder eu vou torcer pela alemanha. e se assim for preciso, pela frança. tudo menos itália tetra.
++++++++
outras considerações sobre demais assuntos:
- tou em vias de terminar um disco de músicas infantis pro selo outro brasil, ou o disco está em vias de terminar comigo. de uma forma ou de outra o processo já está me garantindo mais alguns cabelos brancos no meu futuro grisalho. ou careca, quem sabe. taí zidane mostrando que alguns carecas fazem diferença. - júlia chegou e está bem, e bem grande. fica até agosto. convoco os amigos pais para organizarmos atividades de caráter lúdico e distrativo. -depois desse disco começa o novo do vamoz!, que também contará com o camarada rodrigo coelho na produção. acho que vai ser bacana.
American Voice: Then suddenly a clue turned up in Scotland. Mr Angus Podgorny, owner of a Dunbar menswear shop, received an order for 48,000,000 'kilts from the planet Skyron in the Galaxy of Andromeda.
(Mix to interior of highland mens wear shop. An elderly Scottish couple are poring over a letter which they have on the counter. Oil lamps etc.)
Mrs Podgorny: Angus how are y'going to get 48,000,000 kilts into the van?
Angus: I'll have t'do it in two goes.
Mrs Podgorny: D'you not ken that the Galaxy of Andromeda is two million, two hundred thousand light years away?
Angus: Is that so?
Mrs Podgorny: Aye ... and you've never been further than Berwick-on-Tweed...
Angus: Aye ... but think o' the money dear ... £18.10.0d a kilt ...that's ... (calculates with abacus) £900,000,000 - and that's without sporrans!
Mrs Podgorny: Aye ... I think you ought not to go, Angus.
Angus: (with visionary look in his eyes) Aye ... we'd be able to afford writing paper with our names on it... We'd be able to buy that extension to the toilet...
Mrs Podgorny: Aye . . but he hasn't signed the order yet, has he?
Angus: Who?
Mrs Podgorny: Ach ... the man from Andromeda.
Angus: Och ... well ... he wasna really a man, d'you ken ...
(Creepy music starts to edge in.)
Mrs Podgorny: (narrowing eyes) Not really a man?
Angus: (sweating as the music rises) He was as strange a thing as ever I saw, or ever I hope to see, God willing. He was a strange unearthly creature - a quivering, glistening mass...