eu botei esse titulo porque eu ia fazer uma lista, mais descobri que eu estou cansado demais pra organizar as coisas nesse nivel, entao vamos improvisar mesmo. enfim, estamos de volta a paris, depois de uma longa viagem de volta da suica / alemanha. la estava um frio com chuva muito complicado, e ontem ainda estava chovendo e fazendo frio aqui. ja hoje o dia amanheceu e o sol saiu justamente quando a gente foi passar som, como voces podem conferir no meu fotolog. foi foda, mas o show foi muito bom, num anfiteatro em montmartre.
ontem fomos a um show do bossacucanova num lugar chamado cabaret sauvage, uma mistura de tenda de circo luxuosa com bar, bem bonito, e o show teve a participacao da mariana de moraes e do silverio pessoa. esse lugar fica por tras da cite de la musique, e perto do hotel onde a gente fica em paris, uma espelunca moderna dessas bem apertadas chamado etap, que nao e tao pequeno quanto um formula 1, mas faz o quarto de um hotel ibis virar um cinco estrelas. sendo que hoje e amanha a gente vai ficar em apartamentos aqui na regiao de montmartre pra economozar, e honestamente um apartamento por pior que possa ser deixa qualquer etap no chinelo. e ainda rola essa internet gratis na paz. e eu abri a geladeira pra ver se tinha uma agua gelada, e achei uma guiness geladinha com o meu nome. é, aparicio, às vezes a gente se da de bem...
10.7.05
7.7.05
a alemanha e mesmo um negocio muito organizado
eu acho que deve ter alguma coisa a ver com a ética protestante. porque aqui o negócio foi de rocha mesmo, não foi que nem na inglaterra que o camarada queria trocar de mulher e resolveu criar toda uma igreja só por causa disso. aqui foi martinho lutero ali, no coice da mula, botando sua banca. depois até fizeram um filme sobre ele com aquele artista que é uma mistura do cristopher lambert com o cazuza. lá em auxerre inclusive eu vi um outro filme com esse camarada onde ele é um alpinista muito doido que curte transar as meninas com aquele esquema de asfixia que inclusive matou aquele outro maluco que cantava no inxs.
mas deixando a disgressão de lado, da outra vez em que eu vim na alemanha, foi a primeira vez que eu vi que o povo aqui é mesmo muito organizado, tudo certinho, limpinho. porque na espanha, itália, frança e portugal a gente até se sente em casa com a baderna do pessoal. latino é esse negócio assim disperso, eu gosto muito, inclusive. aqui não, na alemanha até os italianos são organizados. esse hotel aqui mesmo é totalmente gerenciado por italianos, e nem parece, você só percebe realmente que eles são italianos quando eles falam inglês, e também com o café expresso, que é uma coisa de louco. ai o hotel é tão organizado que inclusive tem internet sem fio que pega em todos os quartos, então você sai andando pelo hotel com o computador conectado na internet, chique demais.
o melhor exemplo da organização dos italianos aqui na alemanha é a nutela. aqui no café da manhã, como é um hotel de italianos, tem que ter nutela, mas eles tem potinhos individuais de nutela, feito aqueles de geléia. é bom também que cada vez que a gente vai se servir na mesa do café a gente bota uns três no bolso pra garantir o recheio da barriga naqueles dias de estrada sem fim. um café da manhã organizado desse gera umas três refeições estradeiras, pelo menos.
e agora vamos ver se essa organização dá o ar da sua graça hoje na passagem de som e afins. fizemos uma reorganização no mapa de palco pra ficar tudo na ordem certa em que os músicos estão, porque é demais querer que o camarada suíço-alemão, ou mesmo francês, saiba que porra é um ilu, quando eu sei que tem muita gente em recife mesmo que não sabe. então ficou mais fácil, o cara vai olhar e saber que aquele monte de tambor que ele nunca viu mais gordo pelo menos são os canais 1, 2, 3, e etc.. da mesa. pra mim fica melhor. e a badi assad, que vai abrir o show, usa uns três canais, então eu fico super contente. eu sei que vocês não vão entender porque eu fico tão contente, mas eu juro que eu fico.
mas deixando a disgressão de lado, da outra vez em que eu vim na alemanha, foi a primeira vez que eu vi que o povo aqui é mesmo muito organizado, tudo certinho, limpinho. porque na espanha, itália, frança e portugal a gente até se sente em casa com a baderna do pessoal. latino é esse negócio assim disperso, eu gosto muito, inclusive. aqui não, na alemanha até os italianos são organizados. esse hotel aqui mesmo é totalmente gerenciado por italianos, e nem parece, você só percebe realmente que eles são italianos quando eles falam inglês, e também com o café expresso, que é uma coisa de louco. ai o hotel é tão organizado que inclusive tem internet sem fio que pega em todos os quartos, então você sai andando pelo hotel com o computador conectado na internet, chique demais.
o melhor exemplo da organização dos italianos aqui na alemanha é a nutela. aqui no café da manhã, como é um hotel de italianos, tem que ter nutela, mas eles tem potinhos individuais de nutela, feito aqueles de geléia. é bom também que cada vez que a gente vai se servir na mesa do café a gente bota uns três no bolso pra garantir o recheio da barriga naqueles dias de estrada sem fim. um café da manhã organizado desse gera umas três refeições estradeiras, pelo menos.
e agora vamos ver se essa organização dá o ar da sua graça hoje na passagem de som e afins. fizemos uma reorganização no mapa de palco pra ficar tudo na ordem certa em que os músicos estão, porque é demais querer que o camarada suíço-alemão, ou mesmo francês, saiba que porra é um ilu, quando eu sei que tem muita gente em recife mesmo que não sabe. então ficou mais fácil, o cara vai olhar e saber que aquele monte de tambor que ele nunca viu mais gordo pelo menos são os canais 1, 2, 3, e etc.. da mesa. pra mim fica melhor. e a badi assad, que vai abrir o show, usa uns três canais, então eu fico super contente. eu sei que vocês não vão entender porque eu fico tão contente, mas eu juro que eu fico.
6.7.05
finalmente
eis que, aqui em lörrach, eu finalmente ouvi uma coisa que eu esperava há muito tempo. uma versao contemporanea de 'baby can i hold you now'. acho que só faltava essa.
outra coisa que eu finalmente ouvi aqui é a quantas anda a gravacao do profiterolis. tá muito bom, inclusive.
outra coisa que eu finalmente ouvi aqui é a quantas anda a gravacao do profiterolis. tá muito bom, inclusive.
onde está ingrid buhr quando eu preciso dela?
entonces, saímos ontem de bordeaux e tiramos até lyon, onde dormimos em um hotel de uma estrela porém decente, e nao deu muito tempo de fazer muita coisa, a nao ser telefonar pra família e dar uma rápida volta pela cidade e ver o Reno, essas coisas turísticas de quando você nao tem muito tempo.
de lá, viemos até a suíca, onde vamos tocar amanha com a Badi Assad num festival chamado stimmen, e estamos hospedados num hotel no lado alemao da cidade. isso quer dizer levar 4 baculejos amanha, dois pra passar o som e dois pra tocar. ainda bem que eu aprendi a perguntar em alemao se a pessoa sabe falar inglês. aqui faz frio, mas pouco. hoje todo mundo está pregado, entao vamos comemorar rapidamente o aniversario da renata emília e dormir, porque amanha a ralacao comeca de novo.
outra coisa que eu acabei de chegar a conclusao é que se eu desistir da carreira na música, uma das coisas que eu poderia me tornar é secretário datilógrafo. depois de me adaptar aos teclados franceses, agora eu estou usando tambem o computador do fabrice, que tem um teclado normal mas configurado pra francês, o da renata, que tem um teclado francês configurado pra portugues, e agora eu tenho em minhas maos um teclado alemao, num hotel na alemanha cujos donos sao italianos, entao o computador é metade em alemao, metade em italiano.
a grande vantagem de um teclado alemao e que voce pode escrever einstürzende neubauten sem usar a tecla shift. e se você quiser usar a letra grega ß você nao precisa procurar no mapa de caracteres. alfa, gama, delta e todas as outras se vire pra la.
de lá, viemos até a suíca, onde vamos tocar amanha com a Badi Assad num festival chamado stimmen, e estamos hospedados num hotel no lado alemao da cidade. isso quer dizer levar 4 baculejos amanha, dois pra passar o som e dois pra tocar. ainda bem que eu aprendi a perguntar em alemao se a pessoa sabe falar inglês. aqui faz frio, mas pouco. hoje todo mundo está pregado, entao vamos comemorar rapidamente o aniversario da renata emília e dormir, porque amanha a ralacao comeca de novo.
outra coisa que eu acabei de chegar a conclusao é que se eu desistir da carreira na música, uma das coisas que eu poderia me tornar é secretário datilógrafo. depois de me adaptar aos teclados franceses, agora eu estou usando tambem o computador do fabrice, que tem um teclado normal mas configurado pra francês, o da renata, que tem um teclado francês configurado pra portugues, e agora eu tenho em minhas maos um teclado alemao, num hotel na alemanha cujos donos sao italianos, entao o computador é metade em alemao, metade em italiano.
a grande vantagem de um teclado alemao e que voce pode escrever einstürzende neubauten sem usar a tecla shift. e se você quiser usar a letra grega ß você nao precisa procurar no mapa de caracteres. alfa, gama, delta e todas as outras se vire pra la.
4.7.05
hoshi no takakai, vol 2
por algum motivo o site do blogger hoje apareceu todo em japonês. seria um indício da iminente dominação oriental no mundo? será que o computador me achou com cara de japonês? essas e outras perguntas serão respondidas no próximo episódio da série "o missionário shogun vai a marapendi", na próxima semana.
como tudo que é bom dura pouco, já está chegando a hora de partir desse local paradisíaco e enfrentar quase mil quilômetros a bordo da nossa sprinter amarela até uma cidade na fronteira da suíça com a alemanha para tocar em um festival. amanhã a gente deve dormir em lyon e encontrar por lá com a rapaziada do mei-tei-sho, se eles também não estiverem em turnê. da suíça a gente volta pra fazer duas datas em paris, depois orleans e de lá direto virando a noite pra eslováquia, que é o show mais aguardado da turnê, porque ninguém faz a menor idéia do que esperar da eslováquia.
na sprinter eu revezo na direção com o fabrice. a parte boa é que trata-se de um carro bom em estradas fantásticas, então é empurrar o pé e ficar administrando e trocando os cds. é engraçado que as pessoas naturalmente se acomodam sempre nos mesmos lugares, feito na kombi da escola. quando eu não estou dirigindo, eu normalmente vou no fundão junto com amarelo e hugo ou aninha. no banco do meio vão sempre pepê e o rasta, e no lugar que sobra revezam-se ana e renata, e na frente obviamente vão o motorista, o guachelo e quase sempre o motorista reserva.
atrás do banco de trás tem uma cama, onde vai o frigobar, mas de onde este sai se alguém quiser dormir. acho que todo mundo já deu pelo menos uma dormidinha lá, mas agora que os dias dentro da van vão se intensificar, a gente provavelmente vai ter que estabelecer alguma espécie de ordem. mas como eu sou motorista tb, eu vou ter prioridade.
como tudo que é bom dura pouco, já está chegando a hora de partir desse local paradisíaco e enfrentar quase mil quilômetros a bordo da nossa sprinter amarela até uma cidade na fronteira da suíça com a alemanha para tocar em um festival. amanhã a gente deve dormir em lyon e encontrar por lá com a rapaziada do mei-tei-sho, se eles também não estiverem em turnê. da suíça a gente volta pra fazer duas datas em paris, depois orleans e de lá direto virando a noite pra eslováquia, que é o show mais aguardado da turnê, porque ninguém faz a menor idéia do que esperar da eslováquia.
na sprinter eu revezo na direção com o fabrice. a parte boa é que trata-se de um carro bom em estradas fantásticas, então é empurrar o pé e ficar administrando e trocando os cds. é engraçado que as pessoas naturalmente se acomodam sempre nos mesmos lugares, feito na kombi da escola. quando eu não estou dirigindo, eu normalmente vou no fundão junto com amarelo e hugo ou aninha. no banco do meio vão sempre pepê e o rasta, e no lugar que sobra revezam-se ana e renata, e na frente obviamente vão o motorista, o guachelo e quase sempre o motorista reserva.
atrás do banco de trás tem uma cama, onde vai o frigobar, mas de onde este sai se alguém quiser dormir. acho que todo mundo já deu pelo menos uma dormidinha lá, mas agora que os dias dentro da van vão se intensificar, a gente provavelmente vai ter que estabelecer alguma espécie de ordem. mas como eu sou motorista tb, eu vou ter prioridade.
2.7.05
a vida tem dessas coisas
a vida na estrada não é das mais faceis, como vocês podem imaginar. nem sempre se dorme bem, nem sempre se come bem, e a maior parte do tempo você esta indo pra algum lugar e ainda vai passar muito tempo sentado esperando sem fazer muita coisa.
mas às vezes a vida lhe sorri com uns dias de folga numa casa de campo, bem longe de qualquer aperreio citadino, como é o caso do lugar onde estamos agora. a casa em si é de um camarada chamado patrick, e é um ponto de parada estratégico para as turnês organizadas pela outro brasil, que é a empresa que cuida da renata rosa e de outros artistas.
pois a casa de patrick fica perto de bordeaux, perto assim na região pois na verdade a cidadezinha minuscula mais proxima fica a uns dez quilômetros daqui. a uns quatro quilometros da casa fica uma igreja construida no século XI pelos romanos, mais ou menos na mesma época em que eles montaram aqui as primeiras vinicolas da região, que ainda é uma das, se não for a maior e melhor, maiores e melhores produtoras de vinho do mundo inteiro. daqueles vinhos bem caros e tal.
nosso anfitrião também produz vinho como todo mundo aqui, e a bebida sagrada esta disponivel para quem quiser a qualquer hora do dia ou da noite, em garrafas dos mais diversos tamanhos. vez ou outra somos agraciados com um vinho em especial, feito a vinte, trinta ou cinquenta anos, mas a ultima safra posso assegurar que esta excelente.
patrick também é casado com uma brasileira, dona teresinha, que veio do interior do maranhão e cozinha divinamente, e não deixa ninguém parar de comer até sair rolando pelo chão. enfim, pra esse lugar ser o paraiso so faltavam mesmo as duas julias. mas ai eu ia ter que virar produtor de vinho também, porque eu nao ia sair daqui mais por nada nesse mundo.
p.s.: estamos equipados com uma mesa de sinuca oficial, piscina e sauna, por isso não estranhem se eu não vier na internet com muita frequencia.
mas às vezes a vida lhe sorri com uns dias de folga numa casa de campo, bem longe de qualquer aperreio citadino, como é o caso do lugar onde estamos agora. a casa em si é de um camarada chamado patrick, e é um ponto de parada estratégico para as turnês organizadas pela outro brasil, que é a empresa que cuida da renata rosa e de outros artistas.
pois a casa de patrick fica perto de bordeaux, perto assim na região pois na verdade a cidadezinha minuscula mais proxima fica a uns dez quilômetros daqui. a uns quatro quilometros da casa fica uma igreja construida no século XI pelos romanos, mais ou menos na mesma época em que eles montaram aqui as primeiras vinicolas da região, que ainda é uma das, se não for a maior e melhor, maiores e melhores produtoras de vinho do mundo inteiro. daqueles vinhos bem caros e tal.
nosso anfitrião também produz vinho como todo mundo aqui, e a bebida sagrada esta disponivel para quem quiser a qualquer hora do dia ou da noite, em garrafas dos mais diversos tamanhos. vez ou outra somos agraciados com um vinho em especial, feito a vinte, trinta ou cinquenta anos, mas a ultima safra posso assegurar que esta excelente.
patrick também é casado com uma brasileira, dona teresinha, que veio do interior do maranhão e cozinha divinamente, e não deixa ninguém parar de comer até sair rolando pelo chão. enfim, pra esse lugar ser o paraiso so faltavam mesmo as duas julias. mas ai eu ia ter que virar produtor de vinho também, porque eu nao ia sair daqui mais por nada nesse mundo.
p.s.: estamos equipados com uma mesa de sinuca oficial, piscina e sauna, por isso não estranhem se eu não vier na internet com muita frequencia.
27.6.05
velha orleans
chegamos em orleans depois de passar dois dias em auxerre, uma cidade bem bonita perto de paris. agora vamos ficar por aqui algum tempo ainda. estou tentando achar uma agencia de viagens pra ir encontrar com julia na italia, senao a gente so vai se ver rapidinho em paris.
orleans é a terra de joana d'arc, inclusive esse exorbitante cyber cafe onde eu me encontro é perto da casa onde um dia ela morou antes de ir pra fogueira, deve ser por isso que essa merda é tao cara. aqui ficamos em um albergue da juventude, que ja tinha ganho o apelido de otavio de freitas, dada a sua semelhança com o hospital de mesmo nome. apesar disso, o lugar é bacana.
agora temos show num festival na suiça no começo de julho. ate la, vamos levantar algum extra tocando na rua ou nos botecos por aqui, tem uma velha louca que tem um bar brasileiro e acho que la a gente deve ganhar alguma coisa.
orleans é a terra de joana d'arc, inclusive esse exorbitante cyber cafe onde eu me encontro é perto da casa onde um dia ela morou antes de ir pra fogueira, deve ser por isso que essa merda é tao cara. aqui ficamos em um albergue da juventude, que ja tinha ganho o apelido de otavio de freitas, dada a sua semelhança com o hospital de mesmo nome. apesar disso, o lugar é bacana.
agora temos show num festival na suiça no começo de julho. ate la, vamos levantar algum extra tocando na rua ou nos botecos por aqui, tem uma velha louca que tem um bar brasileiro e acho que la a gente deve ganhar alguma coisa.
24.6.05
internet classe média alta vick vaporub golden plus
entao vamos dar continuidade a esse diario de turne. no dia 21 (que é o dia da musica aqui na frança) nos tocamos no festival de Toulouse com DJ Dolores e Egberto Gismonti. o show foi muito bom e o som teria sido lindo nao fossem os energumenos tecnicos de la que ligaram a luz e o som juntos e arrumaram um zumbido constante em 100Hz que aumentava e diminuia de acordo com as mudanças de luz. e o puto dizendo que era sobra de frequência, e eu nao aprendi ainda a dizer "sobra de freqüência é a puta que te pariu" em francês. por sinal, a maioria dos técnicos locais até agora sao do nivel do patio de sao pedro.
depois de toulouse, fomos para tarbes fazer um show num teatro fuderoso dentro de um shopping center, com uma mesa digital da innovasom toda colorida e cheia de luzes e uma tela de computador e tudo mais. o show foi muito bom, mas meio lento, dado que a idade média da audiência era ali uns 65 anos. ontem pegamos a estrada e literalmente atravessamos a frança pra chegar em bourg-en-bresse, perto de lyon, e eu dirigi boa parte do caminho pra ca. uma coisa eu digo de coraçao, o cara ser caminhoneiro por aqui é uma boquinha sem precedentes, porque as estradas são mais planas do que as camas que a gente têm dormido.
bourg-en-bresse, assim como tarbes, é uma daquelas pequenas cidades do interior onde literalmente nao tem porra nenhuma. a diferença é que em b-en-b tem um aerodromo feito aquele do encanta-moça, e em tarbes o meu quarto no hotel tinha uma banheira e la eu fiquei sozinho. na turne rola um esquema que é o seguinte, sempre rolam um ou dois quartos para uma ou duas pessoas ficarem sozinhas, e a ordem de quem fica sozinho é alfabética. até agora eu ja dividi o quarto com amarelo, hugo e guga, mas devo dividir ainda com pepê e com o guachelo quando os dois se abusarem um com o outro. mas o mais provavel e que eu divida o quarto com amarelo a maior parte do tempo, porque aparentemente eu sou o unico com o sono pesado o bastante para nao acordar com os roncos estrondosos do rapaz.
hoje a parada é la no encanta-moça, com umas crianças da escola que justamente nos esta cedendo essa internet gratis, rapida e sem frescuras, depois de dar-nos café da manha e almoço. bom danado, quando o dia é assim custo zero.
depois de toulouse, fomos para tarbes fazer um show num teatro fuderoso dentro de um shopping center, com uma mesa digital da innovasom toda colorida e cheia de luzes e uma tela de computador e tudo mais. o show foi muito bom, mas meio lento, dado que a idade média da audiência era ali uns 65 anos. ontem pegamos a estrada e literalmente atravessamos a frança pra chegar em bourg-en-bresse, perto de lyon, e eu dirigi boa parte do caminho pra ca. uma coisa eu digo de coraçao, o cara ser caminhoneiro por aqui é uma boquinha sem precedentes, porque as estradas são mais planas do que as camas que a gente têm dormido.
bourg-en-bresse, assim como tarbes, é uma daquelas pequenas cidades do interior onde literalmente nao tem porra nenhuma. a diferença é que em b-en-b tem um aerodromo feito aquele do encanta-moça, e em tarbes o meu quarto no hotel tinha uma banheira e la eu fiquei sozinho. na turne rola um esquema que é o seguinte, sempre rolam um ou dois quartos para uma ou duas pessoas ficarem sozinhas, e a ordem de quem fica sozinho é alfabética. até agora eu ja dividi o quarto com amarelo, hugo e guga, mas devo dividir ainda com pepê e com o guachelo quando os dois se abusarem um com o outro. mas o mais provavel e que eu divida o quarto com amarelo a maior parte do tempo, porque aparentemente eu sou o unico com o sono pesado o bastante para nao acordar com os roncos estrondosos do rapaz.
hoje a parada é la no encanta-moça, com umas crianças da escola que justamente nos esta cedendo essa internet gratis, rapida e sem frescuras, depois de dar-nos café da manha e almoço. bom danado, quando o dia é assim custo zero.
21.6.05
acho que agora vai
estamos em toulouse, com algum tempo livre e eu finalmente estou conseguindo escrever com alguma presteza nesses malditos teclados. apois começamos a turnê em lille, num centro cultural muito parecido com o SESC Pompéia, com a diferença de que em lille todos foram muito amaveis conosco o tempo todo. inclusive ficamos hospedados no proprio lugar, que tambem nos forneceu comida no dia do show. mas antes disso ja tinhamos achado uma pizzaria paga um leva dois virando a esquina.
por falar em nos, a turminha aqui consiste em mim mesmo, o missionario josé, hugo lins, carlos amarelo, o rasta guga, leonicio pepê - o abusador de cavaleiro, seu luis guachelo paixão, a maga aninha, nosso produtor fabrice e a propria renata rosa. Tocamos no domingo em paris num lugar chamado l'hay de roses, um jardim muito bonito so com roseiras. o som la teve que ser baixinho porque tinha muito velhinho na platéia.
na noite anterior saimos eu, lins, amarelo, pepê, o guacho e fabrice pra tocar na beira do canal perto do hotel em paris, e acabamos animando um picnic / festa de aniversario de uma rapaziada que pagou nosso cachê em vinho e cerejas. cerejas mesmo daquelas de comer.
e agora estamos em toulouse, onde vamos tocar num festival chamado Rio Loco, junto com DJ Dolores. Ontem teve show de Beth Carvalho e Funk'n'Lata. E agora eu vou nessa que o meu tempo esta acabando.
por falar em nos, a turminha aqui consiste em mim mesmo, o missionario josé, hugo lins, carlos amarelo, o rasta guga, leonicio pepê - o abusador de cavaleiro, seu luis guachelo paixão, a maga aninha, nosso produtor fabrice e a propria renata rosa. Tocamos no domingo em paris num lugar chamado l'hay de roses, um jardim muito bonito so com roseiras. o som la teve que ser baixinho porque tinha muito velhinho na platéia.
na noite anterior saimos eu, lins, amarelo, pepê, o guacho e fabrice pra tocar na beira do canal perto do hotel em paris, e acabamos animando um picnic / festa de aniversario de uma rapaziada que pagou nosso cachê em vinho e cerejas. cerejas mesmo daquelas de comer.
e agora estamos em toulouse, onde vamos tocar num festival chamado Rio Loco, junto com DJ Dolores. Ontem teve show de Beth Carvalho e Funk'n'Lata. E agora eu vou nessa que o meu tempo esta acabando.
18.6.05
chupa esse limao, mo fi
a frança é um pais para franceses. eu gastei a ultima meia hora tentando me conectar no msn e nao consegui. funciona de outro jeito aqui, esse povo é muito doido. ainda bem que eu consegui falar com todo mundo hoje; bom, vou tentar de novo e vai travar, boa noite pra todo mundo, eu amo todos voces.
16.6.05
malditos teclados franceses
estamos em lille, depois de muito tempo em diversos meios de transporte, e descolamos uma internet por dez minutos, o que nesses teclados malditos gasta=se pra digitar uma frase.
14.6.05
13.6.05
my very home is the whole wide world
desde 2001 eu vivo mudando. meus leitores mais antigos sabem disso. eu já me acostumei com o fato de não ter uma casa permanente, o que me aliado a minha habilidade de dormir em qualquer lugar faz de mim um verdadeiro caramujo humano. e agora vão ser dois meses e meio de estrada, de modo que a minha casa hoje em dia é qualquer lugar mesmo.
ai hoje eu estou naquele vai e vem gostoso de levar as últimas quinquilharias que estavam no apartamento de casa amarela para olinda, e entre uma coisa e outra eu vou fazendo a minha mala pra viajar na quarta feira, tentando organizar o pagamento das últimas contas e também resolvendo como é que eu vou pro aeroporto.
mas eu descobri, nessa última leva de vais e vens, que eu estou me acostumando com isso.
ai hoje eu estou naquele vai e vem gostoso de levar as últimas quinquilharias que estavam no apartamento de casa amarela para olinda, e entre uma coisa e outra eu vou fazendo a minha mala pra viajar na quarta feira, tentando organizar o pagamento das últimas contas e também resolvendo como é que eu vou pro aeroporto.
mas eu descobri, nessa última leva de vais e vens, que eu estou me acostumando com isso.
9.6.05
o último dia
parece, e é, nome de música. hoje é o nosso último dia de operações em casa amarela. amanhã vamos transferir temporariamente as nossas instalações para a base de casa caiada, até que decida-se onde será o nosso novo quartel-general.
8.6.05
ou dirige, ou aprende a andar de ônibus
+ Se levarmos em conta que space oddity foi lançada em 1969, e considerando que ele possa não ter morrido de inanição até agora, onde andará o Major Tom? Será que já deu pra ele chegar em Alfa de Centauro?
+ Toda música com a palavra "operator" no título é boa.
+ Se Yellow de bigode é igual a Popa, seria Popa sem bigode igual a Yellow?
+ Parece que a Meg White aceitou o convite pra tocar no Cumpadi Washington, mas só se ela puder se casar com Beto Magachi numa cerimônia celebrada pelo Pajé Limpeza.
+ A lambasitronica está a todo vapor. William e Leo já se animaram a comprar cada um uma escaleta. A lista de covers já cobre "Frevo Mulher" e "Feira da Fruta".
+ Toda música com a palavra "operator" no título é boa.
+ Se Yellow de bigode é igual a Popa, seria Popa sem bigode igual a Yellow?
+ Parece que a Meg White aceitou o convite pra tocar no Cumpadi Washington, mas só se ela puder se casar com Beto Magachi numa cerimônia celebrada pelo Pajé Limpeza.
+ A lambasitronica está a todo vapor. William e Leo já se animaram a comprar cada um uma escaleta. A lista de covers já cobre "Frevo Mulher" e "Feira da Fruta".
6.6.05
Cinco postulados de minha autoria, e outros cinco de amigos meus
+ Disco de rock só é bom quando incentiva a prática da Air Guitar.
+ Não há nada tão inútil que não possa se tornar uma necessidade básica depois de ser inventando e devidamente propagandeado no mercado.
+ Sempre desconfie do chantilly e da mousse de salmão.
+ Toda a unanimidade é impossível.
+ Não há nada tão bom que não enjoe, mas isso não impede que eu coma mais uma porção.
+ Toda puta tem um amigo viadinho - Carlos Pinduca
+ O queijo é o chocolate do salgado - Airton Gordinho
+ Floyd Rose makes no sense - Felipe Vieira
+ A refeição só se completa com um cafezinho e um picolé - Marcelo Gomão
+ Todo garçon atende por "Kléber" - André Édipo
+ Não há nada tão inútil que não possa se tornar uma necessidade básica depois de ser inventando e devidamente propagandeado no mercado.
+ Sempre desconfie do chantilly e da mousse de salmão.
+ Toda a unanimidade é impossível.
+ Não há nada tão bom que não enjoe, mas isso não impede que eu coma mais uma porção.
+ Toda puta tem um amigo viadinho - Carlos Pinduca
+ O queijo é o chocolate do salgado - Airton Gordinho
+ Floyd Rose makes no sense - Felipe Vieira
+ A refeição só se completa com um cafezinho e um picolé - Marcelo Gomão
+ Todo garçon atende por "Kléber" - André Édipo
1.6.05
junte-se à minha rede de amigos no gazzag
pacote.biscoito.menino.moleque.jurema.canudo.carteira.jaqueta.magiro.batuta.macete.pochete.guitarra.capeta.caniço.caçote.batata.nonato.chinelo.mosquito.tamanco.barata.puteiro.ocaso.danado. lapada.farinha.zapata.gaveta.garrafa.caceta.maconha.pitoco.na beira do mar
31.5.05
i like to be here when i can
mesmo em vias de mudança, a casa da gente é sempre o melhor lugar pra estar.
25.5.05
waiting for the miracle to come
finalmente estou em algum lugar com uma internet mais rapidinha e um teclado totalmente operacional no qual eu posso escrever à vontade. meu tio marcus lima organizou uma viagem de estudos da turma dele pro rio, e eu vou pegar esse bonde do terror pra lá, com direito a uma parada em parati hoje a noite. então estamos eu e o grande lelo aqui esperando a hora do embarque, tomando um cafezinho e tal.
ontem eu fui a um show do hurtmold com uma banda francesa chamada louise attaque, ambos shows muito bons. no show do hurtmold o som estava meio ruim, mas eu gostei da banda e comprei o cd deles, 'mestro', pra ouvir em casa. a banda francesa é mais convencional, mas tem um som bem legal. às vezes o violino do camarada enche um pouco o saco, mas não atrapalha.
na volta, peguei uma chuva que deus dava e me encharquei todo. numa parte do caminho eu tive que me pendurar na grade do parque antártica pra não ficar com a água pelo joelho, o que deve ter sido a única coisa positiva que o parmera fez pra mim na minha vida inteira.
ontem eu fui a um show do hurtmold com uma banda francesa chamada louise attaque, ambos shows muito bons. no show do hurtmold o som estava meio ruim, mas eu gostei da banda e comprei o cd deles, 'mestro', pra ouvir em casa. a banda francesa é mais convencional, mas tem um som bem legal. às vezes o violino do camarada enche um pouco o saco, mas não atrapalha.
na volta, peguei uma chuva que deus dava e me encharquei todo. numa parte do caminho eu tive que me pendurar na grade do parque antártica pra não ficar com a água pelo joelho, o que deve ter sido a única coisa positiva que o parmera fez pra mim na minha vida inteira.
Aprendendo com quem sabe
Eu estou em São Paulo cuidando de um monte de coisas. Pra não começarem a achar que eu morri de novo, vou botar um link para pessoas assim como que adoram uma boa sarna pra se coçar.
P.S.: Pra quem não sabe, o Miller Puckette é o criador do MAX/MSP e do Pure Data. De leve.
P.S.: Pra quem não sabe, o Miller Puckette é o criador do MAX/MSP e do Pure Data. De leve.
22.5.05
18.5.05
então vamos lá
é sexta no SESC Santo André, às 20:00h, e sábado no SESC Pompéia às 21h, pontualmente senão a banda perde o avião.
15.5.05
propriedades muito loucas da mente humana em capítulos
1. Coisas ficam guardadas no fundo da sua cabeça. Toda vez que eu vejo, ou ouço, com Júlia algum filme ou disquinho que eu vi na infãncia e não vejo nem ouço há pelo menos vinte anos, eu consigo cantar 90% das músicas, acertando a maior parte da letra inclusive. É um sentimento arrebatador.
2. O cohibar, é, em teoria, um bar muito merda. Muito barulho, muito calor. Mas no cohibar a pessoa pode fazer um negócio fantástico. Ela pode tomar chopp nas cores da jamaica. Coisa que eu não fiz ontem porque o meu primeiro chopp foi vermelho, e quando eu ia tomar o chopp amarelo a galera já estava indo. E pra quem tiver dúvidas, as cores da jamaica são preto, amarelo e verde.
3. Isso me lembra aquela propaganda do velhinho que dizia: "agora você pode comprar o celta de fábrica com 10 opções de cores. para onde esse mundo vai?". na época a gente queira juntar dinheiro e encomendar um celta nas cores da jamaica. Essa foi a noite do "cerveja brown e o beck de james brown". Fiquei tão bonzinho eu, meu pai.
5. A passatempo mais divertido ao ouvir o "I've got my own album to do" do Ron Wood, recentemente esquadrinhado no Guitar Grinder, é derrubar as participações especiais que não aparecem no encarte. De prima, você acha logo um Mick Jagger aqui e um Rod Stewart ali.
2. O cohibar, é, em teoria, um bar muito merda. Muito barulho, muito calor. Mas no cohibar a pessoa pode fazer um negócio fantástico. Ela pode tomar chopp nas cores da jamaica. Coisa que eu não fiz ontem porque o meu primeiro chopp foi vermelho, e quando eu ia tomar o chopp amarelo a galera já estava indo. E pra quem tiver dúvidas, as cores da jamaica são preto, amarelo e verde.
3. Isso me lembra aquela propaganda do velhinho que dizia: "agora você pode comprar o celta de fábrica com 10 opções de cores. para onde esse mundo vai?". na época a gente queira juntar dinheiro e encomendar um celta nas cores da jamaica. Essa foi a noite do "cerveja brown e o beck de james brown". Fiquei tão bonzinho eu, meu pai.
5. A passatempo mais divertido ao ouvir o "I've got my own album to do" do Ron Wood, recentemente esquadrinhado no Guitar Grinder, é derrubar as participações especiais que não aparecem no encarte. De prima, você acha logo um Mick Jagger aqui e um Rod Stewart ali.
14.5.05
Daniela Arrais, você estava certa
Tony da Gatorra. Eu gosto. Não é essas coisas todas, uma revelação como Babau do Pandeiro, nem um herói cult como Egberto Soysa ou Ercílio Leite, mas tem um grande potencial. É mais ou menos como poder assistir ao princípio de carreira de uma cria do Daminhão com a Wendy Carlos, se ela pudesse ter filhos, digamos assim. Obviamente, as músicas do cidadão estão disponíveis no tramavirtual, junto com uma foto do cidadão e sua impagável Gatorra, que por sua vez parece um filhote do Pense Bem com aquela versão do Casiotone em forma de guitarra. O melhor é o visual assumidamente hippie brasileiro do cidadão, como se ele tivesse saído de uma cena de hippies de um filme do Zé do Caixão, com diversos símbolos de Paz & Amor e tudo mais. Se eu fosse hippie, eu queria ser Tony da Gatorra.
11.5.05
Twin Reverb traz a pessoa amada de volta em 5 dias
E são poucos os outros problemas que um twin reverb não resolve.
8.5.05
6.5.05
expletive deleted
agora eu vou baixar música, software E filme de putaria
+++++++++++++++++++
The pot calling the kettle [expletive deleted]
The Recording Industry Association of America (RIAA) is getting desperate. Profits are declining, as popular music devotees in ever-greater numbers download songs from the Internet instead of buying CDs at the shopping mall. To try to stem the tide, the music industry has dropped prices, successfully had Napster closed down and filed hundreds of lawsuits against music downloaders. Now, it is gunning for the downloading software by fretting that it is being used to swap hard-core pornography. We sympathize with the victims of intellectual-property theft, but we are skeptical of the RIAA's sudden concern for the preservation of the innocence of youth. Today's pop music is a leading contributor to the corruption of children.
In complaining about technology used for swapping computer files, Sony Music Chief Executive Andrew Lack cried, "As a guy in the record industry and as a parent, I am shocked that these services are being used to lure children to stuff that is really ugly." The Sony Music boss was referring to child porn, but these same exclamations of outrage could be directed at the pornographic music lyrics his own company peddles to kids.
For example, we cannot even print the title of one song on the "Skull & Bones" album by the rap group Cypress Hill, which is a Sony act. And we cannot print most of the lyrics either. Part of the refrain from that unnameable song follows: "You're a [expletive deleted] [expletive deleted] hoe (Punk [expletive deleted] [expletive deleted]); You're a [expletive deleted] [expletive deleted] hoe; Don't touch the microphone; You're a [expletive deleted] [expletive deleted] hoe (Eat a [expletive deleted] [expletive deleted])." Minus the vulgarities, there is not much content left to this popular Sony Music song.
We bring up this latest example of the music industry's hypocrisy because Hollywood is now trying to enlist Congress in its fight to save its business. Legislation in both the House and Senate takes aim at file-swapping services, known as peer-to-peer networks. The House bill, sponsored by Pennsylvania Republican Rep. Joe Pitts and Louisiana Democratic Rep. Christopher John, would require parental consent for kids to use peer-to-peer networks, though it is not clear how such a law would be enforced or what technology could track file-swapping violations. The music industry sees this as a first step on the way to outlawing the technology.
The RIAA is having limited success in its justifiable efforts to crack down on music downloaders because there are serious legal and political debates over what constitutes copyright infringement. We hold to a hard line on the issue, and firmly believe that owners of intellectual property have a right to have their interests protected in law. But they should make their case honestly. Given the filthy language and images the music industry has spewed out over the past two decades, it is fatuous for record companies to pretend to defend traditional values when they are only defending their profits.
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The pot calling the kettle [expletive deleted]
The Recording Industry Association of America (RIAA) is getting desperate. Profits are declining, as popular music devotees in ever-greater numbers download songs from the Internet instead of buying CDs at the shopping mall. To try to stem the tide, the music industry has dropped prices, successfully had Napster closed down and filed hundreds of lawsuits against music downloaders. Now, it is gunning for the downloading software by fretting that it is being used to swap hard-core pornography. We sympathize with the victims of intellectual-property theft, but we are skeptical of the RIAA's sudden concern for the preservation of the innocence of youth. Today's pop music is a leading contributor to the corruption of children.
In complaining about technology used for swapping computer files, Sony Music Chief Executive Andrew Lack cried, "As a guy in the record industry and as a parent, I am shocked that these services are being used to lure children to stuff that is really ugly." The Sony Music boss was referring to child porn, but these same exclamations of outrage could be directed at the pornographic music lyrics his own company peddles to kids.
For example, we cannot even print the title of one song on the "Skull & Bones" album by the rap group Cypress Hill, which is a Sony act. And we cannot print most of the lyrics either. Part of the refrain from that unnameable song follows: "You're a [expletive deleted] [expletive deleted] hoe (Punk [expletive deleted] [expletive deleted]); You're a [expletive deleted] [expletive deleted] hoe; Don't touch the microphone; You're a [expletive deleted] [expletive deleted] hoe (Eat a [expletive deleted] [expletive deleted])." Minus the vulgarities, there is not much content left to this popular Sony Music song.
We bring up this latest example of the music industry's hypocrisy because Hollywood is now trying to enlist Congress in its fight to save its business. Legislation in both the House and Senate takes aim at file-swapping services, known as peer-to-peer networks. The House bill, sponsored by Pennsylvania Republican Rep. Joe Pitts and Louisiana Democratic Rep. Christopher John, would require parental consent for kids to use peer-to-peer networks, though it is not clear how such a law would be enforced or what technology could track file-swapping violations. The music industry sees this as a first step on the way to outlawing the technology.
The RIAA is having limited success in its justifiable efforts to crack down on music downloaders because there are serious legal and political debates over what constitutes copyright infringement. We hold to a hard line on the issue, and firmly believe that owners of intellectual property have a right to have their interests protected in law. But they should make their case honestly. Given the filthy language and images the music industry has spewed out over the past two decades, it is fatuous for record companies to pretend to defend traditional values when they are only defending their profits.
5.5.05
para onde esse mundo vai?
eu adoro buginganga, botão, fio, parafuso, ferramenta. o meu sonho de consumo agora é uma parafusadeira elétrica, depois que eu descobri, usando a do mr. mouse, que eu consigo montar e desmontar uma guitarra ou um baixo em muito menos tempo com uma nas mãos. na verdade, eu quero mesmo é uma com ponta pra chave allen, a porra toda. inclusive eu estou finalmente com um jogo de chaves allen pra regular as pontes dos instrumentos e tudo mais.
eu também adoro novidade, acho que o macmini é uma coisa linda, e se tudo der certo eu vou conseguir afinal de contas comprar o meu próprio powerbook em breve. estou muito curioso para ver que tipo de aparelhos vão surgir nos próximos anos para as pessoas verem dvds e ouvirem música em casa, tv digital, essas porras todas.
mas tem certas coisas, como diria falcão, que não se concebe. agora mesmo surgiu um negócio chamado o sutiã invisível. agora me expliquem pra que que serve um sutiã que não se pode ver, se a graça do sutiã é justamente perceber a sua presença ou ausência? aí você diz, pra poder usar blusa de alcinha, tomara-que-caia, frente única, etc.. e ai é que eu reforço o meu argumento: o bom mesmo é - no caso das blusas por exemplo - aquela confusão entre a alça da blusa e do sutiã, ou, melhor ainda, quando não há sutiã, o conjunto passa aquela sensação de liberdade e tudo mais.
e o pior é que o sutiã invisível parece com aquelas próteses que o cara usa quando não tem um braço ou uma perna. ou seja, na hora h, você tira a blusa, ou o tomara-que-caia, ou o vestido frente única super tchans da dona, e a primeira impressão que você tem é que o peito é de plástico. feito aqueles peitos falsos que a gente compra em loja de mágico. daí pra você achar que entre aquelas pernas há um instrumento aguardando a ordem de comando, é um pulo. vá de retro, satangôs.
eu também adoro novidade, acho que o macmini é uma coisa linda, e se tudo der certo eu vou conseguir afinal de contas comprar o meu próprio powerbook em breve. estou muito curioso para ver que tipo de aparelhos vão surgir nos próximos anos para as pessoas verem dvds e ouvirem música em casa, tv digital, essas porras todas.
mas tem certas coisas, como diria falcão, que não se concebe. agora mesmo surgiu um negócio chamado o sutiã invisível. agora me expliquem pra que que serve um sutiã que não se pode ver, se a graça do sutiã é justamente perceber a sua presença ou ausência? aí você diz, pra poder usar blusa de alcinha, tomara-que-caia, frente única, etc.. e ai é que eu reforço o meu argumento: o bom mesmo é - no caso das blusas por exemplo - aquela confusão entre a alça da blusa e do sutiã, ou, melhor ainda, quando não há sutiã, o conjunto passa aquela sensação de liberdade e tudo mais.
e o pior é que o sutiã invisível parece com aquelas próteses que o cara usa quando não tem um braço ou uma perna. ou seja, na hora h, você tira a blusa, ou o tomara-que-caia, ou o vestido frente única super tchans da dona, e a primeira impressão que você tem é que o peito é de plástico. feito aqueles peitos falsos que a gente compra em loja de mágico. daí pra você achar que entre aquelas pernas há um instrumento aguardando a ordem de comando, é um pulo. vá de retro, satangôs.
4.5.05
2.5.05
sempre de pouquinho
+ domingo eu estava conversando com marcos müller durante uma carona, e ficamos questionando o que acontece com cavalos quando eles morrem, e também o quanto eles pesam, quando vivos e também ao passar desta para melhor. ai eu consultei o meu amigo que entende tudo de cavalos, rodrigo schulze, e este me esclareceu que cavalos, ao morrerem, são normalmente enterrados, não em cemitérios de cavalos, como seria de se esperar dado o porte de tais animais, mas em qualquer lugar. entretanto, alguns jóquei-clubes possuem áreas especiais para sepultamento de equinos de corrida. quanto ao peso, schulze me informou que há cavalos com peso variando deste duzentos, trezentos quilos, até uma tonelada. inclusive é um bom mote para uma canção "o meu cavalinho pesa uma tonelada".
+ o show do badminton só não foi melhor porque 1. o london pub continua sendo o mesmo bar pão-duro de sempre, e não legalizaram nem um scotch bakula pra banda, 2. o som, como sempre no london, era uma bosta, 3. a banda principal, como sempre, tremeu nas bases e pediu pra gente tocar menos e finalmente 4. quando o show acabou a festa perdeu a graça e de qualquer forma eu tinha que ir pro lançamento do disco da nós 4.
+ com toda a minha assiduidade, eu vou escrever uma coluna sobre quadrinhos numa página do negão aí.
+ o show do badminton só não foi melhor porque 1. o london pub continua sendo o mesmo bar pão-duro de sempre, e não legalizaram nem um scotch bakula pra banda, 2. o som, como sempre no london, era uma bosta, 3. a banda principal, como sempre, tremeu nas bases e pediu pra gente tocar menos e finalmente 4. quando o show acabou a festa perdeu a graça e de qualquer forma eu tinha que ir pro lançamento do disco da nós 4.
+ com toda a minha assiduidade, eu vou escrever uma coluna sobre quadrinhos numa página do negão aí.
26.4.05
Ao vivo e a cores
Eu não vou ver a maioria dos meus grandes ídolos ao vivo. Quem sabe Neil Young ou o Ornette Coleman eu ainda consiga. Mas Groucho Marx, Charles Minguns, Jimmy Smith, nenhum desses vai rolar. Agora hoje eu fui presenteado com uma performance ao vivo e a cores de REINALDO BELO, o velho de Petrolina, na frente da minha casa. Emocionante. Confesso que vieram-me lágrimas aos olhos quando ele mandou ver os bordões mais clássicos da sua carreira radiofônica. Tão bom, josé...
25.4.05
Diana Meira, Diana Meira, Diaaaaaaana Meira eu estou aqui.
+ Toda vez que eu pego uma ficha pra esperar alguma coisa, eu penso onde nós estaríamos se não fosse a burocracia.
+ Mesmo quando você não sente gosto direito, sorvete de pistache é bom.
+ O cara liso, ele não apita em canto nenhum.
+ Mesmo quando você não sente gosto direito, sorvete de pistache é bom.
+ O cara liso, ele não apita em canto nenhum.
20.4.05
desaparecido, mas nem tanto
os leitores espertos deste espaço já devem ter se dado conta de que, quanto mais próximo eu estou do final de um disco, menos eu passo por aqui. é verdade mesmo.
14.4.05
a saga do passaporte, dia 3
a minha tentativa de renovar o meu passaporte está parecendo aquela piada, um dia falta ficha, no outro falta passaporte, e assim por diante. hoje eu consegui uma ficha. 89. tá na vinte. vou passar o dia enrolando e esperando. trouxe livro, e outros entretenimentos. mas se sair ainda hoje eu tou feliz.
10.4.05
10 coisas que sempre me deixam feliz
+ Eu sempre fico feliz quando ouço Rocks Off - no caso, a versão original no Exile on Main St.
+ Eu sempre fico feliz quando eu vejo a minha filha, mesmo quando ela está doente.
+ Eu sempre fico feliz quando eu me deito e posso dormir muito.
+ Eu sempre fico feliz quando eu como bomba de chocolate ou mil-folhas. Mesmo que estes não sejam essas coisas todas
+ Eu sempre fico feliz quando finalmente me pagam.
+ Eu sempre fico muito feliz quando descubro algum cantor muito bizarro.
+ Eu sempre fico feliz quando tomo sorvete.
+ Eu sempre fico feliz quando termino de ler um livro, mesmo que este seja ruim.
+ Eu sempre fico feliz quando a ressaca passa.
+ Eu sempre fico feliz quando vejo desenho animado.
+ Eu sempre fico feliz quando eu vejo a minha filha, mesmo quando ela está doente.
+ Eu sempre fico feliz quando eu me deito e posso dormir muito.
+ Eu sempre fico feliz quando eu como bomba de chocolate ou mil-folhas. Mesmo que estes não sejam essas coisas todas
+ Eu sempre fico feliz quando finalmente me pagam.
+ Eu sempre fico muito feliz quando descubro algum cantor muito bizarro.
+ Eu sempre fico feliz quando tomo sorvete.
+ Eu sempre fico feliz quando termino de ler um livro, mesmo que este seja ruim.
+ Eu sempre fico feliz quando a ressaca passa.
+ Eu sempre fico feliz quando vejo desenho animado.
7.4.05
Don't open the doors when the red light's on
Estamos adiantados no processo de gravação do mellotrons. Já gravamos todas as baterias, precisamos conferir os baixos e editar as baterias para começar a gravar as guitarras. Isso em três dias, o que qualquer amigo seu que trabalha com isso vai confirmar que é um rendimento super-bacana.
Depois do estúdio eu fui com Felipe e André conhecer a casa de Gerardo e Micheline, em BV, uma visita que devíamos há tempos ao casal, e ouvir o material que Felipe captou para o próximo disco do Badminton, que se a gente conseguir arrumar algum tempo pra se encontrar, vai ficar do cacete mesmo.
Esse disco a gente vai gravar ao contrário. Felipe já gravou as músicas mais ou menos na forma definitiva, com andamento e tudo mais. Ai a gente vai gravar o que faltar, inclusive de repente umas baterias. Não vai ser ainda o Pet Sounds do Badminton, mas acho que vai ficar muito legal.
Depois do estúdio eu fui com Felipe e André conhecer a casa de Gerardo e Micheline, em BV, uma visita que devíamos há tempos ao casal, e ouvir o material que Felipe captou para o próximo disco do Badminton, que se a gente conseguir arrumar algum tempo pra se encontrar, vai ficar do cacete mesmo.
Esse disco a gente vai gravar ao contrário. Felipe já gravou as músicas mais ou menos na forma definitiva, com andamento e tudo mais. Ai a gente vai gravar o que faltar, inclusive de repente umas baterias. Não vai ser ainda o Pet Sounds do Badminton, mas acho que vai ficar muito legal.
3.4.05
30.3.05
drogas pra que te quero
as pessoas falam muito de drogas ilícitas, mas as minhas melhores lombras até hoje foram com drogas que eu tomei no hospital.
29.3.05
Discoteca Cerebral
O choque reacende
reanima as baterias
do boticlei
getch-goreu
getch-goráu
Descarga elétrica
butico a granel
reanima as baterias
do boticlei
getch-goreu
getch-goráu
Descarga elétrica
butico a granel
Got motor
Desde ontem eu sou o feliz proprietário de um Fusca 72 azul-metálico. Parece mesmo um bezouro. Ainda não pensei num nome para batizá-lo. O óbvio Trovão Azul já se aplica ao fusquinha azul do amigo rabequeiro Cláudio. O Falcão Milenar já era o velho Escort-bala, então não dá pra chamar dois carros com o mesmo nome. Já já aparece.
O bichinho está bem de cima, dado que é um carro mais velho do que eu. O motor está totalmente operacional, e depois de uma boa limpeza de carburador vai ficar melhor ainda. Aos poucos eu vou dando um grau. A primeira coisa que precisa fazer é dar uma boa alinhada e balanceada nos pneus, e comprar um pneu de reserva. Precisa de uns graus na parte elétrica, pra acenderem as luzes do painel, e o toca-fitas funcionar. Hoje em dia dá pra ter toca-fitas no carro sem se preocupar com roubos.
De resto, é ir mexendo de pouquinho em pouquinho. Eu queria achar dois pára-choques antigos, porque o pára-choques dele é modelo 80, e eu não curto tanto quanto o modelo mais antigo. Mas isso são detalhes. O importante é que o bichinho roda.
O bichinho está bem de cima, dado que é um carro mais velho do que eu. O motor está totalmente operacional, e depois de uma boa limpeza de carburador vai ficar melhor ainda. Aos poucos eu vou dando um grau. A primeira coisa que precisa fazer é dar uma boa alinhada e balanceada nos pneus, e comprar um pneu de reserva. Precisa de uns graus na parte elétrica, pra acenderem as luzes do painel, e o toca-fitas funcionar. Hoje em dia dá pra ter toca-fitas no carro sem se preocupar com roubos.
De resto, é ir mexendo de pouquinho em pouquinho. Eu queria achar dois pára-choques antigos, porque o pára-choques dele é modelo 80, e eu não curto tanto quanto o modelo mais antigo. Mas isso são detalhes. O importante é que o bichinho roda.
27.3.05
Canastrice
Ontem eu e Júlia despertamos em nós mesmos um mal sem precedentes. A compulsão por jogar Canastra, aka Tranca ou Buraco Bossa-Nova. Preparem-se.
23.3.05
Os 10 baixos mais importantes da história que eu quero ter
Ontem eu estava pensando que eu nunca falei muito sobre baixos aqui no meu blog, se é que eu já falei alguma vez. Então eu resolvi delimitar o universo aos 10 modelos que eu considero fundamentais, e também os mais desejados pela minha pessoa. Então vamos ao momento Bass Grinder do quadrifonia:
1 - Fender Precision - é O baixo elétrico, né? Inclusive eu tenho um, e quando puder comprarei outro, igualmente setentão e dessa vez canhoto.
2 - Fender Jazz Bass - é O OUTRO baixo elétrico mais importante da história da humanidade. Assim como a sua guitarra irmã, a Jazzmaster, não foi um instrumento que se consagrou no meio do Jazz, apesar do nome. O único baixista de jazz a usar um Fender Jazz foi Jaco Pastorius. Já no reggae a coisa é diferente...
3 - Music Man Sabre - O terceiro membro da santíssima trindade do Leo Fender. 90% dos baixos que já foram gravados no mundo foram gravados com um desses três modelos, uns 2% foi gravado com os dois próximos, e os 8% restantes com imitações. O sabre tem uma resolução no médio grave que Leo Fender penou, penou, e só resolveu mesmo na Music Man.
4 - Rickenbacker 4003 - Um baixo essencialmente de rock, usado e abusado pelo Paul McCartney - que ganhou o dele de graça, por sinal.
5 - Steiberger L-series - Aquele quadradinho, preto, sem mão. Ache feio quem quiser, mas pra reggae e similares ou é ele ou é o Fender Jazz.
6 - Gibson EB`s - O irmão baixo da Les Paul SG, disponível em modelos com um ou dois captadores. Eu tenho uma réplica do EB-0 da Epiphone, que nesse momento, pra variar, eu não faço idéia de onde esteja. O modelo EB-2, por sua vez, é o irmão baixo da ES-355, semi-acústico, e um modelo que, apesar de não ser consagrado, eu também gostaria de possuir.
7 - Gibson Thunderbird - Outro modelo estritamente roqueiro para todas as idades, muito usado pelo Mike Watt ao vivo e em estúdio, e também pela Kim Gordon.
8 - Hofner Violin - provavelmente o baixo mais famoso do mundo, e vocês obviamente sabem o porquê. Não tem um som cheio, nem necessariamente bonito, mas peculiar. Hoje em dia tem um doido em Chicago que faz réplicas exatas do baixo e do circuito, que soam muito bem e são muito baratas. Baixo hofner por baixo hofner, existem outros modelos mais interessantes, mas muito difíceis de achar por aí.
9 - Alembic Series I - Um baixo muito bom que serviu de paradigma pra gerações e gerações de baixos sem graça - Fodera, Pedulla, modelos chatos da Yamaha e assim por diante - é o baixo oficial do Stanley Clarke e do Mark King. O Bi Ribeiro tinha um cor-de-rosa, que foi parar na mão do Formigão do Planet Hemp. O meu, quando eu tiver cacife pra isso, eu vou mandar fazer de oito cordas, ou talvez um fretless, mas sem LED acendendo no braço, que isso é o fim.
10 - Baixos Ampeg e Ovation - Provavelmente os dois pés-de-cobra mais desejados por este que voz fala e por muitos baixistas por aí. Ambos foram cancelados pelos seus fabricantes por não terem sido sucessos comerciais. O Ampeg, semi-acústico, foi comercializado no fim dos anos 60, aparentemente. Já o Ovation, de corpo sólido, provavelmente dançou pois a Ovation se consagrou com instrumentos acústicos eletrificados. Pra quem nem imagina do que se trata, um baixo ampeg aparece claramente no clip de "Remedy" do Black Crowes. O Nando Reis tem um, que eu já vi em clipes, tb. Já o baixo Ovation pode ser visto em vídeos do começo da carreira do Sonic Youth, quando o Thurston tocava baixo e a Kim tocava guitarra. Qualquer coisa peçam o vídeo emprestado pra Yellow ou pra Gomão. Quem também usa um baixo Ovation é o Jah Wobble, mas eu nunca vi foto dele com um.
1 - Fender Precision - é O baixo elétrico, né? Inclusive eu tenho um, e quando puder comprarei outro, igualmente setentão e dessa vez canhoto.
2 - Fender Jazz Bass - é O OUTRO baixo elétrico mais importante da história da humanidade. Assim como a sua guitarra irmã, a Jazzmaster, não foi um instrumento que se consagrou no meio do Jazz, apesar do nome. O único baixista de jazz a usar um Fender Jazz foi Jaco Pastorius. Já no reggae a coisa é diferente...
3 - Music Man Sabre - O terceiro membro da santíssima trindade do Leo Fender. 90% dos baixos que já foram gravados no mundo foram gravados com um desses três modelos, uns 2% foi gravado com os dois próximos, e os 8% restantes com imitações. O sabre tem uma resolução no médio grave que Leo Fender penou, penou, e só resolveu mesmo na Music Man.
4 - Rickenbacker 4003 - Um baixo essencialmente de rock, usado e abusado pelo Paul McCartney - que ganhou o dele de graça, por sinal.
5 - Steiberger L-series - Aquele quadradinho, preto, sem mão. Ache feio quem quiser, mas pra reggae e similares ou é ele ou é o Fender Jazz.
6 - Gibson EB`s - O irmão baixo da Les Paul SG, disponível em modelos com um ou dois captadores. Eu tenho uma réplica do EB-0 da Epiphone, que nesse momento, pra variar, eu não faço idéia de onde esteja. O modelo EB-2, por sua vez, é o irmão baixo da ES-355, semi-acústico, e um modelo que, apesar de não ser consagrado, eu também gostaria de possuir.
7 - Gibson Thunderbird - Outro modelo estritamente roqueiro para todas as idades, muito usado pelo Mike Watt ao vivo e em estúdio, e também pela Kim Gordon.
8 - Hofner Violin - provavelmente o baixo mais famoso do mundo, e vocês obviamente sabem o porquê. Não tem um som cheio, nem necessariamente bonito, mas peculiar. Hoje em dia tem um doido em Chicago que faz réplicas exatas do baixo e do circuito, que soam muito bem e são muito baratas. Baixo hofner por baixo hofner, existem outros modelos mais interessantes, mas muito difíceis de achar por aí.
9 - Alembic Series I - Um baixo muito bom que serviu de paradigma pra gerações e gerações de baixos sem graça - Fodera, Pedulla, modelos chatos da Yamaha e assim por diante - é o baixo oficial do Stanley Clarke e do Mark King. O Bi Ribeiro tinha um cor-de-rosa, que foi parar na mão do Formigão do Planet Hemp. O meu, quando eu tiver cacife pra isso, eu vou mandar fazer de oito cordas, ou talvez um fretless, mas sem LED acendendo no braço, que isso é o fim.
10 - Baixos Ampeg e Ovation - Provavelmente os dois pés-de-cobra mais desejados por este que voz fala e por muitos baixistas por aí. Ambos foram cancelados pelos seus fabricantes por não terem sido sucessos comerciais. O Ampeg, semi-acústico, foi comercializado no fim dos anos 60, aparentemente. Já o Ovation, de corpo sólido, provavelmente dançou pois a Ovation se consagrou com instrumentos acústicos eletrificados. Pra quem nem imagina do que se trata, um baixo ampeg aparece claramente no clip de "Remedy" do Black Crowes. O Nando Reis tem um, que eu já vi em clipes, tb. Já o baixo Ovation pode ser visto em vídeos do começo da carreira do Sonic Youth, quando o Thurston tocava baixo e a Kim tocava guitarra. Qualquer coisa peçam o vídeo emprestado pra Yellow ou pra Gomão. Quem também usa um baixo Ovation é o Jah Wobble, mas eu nunca vi foto dele com um.
22.3.05
A precariedade é um fato na cena musical recifense
Eu acabei de enunciar esse postulado, digamos assim, numa conversa pelo msn - de fato eu uso o Adium, que trava menos e integra diversos meios de mensagens instantâneas como o ICQ e o yahoo! messenger num só programa, mas de fato estamos conversando via msn - com Tomaz, do conjunto musical profiterolis, e me dei conta de que isso é realmente uma verdade, e que não se restringe à nossa cena local citadina. Além de servir para todo o estado, se aplica também às cenas musicais vizinhas, a paraibana, a potiguar, a alagoana, a sergipana, e em alguns casos mesmo o cenário musical bahiano sofre com a precariedade estrutural básica. O que é quase o inverso de alguns lugares no exterior, onde a estrutura existe e a música é uma merda. Ou seja, é melhor ser assim do que ser ao contrário, o que, por si só, também é uma afirmação cheia de verdade. Porque se a gente fosse ao contrário ia ser muito mais fácil ter pneumonia.
14.3.05
Gripe é sempre gripe
Sábado à noite, na verdade, eu acho até que antes disso, talvez, sexta, quem sabe, eu comecei a suspeitar que ia ficar gripado, sentido algumas dores no corpo, então o nariz começa a escorrer e lá vamos nós de novo. Eu provavelmente já comentei aqui que eu já fiquei muito doente na minha vida, especialmente de coisas que envolvem as vias aéreas superiores e também o pulmão. Eu tive pneumonia mais de uma vez, e uma delas foi dupla, inclusive.
Eu fiquei um pouco feliz com esse acontecimento, não por estar gripado, mas por não me lembrar quando eu tinha ficado gripado pela última vez, o que quer dizer que faz algum tempo, então. Obviamente, a gripe está diretamente relacionada ao excesso de trabalho nas últimas semanas, a insistência de alguns setores da sociedade em não me pagar, a má-alimentação decorrente do excesso de trabalho, todas essas coisas que eventualmente acontecem na minha vida e consequentemente me deixam gripado.
Entretanto, não deixa de ser uma boa maneira de começar as minhas mini-férias, que devem ocupar a maior parte das próximas duas semanas. Pelo menos eu passei um dia inteiro em casa sem fazer nada. Eu particularmente gostaria muito de poder pegar um avião e me mandar pra alguma ilha do caribe e passar dois meses longe de telefone, televisão, internet e meios de comunicação quaisquer. Afinal de contas, se o mundo ainda não acabou, não é agora que ele vai acabar, e se acabar, eu realmente prefiro já estar numa ilha deserta mesmo.
Eu fiquei um pouco feliz com esse acontecimento, não por estar gripado, mas por não me lembrar quando eu tinha ficado gripado pela última vez, o que quer dizer que faz algum tempo, então. Obviamente, a gripe está diretamente relacionada ao excesso de trabalho nas últimas semanas, a insistência de alguns setores da sociedade em não me pagar, a má-alimentação decorrente do excesso de trabalho, todas essas coisas que eventualmente acontecem na minha vida e consequentemente me deixam gripado.
Entretanto, não deixa de ser uma boa maneira de começar as minhas mini-férias, que devem ocupar a maior parte das próximas duas semanas. Pelo menos eu passei um dia inteiro em casa sem fazer nada. Eu particularmente gostaria muito de poder pegar um avião e me mandar pra alguma ilha do caribe e passar dois meses longe de telefone, televisão, internet e meios de comunicação quaisquer. Afinal de contas, se o mundo ainda não acabou, não é agora que ele vai acabar, e se acabar, eu realmente prefiro já estar numa ilha deserta mesmo.
28.2.05
Os carros da minha vida - Cap. 4 - O fusca da Lucila
Talvez esse tenha sido o fusca que me fez gostar de fusca. A Lucila é a mãe do Fred, o meu primeiro amigo, ou talvez o amigo mais longínquo com quem eu ainda mantenho contato. Nessa época lá pros idos de 77, 78, morávamos os dois na Rua Padre João Manoel, em São Paulo, ele na esquina com a Itu, eu entre a Tietê e a Lorena, na frente do prédio da Sabesb. Aí minha mãe conheceu a mãe dele no Trianon, empurrando carrinho, aquelas coisas todas. Na turma também tinha a Júlia, que morava numa travessa da Peixoto Gomide.
Então a mãe do Fred tinha um fusquinha branco, e eu me lembro que o grande barato da gente era passear de fusca andando naquele vão que fica atrás do banco do passageiro. Pense que eram outros tempos, outro trânsito e tudo mais. Ontem eu estava de carona em outro fusca, e fiquei olhando aquele buraco e pensando que cabiam três guris ali. Inacreditável.
O Fred uma vez soltou o freio de mão desse carro na frente da casa de Júlia, uma ladeira leve, enquanto D. Lucila tinha descido pra pegar um negócio na portaria, e o carrinho foi descendo com ele e Júlia dentro, de ré. Esse era o Fred.
Então a mãe do Fred tinha um fusquinha branco, e eu me lembro que o grande barato da gente era passear de fusca andando naquele vão que fica atrás do banco do passageiro. Pense que eram outros tempos, outro trânsito e tudo mais. Ontem eu estava de carona em outro fusca, e fiquei olhando aquele buraco e pensando que cabiam três guris ali. Inacreditável.
O Fred uma vez soltou o freio de mão desse carro na frente da casa de Júlia, uma ladeira leve, enquanto D. Lucila tinha descido pra pegar um negócio na portaria, e o carrinho foi descendo com ele e Júlia dentro, de ré. Esse era o Fred.
26.2.05
É verdade
Popa está certíssimo, eu realmente coloquei esse mesmo truque da piada do cu e do copo d'água aqui antes, pra ser mais preciso, como vocês mesmos podem conferir, no dia 26 de Agosto do ano passado. E Zeca, inclusive, caiu, pra vocês verem como ela SEMPRE funciona.
25.2.05
10 coisas que sempre funcionam
+ Ter fé
+ Backing vocal dobrado caso o cantor saiba cantar afinado, ou você saiba usar o auto-tune
+ Fender Precision
+ Esquentar o forno antes de colocar a pizza
+ Tirar a pizza do congelador na mesma hora em que você acender o forno. Ou imediatamente antes, ou imediatamente depois, pra você não tentar fazer as duas coisas ao mesmo tempo e causar um acidente
+ Manjericão
+ Falar com a câmera
+ Sorvete
+ Dançar feito o Groucho Marx
+ A piada da diferença entre o cu e o copo d'água
+ Backing vocal dobrado caso o cantor saiba cantar afinado, ou você saiba usar o auto-tune
+ Fender Precision
+ Esquentar o forno antes de colocar a pizza
+ Tirar a pizza do congelador na mesma hora em que você acender o forno. Ou imediatamente antes, ou imediatamente depois, pra você não tentar fazer as duas coisas ao mesmo tempo e causar um acidente
+ Manjericão
+ Falar com a câmera
+ Sorvete
+ Dançar feito o Groucho Marx
+ A piada da diferença entre o cu e o copo d'água
23.2.05
Meu coração dividido
Hoje eu recebi um convite para entrar numa comunidade do orkut: "Ruth Lemos mudou a minha vida". Fiquei de cara. Não só existe uma comunidade no orkut baseada num fato que aconteceu há menos de 10 dias, provavelmente 90% por cento da comunidade são pessoas de outros estados. E boa parte delas descobriu Ruth Lemos por causa do blog de William. Impressionante o impacto da internet na vida das pessoas.
Eu, particularmente, confesso que tanto ri quanto fiquei com muito dó da Dra. Ruth Lemos. Ela, coitada, deve estar arrasada. A não ser que seja uma pessoa muito de bem com a vida, o que, pelo fato de ela ter ficado tão nervosa ao aparecer na televisão, provavelmente não é o caso. Eu até tive vontade de marcar uma consulta com ela, pra dar uma força nesse momento difícil, mas tenho medo de qual seria a minha reação. Isso sem contar que ela precisaria passar a consulta toda sem falar nem sanduíche nem gordura.
Agora, o que eu queria mesmo saber é quem porras capturou aquele momento. Será que vazou de dentro da Globo? Será que foi algum freak que vive gravando TV aberta em digital? Será que foi William?
Eu, particularmente, confesso que tanto ri quanto fiquei com muito dó da Dra. Ruth Lemos. Ela, coitada, deve estar arrasada. A não ser que seja uma pessoa muito de bem com a vida, o que, pelo fato de ela ter ficado tão nervosa ao aparecer na televisão, provavelmente não é o caso. Eu até tive vontade de marcar uma consulta com ela, pra dar uma força nesse momento difícil, mas tenho medo de qual seria a minha reação. Isso sem contar que ela precisaria passar a consulta toda sem falar nem sanduíche nem gordura.
Agora, o que eu queria mesmo saber é quem porras capturou aquele momento. Será que vazou de dentro da Globo? Será que foi algum freak que vive gravando TV aberta em digital? Será que foi William?
22.2.05
Os carros da minha vida - Cap. 3 - A Caravan Azul do meu avô
O meu avô Jorge, que na verdade são os meus dois avôs sendo que esse no caso é o pai da minha mãe, também teve uma Caravan, mas azul, e com marcha royal e banco inteiro na frente, de modo que quando a gente ia pra Petrópolis eu ia no banco da frente entre o meu avô e a minha avó. Era o maior barato, esse carro. Nele eu realmente fiz vários passeios enquanto cachorro, quando a mala não estava ocupada pelos cachorros de verdade do meu avô, o casal de pastores-alemães Pantaleão e Terta.
Essa Caravan tinha os faróis quadrados, era um modelo mais novo que a dos meus pais, que tinha ainda os faróis e o design de uma forma geral mais arredondado, meio Batmóvel. E, nas mãos do meu avô que consertava turbina de avião, estava sempre nos trinques. Foi esse o meu avô que certa vez desmontou o motor do carro e deixou tomando banho de óleo na banheira de casa durante um final de semana inteiro, e que converteu algum outro motor pra funcionar com uma mistura de álcool de cozinha e gasolina quando a vida apertou. E ele ainda tirou a foto da capa do EP do Diversitronica, pense num coroa produtivo.
Essa Caravan tinha os faróis quadrados, era um modelo mais novo que a dos meus pais, que tinha ainda os faróis e o design de uma forma geral mais arredondado, meio Batmóvel. E, nas mãos do meu avô que consertava turbina de avião, estava sempre nos trinques. Foi esse o meu avô que certa vez desmontou o motor do carro e deixou tomando banho de óleo na banheira de casa durante um final de semana inteiro, e que converteu algum outro motor pra funcionar com uma mistura de álcool de cozinha e gasolina quando a vida apertou. E ele ainda tirou a foto da capa do EP do Diversitronica, pense num coroa produtivo.
21.2.05
Os carros da minha vida - Cap. 2 - A Caravan Verde
Se existe um carro da minha família que merecia o tombamento, este seria a possante Caravan Verde que meu pai adquiriu, se não me falha a memória, pouco após o nascimento de Malu. Pense num carro pra levar couro e durar. Além das incontáveis viagens de fim-de-semana pra Ibiúna, em condições pra lá de inóspitas, ele ainda veio pra Recife, e até outro dia estava rodando lá por Maria Farinha, nas mãos de seu atual dono, Seu Sílvio lá da Poty.
A Caravan eu dirigi milhares de vezes de brincadeira, e acho que até umas vezes de verdade, nas minhas primeiras tentativas como motorista, sob supervisão. Tinha cinto abdominal, nunca utilizado, um radio com pecinhas para memorizar as estações, e uma mala enorme onde eu passeava quando virava cachorro. E no banco traseiro cabiam umas duzentas crianças.
A Caravan eu dirigi milhares de vezes de brincadeira, e acho que até umas vezes de verdade, nas minhas primeiras tentativas como motorista, sob supervisão. Tinha cinto abdominal, nunca utilizado, um radio com pecinhas para memorizar as estações, e uma mala enorme onde eu passeava quando virava cachorro. E no banco traseiro cabiam umas duzentas crianças.
Os carros da minha vida - Cap. 1 - O Karmann-Ghia Laranja
Esse negócio de ficar procurando fusca me deixou meio nostálgico, e aí eu tive essa idéia pra essa série aqui. Começando pelo carro do qual eu tenho as lembranças mais longínquas, um Karmann-Ghia Laranja que meu pai tinha quando a gente morava em São Paulo. Eu não me lembro de nenhum carro do meu pai anterior a esse, a não ser uma vaga memória de um Corcel I em que uma vez eu fui pra Ibiúna, mas eu acho que esse deveria ser de alguma outra pessoa.
Enfim, eu não lembro quando meu pai comprou esse carro. Mas foi o primeiro de uma série de carros usados que o meu pai comprou e usou até não ter realmente condições do bichinho circular pela cidade e não representar uma ameaça à saúde da população em geral. E isso em São Paulo, vejam bem.
Mas eu gostava muito desse carro. No piso do banco de trás, tinha um buraco através do qual eu ia olhando o asfalto de casa até a escola. Eu me lembro que eu achava isso o máximo, alguns carros tinham teto-solar na capota, o meu tinha um teto-solar no chão. É verdade que a paisagem não mudava muito, mas só a idéia de ver o asfalto passar por debaixo do carro já era em si um grande barato.
Esse carro foi vendido bem antes de nos mudarmos de São Paulo, mas eu me lembro que por um período que eu não consigo determinar se foi breve ou não, tivemos dois carros em casa, depois que meu pai comprou a Caravan Verde - do próximo capítulo. Ele dirigia o Karmann-Ghia, minha mãe a Caravan. O que eu sei é que o cara que comprou o Karmann-Ghia deu um grau de cinema no carro e hoje é um carro filé.
Enfim, eu não lembro quando meu pai comprou esse carro. Mas foi o primeiro de uma série de carros usados que o meu pai comprou e usou até não ter realmente condições do bichinho circular pela cidade e não representar uma ameaça à saúde da população em geral. E isso em São Paulo, vejam bem.
Mas eu gostava muito desse carro. No piso do banco de trás, tinha um buraco através do qual eu ia olhando o asfalto de casa até a escola. Eu me lembro que eu achava isso o máximo, alguns carros tinham teto-solar na capota, o meu tinha um teto-solar no chão. É verdade que a paisagem não mudava muito, mas só a idéia de ver o asfalto passar por debaixo do carro já era em si um grande barato.
Esse carro foi vendido bem antes de nos mudarmos de São Paulo, mas eu me lembro que por um período que eu não consigo determinar se foi breve ou não, tivemos dois carros em casa, depois que meu pai comprou a Caravan Verde - do próximo capítulo. Ele dirigia o Karmann-Ghia, minha mãe a Caravan. O que eu sei é que o cara que comprou o Karmann-Ghia deu um grau de cinema no carro e hoje é um carro filé.
18.2.05
Quero comprar um fusca
Foi hoje, acho que na hora em que eu estava integrando no terminal do SEI na Macaxeira, que eu resolvi que eu quero comprar um fusca. Talvez uma Brasília, ou um Corcel I, mas o ímpeto mesmo foi de comprar um cururu clássico, e pintar de duas cores, creme e vinho. Olhei nos classificados, tinha uns dois. O preço até acessível. Vamos ver. Justamente quando eu estou quase devendo as calças é que eu resolvo fazer essas coisas. Mas é verdade, que eu já tenho quase trinta anos, devia ter pelo menos um carrinho. Não quero muito, vamos de fusquinha mesmo, hoje em dia eu nem tenho mais baixo acústico, e uma filha só. Quando tiver mais, eu faço um upgrade.
Lhô teve um fusca, brevemente. Lembro de uma ou duas vezes em que saímos por aí no Volkswagen envenedado do Sr. Botelho. A direção tinha uma folga monstruosa, mas tinha aquele charme todo do fusquinha. A minha amiga Cecília Clemente, hoje habitante de Niterói - terra do meu avô Jorge Allen - também tinha seu fusquinha amarelo, depois substituído, se não me engano, por um Uno ou outro desses carros sem personalidade. Preferia passear de fusquinha em Brasília, dois grandes símbolos desse nosso país unidos em um só passeio.
Quem tem um fusca fuderoso é Marconi, o Cannibal. Fuderoso mesmo, todo antigão, no quilo. Tem um perto da casa de Syl que sempre chama a minha atenção. O Canisso, do Raimundos, também é fã de fuscas, uma vez tivemos uma longa conversa sobre Cururus, inclusive ele citou o exemplo de um cara que colocou um motor 2.0 em um. Genial. Mas enfim, se alguém souber de um Fusca, ou Brasília, ou Corcel I, à venda, pode avisar. Inclusive eu dou um Escort 89 de entrada.
Lhô teve um fusca, brevemente. Lembro de uma ou duas vezes em que saímos por aí no Volkswagen envenedado do Sr. Botelho. A direção tinha uma folga monstruosa, mas tinha aquele charme todo do fusquinha. A minha amiga Cecília Clemente, hoje habitante de Niterói - terra do meu avô Jorge Allen - também tinha seu fusquinha amarelo, depois substituído, se não me engano, por um Uno ou outro desses carros sem personalidade. Preferia passear de fusquinha em Brasília, dois grandes símbolos desse nosso país unidos em um só passeio.
Quem tem um fusca fuderoso é Marconi, o Cannibal. Fuderoso mesmo, todo antigão, no quilo. Tem um perto da casa de Syl que sempre chama a minha atenção. O Canisso, do Raimundos, também é fã de fuscas, uma vez tivemos uma longa conversa sobre Cururus, inclusive ele citou o exemplo de um cara que colocou um motor 2.0 em um. Genial. Mas enfim, se alguém souber de um Fusca, ou Brasília, ou Corcel I, à venda, pode avisar. Inclusive eu dou um Escort 89 de entrada.
17.2.05
Reflexões de uma quinta-feira pela manhã
+ Um dos investimentos mais lucrativos do momento é entrar no bolão do casamento da Cicarelli com o Ronaldinho. Todo mundo sabe que não vai durar nem um ano, sendo que juntando umas 24 pessoas, cada um pinga dez conto e escolhe uma quinzena, o dinheiro fica rendendo e tal. Quem acertar a quinzena em que essa palhaçada acabar - e começar a epopéia da separação Cicarelli + Ronaldinho - leva com juros e correção monetária.
+ Uma coisa que eu nunca consegui transformar realmente em um hábito é ler o jornal de manhã todos os dias. Eu morro de inveja das pessoas que já fazem isso automaticamente.
+ Tem um boato nas comunidades vegetarianas de que o governo vai obrigar as padarias a enriquecer a farinha de trigo com ferro usando sangue de boi. Eu não sei se isso é verdade, mas que é uma merda é. Pra todo mundo. E vai ser o fim do pão francês pra mim.
+ Eu talvez tenha falado isso aqui antes, mas por algum motivo maluco que nem mesmo eu entendo, eu não gosto muito de Stratocaster. Não sei se é por causa da minha paixão confessa e praticada por Telecasters, Jazzmasters e semi-acústicas diversas, ou por ser a guitarra mais carne-de-vaca, mas eu nunca morri de amores pela Strato. Eu nunca nem quis ter uma.
+ O meu disco do momento é o "Turn! Turn! Turn!" do Byrds. Faz vários dias que eu fico cantarolando "Lay Down Your Weary Tune" e "He Was a Friend of Mine" por aí. Quem canta seus males espanta, afinal.
+ Uma coisa que eu nunca consegui transformar realmente em um hábito é ler o jornal de manhã todos os dias. Eu morro de inveja das pessoas que já fazem isso automaticamente.
+ Tem um boato nas comunidades vegetarianas de que o governo vai obrigar as padarias a enriquecer a farinha de trigo com ferro usando sangue de boi. Eu não sei se isso é verdade, mas que é uma merda é. Pra todo mundo. E vai ser o fim do pão francês pra mim.
+ Eu talvez tenha falado isso aqui antes, mas por algum motivo maluco que nem mesmo eu entendo, eu não gosto muito de Stratocaster. Não sei se é por causa da minha paixão confessa e praticada por Telecasters, Jazzmasters e semi-acústicas diversas, ou por ser a guitarra mais carne-de-vaca, mas eu nunca morri de amores pela Strato. Eu nunca nem quis ter uma.
+ O meu disco do momento é o "Turn! Turn! Turn!" do Byrds. Faz vários dias que eu fico cantarolando "Lay Down Your Weary Tune" e "He Was a Friend of Mine" por aí. Quem canta seus males espanta, afinal.
16.2.05
Walking Talking Kaoss Pad
Esse é o título da nova melodia do Diversitronica. Um título conceitual, inclusive.
O fim da história
Bom, passado o período momesco, eu resolvi reconstruir a minha vida em relação à carteira. Comecei solicitando uma nova carteira nacional de habilitação ao DETRAN, documento este que devo receber hoje ainda. Ainda não fui ao Tavares Buril pedir a segunda via da identidade, mas como eu já demorei quatro anos pra fazer isso mesmo, um mês a mais ou a menos não vão fazer essa diferença toda. Recebi novas edições do dinheiro de plástico, e até me pagaram com algum dinheiro real também.
Mas o mais importante e fundamental, era a carteira em si. Tentei escolher uma menor, pra naturalmente andar com menos coisas desnecessárias por aí, só identidade, fotos de Júlias, algum dinheiro, assim por diante. Fui ao shopping, entrei em umas duas ou três lojas, comparei alguns modelos, escolhi uma preta particularmente pequena e discreta. Preço avençado com os vendedores, procedi ao pagamento e à subsequente transferência de itens da minha carteira de músico para a minha carteira nova. No que a vendedora me aborda com a seguinte questão:
- O senhor quer deixar a velha pra gente jogar fora?
- Não, obrigado, é que essa é a minha carteira de músico.
- Ah, o senhor é músico... - respondeu a vendedora, feliz por eu não ter pago em cheque.
Mas o mais importante e fundamental, era a carteira em si. Tentei escolher uma menor, pra naturalmente andar com menos coisas desnecessárias por aí, só identidade, fotos de Júlias, algum dinheiro, assim por diante. Fui ao shopping, entrei em umas duas ou três lojas, comparei alguns modelos, escolhi uma preta particularmente pequena e discreta. Preço avençado com os vendedores, procedi ao pagamento e à subsequente transferência de itens da minha carteira de músico para a minha carteira nova. No que a vendedora me aborda com a seguinte questão:
- O senhor quer deixar a velha pra gente jogar fora?
- Não, obrigado, é que essa é a minha carteira de músico.
- Ah, o senhor é músico... - respondeu a vendedora, feliz por eu não ter pago em cheque.
14.2.05
11.2.05
Eu adoro padaria
Deve ser porque eu cresci em São Paulo, ou provavelmente porque eu sou glutão pra cacete. É verdade que São Paulo tem as melhores padarias do mundo, mas onde quer que eu esteja, e elas também estiverem, lá eu estarei, sondando a hora em que sai o pão francês, olhando quais os doces que o estabelecimento oferece, folhados, assim por diante.
Perto do Classic Master, por exemplo, tem uma padaria que faz um pão doce de nozes que é um absurdo. Eu gosto muito de tomar o café-da-manhã por lá antes de fazer um trabalho, e comer um docinho ao sair. Na padaria sempre rolam aqueles momentos em que você observa várias pessoas que têm vidas bem diferentes da sua, tem sempre umas peruas com roupa de academia de ginástica, uns velhinhos e umas empregadas domésticas.
Mas o que coloca qualquer padaria acima da média, é justamente a qualidade da média. Uma padaria cinco estrelas é aquela em que o café-com-leite é preparado com a medida perfeita das duas bebidas, que você tenta, tenta e nunca consegue repetir em casa, ainda mais de manhã cedo, e com sono.
Perto do Classic Master, por exemplo, tem uma padaria que faz um pão doce de nozes que é um absurdo. Eu gosto muito de tomar o café-da-manhã por lá antes de fazer um trabalho, e comer um docinho ao sair. Na padaria sempre rolam aqueles momentos em que você observa várias pessoas que têm vidas bem diferentes da sua, tem sempre umas peruas com roupa de academia de ginástica, uns velhinhos e umas empregadas domésticas.
Mas o que coloca qualquer padaria acima da média, é justamente a qualidade da média. Uma padaria cinco estrelas é aquela em que o café-com-leite é preparado com a medida perfeita das duas bebidas, que você tenta, tenta e nunca consegue repetir em casa, ainda mais de manhã cedo, e com sono.
9.2.05
O segredo judaico da resolução de problemas, tópico 1
Deixe bem claro para quem quer passar o problema pra você que o problema não é seu.
5.2.05
Music is my saviour
Teoricamente, seriam respostas às perguntas de um suposto vestibular em Música. Eu nem sei se existe prova de vestibular pra Música com questão discursiva, mas que é engraçado, isso é. E às vezes, é até verdade.
- Bach está morto desde 1750 até os dias de hoje.
- Agnus Dei é uma famosa compositora que escreveu música para igreja.
- Handel era meio alemão, meio italiano e meio inglês.
- Beethoven escreveu música mesmo surdo. Ele ficou surdo porque fez música
muito alta. Ele caminhava sozinho pela floresta e não escutava ninguém, nem
a Pastoral, uma MOSSA que poderia ser a sua Amada IMORTAU e inspirou ele a
criar uma sinfonia muito romântica. Ele faliu em 1827 e mais tarde morreu
por causa disto.
- Uma ópera é uma canção que dura mais de duas horas.
- Henry Purcell é um compositor muito conhecido, mas até hoje ninguém ouviu falar dele.
- O Bolero de Ravel foi composto pelo Ravel.
- A harpa é um piano pelado.
- Opus Póstuma é música composta quando o compositor compôs depois de morto.
- Mozart morreu jovem. Sua maior obra é a trilha do filme "Amadeus".
- A importância de "Tristão e Isolda" reside no fato de que é uma música
muito triste. Mais triste que a "Tristesse" de Schoping.
- Virtuoso no piano é um músico com muita moral.
- Os maiores compositores do Romantismo são: Chopin, Schubert e Tchaikovsky. No Brasil temos Roberto Carlos e Daniel.
- Música cantada por duas pessoas é um duelo
- Eu sei o que é um sexteto, mas não sei dizer.
- Stravinsky revolucionou o ritmo com "A Massacração da Primavera".
- Carlos Gomes compôs a Prótesfonia do programa de rádio "A Hora do Brasil".
- "Carmen" é uma ópera e "Carminha Burana" é sua filha.
- Muitos pesquisadores concordam que a Música Medieval foi escrita no passado.
- A ópera mais Romântica é a Paixão de Mateus por Bach.
- Tem dois tipos de Cantatas de Bach: as Cantatas religiosas e as cantadas di profanação, que ele usou no palácio.
- Meu compositor preferido é Opus.
- Chopin fez poucas baladas, pois sofria de tuberculose. Assim não dava para ele cair na gandaia à noite, dançar, beber e curtir as minas, mas parece que ele não era chegado.
- Cage inventou os 4 minutos de silêncio.
- Suíte é uma música de danceterias barrocas.
- Há uma espécie de Corais feitas por Bach, que se chamam Florais e são usados como remédios milagrosos.
- "Messias" é uma missa de Handel cuja originalidade é ter muitos aleluias.
- Joseph van Damme, além da arte lírica, é adepto das artes marciais. Não assisti nenhuma ópera dele, mas tenho o DVD de 3 filmes dele.
- Os menestréis e trovadores transmitiam notícias e estavam nas festas. Andavam de cidade em cidade, de castelo em castelo e iam até nos shows de TV.
- O regente de uma orquestra é igual a um guarda de trânsito maluco porque agita os braços controlando muitos instrumentos na sua frente.
- "As 4 Estações" é o CD mais vendido da banda do Vivaldi, depois que fez sucesso num comercial de sabonete, que não me lembro o nome agora.
- Os compositores Renascentistas reviveram a música, pois ela havia sido morta pela Inquisição.
- As Fugas de Bach são famosas porque ele não queria ficar preso em nenhum sistema.
- A música eletroacústica é a mais avançada das tendências da música eletrônica hoje em dia. Seus principais compositores são os DJs e a banda Craftwork.
- O metrônomo foi inventado para os músicos não andarem depressa.
- Barroco é uma palavra derivada de Bach.
- Handel compôs muitas peças geniais para couro.
- Música atonal é aquela sem som ou que explora o não-som, mais ou menos
quase um anti-som. Seus mais importantes criadores são da família Berg: Schoenberg, Albanberg e Weberg.
- Pierre Boulez e Stoquehauzen são compositores contemporâneos. É raro ser
contemporâneo, pois muitos contemporâneos não vivem até morrer.
- A mais bela sinfonia é a Ódio Àlegria de Beethoven.
- Bach está morto desde 1750 até os dias de hoje.
- Agnus Dei é uma famosa compositora que escreveu música para igreja.
- Handel era meio alemão, meio italiano e meio inglês.
- Beethoven escreveu música mesmo surdo. Ele ficou surdo porque fez música
muito alta. Ele caminhava sozinho pela floresta e não escutava ninguém, nem
a Pastoral, uma MOSSA que poderia ser a sua Amada IMORTAU e inspirou ele a
criar uma sinfonia muito romântica. Ele faliu em 1827 e mais tarde morreu
por causa disto.
- Uma ópera é uma canção que dura mais de duas horas.
- Henry Purcell é um compositor muito conhecido, mas até hoje ninguém ouviu falar dele.
- O Bolero de Ravel foi composto pelo Ravel.
- A harpa é um piano pelado.
- Opus Póstuma é música composta quando o compositor compôs depois de morto.
- Mozart morreu jovem. Sua maior obra é a trilha do filme "Amadeus".
- A importância de "Tristão e Isolda" reside no fato de que é uma música
muito triste. Mais triste que a "Tristesse" de Schoping.
- Virtuoso no piano é um músico com muita moral.
- Os maiores compositores do Romantismo são: Chopin, Schubert e Tchaikovsky. No Brasil temos Roberto Carlos e Daniel.
- Música cantada por duas pessoas é um duelo
- Eu sei o que é um sexteto, mas não sei dizer.
- Stravinsky revolucionou o ritmo com "A Massacração da Primavera".
- Carlos Gomes compôs a Prótesfonia do programa de rádio "A Hora do Brasil".
- "Carmen" é uma ópera e "Carminha Burana" é sua filha.
- Muitos pesquisadores concordam que a Música Medieval foi escrita no passado.
- A ópera mais Romântica é a Paixão de Mateus por Bach.
- Tem dois tipos de Cantatas de Bach: as Cantatas religiosas e as cantadas di profanação, que ele usou no palácio.
- Meu compositor preferido é Opus.
- Chopin fez poucas baladas, pois sofria de tuberculose. Assim não dava para ele cair na gandaia à noite, dançar, beber e curtir as minas, mas parece que ele não era chegado.
- Cage inventou os 4 minutos de silêncio.
- Suíte é uma música de danceterias barrocas.
- Há uma espécie de Corais feitas por Bach, que se chamam Florais e são usados como remédios milagrosos.
- "Messias" é uma missa de Handel cuja originalidade é ter muitos aleluias.
- Joseph van Damme, além da arte lírica, é adepto das artes marciais. Não assisti nenhuma ópera dele, mas tenho o DVD de 3 filmes dele.
- Os menestréis e trovadores transmitiam notícias e estavam nas festas. Andavam de cidade em cidade, de castelo em castelo e iam até nos shows de TV.
- O regente de uma orquestra é igual a um guarda de trânsito maluco porque agita os braços controlando muitos instrumentos na sua frente.
- "As 4 Estações" é o CD mais vendido da banda do Vivaldi, depois que fez sucesso num comercial de sabonete, que não me lembro o nome agora.
- Os compositores Renascentistas reviveram a música, pois ela havia sido morta pela Inquisição.
- As Fugas de Bach são famosas porque ele não queria ficar preso em nenhum sistema.
- A música eletroacústica é a mais avançada das tendências da música eletrônica hoje em dia. Seus principais compositores são os DJs e a banda Craftwork.
- O metrônomo foi inventado para os músicos não andarem depressa.
- Barroco é uma palavra derivada de Bach.
- Handel compôs muitas peças geniais para couro.
- Música atonal é aquela sem som ou que explora o não-som, mais ou menos
quase um anti-som. Seus mais importantes criadores são da família Berg: Schoenberg, Albanberg e Weberg.
- Pierre Boulez e Stoquehauzen são compositores contemporâneos. É raro ser
contemporâneo, pois muitos contemporâneos não vivem até morrer.
- A mais bela sinfonia é a Ódio Àlegria de Beethoven.
30.1.05
Bateram a minha carteira
Pois é, ontem no show da Nação Zumbi, subtraíram-me esse item de valor mais pessoal do que material, contendo alguns cartões de crédito já devidamente cancelados, a minha carteira nacional de habilitação, uma foto da minha filha e aproximadamente quarenta reais. O bom do cara ser liso é isso, o prejuízo nunca é muito grande. Não fiquei nervoso, nem mais chateado do que deveria com esse pequeno contratempo. O chato mesmo é ter que pedir segunda via dos documentos - de repente eu aproveito agora pra pedir a segunda via da minha carteira de identidade que levaram no show do mudhoney, ficar uns dias sem poder dirigir - mas eu também não tenho carro mesmo, e ter que comprar uma carteira nova quando a que estava em uso ainda prometia durar outros três ou quatro anos.
Essa que se foi, eu comprei em Dublin, na inestimável companhia do meu amigo Simeon Smith, numa loja onde eu também comprei uma mala gigante, que teoricamente suportaria sem problemas a quantidade ridícula de tralha que eu trouxe do Reino Unido em 2002. Não aguentou, a mala, nem a primeira viagem - do meu alojamento em Bangor até o outro lado da ponte Menai, de onde saímos no dia seguinte para o encontro de percussão de Brighton. O que sobrou da mesma ainda perambula por aí, um arremedo de maleta para situações de necessidade extrema.
A carteira não. A carteira estava firme e forte, com algumas medalhinhas que a minha avó Elza me deu, uma nota de um dólar que eu usava pra comer gnocchi, e uma rara nota de uma libra que eu recebi na escócia, e guardei por estar se tornando um artigo raro. Mas agora já foi. Quem achar por aí, que pelo menos faça bom uso.
E sim, nesses momentos eu encontro uma utilidade pra minha carteirinha de músico...
Essa que se foi, eu comprei em Dublin, na inestimável companhia do meu amigo Simeon Smith, numa loja onde eu também comprei uma mala gigante, que teoricamente suportaria sem problemas a quantidade ridícula de tralha que eu trouxe do Reino Unido em 2002. Não aguentou, a mala, nem a primeira viagem - do meu alojamento em Bangor até o outro lado da ponte Menai, de onde saímos no dia seguinte para o encontro de percussão de Brighton. O que sobrou da mesma ainda perambula por aí, um arremedo de maleta para situações de necessidade extrema.
A carteira não. A carteira estava firme e forte, com algumas medalhinhas que a minha avó Elza me deu, uma nota de um dólar que eu usava pra comer gnocchi, e uma rara nota de uma libra que eu recebi na escócia, e guardei por estar se tornando um artigo raro. Mas agora já foi. Quem achar por aí, que pelo menos faça bom uso.
E sim, nesses momentos eu encontro uma utilidade pra minha carteirinha de músico...
26.1.05
Mais coisas boas dessa vida
+ Quarteto de Cordas
+ Minimoog
+ Pão-de-ló
+ Gretsch White Falcon
+ Compressor Óptico
+ Moog Taurus
+ Clarinete Baixo
+ Creme de Leite
+ SM57
+ Moog Modular
+ Minimoog
+ Pão-de-ló
+ Gretsch White Falcon
+ Compressor Óptico
+ Moog Taurus
+ Clarinete Baixo
+ Creme de Leite
+ SM57
+ Moog Modular
24.1.05
O bichinho do ran-ran
Felipe voltou de férias e despertou em mim a besta que se encontrava adormecida já vai um tempo. Listas. Faz tempo que eu não faço uma. Na verdade, acabei de fazer uma lá nos comentários de Felipe, que são as dez melhores coisas do Led Zeppelin, todas elas sendo John Bonham. Ai eu tava conversando com meu amigo Rick Nance aqui, e na conversa pintou uma idéia pra uma outra lista, de covers inusitadas, na linha daquela conversa que já rolou aqui de duas pessoas em uma - tipo Murilo Benicio Del Toro. Sendo que isso também já rolou quando fizemos aquelas listas de músicas misturadas do The Who e dos Beatles, numa tentativa de unir as duas metades das bandas que ainda sobrevivem, e sofrem processos por pedofilia na internet.
Aí eu pensei numa lista de covers, sugerindo artistas para abrilhantarem mais ainda esses clássicos com o talento que lhes é peculiar:
1 - Cavalo Velho - Zumbi do Mato
2 - The Trooper - Edson Cordeiro
3 - Julieta-ta-tá - Fernanda Porto em versão drum'n'bass com participação do Caê.
4 - Because Forevis - Latino
5 - Construção - Zeca Pagodinho
6 - Cara Estranho - Falcão (do Ceará)
7 - Eu quero botar o meu bloco na rua - DFC. Em 40 segundos no máximo.
8 - Hino Nacional Brasileiro - Babau do Pandeiro
Aí eu pensei numa lista de covers, sugerindo artistas para abrilhantarem mais ainda esses clássicos com o talento que lhes é peculiar:
1 - Cavalo Velho - Zumbi do Mato
2 - The Trooper - Edson Cordeiro
3 - Julieta-ta-tá - Fernanda Porto em versão drum'n'bass com participação do Caê.
4 - Because Forevis - Latino
5 - Construção - Zeca Pagodinho
6 - Cara Estranho - Falcão (do Ceará)
7 - Eu quero botar o meu bloco na rua - DFC. Em 40 segundos no máximo.
8 - Hino Nacional Brasileiro - Babau do Pandeiro
Voltando ao assunto
Eu já falei disso recentemente aqui. Mas hoje eu estou aqui no estúdio desde de manhã, e agora, entre uma música e outra, eu botei "Our House" do Crosby, Stills, Nash & Young pra desopilar os ouvidos e a cabeça um pouco. E essa música é uma daquelas que tem a capacidade de encher o seu coração de alegria a qualquer momento.
22.1.05
Finalmente
Depois de muitas tentativas, consegui atualizar aquela soraia do meu fotolog. Tem foto bonita por lá.
18.1.05
As desventuras do turista paspalhao
Semana passada eu estava almoçando com Briza no shopping, e no telão bem em frente a nós estava passando um programa desses de tv a cabo chamado "o turista descolado". Trata-se de um maluco aí que viaja pelo mundo visitanto o que, teoricamente, seriam lugares diferentes daqueles que os turistas convencionais, não-descolados, costumam visitar. Então, por exemplo, no Rio de Janeiro o turista descolado visitaria o Bar Luís e o Cine Íris, e não o Cristo Redentor.
Eu achei essa proposta muito cansada. Até porque o que é descolado pra alguns, não custa pra ser o purgante do alheio. Mas olhando pra cara do turista descolado, eu tive uma idéia condizente com a cara do sujeito. Criar um programa, "As desventuras do turista paspalhão". Esse sim dava Ibope.
Imaginem só, o cara chega em Recife, vai pra praia de BV e entra com tudo na água. É arrastado pra fora na marra pelos salva-vidas. Leva um esporro e um tapa na orelha. Volta pro hotel, toma um banho, e vai curtir uma night no Sampa. Leva um bote de umas putas e fica sem dinheiro. Volta andando pro hotel, a polícia leva pra averiguação por estar sem documentos. Dorme no xadrez.
Entre perder dinheiro e ir pra cadeia várias vezes, nosso herói, nas suas voltas pelo mundo, contrai diversas doenças venéreas, gera confusões diversas por não conhecer os costumes do lugar, e diverte o espectador com a sua capacidade natural de fazer tudo errado.
Eu achei essa proposta muito cansada. Até porque o que é descolado pra alguns, não custa pra ser o purgante do alheio. Mas olhando pra cara do turista descolado, eu tive uma idéia condizente com a cara do sujeito. Criar um programa, "As desventuras do turista paspalhão". Esse sim dava Ibope.
Imaginem só, o cara chega em Recife, vai pra praia de BV e entra com tudo na água. É arrastado pra fora na marra pelos salva-vidas. Leva um esporro e um tapa na orelha. Volta pro hotel, toma um banho, e vai curtir uma night no Sampa. Leva um bote de umas putas e fica sem dinheiro. Volta andando pro hotel, a polícia leva pra averiguação por estar sem documentos. Dorme no xadrez.
Entre perder dinheiro e ir pra cadeia várias vezes, nosso herói, nas suas voltas pelo mundo, contrai diversas doenças venéreas, gera confusões diversas por não conhecer os costumes do lugar, e diverte o espectador com a sua capacidade natural de fazer tudo errado.
12.1.05
10.1.05
Dinheiro nenhum, mas a gente se diverte
O diversitronica está com a bola toda. Além da lista informativa, agora temos uma comunidade no orkut. Só falta mesmo marcar mais shows...
9.1.05
Economize 10, 12 contos, ou até mais.
O Grito. É uma merda. Não veja. Se você realmente quiser ter alguma coisa a ver com esse filme, tente então alugar a versão japonesa, que pode ser que preste. Muito ruim, e não faz medo nem a Júlia. O elenco americano, pra começo de conversa, tira qualquer tipo de tensão que o diretor tenha tentado criar. Talvez se eles entendessem alguma coisa que o japa falava, possa ser que algum ator ou atriz ali se salvasse. Mas não. E dá raiva mesmo. E a Sarah Michelle Gellar está ficando velha e parecendo uma Carrie Fisher sem nada que preste no currículo.
Duas ou três sequências, todas elas sem a participação de nenhum ator americano, diga-se de passagem, dão um medinho assim assim, e poder-se-ia dizer que prestam. Fora o guri, que só fala uma coisa no filme todo, e realmente é assustador, você passa a maior parte do filme rezando, dado que estamos em Tóquio, para aparecer um Celacanto, Satangôz ou Godzilla que seja, pra acabar com tudo e resgatar os seus doze contos. Nem Jaspion salva.
Duas ou três sequências, todas elas sem a participação de nenhum ator americano, diga-se de passagem, dão um medinho assim assim, e poder-se-ia dizer que prestam. Fora o guri, que só fala uma coisa no filme todo, e realmente é assustador, você passa a maior parte do filme rezando, dado que estamos em Tóquio, para aparecer um Celacanto, Satangôz ou Godzilla que seja, pra acabar com tudo e resgatar os seus doze contos. Nem Jaspion salva.
7.1.05
Novas melodias vos aguardam
Estamos novamente aquartelados no Mr. Mouse, editando a nossa última jam session, que contou com a participação aleatória de Gleysson de Outono, para darmos origem às próximas músicas do conjunto musical diversitrônica. Uma vez que a gente fechou as quatro músicas do primeiro EP, que já estão no site e que será lançado em breve, resolvemos ir fazendo o dever de casa pra o próximo lançamento não demorar demais. Uma das idéias em discussão é fazer uma série de músicas partindo de colaborações com outras pessoas, e como Gleysson já estava mesmo de boresta pelo estúdio, mandamos ele ligar uma guitarra e não ficar só olhando.
Aí estamos naquela prática comum do diversitronica, um edita, o outro lê revista e o outro fica olhando a internet ou mexendo em outro computador. E todos dão pitaco no que está tocando, e a televisão fica sempre ligada sem som. Também é um momento para se formular teorias sobre a constituição do universo, do mundo e das coisas. E tentar botar o boneco do Sr. Incrível que veio em algum McLanche Feliz em pé. É difícil pra cacete.
Aí estamos naquela prática comum do diversitronica, um edita, o outro lê revista e o outro fica olhando a internet ou mexendo em outro computador. E todos dão pitaco no que está tocando, e a televisão fica sempre ligada sem som. Também é um momento para se formular teorias sobre a constituição do universo, do mundo e das coisas. E tentar botar o boneco do Sr. Incrível que veio em algum McLanche Feliz em pé. É difícil pra cacete.
6.1.05
This town is coming like a ghost town
Nada mais fantasmagórico do que essa UFPE em período de recesso. Só tem eu, Dênis e Miriam aqui no depto. de Música, e o pessoal da limpeza. Pense num eco.
3.1.05
O Bazar
Vai rolar um bazar do Missionário José. Revistas, alguns livros, alguns CDs, alguns vinis. Powerslave mesmo, tem 2. E eu ainda vou ficar com um pra mim. Tudo por um real. Quando chegar a epoca eu vou divulgar. Podem ir se preparando.
A nova lista
E se voce quiser entrar na lista do diversitronica? E so mandar um e-mail pra mim, ou deixar um comment aqui com o seu e-mail preferido pra receber, ou vai la em yahoogrupos.com.br ou yahoogroups.com e procura diversitronica. Facinho mesmo.
30.12.04
19.12.04
A cozinha alheia
Eu me lembro de uma das primeiras sessoes de gravacao que eu fiz fora do fabrica, durante a feitura do ultimo disco do Mundo Livre S/A, na Muzak. Num determinado momento, observando que eu estava um tanto quanto perdido tentando entender alguma ligacao maluca para fazer o som chegar de A ate B, Areia, com toda a calma e sapiencia que lhe sao peculiares, comentou:
- O cara cozinhar na cozinha dos outros e complicado, voce nunca sabe onde ficam os temperos.
E era a mais pura verdade. Com o tempo, eu me acostumei com as ligacoes malucas da muzaca, da federal e ate mesmo do fabrica. Hoje em dia eu consigo cozinhar em todos esses lugares.
Mas nao no computador do meu hospede, Garret Cashman. Primeiro porque eu nao entendo porra nenhuma de computador. De PC, entao, menos ainda. E PC e computador pra quem entende, como diria Zepinho. Entao eu nao consigo botar acento, ficam pulando umas janelas muito loucas, eu sei la.
Mas pra ninguem pensar de novo que eu desencarnei (vira essa boca pra la, grazi), vou mandando o meu recado, sem acento.
- O cara cozinhar na cozinha dos outros e complicado, voce nunca sabe onde ficam os temperos.
E era a mais pura verdade. Com o tempo, eu me acostumei com as ligacoes malucas da muzaca, da federal e ate mesmo do fabrica. Hoje em dia eu consigo cozinhar em todos esses lugares.
Mas nao no computador do meu hospede, Garret Cashman. Primeiro porque eu nao entendo porra nenhuma de computador. De PC, entao, menos ainda. E PC e computador pra quem entende, como diria Zepinho. Entao eu nao consigo botar acento, ficam pulando umas janelas muito loucas, eu sei la.
Mas pra ninguem pensar de novo que eu desencarnei (vira essa boca pra la, grazi), vou mandando o meu recado, sem acento.
15.12.04
Alive and banging beaver
Dida, e demais queridos leitores deste veiculo, estou vivo, saudavel, e sempre arrumando encrenca. Sem computador por uns tempos, mas isso ja esta se resolvendo. Prometo voltar a aparecer com frequencia em breve por aqui.
5.12.04
Carbon oxides (monoxides, dioxides, mostly) are all there is to it
mas a bagunça que ela faz na minha sala é a melhor prova em contrário.
3.12.04
Bolso de otário é nas costas, virado de boca pra baixo
O título dessa minha participação aqui no meu querido veículo não tem nada a ver com o texto. Na verdade, eu nem sei sobre o que vou escrever, eu vim botar uns links novos de blogs, e tou ouvindo um disco do Bezerra da Silva pra ter uma referência pra mixagem do disco de Mônica Feijó, e lembrei que eu gosto muito desse verso.
O calor desses últimos dias tem sido uma coisa séria. Ontem eu tava conversando sobre isso com outro gringo que chegou - começou a temporada de caça, oficialmente - que está mais quente que o normal, e as pessoas tão passando mal e a porra. Eu mesmo estou num banzo da porra, pra trabalhar em casa tá foda. O período de dezembro até o carnaval devia ser feriado compulsório da Bahia pra cima.
O calor desses últimos dias tem sido uma coisa séria. Ontem eu tava conversando sobre isso com outro gringo que chegou - começou a temporada de caça, oficialmente - que está mais quente que o normal, e as pessoas tão passando mal e a porra. Eu mesmo estou num banzo da porra, pra trabalhar em casa tá foda. O período de dezembro até o carnaval devia ser feriado compulsório da Bahia pra cima.
2.12.04
I feels bad, I´m a-looking for a kiss
Um dos melhores exemplos de que as nossas deficiências podem ser usadas como um grande trunfo é o Sex Pistols. Se eles não fossem uma versão mal-tocada e sem suíngue do New York Dolls, dificilmente eles teriam chamado tanta atenção. Se o Johnny Rotten soubesse cantar direito, dificilmente ele ia praguejar tanto e fazer letras descendo tanto o pau quanto as dele.
Na verdade, o único músico bom do SP era o Steve Jones. Se ele tivesse a má-sorte de cair em uma banda em que o batera tivesse um mínimo de groove, ou que o baixista soubesse tocar, provavelmente o som da banda teria ido mais pros lados que o Clash foi posteriormente. Mas ainda bem que isso não aconteceu...
Na verdade, o único músico bom do SP era o Steve Jones. Se ele tivesse a má-sorte de cair em uma banda em que o batera tivesse um mínimo de groove, ou que o baixista soubesse tocar, provavelmente o som da banda teria ido mais pros lados que o Clash foi posteriormente. Mas ainda bem que isso não aconteceu...
E falando em Armação Ilimitada
Hoje eu estava lendo na internet que o André Di Biase e o Kadu Moliterno se reuniram especialmente para fazer um quadro no Caldeirão do Huck sobre Juba e Lula pegando onda hoje em dia. Na verdade, quando eu vi a chamada eu achei que fosse rolar um revival da Armação Ilimitada, o que seria no mínimo interessante. Bem que podiam fazer, até porque a Andréa Beltrão e o resto do elenco ainda está todo por aí. Bem que rolava, Armação Ilimitada 20 anos depois. Com direito a Bacana velhão e as certíssimas participações do Evandro Mesquita e do Francisco Milani.
É engraçado que, nesses tantos anos desde o final da armação, nunca conseguiram fazer nada tão legal pra gurizada em geral. Tudo bem, a gente cresceu e não acompanhou, mas eu acho que não rolou mesmo. E eu não acho que o fato de eu achar Malhação um tédio seja somente conflito de gerações.
É engraçado que, nesses tantos anos desde o final da armação, nunca conseguiram fazer nada tão legal pra gurizada em geral. Tudo bem, a gente cresceu e não acompanhou, mas eu acho que não rolou mesmo. E eu não acho que o fato de eu achar Malhação um tédio seja somente conflito de gerações.
1.12.04
Conclusão
Outro dia, no show dos Los Hermanos, eu cheguei a uma conclusão. Foi um show emocionante, diga-se de passagem, em que eu cantei várias músicas junto. Menos emocionante que o de Aracaju, mas emocionante assim mesmo. Por sinal, o momento em que eles tocaram o tema de Armação Ilimitada foi genial.
Na verdade, duas conclusões. Uma é que eu normalmente canto junto as músicas do Amarante mais do que as do Marcelo Camelo. A outra é que alguma coisas na vida são como o mesmo Amarante - que na minha opinão é um grande guitarrista, antes de acharem que eu vou desancar o rapaz enquanto músico de uma forma geral - tocando tamborim, ou seja, podem até ter seu charme, mas não funcionam.
Na verdade, duas conclusões. Uma é que eu normalmente canto junto as músicas do Amarante mais do que as do Marcelo Camelo. A outra é que alguma coisas na vida são como o mesmo Amarante - que na minha opinão é um grande guitarrista, antes de acharem que eu vou desancar o rapaz enquanto músico de uma forma geral - tocando tamborim, ou seja, podem até ter seu charme, mas não funcionam.
Tricicloscópio
*Eu tenho uma amiga chamada Ella Roberts que mora em Londres e é cantora. Ela entrou recentemente para o Coral Sinfônico da BBC. Eu acho muito legal, mas acho que ia achar mais legal se algum amigo ou amiga minha entrasse pra trabalhar naqueles grupos de claque, pra botar risada em seriado.
*Eu e Leo estávamos conversando outro dia sobre que em que profissão poderíamos trabalhar caso a nossa audição ficasse muito debilitada ao longo dos anos, e coincidentemente temos um interesse em comum pela carpintaria.
*Eu achei o meu primeiro bicho de pelúcia da vida, um urso cor-de-rosa, e tou dando uma recauchutada nele pra Júlia.
*Eu e Leo estávamos conversando outro dia sobre que em que profissão poderíamos trabalhar caso a nossa audição ficasse muito debilitada ao longo dos anos, e coincidentemente temos um interesse em comum pela carpintaria.
*Eu achei o meu primeiro bicho de pelúcia da vida, um urso cor-de-rosa, e tou dando uma recauchutada nele pra Júlia.
30.11.04
As jamais tocadas
Cinco covers que eu nunca consegui tocar de verdade com nenhuma banda
- The Mercy Seat - Nick Cave and the Bad Seeds - Essa o cara precisa ter três culhões pra se aventurar a tocar, então nunca ninguém teve coragem.
- Modern Love - David Bowie - Essa a gente até tirou, mas Gomão se recusou a tocar.
- I am the Ressurection - Stone Roses - Essa a gente tocou, mas a segunda parte, do suingue, ficava uma coxinha da porra.
- Okie from Muskogee - Merle Haggard - Estamos prometendo que vamos tocar essa no diversitrônica, mas não fizemos nada a respeito ainda...
- Tema da Patrulha Estrelar em versão surf - Essa seria um dos carros chefe de um projeto de surf music e raggamuffin que eu e Felipe íamos fazer, o Blowjobs, mas nunca fizemos.
- The Mercy Seat - Nick Cave and the Bad Seeds - Essa o cara precisa ter três culhões pra se aventurar a tocar, então nunca ninguém teve coragem.
- Modern Love - David Bowie - Essa a gente até tirou, mas Gomão se recusou a tocar.
- I am the Ressurection - Stone Roses - Essa a gente tocou, mas a segunda parte, do suingue, ficava uma coxinha da porra.
- Okie from Muskogee - Merle Haggard - Estamos prometendo que vamos tocar essa no diversitrônica, mas não fizemos nada a respeito ainda...
- Tema da Patrulha Estrelar em versão surf - Essa seria um dos carros chefe de um projeto de surf music e raggamuffin que eu e Felipe íamos fazer, o Blowjobs, mas nunca fizemos.
28.11.04
All the right reasons
Da próxima vez em que você se sentir abandonado pelo mundo, roube, baixe ou compre o "Rainy Day Music" do Jayhawks. Você não vai se sentir menos abandonado assim de uma hora pra outra, mas pelo menos vai perceber que todo mundo se sente assim em algum momento da vida, e que isso passa.
26.11.04
We're off to outer space...
Apesar das fuleiragens dos responsáveis pelo som, ontem o show foi muito bom. Os tweeters do som da casa xoxaram muito, mas funcionou. E a abertura com o tema original de "Patrulha Estrelar" foi emocionante.
25.11.04
Bom danado II
Hoje tem show. Às 22h, 22h30, por ali. Na HYPE, que fica perto da Livraria Cultura. Oito reais, cinco com flyer, e pode ser que rolem uns convites. Diversitronica e DJ Ladrão botando todo mundo pra dançar.
19.11.04
A música country só me dá alegrias
Em que outro gênero eu poderia descobrir uma pérola do naipe de "Woman Behind the Man Behind the Wheel", que trata das dificuldades que a mulher de caminhoneiro tem que encarar? E o que falar então sobre "I Take a Drink and Let the Devil do the Rest"?
As minhas teorias quase sempre estão certas
Feito a teoria das dimensões paralelas. O concurso de músicas carnavalescas da prefeitura, por exemplo, é uma boa amostra disso. É um concurso nos moldes antigos, com categorias - no caso cinco: frevo de rua, de bloco, frevo canção, caboclinho e maracatu - compositores, arranjadores, intérpretes e regentes. Estou fazendo uma tabela para tentar descobrir qual o tema mais citado nos arranjos, se é vassourinhas ou o hino de pernambuco, inclusive.
Vão por mim, é outro mundo. Quem disser que não nunca viu as fileiras de compositores sentados no Teatro do Parque, cuidando para que suas queridas composições sejam executadas com o esmero necessário, encarando as vicissitudes dos arranjos e da performance da orquestra como empecilhos necessários à divulgação de sua arte.
E tem também as coreografias. E os intérpretes e suas fantasias. E o locutor, que conseguiu cometer algum erro de pronúncia, pelo menos, em cada música que apresentou, e foram 30, com repeteco de 15 no último dia. Um outro mundo, e um tanto quanto assustador.
Vão por mim, é outro mundo. Quem disser que não nunca viu as fileiras de compositores sentados no Teatro do Parque, cuidando para que suas queridas composições sejam executadas com o esmero necessário, encarando as vicissitudes dos arranjos e da performance da orquestra como empecilhos necessários à divulgação de sua arte.
E tem também as coreografias. E os intérpretes e suas fantasias. E o locutor, que conseguiu cometer algum erro de pronúncia, pelo menos, em cada música que apresentou, e foram 30, com repeteco de 15 no último dia. Um outro mundo, e um tanto quanto assustador.
18.11.04
Lançamento
A quem interessar possa, hoje vai rolar na torre Malakoff o lançamento do disco "Responde a Roda Outra Vez", gravado por mim e alguns outros pesquisadores no interior de Pernambuco e Paraíba no começo deste ano. Apresentação do Reisado das Caraíbas, e entrada franca. Cd's a venda no local.
17.11.04
I missed the last bus, I´ll take the next train
Estou com uma idéia legal para este espaço editorial. Mais uma maneira de fazer listas interativas. Eu começo e vocês continuam até chegar em 10. O tema é "discos que ficaram mais legais depois que o hype passou". E eu começo com o disco que eu estou ouvindo agora, e que motivou esta participação:
- Is this it - The Strokes
- Is this it - The Strokes
15.11.04
Red lights flashing through the window in the rain
Eu estava comentando com Leo, agora na sessão de pizza que tivemos para encerrar o feriado, que tem alguns discos que o cara precisa ter em todos os formatos possíveis, para poder ouvir sempre que for necessário. Eu pessoalmente teria vários, acho que provavelmente eu acabaria com uma lista de centenas se eu fosse pensar mesmo. Mas com certeza o Harvest e o After The Goldrush estariam no topo dela.
14.11.04
Casa de solteiro
Malu foi pro Rio, então agora eu oficialmente moro sozinho, até prova em contrário. Com exceção de Holly e Zack, que devem ficar por aqui até o dia 25, ou 26, o meu apartamento é o de um homem solteiro que mora só e que traz a filha algumas noites por semana. Está nas minhas mãos, e somente nelas, a capacidade de evitar que isto aqui se torne um pardieiro. E se você é algum maníaco lendo blogs em busca de informações para as suas futuras manias, pode ir tirando o cavalinho da chuva, pois além de bonito e inteligente, eu também sou bom de briga, e meus amigos mais ainda.
A primeira coisa que eu fiz, assim de impulso natural, foi arrumar as roupas no armário. Quando vi, elas estavam separadas por cor. Apesar de isso querer dizer que as três camisas pretas estão em uma pilha diferente das duas azuis, me assustei. Estaria eu, agora que virei dono-de-casa, manifestando tendências metrossexuais? Se algum dia eu aparecer de unha pintada, façam-me o favor de me cobrir de sopapos, para eu tomar um jeito. Se eu gostar, é porque não tem mais jeito mesmo.
O próximo passo é arrumar o quarto de Júlia. Já tem um armário pequenino, e agora eu vou comprar uma caminha pra ela. Cama, não berço, que ela já é grandinha. Já tinha encontrado uma daquelas lâmpadas de ligar na tomada, agora eu preciso arrumar bichinhos pra decorar o quarto, e também uma estante pros brinquedos. É bem verdade que eu vou tentar subornar a menina para ela passar um pouco mais de tempo na minha casa, mas se você fosse pai e morasse só você ia ver o que é bom pra tosse.
A primeira coisa que eu fiz, assim de impulso natural, foi arrumar as roupas no armário. Quando vi, elas estavam separadas por cor. Apesar de isso querer dizer que as três camisas pretas estão em uma pilha diferente das duas azuis, me assustei. Estaria eu, agora que virei dono-de-casa, manifestando tendências metrossexuais? Se algum dia eu aparecer de unha pintada, façam-me o favor de me cobrir de sopapos, para eu tomar um jeito. Se eu gostar, é porque não tem mais jeito mesmo.
O próximo passo é arrumar o quarto de Júlia. Já tem um armário pequenino, e agora eu vou comprar uma caminha pra ela. Cama, não berço, que ela já é grandinha. Já tinha encontrado uma daquelas lâmpadas de ligar na tomada, agora eu preciso arrumar bichinhos pra decorar o quarto, e também uma estante pros brinquedos. É bem verdade que eu vou tentar subornar a menina para ela passar um pouco mais de tempo na minha casa, mas se você fosse pai e morasse só você ia ver o que é bom pra tosse.
11.11.04
Bom danado
Pois é, juventude, estou aqui em Salvador. Cidade bonita, calor do carilei, participando de um congresso de Etnomusicólogos de todo o Brasil e além. Muita conversa, cochilos regulamentares nas comunicações vespertinas, pouco tempo pra apresentar os trabalhos, e livros muito legais por preços exorbitantes. Aviso logo aos amigos e familiares que eu estando liso nesse momento da minha vida, só quem vai ganhar lembrança de Salvador é Júlia. Uma sandalinha massa que eu comprei no Pelourinho. Ia comprar uma conguinha miniatura também, mas o dinheiro não deu.
De repente amanhã no Mercado modelo eu arrumo outra coisinha legal pra ela.
Eu fico impressionado com a beleza desse lugar aqui. E foda. A Baía de Todos os Santos, então, é pra o cara passar o dia olhando. Você só não passa o dia olhando porque senão morre de insolação. Uma vez eu e Genaro dormimos num apê do pai do Spencer - que também me dá guarida nesta viagem, só que no Rio Vermelho desta vez - e que tinha uma vista ninja da Bahia. Pra sair e voltar pra Recife foi um esforço descomunal.
Amanhã eu vou dar um bico genial nesse congresso pra ir ver a igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Acho que deve ser mais bonito do que ver outro antropólogo lendo um texto durante 15 minutos.
De repente amanhã no Mercado modelo eu arrumo outra coisinha legal pra ela.
Eu fico impressionado com a beleza desse lugar aqui. E foda. A Baía de Todos os Santos, então, é pra o cara passar o dia olhando. Você só não passa o dia olhando porque senão morre de insolação. Uma vez eu e Genaro dormimos num apê do pai do Spencer - que também me dá guarida nesta viagem, só que no Rio Vermelho desta vez - e que tinha uma vista ninja da Bahia. Pra sair e voltar pra Recife foi um esforço descomunal.
Amanhã eu vou dar um bico genial nesse congresso pra ir ver a igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Acho que deve ser mais bonito do que ver outro antropólogo lendo um texto durante 15 minutos.
8.11.04
Miscelanea de madrugada
Sabe quando você está tão cansado que não consegue dormir? Esse é o meu estado nesse momento. Pra ajudar um pouco, estou procurando coisas para me entediarem na internet. Como páginas de associações e clubes de enxadristas em cidades do interior. Páginas de associações em geral, tendem a ser entediantes. Aliás, como a maioria das associações. Eu também pensei, tomando banho, que gago também tem sotaque.
4.11.04
Outra lista
Sempre, mas sempre mesmo, alguém vai perguntar, ou tentar responder, a pergunta sem resposta. A pergunta sem resposta é "Qual a melhor banda de todos os tempos?". Quem já tentou, sabe como é difícil se satisfazer com uma resposta só, qualquer que ela seja. Aí eu cheguei à conclusão que, no meu modo de ver, todas as bandas realmente boas, apesar de altos e baixos, têm um momento em que são, indubitavelmente, a melhor banda do mundo. E eu resolvi enumerar algum destes, naquele esquema querido do quadrifonia que todos aprendemos a amar:
1 - O The Who no Live at Leeds. Pra mim, essa é a melhor dentre as melhores.
2 - Os Beatles no Revolver.
3 - Os Rolling Stones no Exile On Main Street.
4 - O Sonic Youth no Daydream Nation
5 - A Nação Zumbi na turnê do Afrociberdelia.
6 - O Ramones no Rocket to Russia.
7 - O Radiohead no Ok Computer.
8 - O Wailers naquela apresentação da BBC.
9 - O New York Dolls, numa apresentação na BBC do mesmo ano.
10 - O Wilco no Being There.
1 - O The Who no Live at Leeds. Pra mim, essa é a melhor dentre as melhores.
2 - Os Beatles no Revolver.
3 - Os Rolling Stones no Exile On Main Street.
4 - O Sonic Youth no Daydream Nation
5 - A Nação Zumbi na turnê do Afrociberdelia.
6 - O Ramones no Rocket to Russia.
7 - O Radiohead no Ok Computer.
8 - O Wailers naquela apresentação da BBC.
9 - O New York Dolls, numa apresentação na BBC do mesmo ano.
10 - O Wilco no Being There.
I met her at the burguer king, fell in love by the soda machine
Na vida também acontecem coisas inesperadas, como eu, que hoje sou todo metido a ouvir música atonal e coisas absurdas, chegar em casa e encontrar a felicidade num disco do Ramones.
3.11.04
Coisas boas sempre acontecem
Na despedida de Clara, recebi uma grande notícia que me deixou muito feliz. Não só eu reencontrei o meu amigo Eduardo Quintela, que há muito não via, como o próprio me afirmou que em breve poderemos ver por essas plagas um show do Living in the Shit. Se vai ser bom ou não, não sei, mas só a idéia de ir pra um show do LITS com Eddie, e ver Eduardo tocando de novo já me deixa muito satisfeito.
Eu e Zeca também resolvemos ganhar dinheiro produzindo um show solo de Ênio, interpretando ao violão os temas clássicos dos seriados japoneses, em japonês. Vai ser muito dinheiro mesmo.
Eu e Zeca também resolvemos ganhar dinheiro produzindo um show solo de Ênio, interpretando ao violão os temas clássicos dos seriados japoneses, em japonês. Vai ser muito dinheiro mesmo.
2.11.04
Turn and face the stranger
Eu ia escrever sobre mudanças e a nossa resistência a elas, mas Júlia me pediu pra ver elefantes, e quem sou eu pra contrariar Jurubeba?
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