Ontem à noite eu tirei um som. Fazia um bom tempo que eu não tocava assim de supetão com ninguém, hoje em dia eu toco muito pouco, e o pouco que eu estou tocando é com Leo e William, e com o Badminton, então foi uma novidade bem-vinda. Eu toquei com a Parafusa - inteira, dois baixos e a porra toda, duas músicas dos Beatles e "Meu bem não me quer". Obviamente, sem ensaio e escolhendo assim na hora, em cada música teve alguma coisa que alguém esqueceu, feito eu que toda vez esqueço a harmonia de "Ticket to Ride". Mas foi divertido, e tocar com Lucas na bateria é sempre um caso à parte.
O intrigante é que a maioria das músicas 'roubadas' ontem era dos Beatles ou da Jovem Guarda. Tudo bem, são músicas relativamente fáceis, e a não ser que a pessoa tenha um problema congênito que não consiga decorar a harmonia de "Ticket to Ride" de uma vez por todas, é super-fácil de roubar. O que eu me questionei mesmo foi porque ninguém nunca rouba outras músicas que são igualmente super-fáceis de outras épocas?
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Essas viagens à Bahia estão sendo uma verdadeira viagem à minha infância. Semana passada, eu fui no Tororó, mas já tinha comprado uma garrafa d'água e sendo um homem comprometido não parei para prestar atenção se lá havia belas morenas para que eu lá as deixasse - tanto falei e olha aqui o modo subjuntivo mostrando o seu valor. E agora, eu vou pra Maracangalha. O meu pai cantava essa música pra me botar pra dormir, e eu também canto pra Júlia. Aí hoje de manhã eu estava contando pra Júlia que eu ia pra lá e ela me perguntou se eu ia levar o meu chapéu de palha. Sim, vou, e devo levar pelo menos uma camiseta branca. Mas também devido ao meu comprometimento, a Nália vai ficar sem convite. Eu queria chamar a Júlia, mas acho que vou ter que ir só mesmo.
5.8.04
Gostei tanto que virou post
Leospa é o criador de uma escola importante na bateria contemporânea, a "no-kick". Trata-se de uma técnica apurada onde o músico usa o bumbo com parcimônia, tocando-o em média uma ou duas vezes por música, geralmente em algum lugar do compasso que não o tempo forte. Seguidores de diversos estilos e lugares são adeptos do 'no-kick', como Marcelo Bonfá e Fabrizio Moretti, este último também criador de escola, a famosa 'I'm stiff like a drum machine but still manage to play out of time'.
Aqui em Recife, temos um fenômeno único, um músico que reúne as duas escolas em uma só. O bicho é tão bom que eu não posso nem falar o nome para ele não ser assediado pelos grandes nomes da bateria mundial atrás de conhecimento. Só posso dizer que ele tem as mesmas iniciais do Gram Parsons, e é tão bom na 'no-kick' que 'papa' todos os bumbos.
Aqui em Recife, temos um fenômeno único, um músico que reúne as duas escolas em uma só. O bicho é tão bom que eu não posso nem falar o nome para ele não ser assediado pelos grandes nomes da bateria mundial atrás de conhecimento. Só posso dizer que ele tem as mesmas iniciais do Gram Parsons, e é tão bom na 'no-kick' que 'papa' todos os bumbos.
4.8.04
10 coisas aparentemente inúteis
1 - Apêndice
2 - Yngwie Malmsteen
3 - ADAT
4 - Floyd Rose
5 - Sid Vicious
6 - Corda velha
7 - Orkut
8 - Leospa
9 - Modo Subjuntivo
10 - Essa lista
2 - Yngwie Malmsteen
3 - ADAT
4 - Floyd Rose
5 - Sid Vicious
6 - Corda velha
7 - Orkut
8 - Leospa
9 - Modo Subjuntivo
10 - Essa lista
29.7.04
As facilidades da vida moderna
As coisas estão muito fáceis. Eu cheguei à essa conclusão outro dia, arrumando umas coisas em casa, e cuidando de jogar fora pilhas e mais pilhas de quinquilharias acumuladas em mais de dez anos morando em casa grande. Pra se ter uma idéia, eu encontrei os últimos cachos da minha cabeleira de dez anos atrás, cortada ao passar no vestibular. Mas antes de cortar, eu selecionei alguns cachos que foram prometidos a várias mulheres que achavam uma pena cortar uma cabeleira tão bonita. Algumas não receberam e os meus cabelos ficaram por ali virando dreadlock até anteontem, quando foram todos devidamente dispensados das suas funções de souvenir de Zé Guilherme cabeludo.
No meio da papelada, volta e meia surgiam fanzines dos mais diversos cantos do país, isso tudo graças a um único fanzine que eu fiz na vida - na verdade foram duas edições, mas a primeira não teve tantas cópias assim - e mandei para todos os amigos e bandas que eu conhecia na época. Aí eu me lembrei dessa época, em que a gente tinha banda independente mas não tinha internet. Pra mim, que conheci a mãe da minha filha por e-mail, esse tempo é um tempo muito, muito distante. Dos fanzines, confesso que joguei boa parte fora também, só guardei os mais bonitos, criativos ou com textos que eu ainda tenho interesse em ler.
Essa época era uma febre de correio da porra. Acho que a ECT ganhou muito dinheiro com a cultura alternativa no Brasil, porque menino, como tinha carta indo prum lado e pro outro. E tinha um negócio muito engraçado que eram umas filipetas que a gente mandava dentro das cartas, fazendo propaganda de outros fanzines e bandas. Também guardei alguns, e joguei pilhas e pilhas de outros fora. Tinha um outro negócio também, só que isso era mais entre os correspondentes - eu já tive milhares de correspondentes pelo mundo afora - em que fulano fazia um livrinho e este ia passando de pessoa em pessoa e cada um colocava o seu endereço e o que bem entendesse, aí quando o livrinho enchia você tinha que mandar pra primeira pessoa da lista e tal.
Por um lado, é tudo menos romântico hoje em dia. Você não escreve mais pra um cara em Piraporanga dos Aflitos, Acre, e pede pra comprar a fita demo da banda dele ou trocar por alguma demo de uma banda da sua cidade. Você vai em algum site e baixa uma música. Você também não fica sem saber se a menina com quem você está se correspondendo no Japão é gatinha ou não, tem um fotolog, um perfil no orkut pra você se informar. É mais fácil, e talvez um pouco menos legal, mas definitivamente ocupa menos espaço no seu apartamento pequeno.
No meio da papelada, volta e meia surgiam fanzines dos mais diversos cantos do país, isso tudo graças a um único fanzine que eu fiz na vida - na verdade foram duas edições, mas a primeira não teve tantas cópias assim - e mandei para todos os amigos e bandas que eu conhecia na época. Aí eu me lembrei dessa época, em que a gente tinha banda independente mas não tinha internet. Pra mim, que conheci a mãe da minha filha por e-mail, esse tempo é um tempo muito, muito distante. Dos fanzines, confesso que joguei boa parte fora também, só guardei os mais bonitos, criativos ou com textos que eu ainda tenho interesse em ler.
Essa época era uma febre de correio da porra. Acho que a ECT ganhou muito dinheiro com a cultura alternativa no Brasil, porque menino, como tinha carta indo prum lado e pro outro. E tinha um negócio muito engraçado que eram umas filipetas que a gente mandava dentro das cartas, fazendo propaganda de outros fanzines e bandas. Também guardei alguns, e joguei pilhas e pilhas de outros fora. Tinha um outro negócio também, só que isso era mais entre os correspondentes - eu já tive milhares de correspondentes pelo mundo afora - em que fulano fazia um livrinho e este ia passando de pessoa em pessoa e cada um colocava o seu endereço e o que bem entendesse, aí quando o livrinho enchia você tinha que mandar pra primeira pessoa da lista e tal.
Por um lado, é tudo menos romântico hoje em dia. Você não escreve mais pra um cara em Piraporanga dos Aflitos, Acre, e pede pra comprar a fita demo da banda dele ou trocar por alguma demo de uma banda da sua cidade. Você vai em algum site e baixa uma música. Você também não fica sem saber se a menina com quem você está se correspondendo no Japão é gatinha ou não, tem um fotolog, um perfil no orkut pra você se informar. É mais fácil, e talvez um pouco menos legal, mas definitivamente ocupa menos espaço no seu apartamento pequeno.
28.7.04
De volta à UFPE
Desde, sei lá, março eu acho, que eu estou fazendo uns trabalhos aqui no estúdio do Depto. de Música da UFPE. Esse ano comemorar-se-iam 10 anos da minha entrada como aluno nessa instituição, se isso lá é coisa pra comemorar. É engraçado estar de volta, assim de vir pra cá todo dia, porque inevitavelmente você lembra das coisas da época em que era aluno, feito chegar na cantina e encontrar Cristiano Ameba tomando café e fumando cigarro. E obviamente, Marcelo Demo e Queóps "Régis Diagonal" Negão, as onipresenças do CAC, que hoje em dia debandaram de verdade.
Algumas coisas mudaram. A cantina, por exemplo, mudou. Sem saber, eu comi uma das últimas delícias de queijo de todos os tempos. Agora a gente precisa ir até o CFCH pra ter uma intoxicação alimentar. Mas pode ir no Pra?ada alimentar-se da misericórdia de Krishna. O banheiro agora tem papel higiênico quase todo dia, e não fede tanto a urina fermentando o tempo todo. Fede um pouquinho, mas menos.
Outras coisas nunca mudam. Bel, por exemplo, continua vagando pela área da graminha, aparentemente sem ter o que fazer. Tem aquele cara também, que eu acho que se chama Zito ou Zizo, que faz uns jornaizinhos, e que fica sempre por ali argumentando. Ultimamente ele está sempre acompanhado do Leonardo, que é um cara que estudou comigo na 5ª e na 6ª série no Dom Bosco, e eu era tipo o único amigo dele na escola. Ainda sou, mas a gente conversa pouco.
O departamento, eu acho que está mais legal. Pelo menos, tem mais pessoas legais circulando, inclusive entre os professores. E o estúdio está sendo mais usando, o que é muito bom pra todos. Eu me lembro quando nem tinha estúdio, tinha uma sala caindo aos pedaços onde a gente fazia revezamento de dormida nas aulas do Prof. Zé Amaro. Metade da turma dormia meia aula, depois trocava com a outra metade, que dormia a outra parte da aula. De vez em quando uma afetação mais barulhenta vinha do teatrinho, aí a gente acordava. Hoje em dia quando uma afetação mais alta vem do teatrinho, geralmente a gente precisa parar o take no meio e voltar do começo.
Outra coisa que não mudou é que a professora de arquitetura que ia cuidar disso não cuidou, e estamos desenvolvendo uma teoria de que ela só está vindo fazer medições aqui pra dar aula mesmo.
Algumas coisas mudaram. A cantina, por exemplo, mudou. Sem saber, eu comi uma das últimas delícias de queijo de todos os tempos. Agora a gente precisa ir até o CFCH pra ter uma intoxicação alimentar. Mas pode ir no Pra?ada alimentar-se da misericórdia de Krishna. O banheiro agora tem papel higiênico quase todo dia, e não fede tanto a urina fermentando o tempo todo. Fede um pouquinho, mas menos.
Outras coisas nunca mudam. Bel, por exemplo, continua vagando pela área da graminha, aparentemente sem ter o que fazer. Tem aquele cara também, que eu acho que se chama Zito ou Zizo, que faz uns jornaizinhos, e que fica sempre por ali argumentando. Ultimamente ele está sempre acompanhado do Leonardo, que é um cara que estudou comigo na 5ª e na 6ª série no Dom Bosco, e eu era tipo o único amigo dele na escola. Ainda sou, mas a gente conversa pouco.
O departamento, eu acho que está mais legal. Pelo menos, tem mais pessoas legais circulando, inclusive entre os professores. E o estúdio está sendo mais usando, o que é muito bom pra todos. Eu me lembro quando nem tinha estúdio, tinha uma sala caindo aos pedaços onde a gente fazia revezamento de dormida nas aulas do Prof. Zé Amaro. Metade da turma dormia meia aula, depois trocava com a outra metade, que dormia a outra parte da aula. De vez em quando uma afetação mais barulhenta vinha do teatrinho, aí a gente acordava. Hoje em dia quando uma afetação mais alta vem do teatrinho, geralmente a gente precisa parar o take no meio e voltar do começo.
Outra coisa que não mudou é que a professora de arquitetura que ia cuidar disso não cuidou, e estamos desenvolvendo uma teoria de que ela só está vindo fazer medições aqui pra dar aula mesmo.
23.7.04
Inaugurando nada de novo
Eu criei aquele blog lá em baixo pra botar uns textos autorais, um negócio assim meio pretensioso mesmo. Mas não deu muito certo ainda, porque se eu mal tenho tempo pra escrever música, pra escrever assim textos pretensiosos menos ainda. Só que eu resolvi tentar fazer o que eu já tentei fazer nesse blog aqui de novo lá, fazer tipo uma coluna. Aqui virou putaria mesmo, então não adianta. Então eu resolvi experimentar. Hoje eu escrevi um texto de três parágrafos que eu achei uma bela merda, mas botei assim mesmo pra servir de referencial. Acho que semana que vem eu escrevo outro, ou na outra. Não sei se eu vou eventualmente escrever sobre música. Ainda não escrevi. Bom. Eu mudei o nome do link, agora é "A coluna", e quem quiser ler, leia, e quem não quiser vai continuar sendo meu amigo do mesmo jeito.
20.7.04
Às vezes dá bronca
Caros leitores deste humilde,
O meu teclado parou. Alguma coisa muito louca no meu computador caseiro. Estou terminando os backups - que dá pra fazer só com o mouse - pra reconfigurar tudo e tal. Então pode ser que eu demore alguns dias pra escrever de novo e de verdade aqui. Mas está tudo bem.
O meu teclado parou. Alguma coisa muito louca no meu computador caseiro. Estou terminando os backups - que dá pra fazer só com o mouse - pra reconfigurar tudo e tal. Então pode ser que eu demore alguns dias pra escrever de novo e de verdade aqui. Mas está tudo bem.
13.7.04
Aquela lista da qual eu falei outro dia
10 items de dez outras listas de dez
1 - Levar Multa - #5 da lista de dez coisas que eu acho importantes para a manutenção da ordem mas detesto quando acontecem comigo.
2 - Nigel Eaton - #3 da lista de dez artistas que eu descobri recentemente e nos quais eu me amarrei.
3 - Tomar chá com leite - #10 da lista de dez hábitos pernósticos que eu tenho.
4 - Mário Câncio Oliveira dos Santos - #4 na lista de dez pessoas que eu não conheço.
5 - Dominó - #7 na lista de jogos que eu realmente me divirto jogando.
6 - Beto Legião - #2 na lista de pessoas que sabem o segredo do universo mas ainda não conseguiram me explicar.
7 - The Drugstore Ninjas - #6 na lista de dez bandas que eu montei mas que nunca ensaiaram nem fizeram show.
8 - Parlapatão - #9 na lista de palavras da língua portuguesa que eu gostaria de encontrar uma oportunidade perfeita para utilizar.
9 - Boa Viagem - #1 na lista de bairros do Recife que poderiam virar um estacionamento, ou extensão da praia.
10 - Padaria - #8 na lista dos dez tipos de estabelecimentos que mais drenam as minhas economias.
1 - Levar Multa - #5 da lista de dez coisas que eu acho importantes para a manutenção da ordem mas detesto quando acontecem comigo.
2 - Nigel Eaton - #3 da lista de dez artistas que eu descobri recentemente e nos quais eu me amarrei.
3 - Tomar chá com leite - #10 da lista de dez hábitos pernósticos que eu tenho.
4 - Mário Câncio Oliveira dos Santos - #4 na lista de dez pessoas que eu não conheço.
5 - Dominó - #7 na lista de jogos que eu realmente me divirto jogando.
6 - Beto Legião - #2 na lista de pessoas que sabem o segredo do universo mas ainda não conseguiram me explicar.
7 - The Drugstore Ninjas - #6 na lista de dez bandas que eu montei mas que nunca ensaiaram nem fizeram show.
8 - Parlapatão - #9 na lista de palavras da língua portuguesa que eu gostaria de encontrar uma oportunidade perfeita para utilizar.
9 - Boa Viagem - #1 na lista de bairros do Recife que poderiam virar um estacionamento, ou extensão da praia.
10 - Padaria - #8 na lista dos dez tipos de estabelecimentos que mais drenam as minhas economias.
12.7.04
8.7.04
The road is my heart and soul
Ou "lá vamos nós de novo". Mas eu não posso dizer que não fiz por onde. Começa nesse fim-de-semana mais uma maratona de viagens para lugares diversos. Primeiro Garanhuns, fazer som pr'A Roda, Superoutro, Mônica Feijó e Mombojó, e de repente tirar um dia de folga que ninguém é de ferro, muito menos eu.
No próximo, Natal com Mombojó e Mellotrons. Nos dois últimos finais de semana de julho, vou para o interior da Bahia com Sandroni gravar coisas por lá. É complicado, é preciso muita compreensão por parte dos familiares, eu morro de saudades toda vez, mas esse é o meu trabalho, eu gosto dele e também não dá pra ficar recusando ofertas, afinal de contas alguém precisa comprar o leite proverbial.
É verdade que um dia eu quero ter a minha base, onde eu possa passar muito tempo livre - um dia eu também quero ter tempo livre - com a família, ter uns cachorros e um piano, finalmente colocar todos os meus discos numa casa só, essas coisas que a gente almeja na vida. Mas acho que eu ainda preciso passar um pouco por essa fase de provação, de ter que ir aonde os músicos estão, ou ir com eles para onde eles forem. Por enquanto está limpeza, quando engrenar mesmo deve piorar, ter que passar mês fora e a porra. Pelo menos, é assim que funciona, né? Se bem que um mês no Lindhurst Hall, eu passo até varrendo o chão.
Por outro lado, podia ser pior, eu podia ser marinheiro, ou piloto de avião, ou funcionário de plataforma da petrobrás. Pelo menos, no meu emprego eu corro o risco de passar um bom tempo sem fazer nada às vezes, e, se um dia eu aprender a cuidar do meu dinheiro, eu posso até planejar férias mais de uma vez por ano.
No próximo, Natal com Mombojó e Mellotrons. Nos dois últimos finais de semana de julho, vou para o interior da Bahia com Sandroni gravar coisas por lá. É complicado, é preciso muita compreensão por parte dos familiares, eu morro de saudades toda vez, mas esse é o meu trabalho, eu gosto dele e também não dá pra ficar recusando ofertas, afinal de contas alguém precisa comprar o leite proverbial.
É verdade que um dia eu quero ter a minha base, onde eu possa passar muito tempo livre - um dia eu também quero ter tempo livre - com a família, ter uns cachorros e um piano, finalmente colocar todos os meus discos numa casa só, essas coisas que a gente almeja na vida. Mas acho que eu ainda preciso passar um pouco por essa fase de provação, de ter que ir aonde os músicos estão, ou ir com eles para onde eles forem. Por enquanto está limpeza, quando engrenar mesmo deve piorar, ter que passar mês fora e a porra. Pelo menos, é assim que funciona, né? Se bem que um mês no Lindhurst Hall, eu passo até varrendo o chão.
Por outro lado, podia ser pior, eu podia ser marinheiro, ou piloto de avião, ou funcionário de plataforma da petrobrás. Pelo menos, no meu emprego eu corro o risco de passar um bom tempo sem fazer nada às vezes, e, se um dia eu aprender a cuidar do meu dinheiro, eu posso até planejar férias mais de uma vez por ano.
6.7.04
Eu acho que eu estou me esgotando
O que me conforta é que eu não quero, pelo menos ainda, ganhar a vida como escritor. Já me disseram que eu podia, mais de uma vez, mas a perspectiva de me ver envolvido com um emprego em que eu tenho que correr ainda mais atrás do que no que eu já tenho - além de ter que passar provavelmente mais tempo ainda na frente de um computador - sinceramente me assusta. Por enquanto, todos os meus livros estão na biblioteca do Reino dos Sonhos sob a guarda do Lucien. E com essa frase e o comentário de Felipe sobre o nome da banda, as pessoas podem realmente começar a pensar que eu estou virando goba.
Aí disseram em algum comentário aqui desse blog, "Zé, escreve aí", e eu estou aqui pensando no que escrever. Obviamente, vocês já se deram conta que eu sou espertão, e comecei a escrever sobre não saber sobre o que escrever, que menino inteligente eu realmente sou. Mas é uma situação ingrata, considerando que o meu blog não tem exatamente um perfil. Nesse momento mesmo, eu já parei e pensei, pra onde eu vou agora.
Nos últimos dias, eu pensei em escrever alguma coisa sobre Carrie Bradshaw e seu seriado extremamente sem piadas para homens, mas não estou inspirado o bastante para fomentar o ódio feminista contra mim. Eu também pensei em escrever sobre o final de Friends, mas aí lembrei que eu posso muito bem me aproveitar da situação e ser um dos cinco blogs que não vão dedicar um post exclusivo ao assunto. Eu pensei em expandir ao extremo o conceito de lista de dez, fazendo uma lista com dez items de dez outras listas, mas fiquei com preguiça e esse mote já está meio batido mesmo. Outra coisa que eu podia falar era sobre como eu estou realmente expandindo a minha lista de amigos no orkut, encontrando vários amigos de vários lugares do Brasil, e do Iraque, por lá.
Sendo que eu resolvi que eu vou ficar assim mesmo, tendo escrito esse tanto todo e sem falar mesmo sobre porra nenhuma.
Aí disseram em algum comentário aqui desse blog, "Zé, escreve aí", e eu estou aqui pensando no que escrever. Obviamente, vocês já se deram conta que eu sou espertão, e comecei a escrever sobre não saber sobre o que escrever, que menino inteligente eu realmente sou. Mas é uma situação ingrata, considerando que o meu blog não tem exatamente um perfil. Nesse momento mesmo, eu já parei e pensei, pra onde eu vou agora.
Nos últimos dias, eu pensei em escrever alguma coisa sobre Carrie Bradshaw e seu seriado extremamente sem piadas para homens, mas não estou inspirado o bastante para fomentar o ódio feminista contra mim. Eu também pensei em escrever sobre o final de Friends, mas aí lembrei que eu posso muito bem me aproveitar da situação e ser um dos cinco blogs que não vão dedicar um post exclusivo ao assunto. Eu pensei em expandir ao extremo o conceito de lista de dez, fazendo uma lista com dez items de dez outras listas, mas fiquei com preguiça e esse mote já está meio batido mesmo. Outra coisa que eu podia falar era sobre como eu estou realmente expandindo a minha lista de amigos no orkut, encontrando vários amigos de vários lugares do Brasil, e do Iraque, por lá.
Sendo que eu resolvi que eu vou ficar assim mesmo, tendo escrito esse tanto todo e sem falar mesmo sobre porra nenhuma.
4.7.04
1.7.04
Serve sim, pra alguma coisa
Recentemente, eu descobri que a internet tem outras utilidades além da pirataria descarada, da pornografia grátis e da perda de tempo valioso. É verdade, as pessoas conseguem encontrar outras pessoas que elas não vêem há muito tempo, através da internet. Nem sempre dá certo, mas às vezes dá.
No último mês, eu "reencontrei" um amigo e uma amiga com quem, pelos meus cálculos, fazia pelo menos uns dez anos que eu não conversava. No caso da minha amiga Simone, talvez faça um pouco menos, uns oito, dado que eu a conheci faz dez anos. Mas o Daniel, porra, esse acho que faz ainda mais tempo ainda.
Isso me lembrou um negócio engraçado. Em 2000 como em 2004, a reca foi pro Sul Maravilha ver o Sonic Youth. Estávamos todos lá, Yellow, Genaro, Popa, Coelho, Júlio Prato, Picolau. Uns dias depois do show, eu fui ao cinema com Silvia ver "Alta Fidelidade", e tinha um cara na fileira da frente que eu poderia jurar ser o Daniel Funcia. Sendo que naquela época eu acho que já fazia quase uns dez anos que eu não tinha notícia do cidadão, então a fisionomia poderia enganar qualquer incauto.
Mas já naquela época, como sempre, o povo pegava no meu pé porque eu conheço muita gente e tal, então eu fiquei meio acanhado de levantar e ir perguntar pro digníssimo se ele era ou não o Funcia. Eu estava no cinema com a namorada, ia ver um filme bacana, e tinha comprado o livro de Harmonia do Arnold Schoenberg, então fiquei na minha.
No último mês, eu "reencontrei" um amigo e uma amiga com quem, pelos meus cálculos, fazia pelo menos uns dez anos que eu não conversava. No caso da minha amiga Simone, talvez faça um pouco menos, uns oito, dado que eu a conheci faz dez anos. Mas o Daniel, porra, esse acho que faz ainda mais tempo ainda.
Isso me lembrou um negócio engraçado. Em 2000 como em 2004, a reca foi pro Sul Maravilha ver o Sonic Youth. Estávamos todos lá, Yellow, Genaro, Popa, Coelho, Júlio Prato, Picolau. Uns dias depois do show, eu fui ao cinema com Silvia ver "Alta Fidelidade", e tinha um cara na fileira da frente que eu poderia jurar ser o Daniel Funcia. Sendo que naquela época eu acho que já fazia quase uns dez anos que eu não tinha notícia do cidadão, então a fisionomia poderia enganar qualquer incauto.
Mas já naquela época, como sempre, o povo pegava no meu pé porque eu conheço muita gente e tal, então eu fiquei meio acanhado de levantar e ir perguntar pro digníssimo se ele era ou não o Funcia. Eu estava no cinema com a namorada, ia ver um filme bacana, e tinha comprado o livro de Harmonia do Arnold Schoenberg, então fiquei na minha.
25.6.04
Às vezes dá certo, e às vezes dá errado
Ou como diria o grande Conde, ninguém é perfeito e a vida é assim. Hoje eu recebi, por e-mail, a notícia de que eu levei pau no mestrado. Ainda bem que eu não dizia pra ninguém que tinha feito mestrado, porque eu fiz, mas levei pau. Vou ganhar um prêmio de consolação aí, que depois das equivalências vai provavelmente valer menos do que uma ficha 19 do Sigismundo Gonçalves.
Mas também pudera. Eu fiz um trabalho meia-boca, no último mês do meu prazo, como vocês puderam acompanhar por aqui. Ou seja, nada. Por outro lado, no tempo em que eu deveria estar fazendo esse trabalho, eu fiz milhares de outras coisas, entre elas ter uma filha e gravar uns vinte discos.
Pra academia, o papel vale mais. Mas academia por academia, eu ainda posso fazer um doutorado e mandar tomar no cu quem achar ruim eu não ter um mestrado. Hoje em dia dá. E no dia-a-dia, na hora de trocar pneu, um mestrado vale tanto quanto um toddynho. Fica pra próxima.
Mas também pudera. Eu fiz um trabalho meia-boca, no último mês do meu prazo, como vocês puderam acompanhar por aqui. Ou seja, nada. Por outro lado, no tempo em que eu deveria estar fazendo esse trabalho, eu fiz milhares de outras coisas, entre elas ter uma filha e gravar uns vinte discos.
Pra academia, o papel vale mais. Mas academia por academia, eu ainda posso fazer um doutorado e mandar tomar no cu quem achar ruim eu não ter um mestrado. Hoje em dia dá. E no dia-a-dia, na hora de trocar pneu, um mestrado vale tanto quanto um toddynho. Fica pra próxima.
23.6.04
Once bitten, twice shy
Hoje eu estava conversando com o pessoal lá na festinha em que a Roda tocou, e Almeidinha comentou que o legal de ter 30 anos é que você ainda é jovem, mas pode reclamar da velhice. Então, como eu não consigo me livrar desse hábito nojento, eu apresento a vocês:
10 coisas que me mostram que eu ainda sou jovem:
1 - Cabelos escuros, que ainda são a maioria.
2 - Continência urinária.
3 - Ainda não ter trinta anos.
4 - Partilhar a vida noturna com pessoas que são dez anos mais velhas do que eu.
5 - Não ter comprado os discos dos Beatles à medida que eles foram sendo lançados.
6 - Apesar de já ter brochado, não ter sentido a necessidade de apelar para medicamentos.
7 - Ouvir discoteca e saber que isso é uma coisa de quando eu era muito pequeno mesmo.
8 - Faltarem mais anos para a minha aposentadoria do que os que eu já vivi.
9 - As pessoas ainda dizerem: "Ah, mas como você é novo".
10 - Algumas dessas pessoas lembrarem de mim quando eu era criança.
10 motivos que me mostram que eu já posso reclamar da velhice:
1 - As pessoas que ainda lembram de mim quando eu era criança estão rareando.
2 - Eu comprava discos em vinil quando a única opção eram fitas cassete.
3 - A internet foi uma novidade na minha vida.
4 - Partilhar a vida noturna com pessoas dez anos mais novas do que eu.
5 - Pagar contas que não têm mais a ver com os meus gastos pessoais.
6 - Conhecer pessoas que não são da minha família há mais de vinte anos.
7 - Lembrar de coisas de vinte anos atrás.
8 - Encarar exercícios físicos como uma forma de ter menos problemas daqui por diante.
9 - Não conseguir ler mais do que 4 linhas numa tela de computador sem desejar que aquilo tivesse sido impresso.
10 - Lembrar frase por frase uma história da carochinha que eu ouvi há vinte anos e esquecer o que eu conversei ontem e com quem.
10 coisas que me mostram que eu ainda sou jovem:
1 - Cabelos escuros, que ainda são a maioria.
2 - Continência urinária.
3 - Ainda não ter trinta anos.
4 - Partilhar a vida noturna com pessoas que são dez anos mais velhas do que eu.
5 - Não ter comprado os discos dos Beatles à medida que eles foram sendo lançados.
6 - Apesar de já ter brochado, não ter sentido a necessidade de apelar para medicamentos.
7 - Ouvir discoteca e saber que isso é uma coisa de quando eu era muito pequeno mesmo.
8 - Faltarem mais anos para a minha aposentadoria do que os que eu já vivi.
9 - As pessoas ainda dizerem: "Ah, mas como você é novo".
10 - Algumas dessas pessoas lembrarem de mim quando eu era criança.
10 motivos que me mostram que eu já posso reclamar da velhice:
1 - As pessoas que ainda lembram de mim quando eu era criança estão rareando.
2 - Eu comprava discos em vinil quando a única opção eram fitas cassete.
3 - A internet foi uma novidade na minha vida.
4 - Partilhar a vida noturna com pessoas dez anos mais novas do que eu.
5 - Pagar contas que não têm mais a ver com os meus gastos pessoais.
6 - Conhecer pessoas que não são da minha família há mais de vinte anos.
7 - Lembrar de coisas de vinte anos atrás.
8 - Encarar exercícios físicos como uma forma de ter menos problemas daqui por diante.
9 - Não conseguir ler mais do que 4 linhas numa tela de computador sem desejar que aquilo tivesse sido impresso.
10 - Lembrar frase por frase uma história da carochinha que eu ouvi há vinte anos e esquecer o que eu conversei ontem e com quem.
21.6.04
A sanfona do povo
Essa semana, eu estou gravando um disco com a Orquestra Sinfônica do Recife mais o Sivuca. É a primeira vez que eu gravo orquestra assim, de verdade, e eu realmente estou me achando um cara muito sortudo só de poder fazer isso. E mais sortudo ainda porque a OSR está tocando bem esse repertório, o Sivuca também, e então é só não estragar. Afinal de contas, são muito poucas as coisas que não ficam mais bonitas com orquestra sinfônica ou um baby doll de cetim. E os Beatles são uma exceção honrosa em ambos os casos.
Uma das coisas que eu pensei hoje olhando pro Sivuca é que uma das maiores provas de que você é realmente famoso é quando você vira personagem de piada. Feito aquela em que o cara mostra um pedaço de papel branco dizendo "essa é uma foto do show do Sivuca com o Hermeto Paschoal no Pólo Sul". Eu pensei nisso também quando o Ray Charles morreu, que tem a piada inversa, que é um show do Stevie Wonder com o Ray Charles dentro de uma caverna. Quando ele morreu eu também lembrei de outra piada, essa um dos clássicos de Lhô, mas perdi o timing de comentar com alguém que o Príncipe Charles tinha ficado triste com a morte do pai.
Uma das coisas que eu pensei hoje olhando pro Sivuca é que uma das maiores provas de que você é realmente famoso é quando você vira personagem de piada. Feito aquela em que o cara mostra um pedaço de papel branco dizendo "essa é uma foto do show do Sivuca com o Hermeto Paschoal no Pólo Sul". Eu pensei nisso também quando o Ray Charles morreu, que tem a piada inversa, que é um show do Stevie Wonder com o Ray Charles dentro de uma caverna. Quando ele morreu eu também lembrei de outra piada, essa um dos clássicos de Lhô, mas perdi o timing de comentar com alguém que o Príncipe Charles tinha ficado triste com a morte do pai.
16.6.04
Meiota
Cinco coisas que eu considero bastante incômodas:
1 - Viúvas e viúvos do Cazuza.
2 - Solteirona bêbada.
3 - Descobrir que o meu Abbey Road está arranhado.
4 - Afta.
5 - Sala de espera.
1 - Viúvas e viúvos do Cazuza.
2 - Solteirona bêbada.
3 - Descobrir que o meu Abbey Road está arranhado.
4 - Afta.
5 - Sala de espera.
14.6.04
Emoções eu senti
Se continuar assim, vou ter que mudar o nome deste para "Só Dez". Mas vamos indo por aqui enquanto as idéias vêm, ou não. Enfim,
Dez momentos emocionantes do mundo da música:
1 - Quando o Johnny Cash começa a cantar a segunda estrofe de "Girl From the North Country", no Nashville Skyline.
2 - Quando, aos nove minutos e quinze, a bateria volta e você descobre que Marquee Moon ainda não acabou.
3 - A ataque da orquestra em "Construção", depois que a letra acaba pela primeira vez.
4 - O começo de "A Day In the Life". Por mim, essa música sozinha é melhor que o Sgt. Peppers inteiro.
5 - A parte do 'You'll know where you are' em "Let Down", no OK Computer, quando vai uma voz prum lado e outra pro outro.
6 - If I needed someone. Eu acho que essa eu roubei de Lhô.
7 - Uma virada que o Billy Ficca dá em "Prove It", na qual ele atrasa o caixa e segura o tempo no chimbau.
8 - O refrão de "Eu te Amo", do Rei Roberto. Viva a caixa leslie.
9 - A volta da melodia em "The Diamond Sea".
10 - Quando a cobra morre em "A velha debaixo da cama".
Dez momentos emocionantes do mundo da música:
1 - Quando o Johnny Cash começa a cantar a segunda estrofe de "Girl From the North Country", no Nashville Skyline.
2 - Quando, aos nove minutos e quinze, a bateria volta e você descobre que Marquee Moon ainda não acabou.
3 - A ataque da orquestra em "Construção", depois que a letra acaba pela primeira vez.
4 - O começo de "A Day In the Life". Por mim, essa música sozinha é melhor que o Sgt. Peppers inteiro.
5 - A parte do 'You'll know where you are' em "Let Down", no OK Computer, quando vai uma voz prum lado e outra pro outro.
6 - If I needed someone. Eu acho que essa eu roubei de Lhô.
7 - Uma virada que o Billy Ficca dá em "Prove It", na qual ele atrasa o caixa e segura o tempo no chimbau.
8 - O refrão de "Eu te Amo", do Rei Roberto. Viva a caixa leslie.
9 - A volta da melodia em "The Diamond Sea".
10 - Quando a cobra morre em "A velha debaixo da cama".
11.6.04
Listas de dez ou a válvula de escape da falta de idéias
Tudo bem, Nick Hornby e tudo mais. Mas é divertido. Então eu vou propor 10 temas para listas de 10 coisas, e quem quiser escolhe um tema e faz a lista ali nos comentários.
1 - As 10 coisas mais inúteis da internet.
2 - 10 canções de amor ao som das quais você já chorou.
3 - 10 motivos porque eu abandonaria a minha profissão aqui e agora.
4 - 10 maneiras de se livrar de proselitistas incovenientes (ex.: Mórmons, e em alguns casos, Devotos de Krsna. Hoje eu simpatizo, mas já dei muita volta em Hare Krsna por aí).
5 - As 10 desculpas mais esfarrapadas que você já deu (sem entrar em detalhes pra não comprometer).
6 - 10 bandas legais com a letra do alfabeto da sua preferência.
7 - 10 pessoas que você não vê há mais de 3 anos e que não faz a menor idéia sobre como encontrá-las de novo.
8 - 10 mentiras que você já contou no jogo da verdade.
9 - 10 verdades que você preferia não ter ouvido no jogo da verdade.
10 - As 10 maiores roubadas em que você já entrou.
Eu honestamente pensei em fazer uma de cada pra botar aqui. Mas até eu tenho mais o que fazer hoje.
1 - As 10 coisas mais inúteis da internet.
2 - 10 canções de amor ao som das quais você já chorou.
3 - 10 motivos porque eu abandonaria a minha profissão aqui e agora.
4 - 10 maneiras de se livrar de proselitistas incovenientes (ex.: Mórmons, e em alguns casos, Devotos de Krsna. Hoje eu simpatizo, mas já dei muita volta em Hare Krsna por aí).
5 - As 10 desculpas mais esfarrapadas que você já deu (sem entrar em detalhes pra não comprometer).
6 - 10 bandas legais com a letra do alfabeto da sua preferência.
7 - 10 pessoas que você não vê há mais de 3 anos e que não faz a menor idéia sobre como encontrá-las de novo.
8 - 10 mentiras que você já contou no jogo da verdade.
9 - 10 verdades que você preferia não ter ouvido no jogo da verdade.
10 - As 10 maiores roubadas em que você já entrou.
Eu honestamente pensei em fazer uma de cada pra botar aqui. Mas até eu tenho mais o que fazer hoje.
9.6.04
8.6.04
Foot of the Letter Greatest Hits
Outras sugestões para formarmos um disco inteiro:
1-Bilhete para passear (Eu acho que vou ficar triste, eu acho que é hooooooje...)
2-Aproveite o silêncio (Palavras de violência, quebram o silêncio, chegam quebrando tudo, no meu pequeno mundo...)
3-Eu não quero o controle de você (Eu não quero o controle de você, não é importante pra mim...)
4-De volta à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (Voei de Miami na Bê-O-A-Cê, não consegui chegar na cama ontem à noite...)
5-Azuis do Banco de Bar (Se eu pudesse segurar um pensamento, por tempo o bastante pra saber...)
6-Triângulo Amoroso Bizarro (Toda vez que eu olho pra ti, eu sinto um tiro através de mim com um relâmpago azul...)
7-Sem surpresas (Um coração que enche como um aterro sanitário, um emprego que te mata aos poucos...)
8-Dançando Dominó (O dia todo, olha eles caindo, O dia todo, dançando dominó...)
9-Com ou sem você (Veja a pedra colocada nos seus olhos, veja o espinho girando no seu lado...)
10-Deixa Estar (Quando eu me encontro em situações problemáticas, Mãe Maria vem a mim, falando palavras sábias, deixa estar...)
1-Bilhete para passear (Eu acho que vou ficar triste, eu acho que é hooooooje...)
2-Aproveite o silêncio (Palavras de violência, quebram o silêncio, chegam quebrando tudo, no meu pequeno mundo...)
3-Eu não quero o controle de você (Eu não quero o controle de você, não é importante pra mim...)
4-De volta à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (Voei de Miami na Bê-O-A-Cê, não consegui chegar na cama ontem à noite...)
5-Azuis do Banco de Bar (Se eu pudesse segurar um pensamento, por tempo o bastante pra saber...)
6-Triângulo Amoroso Bizarro (Toda vez que eu olho pra ti, eu sinto um tiro através de mim com um relâmpago azul...)
7-Sem surpresas (Um coração que enche como um aterro sanitário, um emprego que te mata aos poucos...)
8-Dançando Dominó (O dia todo, olha eles caindo, O dia todo, dançando dominó...)
9-Com ou sem você (Veja a pedra colocada nos seus olhos, veja o espinho girando no seu lado...)
10-Deixa Estar (Quando eu me encontro em situações problemáticas, Mãe Maria vem a mim, falando palavras sábias, deixa estar...)
7.6.04
Segunda Azul
Essa foi, sem dúvida, uma das melhores idéias que já tivemos, e uma das que aproveitamos pior. Traduzir literalmente as letras das músicas em inglês. Eu e Felipe fazemos isso há séculos, muito antes até de aparecer aquela menina que fazia isso com músicas da Madonna.
Mas como a preguiça sempre imperou, nunca fizemos nada a respeito disso. Nesse nosso novo projeto, eu e William resolvemos aproveitar uma base do Máquinas na Pista pra "Blue Monday" e fizemos Segunda Azul. Ficou o bicho.
Mas como a preguiça sempre imperou, nunca fizemos nada a respeito disso. Nesse nosso novo projeto, eu e William resolvemos aproveitar uma base do Máquinas na Pista pra "Blue Monday" e fizemos Segunda Azul. Ficou o bicho.
4.6.04
The best of the best
Eu tinha gostado muito de "Hentay Chubby Shemale", e também do "Random Access Vague Souvenir". Mas esse agora é o mais legal.
3.6.04
Doente, doente, doente
Que eu tenho poblema, eu sei. Qual e qual o tamanho, não. Mas eu fiquei muito feliz ao descobrir que na trama virtual (www.tramavirtual.com) você pode baixar a primeira demo do Doiseumimdoisema inteira. Agora falta achar a segunda, "Doiseumimdoisema invade Capão City". Tem várias músicas em comum, mas em versões diferentes.
1.6.04
Aprendendo com os mestres
Eis que eu estava curtindo um fim-de-tarde melancólico aqui no apê, quando Thelmo me presenteia com um link pra um site inteiro dedicado ao mestre Daminhão Experiença. Com direito a uma seção com os seguidores atuais, e também download dos discos originais. Que felicidade.
Pra quem não sabe, Daminhão é um maluco doidão que habita o Rio de Janeiro, e faz música. Eu não vou falar muito, porque é muito melhor ir no site do cara e ler os depoimentos do próprio. Mas eu deponho que, quando eu era criança, ele fazia ponto vendendo disco na Visconde de Pirajá, em Ipanema, perto da Praça General Osório. Eu me lembro que a gente sempre passava na frente dele quando saia pra ir passear.
Obviamente, nunca que a minha mãe ou a minha avó iriam deixar algum dos netos interagir com Daminhão, mas eu sempre quis comprar um daqueles discos estranhos que ele vendia. Tempos depois, já grande, passei por ali algumas vezes procurando o distinto cidadão, mas não encontrei.
Faz um bom tempo também, rolou uma matéria sobre ele na Revista Bizz, na época em que a mesma ainda prestava. Essa matéria fez crescer o interesse das pessoas pelo Brasil no mestre dos experimentos fonográficos. E desde 2001, aparentemente, rola esse portal. Divirtam-se.
Pra quem não sabe, Daminhão é um maluco doidão que habita o Rio de Janeiro, e faz música. Eu não vou falar muito, porque é muito melhor ir no site do cara e ler os depoimentos do próprio. Mas eu deponho que, quando eu era criança, ele fazia ponto vendendo disco na Visconde de Pirajá, em Ipanema, perto da Praça General Osório. Eu me lembro que a gente sempre passava na frente dele quando saia pra ir passear.
Obviamente, nunca que a minha mãe ou a minha avó iriam deixar algum dos netos interagir com Daminhão, mas eu sempre quis comprar um daqueles discos estranhos que ele vendia. Tempos depois, já grande, passei por ali algumas vezes procurando o distinto cidadão, mas não encontrei.
Faz um bom tempo também, rolou uma matéria sobre ele na Revista Bizz, na época em que a mesma ainda prestava. Essa matéria fez crescer o interesse das pessoas pelo Brasil no mestre dos experimentos fonográficos. E desde 2001, aparentemente, rola esse portal. Divirtam-se.
30.5.04
All things must pass
Esses balaios de gato que acontecem quando um monte de celebridades do mundo da música se juntam em torno de uma causa tendem pro risco de tudo virar uma grande farofa. Existem exemplos memoráveis disso, como um show com os 'grandes nomes da música britânica' em homenagem à Rainha lá deles, que passou na TV faz uns quinze anos e eu faltei a missa pra assitir e gravar. Apesar de ruim, alguns momentos se salvam, como o Sir Elton tocando "I'm still standing", uma das poucas músicas dele dos anos 80 que se salvam. Eu só não me lembro o que a Tina Turner estava fazendo no meio daquele povo todo, mas enfim.
Como eu falei há não muito tempo aqui, uma exceção honrosa a essa regra é o show em homenagem aos zilhões de anos de carreira do Bob Dylan. Outra exceção, mais recente, é o show em homenagem ao George Harrison, organizado pelo Eric Clapton e pelo filho do homem (e sósia) Dhani Harrison.
O show em si aconteceu no famoso Royal Albert Hall, construído lá nos idos do século XIX pela Dona Vitória em homenagem ao finado maridão, que também ganhou uma magnífica estátua doirada defronte o salão, do outro lado da rua. Só o lugar já vale a pena, porque é uma das salas mais bacanas do mundo.
Então o show em si, enfim, é muito bom. Obviamente, tinham que chamar o Jeff Lynne, que também foi responsável pela mixagem da história toda. Descontente de ter transformado o Cloud Nine, o Traveling Wilburys e mesmo os Beatles em um creme de leite sonoro, o pateta ainda me aparece pra cantar com aquele indefectível Ray-Ban e uma porra de um chapéu australiano. Mas enfim, amigo mala é pra essas coisas. Ele e a porra do Ray Cooper.
Fora isso, pense num negócio bem feito. Deus com a categoria de sempre, Billy Preston impecável cantando "My Sweet Lord", Albert Lee, Jim Keltner, toda a família do Ravi Shankar, Tom Petty, Ringo Starr e seu paletó brilhante, et coetera. Uma participação impagável do Monty Phyton com o Tom Hanks, aquelas coisas todas.
Mas emocionante mesmo foi o final, "While My Guitar Gently Weeps", com voz e solo do Eric Clapton - numa Strato colorida horrível, mas com um som do caralho, e "All Things Must Pass" interpretada por Sir Paul, com Ringo Starr na bateria e orquestra e tudo mais. Aí eu só não chorei porque tinha mais gente na sala e ia pegar mal.
Como eu falei há não muito tempo aqui, uma exceção honrosa a essa regra é o show em homenagem aos zilhões de anos de carreira do Bob Dylan. Outra exceção, mais recente, é o show em homenagem ao George Harrison, organizado pelo Eric Clapton e pelo filho do homem (e sósia) Dhani Harrison.
O show em si aconteceu no famoso Royal Albert Hall, construído lá nos idos do século XIX pela Dona Vitória em homenagem ao finado maridão, que também ganhou uma magnífica estátua doirada defronte o salão, do outro lado da rua. Só o lugar já vale a pena, porque é uma das salas mais bacanas do mundo.
Então o show em si, enfim, é muito bom. Obviamente, tinham que chamar o Jeff Lynne, que também foi responsável pela mixagem da história toda. Descontente de ter transformado o Cloud Nine, o Traveling Wilburys e mesmo os Beatles em um creme de leite sonoro, o pateta ainda me aparece pra cantar com aquele indefectível Ray-Ban e uma porra de um chapéu australiano. Mas enfim, amigo mala é pra essas coisas. Ele e a porra do Ray Cooper.
Fora isso, pense num negócio bem feito. Deus com a categoria de sempre, Billy Preston impecável cantando "My Sweet Lord", Albert Lee, Jim Keltner, toda a família do Ravi Shankar, Tom Petty, Ringo Starr e seu paletó brilhante, et coetera. Uma participação impagável do Monty Phyton com o Tom Hanks, aquelas coisas todas.
Mas emocionante mesmo foi o final, "While My Guitar Gently Weeps", com voz e solo do Eric Clapton - numa Strato colorida horrível, mas com um som do caralho, e "All Things Must Pass" interpretada por Sir Paul, com Ringo Starr na bateria e orquestra e tudo mais. Aí eu só não chorei porque tinha mais gente na sala e ia pegar mal.
28.5.04
Dez lá e dez cá
Dez coisas em que eu sou bom:
1-Dormir
2-Comer
3-Comprar disco
4-Trocar corda de violão
5-Jogar Frostbite
6-Cantar segunda voz
7-Fazer bagunça
8-Ler gibi
9-Lembrar como chega nos lugares
10-Fazer barulho
Dez coisas em que eu sou o pior do mundo:
1-Baliza
2-Futebol
3-Comprar roupa
4-Arrumar a casa
5-Dançar
6-Ser cantor de banda
7-Lembrar aniversário
8-Juntar dinheiro
9-Acompanhar as tendências
10-Terminar lista de dez coisas.
1-Dormir
2-Comer
3-Comprar disco
4-Trocar corda de violão
5-Jogar Frostbite
6-Cantar segunda voz
7-Fazer bagunça
8-Ler gibi
9-Lembrar como chega nos lugares
10-Fazer barulho
Dez coisas em que eu sou o pior do mundo:
1-Baliza
2-Futebol
3-Comprar roupa
4-Arrumar a casa
5-Dançar
6-Ser cantor de banda
7-Lembrar aniversário
8-Juntar dinheiro
9-Acompanhar as tendências
10-Terminar lista de dez coisas.
27.5.04
Dino 7 Cordas
Eu estava fazendo uma pesquisa aqui na internética sobre sites de fabricantes de instrumentos para enriquecer a nova seção ali ao lado quando me deparei com essa
matéria em que os grandes nomes do 7 cordas falam sobre o maioral, Dino, que é o cara que manda soltar e manda prender no que tange ao Violão de 7. Leiam lá. E leiam essa também. Pra quem estiver com preguiça, existe esse Violão de 7 cordas, que possui uma corda a mais, mais grave, tradicionalmente afinada em Dó - o mesmo Dó Grave do Violoncelo - mas que também pode ser usada com a afinação em Si.
E o Dino é o Pelé do 7 cordas. Ele tocou e gravou com todo mundo, então você provavelmente já ouviu ele em algum disco por aí. Por exemplo, esses discos do Cartola da Marcus Pereira que a galera jovem e moderna curte de montão? Dino e Meira nos violões. Bezerra da Silva? Dino. Jacob do Bandolim, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Alcione, difícil é achar alguém que tenha gravado com outro violonista de 7.
Hoje em dia, violonista tocando 7 cordas é bóia. Eu mesmo já gravei um disco, o do Sexteto Capibaribe, em que tinha 3 tocando ao mesmo tempo. Mas se não tivesse existido o Dino lá, segurando a onda esse tempo todo, essa tradição já teria se perdido. Ou então seria feito a manola, ou violão tenor, que hoje em dia quase ninguém toca, ninguém mais vê a manola sendo usada por aí. Eu mesmo só vejo e ouço manola no Demônios da Garoa, no Kingston Trio e quando eu arranjo alguma coisa pra Maira gravar e peço pra ela usar. Mas talvez não exista um equivalente ao Dino no mundo da Manola.
De qualquer forma, é bom ver que hoje em dia existe muita gente empenhada em continuar esse trabalho, senão de 7 cordas só iam sobrar as guitarras do Korn e do Steve Vai. Que sinceramente...
matéria em que os grandes nomes do 7 cordas falam sobre o maioral, Dino, que é o cara que manda soltar e manda prender no que tange ao Violão de 7. Leiam lá. E leiam essa também. Pra quem estiver com preguiça, existe esse Violão de 7 cordas, que possui uma corda a mais, mais grave, tradicionalmente afinada em Dó - o mesmo Dó Grave do Violoncelo - mas que também pode ser usada com a afinação em Si.
E o Dino é o Pelé do 7 cordas. Ele tocou e gravou com todo mundo, então você provavelmente já ouviu ele em algum disco por aí. Por exemplo, esses discos do Cartola da Marcus Pereira que a galera jovem e moderna curte de montão? Dino e Meira nos violões. Bezerra da Silva? Dino. Jacob do Bandolim, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Alcione, difícil é achar alguém que tenha gravado com outro violonista de 7.
Hoje em dia, violonista tocando 7 cordas é bóia. Eu mesmo já gravei um disco, o do Sexteto Capibaribe, em que tinha 3 tocando ao mesmo tempo. Mas se não tivesse existido o Dino lá, segurando a onda esse tempo todo, essa tradição já teria se perdido. Ou então seria feito a manola, ou violão tenor, que hoje em dia quase ninguém toca, ninguém mais vê a manola sendo usada por aí. Eu mesmo só vejo e ouço manola no Demônios da Garoa, no Kingston Trio e quando eu arranjo alguma coisa pra Maira gravar e peço pra ela usar. Mas talvez não exista um equivalente ao Dino no mundo da Manola.
De qualquer forma, é bom ver que hoje em dia existe muita gente empenhada em continuar esse trabalho, senão de 7 cordas só iam sobrar as guitarras do Korn e do Steve Vai. Que sinceramente...
26.5.04
Débitos e créditos
Eu não sou conhecido por aí como um grande fã do Lenine. Na verdade, pensando bem, acho que não se trata de eu não gostar do Lenine, é mais um daqueles casos em que eu reconheço que o cara é talentoso, e faz o dele muito bem feito, mas que não é muito a minha praia. É bem verdade que ele toca um violão impressionante, mas não é sobre isso que eu resolvi falar.
Na revista Continente Multicultural tem uma entrevista com o próprio, e eu estava lendo outro dia. Nessa entrevista ele chama atenção pra um ponto interessante, da gente receber as dívidas em casa e ter que correr atrás das receitas. Me lembrei disso agora porque recebi uma conta da celpe pra pagar amanhã. Chegou hoje, e vence amanhã, e eu que me vire pra pagar essa porra.
Agora, pra receber dez rural, eu tenho que gastar ligação de celular, mandar número de conta, o caralho. Os poucos pagadores excepcionais que pagam em dia, estes estão cada vez mais raros. Existem, sim, e eu sou sortudo de trabalhar volta e meia com alguns dos poucos que sobraram. Mas em geral, é um passa ontem que eu já fui institucional.
Deve existir alguma porra de órgão público que poderia organizar isso pra gente se fosse de praxe funcionário público trabalhar. Pra quem é autônomo, então, é pegar em bomba, chupar limão e pedir uma pépsi, tudo ao mesmo tempo. Até porque se você não anotar tudo direitinho, corre o risco de esquecer um trampo ou outro, e ficar à mercê da boa vontade do pagador.
E por sobre isso, você acrescenta o fator Zé Guilherme, que só não esquece a cabeça em casa porque veio presa no pescoço de fábrica. Pensando bem, é um milagre eu ainda não ter ido parar na SPC.
Na revista Continente Multicultural tem uma entrevista com o próprio, e eu estava lendo outro dia. Nessa entrevista ele chama atenção pra um ponto interessante, da gente receber as dívidas em casa e ter que correr atrás das receitas. Me lembrei disso agora porque recebi uma conta da celpe pra pagar amanhã. Chegou hoje, e vence amanhã, e eu que me vire pra pagar essa porra.
Agora, pra receber dez rural, eu tenho que gastar ligação de celular, mandar número de conta, o caralho. Os poucos pagadores excepcionais que pagam em dia, estes estão cada vez mais raros. Existem, sim, e eu sou sortudo de trabalhar volta e meia com alguns dos poucos que sobraram. Mas em geral, é um passa ontem que eu já fui institucional.
Deve existir alguma porra de órgão público que poderia organizar isso pra gente se fosse de praxe funcionário público trabalhar. Pra quem é autônomo, então, é pegar em bomba, chupar limão e pedir uma pépsi, tudo ao mesmo tempo. Até porque se você não anotar tudo direitinho, corre o risco de esquecer um trampo ou outro, e ficar à mercê da boa vontade do pagador.
E por sobre isso, você acrescenta o fator Zé Guilherme, que só não esquece a cabeça em casa porque veio presa no pescoço de fábrica. Pensando bem, é um milagre eu ainda não ter ido parar na SPC.
24.5.04
Memória Olfativa
Eu estava lendo na Superinteressante, essa com o Brad Pitt de Aquiles na capa, várias coisas interessantes sobre o olfato, e dentre elas o aspecto de que um cheiro pode lhe remeter imediatamente à outro tempo ou lugar, ou pessoa. Eu não lembro exatamente se existe uma explicação científica pra isso, provavelmente não, porque o olfato é o menos estudado dos cinco primeiros sentidos, mas que é verdade, é.
Por exemplo, a Zona Sul do Rio de Janeiro tem aquele cheiro misturado de gás e praia que você só sente lá. Toda vez que eu estou mascando um chiclete de canela eu penso em algum toque de Xangô que eu fui. E hoje eu comprei um sabonete que me fez lembrar do Hobby.
O Hobby era, ou é ainda, uma rede de academias de ginástica que eu frequentava em São Paulo. Na época a gente chamava de clube, e chamava banda de rock de conjunto. Era um lugar aonde eu ia umas duas vezes por semana, e sempre tomava banho, e tinha uns sabonetes verdes com o mesmo cheiro desse que eu comprei.
Dentre todos os talentos que eu porventura possa ter, a aptidão para os esportes definitivamente não é um deles. Então no Hobby que a gente frequentava - que ficava ali perto do Parque do Ibirapuera - eu perambulei entre diversas atividades nas quais eu era invariavelmente aquele aluno que trazia à mente do professor os questionamentos mais profundos sobre se aquilo era realmente o que ele deveria estar fazendo da vida. Tipo o que ficava de parelha com o cara que não conseguia derrubar ninguém no judô, só a mim mesmo, pra pelo menos ele derrubar alguém.
De modo que a minha hora preferida no clube era tomar banho depois da aula e comer um hamburguer com Tafman-E na cantina. Por isso que eu gostei de sentir esse cheiro de novo. Da mesma forma, rezo pra não ter que usar da minha memória olfativa pra lembrar do gordinho que ficava contando itch-ni-san-chi na minha cara. Que eu me lembre ele tinha um bafo terrível.
Por exemplo, a Zona Sul do Rio de Janeiro tem aquele cheiro misturado de gás e praia que você só sente lá. Toda vez que eu estou mascando um chiclete de canela eu penso em algum toque de Xangô que eu fui. E hoje eu comprei um sabonete que me fez lembrar do Hobby.
O Hobby era, ou é ainda, uma rede de academias de ginástica que eu frequentava em São Paulo. Na época a gente chamava de clube, e chamava banda de rock de conjunto. Era um lugar aonde eu ia umas duas vezes por semana, e sempre tomava banho, e tinha uns sabonetes verdes com o mesmo cheiro desse que eu comprei.
Dentre todos os talentos que eu porventura possa ter, a aptidão para os esportes definitivamente não é um deles. Então no Hobby que a gente frequentava - que ficava ali perto do Parque do Ibirapuera - eu perambulei entre diversas atividades nas quais eu era invariavelmente aquele aluno que trazia à mente do professor os questionamentos mais profundos sobre se aquilo era realmente o que ele deveria estar fazendo da vida. Tipo o que ficava de parelha com o cara que não conseguia derrubar ninguém no judô, só a mim mesmo, pra pelo menos ele derrubar alguém.
De modo que a minha hora preferida no clube era tomar banho depois da aula e comer um hamburguer com Tafman-E na cantina. Por isso que eu gostei de sentir esse cheiro de novo. Da mesma forma, rezo pra não ter que usar da minha memória olfativa pra lembrar do gordinho que ficava contando itch-ni-san-chi na minha cara. Que eu me lembre ele tinha um bafo terrível.
23.5.04
Ele voltou
OGuitar Grinder, a.k.a. blog de Felipe, está de volta, depois de longo e tenebroso inverno. Visitem já.
19.5.04
Duvi dê-ó dó
e eu sempre acho que um queer eye bem feito dá jeito em qualquer retrosexual.
qualquer um mesmo.
syl | 05.19.04 - 5:50 pm
Então pode mandar os Fab Five pra ver se tem jeito. Só não vale passar a mão na bunda.
qualquer um mesmo.
syl | 05.19.04 - 5:50 pm
Então pode mandar os Fab Five pra ver se tem jeito. Só não vale passar a mão na bunda.
Sobre a sexualidade individual de cada um
Outro dia eu descobri que existe um negócio que se chama o cara Metrosexual. Fala-se Métro-sexual, e não Metrô-sexual. Foi conversando com Syl, e ela estava me explicando que metrosexual é o cara que aparentemente não é veado, mas que cuida da aparência o bastante pras pessoas duvidarem disso. E se veste bem e é perfumado. Até onde eu entendi, não existem mulheres metrosexuais, só homens, até porque mulher que não se veste bem nem é perfumada, é hippie.
Aí eu vi em outro lugar que o paradigma do Metrosexual é o David Beckham, que é arrumadinho, mas como podemos conferir pelas notícias recentes, pega geral. Obviamente, não precisou chegar até o Beckham pra eu saber que é mais fácil enquadrarem o Mussum nessa categoria do que eu. Foi então que eu pensei no conceito do retrosexual. Leia-se Rétro-sexual, não Retrô-sexual. Retrô, como a gente sabe, é coisa de estilista. E estilista, como a gente sabe, é pelo menos metrosexual.
Retrosexual porque nós não somos novidade nenhuma. Somos aquela categoria de caras que não conseguiu aprender a se vestir, que faz a barba e corta as unhas por obrigação, e que bota um perfume aqui e ali, provavelmente porque vai ter mulher na jogada. Roupa a gente só compra quando a mãe ou a namorada arrastam pela mão até o shopping, escolhem e você tão somente prova, e paga. E usa até uma das duas dizerem "não acredito que você vai sair usando essa camisa velha", com ar de nojo e espanto. Como assim velha, se eu comprei faz pouco mais de um ano? Velha é aquela calça que eu herdei do meu tio, que ainda é melhor do que essas que tem pra vender hoje em dia.
É triste, você se ver assim dominado pelas figuras femininas da sua vida, mas é verdade. A gente tenta, mas é um mundo misterioso e difícil de desvendar. Não tem lógica alguma. Se fosse uma coisa lógica e simples, como a razão de uma Gibson Les Paul feita em 1963 custar cinco mil dólares quando uma nova igualzinha custa só mil, seria mais fácil da gente se virar, improvisar, sei lá.
Mas agora que temos um rótulo, podemos ficar numa boa curtindo as nossas roupas velhas e fora de moda. É só bolar um esquema legal de marketing pra essa idéia. Retrosexuais do mundo, uni-vos.
Aí eu vi em outro lugar que o paradigma do Metrosexual é o David Beckham, que é arrumadinho, mas como podemos conferir pelas notícias recentes, pega geral. Obviamente, não precisou chegar até o Beckham pra eu saber que é mais fácil enquadrarem o Mussum nessa categoria do que eu. Foi então que eu pensei no conceito do retrosexual. Leia-se Rétro-sexual, não Retrô-sexual. Retrô, como a gente sabe, é coisa de estilista. E estilista, como a gente sabe, é pelo menos metrosexual.
Retrosexual porque nós não somos novidade nenhuma. Somos aquela categoria de caras que não conseguiu aprender a se vestir, que faz a barba e corta as unhas por obrigação, e que bota um perfume aqui e ali, provavelmente porque vai ter mulher na jogada. Roupa a gente só compra quando a mãe ou a namorada arrastam pela mão até o shopping, escolhem e você tão somente prova, e paga. E usa até uma das duas dizerem "não acredito que você vai sair usando essa camisa velha", com ar de nojo e espanto. Como assim velha, se eu comprei faz pouco mais de um ano? Velha é aquela calça que eu herdei do meu tio, que ainda é melhor do que essas que tem pra vender hoje em dia.
É triste, você se ver assim dominado pelas figuras femininas da sua vida, mas é verdade. A gente tenta, mas é um mundo misterioso e difícil de desvendar. Não tem lógica alguma. Se fosse uma coisa lógica e simples, como a razão de uma Gibson Les Paul feita em 1963 custar cinco mil dólares quando uma nova igualzinha custa só mil, seria mais fácil da gente se virar, improvisar, sei lá.
Mas agora que temos um rótulo, podemos ficar numa boa curtindo as nossas roupas velhas e fora de moda. É só bolar um esquema legal de marketing pra essa idéia. Retrosexuais do mundo, uni-vos.
18.5.04
A vontade de ir embora e a vontade de ficar em casa
Eu e a maioria dos meus amigos estamos passando por alguma dessas crises aí que as pessoas têm. Não sei se é a crise de meia-idade, e com certeza ainda não é a andropausa. Tem uma história, que eu tava conversando com o Melvin numa das noites intermináveis em que tentamos acompanhar o ritmo etílico do Teenage Fanclub, que diz que o ano dos 27 anos é sempre um ano foda na vida do cara. Vai ver é essa crise de chegar aos trinta e ver que não é moleza mesmo não.
E eu ia divergir sobre isso mas preciso ir no banco pagar a conta do telefone.
E eu ia divergir sobre isso mas preciso ir no banco pagar a conta do telefone.
17.5.04
The feeling is getting stronger with every embrace
-Eu devia estar muito, muito enjoado, mas aparentemente eu estou gostando mais ainda do Teenage Fanclub depois de cinco shows.
-O nome do técnico de monitor só aparece lá no fundo do encarte do disco ao vivo. Mas você pode se valer da sua posição e da pré-escuta pra tirar todos os detalhes de backing vocal que ainda suscitavam alguma dúvida.
-É difícil explicar que eu gostei do show do Pixies. Foi muito bom, mesmo. Mas que rolou um sentimento banda cover, rolou.
-Eu prometo que um dia desses eu deixo de escrever item por item.
-O nome do técnico de monitor só aparece lá no fundo do encarte do disco ao vivo. Mas você pode se valer da sua posição e da pré-escuta pra tirar todos os detalhes de backing vocal que ainda suscitavam alguma dúvida.
-É difícil explicar que eu gostei do show do Pixies. Foi muito bom, mesmo. Mas que rolou um sentimento banda cover, rolou.
-Eu prometo que um dia desses eu deixo de escrever item por item.
14.5.04
Mais uma observação
Além de ter se tornado amigo de todo mundo, Guitar George também chamou atenção justamente por ser O Guitar George, de Sultans of Swing. Aquele que conheçe todos os acordes. Por sinal, esse é justamente o nome de um dos seus discos "Check out Guitar George, he knows all the chords".
13.5.04
Resumindo dá
Foram quinze dias e tanto. Por partes:
- Pixies - Provavelmente, a melhor e mais cara banda cover do mundo da atualidade. O show foi muito bom, mas muito igual. Faltou alguém botar o cu na reta.
- Teenage Fanclub - Depois de cinco shows, é pouco provável que tenha faltado ver alguma música ao vivo. Muito bom mesmo. É muito legal quando alguém que você realmente admira se mostra ao mesmo tempo extremamente competente e humilde. Uma aula grátis de como é possível sobreviver no meio musical sem abrir mão da dignidade.
- Guitar George Borovski - Aquele mesmo, da música do Dire Straits. O mais novo melhor amigo de todo mundo.
- Hell on Wheels - Uma banda muito legal de pessoas muito legais. E também a mais nova banda favorita de um monte de gente.
- Marcelo Vourakis - Definitivamente, sair com o Salsicha e trabalhar no dia seguinte são duas coisas que não combinam. Eu consegui, mas todo empenado.
- Curitiba - É frio pra cacete, e nem chegou o inverno ainda. E tem as placas mais absurdas do mundo, mas sobre isso é melhor consultar os blogs de Syl e Yellow.
- Pixies - Provavelmente, a melhor e mais cara banda cover do mundo da atualidade. O show foi muito bom, mas muito igual. Faltou alguém botar o cu na reta.
- Teenage Fanclub - Depois de cinco shows, é pouco provável que tenha faltado ver alguma música ao vivo. Muito bom mesmo. É muito legal quando alguém que você realmente admira se mostra ao mesmo tempo extremamente competente e humilde. Uma aula grátis de como é possível sobreviver no meio musical sem abrir mão da dignidade.
- Guitar George Borovski - Aquele mesmo, da música do Dire Straits. O mais novo melhor amigo de todo mundo.
- Hell on Wheels - Uma banda muito legal de pessoas muito legais. E também a mais nova banda favorita de um monte de gente.
- Marcelo Vourakis - Definitivamente, sair com o Salsicha e trabalhar no dia seguinte são duas coisas que não combinam. Eu consegui, mas todo empenado.
- Curitiba - É frio pra cacete, e nem chegou o inverno ainda. E tem as placas mais absurdas do mundo, mas sobre isso é melhor consultar os blogs de Syl e Yellow.
26.4.04
Não tá careta não
Só confirmando a minha teoria que relaciona os problemas aos mórmons. Sendo que dessa vez parece que eu estou passando na frente de uma igreja de Jesus Cristo e Santos dos Últimos dias no domingo de manhã, porque tem mórmons saindo, aos pares, trios e quartetos de tudo quanto é canto. Acho que está mesmo na hora de pedir ajuda.
23.4.04
O Teenage Fanclub e eu.
Eu gosto muito mesmo do Teenage Fanclub. Tanto que vou tentar ver o máximo de shows possível. Mas arrumei pra mim mesmo uma certa bronquinha pra resolver, que são as exigências de som da banda. Pra se ter uma idéia, em Recife, eu nunca ouvi falar de ninguém que tivesse um amplificador Fender Twin Reverb. Só desse, eles pedem três. Mais dois AC30. O único AC30 que eu vi ao vivo na cidade foi o de Tony Balinha, e mesmo assim está com problema. Vamos tentar consertar, mas não se sabe se vai dar tempo, e se vai ficar bila mesmo, porque se a bronca, por exemplo, for nos falantes, fudeu mesmo.
O teclado, pelo menos isso já resolveu. O cara vai trazer de SP. Mas imagino que não vai ter condições do cara trazer os outro cinco amplis. E a bateria? Tem que ser Gretsch, Slingerland ou Ludwig. Quem já pensou, adivinhou que eu não tenho nem idéia de quem tenha uma. Aliás tenho, mas parece que o cara aluga a mãe, mas não aluga a Gretsch dele.
Se daqui pro meio da semana eu não conseguir descolar essas paradas, vou ter que apelar mesmo, e ver se os caras topam tocar com Marshall e uma bateria Premier.
O teclado, pelo menos isso já resolveu. O cara vai trazer de SP. Mas imagino que não vai ter condições do cara trazer os outro cinco amplis. E a bateria? Tem que ser Gretsch, Slingerland ou Ludwig. Quem já pensou, adivinhou que eu não tenho nem idéia de quem tenha uma. Aliás tenho, mas parece que o cara aluga a mãe, mas não aluga a Gretsch dele.
Se daqui pro meio da semana eu não conseguir descolar essas paradas, vou ter que apelar mesmo, e ver se os caras topam tocar com Marshall e uma bateria Premier.
21.4.04
Eu já estou fodido, então foda-se.
Essa foi a frase do dia no estúdio. Uma daquelas que as pessoas ficam usando a cada oportunidade que aparece. Me pareceu um título apropriado, já que eu vou escrever sobre um assunto completamente diferente.
Uma vez o Salsicha tava falando que ele era apaixonado pela Rita Lee, mas não essa de hoje, a de quarenta, trinta e oito anos atrás. O que ele dizia era que era foda você pensar que aquela pessoa tão linda e maravilhosa não só não existe mais, como se tornou o que se tornou.
Eu estava pensando isso sobre a Emmylou Harris. Na década de 70, simplesmente não tem nada mais bonito que ela. Tá, que pode até ser que você tenha lá a sua musa dos anos 70, mas por mais bonita que ela possa ser, ela não deve ter metade da voz, nem sabe tocar violão. Na capa do "Elite Hotel" então, é o sucesso dos sucessos.
Mas o tempo, esse menino danado, me colocou bem depois na fila. Então, naquela época, eu era uma criança bonita e fofinha e falante, logo o máximo que a Emmylou podia fazer por mim era me adotar. Se bem que, não desfazendo dos dotes vocais da minha mãe e das minhas avós, um "Nana Neném" ou um "Sapo Cururu" dela não iam nada mal.
A diferença desse exemplo pro exemplo do Salsicha é que, ao contrário da nossa titia, a Emmylou envelheceu na moral. Não fez discos ruins, e é uma coroa que impressiona. Tudo bem, eu admito que tenha uma plástica aqui e ali, mas são 57 anos, recém completos e muito bem vividos. Afinal de contas, quantas cinquentonas você conhece que tem a moral de ter o Neil Young fazendo segunda voz?
Uma vez o Salsicha tava falando que ele era apaixonado pela Rita Lee, mas não essa de hoje, a de quarenta, trinta e oito anos atrás. O que ele dizia era que era foda você pensar que aquela pessoa tão linda e maravilhosa não só não existe mais, como se tornou o que se tornou.
Eu estava pensando isso sobre a Emmylou Harris. Na década de 70, simplesmente não tem nada mais bonito que ela. Tá, que pode até ser que você tenha lá a sua musa dos anos 70, mas por mais bonita que ela possa ser, ela não deve ter metade da voz, nem sabe tocar violão. Na capa do "Elite Hotel" então, é o sucesso dos sucessos.
Mas o tempo, esse menino danado, me colocou bem depois na fila. Então, naquela época, eu era uma criança bonita e fofinha e falante, logo o máximo que a Emmylou podia fazer por mim era me adotar. Se bem que, não desfazendo dos dotes vocais da minha mãe e das minhas avós, um "Nana Neném" ou um "Sapo Cururu" dela não iam nada mal.
A diferença desse exemplo pro exemplo do Salsicha é que, ao contrário da nossa titia, a Emmylou envelheceu na moral. Não fez discos ruins, e é uma coroa que impressiona. Tudo bem, eu admito que tenha uma plástica aqui e ali, mas são 57 anos, recém completos e muito bem vividos. Afinal de contas, quantas cinquentonas você conhece que tem a moral de ter o Neil Young fazendo segunda voz?
20.4.04
Quer moleza? Vai no Balaio.
Hoje em dia, entretanto, é difícil encontrar um Balaio, supermercado, de bobeira por aí, de forma que resta-nos apenas a opção de sentar no pudim. Eu sempre me indaguei porque alguém sentaria num pudim, podendo comê-lo, eu mesmo adoro pudim de leite, e preferiria muito mais comer um inteiro do que desperdiçar uma iguaria dessas com a minha bunda mole. É verdade que, bunda mole que sou, eu poderia simplesmente sentar-me, pois tendo a bunda mole, seria moleza de um jeito ou de outro.
Mas nem só de bunda vivo eu. Aliás, se eu fosse viver de bunda, passaria fome, e por conseguinte acabaria mais sem bunda do que já sou por natureza. Pelo contrário, bunda comigo, só as alheias, e femininas. Aprecio demasiado, posso dizer. Fazer o quê, afinal de contas sou brasileiro, e tenho que respeitar a preferência nacional. Fosse eu americano, estaria à mercê do silicone de outrem. Pior ainda se fosse inglês, cujas mulheres além de ter peito e bunda muito aquém do admissível, ainda são feias, usam maquiagem demais e se vestem mal. Mas em compensação, são um pé no saco.
Agora moleza mesmo, tá difícil de pintar pra mim. Eu estava pensando nisso hoje, em que a gente passou o dia tirando som de bateria no estúdio. Quem ouve assim um disco não imagina o parto que é tirar um som bom de bateria. Tem que ficar andando pela sala pra descobrir os pontos mais bacanas pra colocar as ambiências. Tem que afinar, reafinar, tirar barulhinho, resolver as ressonâncias indesejáveis de todos os tambores. Tem que experimentar dois, três microfones diferentes em lugares diferentes pra ver qual que se encaixa melhor com a pegada do baterista. Em suma, pega-se em bomba na hora de tirar som de bateria
Só que vale a pena perder esse tempo todo, você perde muito mais se não fizer isso e deixar pra corrigir na mixagem. E é legal trabalhar com um produtor ou um artista que sabe o que está querendo, porque faz com que você tenha que se virar pra conseguir. Eu acho legal, mesmo quando são exigências que soam um tanto absurdas, tem sempre um fundo de verdade ali. Se o produtor-mor da música pop século vinte ouvia o John Lennon dizer que queria que a voz dele soasse como uma laranja, e ainda dava um jeito de resolver o problema, quem sou eu pra fazer bico com as exigências que me aparecem?
E olha que eu já tive que resolver cada uma que valha-me Nosso Senhor. Mas como eu ia dizendo no título, quer moleza, vá no balaio, ou sente-se no pudim mais próximo.
Mas nem só de bunda vivo eu. Aliás, se eu fosse viver de bunda, passaria fome, e por conseguinte acabaria mais sem bunda do que já sou por natureza. Pelo contrário, bunda comigo, só as alheias, e femininas. Aprecio demasiado, posso dizer. Fazer o quê, afinal de contas sou brasileiro, e tenho que respeitar a preferência nacional. Fosse eu americano, estaria à mercê do silicone de outrem. Pior ainda se fosse inglês, cujas mulheres além de ter peito e bunda muito aquém do admissível, ainda são feias, usam maquiagem demais e se vestem mal. Mas em compensação, são um pé no saco.
Agora moleza mesmo, tá difícil de pintar pra mim. Eu estava pensando nisso hoje, em que a gente passou o dia tirando som de bateria no estúdio. Quem ouve assim um disco não imagina o parto que é tirar um som bom de bateria. Tem que ficar andando pela sala pra descobrir os pontos mais bacanas pra colocar as ambiências. Tem que afinar, reafinar, tirar barulhinho, resolver as ressonâncias indesejáveis de todos os tambores. Tem que experimentar dois, três microfones diferentes em lugares diferentes pra ver qual que se encaixa melhor com a pegada do baterista. Em suma, pega-se em bomba na hora de tirar som de bateria
Só que vale a pena perder esse tempo todo, você perde muito mais se não fizer isso e deixar pra corrigir na mixagem. E é legal trabalhar com um produtor ou um artista que sabe o que está querendo, porque faz com que você tenha que se virar pra conseguir. Eu acho legal, mesmo quando são exigências que soam um tanto absurdas, tem sempre um fundo de verdade ali. Se o produtor-mor da música pop século vinte ouvia o John Lennon dizer que queria que a voz dele soasse como uma laranja, e ainda dava um jeito de resolver o problema, quem sou eu pra fazer bico com as exigências que me aparecem?
E olha que eu já tive que resolver cada uma que valha-me Nosso Senhor. Mas como eu ia dizendo no título, quer moleza, vá no balaio, ou sente-se no pudim mais próximo.
19.4.04
16.4.04
10 coisas que eu acho lindo (ou viado é você)
1 - Eu acho lindo quando Júlia fala "Saci-Pererê".
2 - Eu acho lindo Fender Telecaster.
3 - Eu acho lindo vinil colorido.
4 - Eu acho lindo ler Watchmen pela 182ª vez e descobrir detalhes que eu nunca tinha observado antes.
5 - Eu acho lindo quando toca uma música que eu já conheço num filme.
6 - Eu acho lindo mulher de cinta-liga.
7 - Eu acho lindo foto em preto-e-branco.
8 - Eu acho lindo a cena em que o Luke Skywalker tira a máscara do Darth Vader e eles têm uma conversa de pai para filho pela única vez em cinco minutos. Ou eu achava, antes do George Lucas fuder de vez com tudo.
9 - Eu acho lindo sorvete de pistache.
10 - Eu acho lindo quando Júlia fala "Saci-Pererê".
2 - Eu acho lindo Fender Telecaster.
3 - Eu acho lindo vinil colorido.
4 - Eu acho lindo ler Watchmen pela 182ª vez e descobrir detalhes que eu nunca tinha observado antes.
5 - Eu acho lindo quando toca uma música que eu já conheço num filme.
6 - Eu acho lindo mulher de cinta-liga.
7 - Eu acho lindo foto em preto-e-branco.
8 - Eu acho lindo a cena em que o Luke Skywalker tira a máscara do Darth Vader e eles têm uma conversa de pai para filho pela única vez em cinco minutos. Ou eu achava, antes do George Lucas fuder de vez com tudo.
9 - Eu acho lindo sorvete de pistache.
10 - Eu acho lindo quando Júlia fala "Saci-Pererê".
13.4.04
Me lembrei
O assunto que eu estava querendo comentar aqui e que eu passei o final-de-semana todo esquecendo, é que saiu o disco do Superoutro, que eu produzi no final do ano passado, começo desse ano.
Pois é, aí saiu, eu já recebi as minhas cópias e ouvi em casa, tudo legal. Pra um disco todo feito em Recife com um orçamento apertadíssimo, ficou muito bom mesmo. Na quinta-feira, vai rolar uma audição no Garraffus, com direito a discotecagem da banda, a partir das sete e meia da noite. Vamos todos.
Pois é, aí saiu, eu já recebi as minhas cópias e ouvi em casa, tudo legal. Pra um disco todo feito em Recife com um orçamento apertadíssimo, ficou muito bom mesmo. Na quinta-feira, vai rolar uma audição no Garraffus, com direito a discotecagem da banda, a partir das sete e meia da noite. Vamos todos.
12.4.04
Gripe pra que te quero
Mais uma vez, uma tentativa de gripe me chega numa daquelas semanas em que tem trabalho pra cacete. Puta que o pariu.
6.4.04
Necrófilos do mundo, uni-vos
Essa enxurrada de Kurt Cobain me lembrou que além deste e do Ayrton Senna, comemora-se também esse ano uma década do falecimento do Tom Jobim. Ao contrário dos outros dois, Tom Jobim morreu já em idade avançada, aos 67 anos, tendo feito tudo e um pouco mais que se pode fazer nesse mundo. Coincidentemente, morreu no mesmo dia e mês que o John Lennon, só que 14 anos depois. Aparentemente, existe uma lista das dez músicas mais regravadas no planeta, e as que não são do Lennon & McCartney são do Tom Jobim. Algumas com o Vinícius, mas não garanto que sejam todas. De forma que o único que ainda usufrui diretamente deste feito é o Cavaleiro da Sua Majestade James Paul, o resto ficou pros herdeiros.
Eu me lembro do dia que o Tom Jobim morreu, eu fiquei triste pra caralho. Só não foi igual ao dia que a Ella Fitzgerald morreu, porque nesse dia eu chorei mesmo, de verdade, botei o Ella & Louis lá e fiquei me acabando. Mas eu sempre tive uma grande admiração pelo Tom Jobim, e só não gosto muito dos discos da Banda Nova, com aquele coro que eu ainda acho um certo equívoco. Não gosto muito de Bossa Nova também, mas do pouco que eu gosto a maioria são músicas do Tom Jobim, feito Corcovado, e Dindi, que é simplesmente uma das mais lindas de todos os tempos.
O que eu gosto mesmo é a fase pós-bossa, pré-corinho. O Urubu, o Matita-Perê, o Stone Flower, Tide, esses todos. O Terra Brasilis também, eu gostava muito de ficar olhando a capa quando era criança, e adivinhar o nome dos bichos. Esses são os discos de verdade mesmo. Da época em que ele tocava Fender Rhodes, o baixista era o Ron Carter e o arranjador era o Claus Ogerman. Disco assim, hoje ninguém faz mais não.
Eu me lembro do dia que o Tom Jobim morreu, eu fiquei triste pra caralho. Só não foi igual ao dia que a Ella Fitzgerald morreu, porque nesse dia eu chorei mesmo, de verdade, botei o Ella & Louis lá e fiquei me acabando. Mas eu sempre tive uma grande admiração pelo Tom Jobim, e só não gosto muito dos discos da Banda Nova, com aquele coro que eu ainda acho um certo equívoco. Não gosto muito de Bossa Nova também, mas do pouco que eu gosto a maioria são músicas do Tom Jobim, feito Corcovado, e Dindi, que é simplesmente uma das mais lindas de todos os tempos.
O que eu gosto mesmo é a fase pós-bossa, pré-corinho. O Urubu, o Matita-Perê, o Stone Flower, Tide, esses todos. O Terra Brasilis também, eu gostava muito de ficar olhando a capa quando era criança, e adivinhar o nome dos bichos. Esses são os discos de verdade mesmo. Da época em que ele tocava Fender Rhodes, o baixista era o Ron Carter e o arranjador era o Claus Ogerman. Disco assim, hoje ninguém faz mais não.
4.4.04
E assim se passaram dez anos...
O show da vida acabou de me lembrar que na semana que começou hoje, a morte do Kurt Cobain completa dez anos. Ele era mais novo do que eu sou hoje quando se matou. Também faz dez anos que os Dreadful Boys tocaram no Abril pro Rock. Ontem eu fui ao Garagem por acaso, e descobri que o Paulo Francis Vai Pro Céu ia tocar. Eles tocaram umas seis músicas e eu fui embora logo depois. Também encontrei algumas figuras de dez anos atrás, como o Bernardo, que foi um dos duzentos caras que subiram no palco quando a gente tocou "Preciso voltar para Serra Talhada", e o famoso Zé Bé, que também estava nesse APR, mas eu não lembro se subiu também ou não. Rodrigo Habitante, que hoje mora no Reino Unido, não só subiu como baixou as calças, e a gente só se deu conta disso quando viu na MTV, que também só tinha na casa do irmão do Pio, onde fomos assistir o especial do APR. De lá, fomos para o Cantinho das Graças, de onde eu e Lhô saímos rapidamente para tomar um mojito no El Bodegón e voltar. Dois bares legais, que também já não existem.
Esse ano também completam-se dez anos que eu entrei na universidade, que o Dreadful Boys foi pra São Paulo, e depois acabou, que Lhô começou a namorar com a mulher dele - o que aconteceu no dia seguinte ao que a banda acabou, note-se bem. Dez anos do tetra, e das histórias do Tetra que nós fomos proibidos de contar. Do assalto, do furto do meu primeiro wah-wah. O tempo passa rápido demais, e nostalgia é boia.
Esse ano também completam-se dez anos que eu entrei na universidade, que o Dreadful Boys foi pra São Paulo, e depois acabou, que Lhô começou a namorar com a mulher dele - o que aconteceu no dia seguinte ao que a banda acabou, note-se bem. Dez anos do tetra, e das histórias do Tetra que nós fomos proibidos de contar. Do assalto, do furto do meu primeiro wah-wah. O tempo passa rápido demais, e nostalgia é boia.
3.4.04
Manutenção
Eu estava pensando outro dia sobre como eu me esforcei pra fugir de um emprego em um escritório, mas que eu inevitavelmente acabei me metendo num negócio que me faz passar o dia na frente do computador. Hoje em dia, é bem verdade que todo mundo passa o dia na frente do computador, a não ser que seja estudante, mecânico ou jardineiro. Que ser jardineiro é provavelmente melhor para o cérebro do cara que ser técnico de gravação, disso eu não tenho dúvida, mas acho que está meio tarde pra eu fazer um curso de jardinagem e me inserir no mercado.
Mas eu estava pensando isso porque eu preciso fazer uma série de alongamentos várias vezes ao dia pra evitar o desenvolvimento de lesões por esforço repetitivo e também crises de tendinite. Anos e anos tocando por aí, e nada me aconteceu, mas ao adentrar o mundo das gravações e das sessões intermináveis, a mão direita começou a reclamar. Com razão, eu também prefiro o meu baixo a um mouse, por mais bonitinho e raio lazer que ele seja.
Acho que isso tem a ver com aquela porção da sabedoria popular que diz que nossa maior virtude é também o nosso maior defeito. Feito o fato de eu ser um cara que gosto de ajudar, isso é uma virtude, mas o fato de eu não conseguir dizer não tão facilmente, não só é um defeito como me coloca em grandes maçadas. Então eu não quero me enquadrar num trabalho de escritório, e por isso tenho que encarar os horários loucos, as sessões e os discos que nunca acabam, e a incerteza quanto aos vencimentos no final do mês. Tem suas vantagens e suas desvantagens. Já a probabilidade de desenvolver a famosa LER, eu divido sem muita alegria com meus amigos de escritório pelo mundo afora.
Uma vez eu estava conversando com o Rick Nance, e ele me falou de um cara que ele conhecia que tocava Oboé. Eis que esse cidadão desenvolveu, em algum momento da vida, lesões devidas às longas horas de prática deste que é o mais neurotizante dos instrumentos da orquestra sinfônica. Ou então ele teve um acidente com a mão, e não estava podendo tocar. O que eu me lembro, e o que realmente importa, é que o cara poderia fazer fisioterapia e lentamente recuperar o pique, mas que ele estava extremamente feliz com uma aposentadoria por invalidez. Acho que ele encontrou uma saída confortável para as incertezas da vida no meio musical. E olha que nos Estados Unidos o cara ser músico de orquestra é uma grande pedida.
Eu não acho que eu vá ficar de saco cheio a ponto de dar um ninja desses. Mas tenho certeza de que preciso aprender a organizar a minha vida profissional pra não ficar maluco, nem endividado. Talvez isso seja melhor pra mim do que trabalhar num escritório, mas isso eu não vou saber agora. Coisa boa é que eu estou conseguindo liberar mais sábados pra ficar com a minha filha, que é o que eu vou fazer exatamente agora.
Mas eu estava pensando isso porque eu preciso fazer uma série de alongamentos várias vezes ao dia pra evitar o desenvolvimento de lesões por esforço repetitivo e também crises de tendinite. Anos e anos tocando por aí, e nada me aconteceu, mas ao adentrar o mundo das gravações e das sessões intermináveis, a mão direita começou a reclamar. Com razão, eu também prefiro o meu baixo a um mouse, por mais bonitinho e raio lazer que ele seja.
Acho que isso tem a ver com aquela porção da sabedoria popular que diz que nossa maior virtude é também o nosso maior defeito. Feito o fato de eu ser um cara que gosto de ajudar, isso é uma virtude, mas o fato de eu não conseguir dizer não tão facilmente, não só é um defeito como me coloca em grandes maçadas. Então eu não quero me enquadrar num trabalho de escritório, e por isso tenho que encarar os horários loucos, as sessões e os discos que nunca acabam, e a incerteza quanto aos vencimentos no final do mês. Tem suas vantagens e suas desvantagens. Já a probabilidade de desenvolver a famosa LER, eu divido sem muita alegria com meus amigos de escritório pelo mundo afora.
Uma vez eu estava conversando com o Rick Nance, e ele me falou de um cara que ele conhecia que tocava Oboé. Eis que esse cidadão desenvolveu, em algum momento da vida, lesões devidas às longas horas de prática deste que é o mais neurotizante dos instrumentos da orquestra sinfônica. Ou então ele teve um acidente com a mão, e não estava podendo tocar. O que eu me lembro, e o que realmente importa, é que o cara poderia fazer fisioterapia e lentamente recuperar o pique, mas que ele estava extremamente feliz com uma aposentadoria por invalidez. Acho que ele encontrou uma saída confortável para as incertezas da vida no meio musical. E olha que nos Estados Unidos o cara ser músico de orquestra é uma grande pedida.
Eu não acho que eu vá ficar de saco cheio a ponto de dar um ninja desses. Mas tenho certeza de que preciso aprender a organizar a minha vida profissional pra não ficar maluco, nem endividado. Talvez isso seja melhor pra mim do que trabalhar num escritório, mas isso eu não vou saber agora. Coisa boa é que eu estou conseguindo liberar mais sábados pra ficar com a minha filha, que é o que eu vou fazer exatamente agora.
2.4.04
As palavras bacanas
Tem uma história do Tony Fuscão em que ele dizia que a palavra da qual ele mais gostava na língua portuguesa era Palhaço. Porque não tinha nada melhor do que chamar o cara de palhaço. Eu acho que a que eu mais gosto é Japonês. Não que eu vá chamar ninguém de japonês ao acaso, mas eu simplesmente adoro quando eu tenho que me referir a alguém usando a expressão "Japonês". Japa não, só Japonês. E também não como adjetivo, tipo "restaurante japonês", "doce japonês" ou "pavilhão japonês". Só quando eu me refiro a um indivíduo, tipo "aí chegou um japonês e falou isso e aquilo", ou então "tem um japonês sentado numa sala e aí entra um urso polar".
31.3.04
A maior obra literária já escrita em todos os tempos
Trata-se da nova aventura do CCDB, ou Cláudio César Dias Baptista, o irmão mais velho dos Mutantes Sérgio e Arnaldo. O homem pirou de vez. Acho que ele cansou de ralar com euipamentos de som e instrumentos musicais, e resolveu revolucionar o mundo da literatura. Vejam, e explorem:
GEA
GEA
29.3.04
Kill yr Idols
Eu fui inventar de olhar o blog do Yellow antes de ir dormir, então resolvi copiar descaradamente. A idéia. Os ídolos de infância em comum são mera coincidência. Mas eu me restringi aos dez primeiros que eu consegui lembrar, em qualquer ordem:
1 - Michael Jackson
2 - Luke Skywalker
3 - Charles M. Schultz
4 - Paul McCartney
5 - Ziraldo
6 - Renato Aragão
7 - Roger Rocha Moreira
8 - Juba
9 - Lula
10 - Zico
1 - Michael Jackson
2 - Luke Skywalker
3 - Charles M. Schultz
4 - Paul McCartney
5 - Ziraldo
6 - Renato Aragão
7 - Roger Rocha Moreira
8 - Juba
9 - Lula
10 - Zico
28.3.04
O x da questão
O meu problema não é querer resolver todos os problemas do mundo. É querer resolver todos os problemas do mundo ao mesmo tempo.
27.3.04
Outras considerações sobre "My Back Pages"
Eu estava analizando esse vídeo de My Back Pages, e descobri várias coisas muito importantes:
- Dividem o palco e dois microfones Neil Young, Bob Dylan, Tom Petty, Roger McGuinn e Eric Clapton. O George Harrison tem um microfone só pra ele.
- Os solos de guitarra são um do Eric Clapton, o outro do Neil Young. Se fosse tu, tu tinhas coragem de solar depois?
- Um dos bateras, obviamente, é o Jim Keltner.
- O Neil Young é o cara que mais parece estar se divertindo. Também é o único que não está de terno, e que usa a camisa por fora da calça. E também é o único careca no mundo que tem moral pra usar cabelo comprido.
- Dividem o palco e dois microfones Neil Young, Bob Dylan, Tom Petty, Roger McGuinn e Eric Clapton. O George Harrison tem um microfone só pra ele.
- Os solos de guitarra são um do Eric Clapton, o outro do Neil Young. Se fosse tu, tu tinhas coragem de solar depois?
- Um dos bateras, obviamente, é o Jim Keltner.
- O Neil Young é o cara que mais parece estar se divertindo. Também é o único que não está de terno, e que usa a camisa por fora da calça. E também é o único careca no mundo que tem moral pra usar cabelo comprido.
26.3.04
Socialize Marijuana in Jamaica
Dez coisas legais que eu baixei no Soulseek
1 - Dialogues - Carlos Paredes & Charlie Haden - Um disco lendário, sobre o qual eu tinha ouvido falar muito, mas nunca tinha visto nem ouvido. É uma pérola mesmo. O Carlos Paredes é o mais célebre tocador de guitarra portuguesa do século passado - e provavelmente deste, também, e o Charlie Haden é aquele nosso amigo das antigas. Na mesma linha do disco com o Pat Metheny, que na verdade só foi gravado depois, são os dois, tocando juntos e ao vivo. A versão de "Canção Verdes Anos" tem uns quinze minutos. Pense.
2 - Vitautas Kernagis - É, aparentemente, um cantor meio Bob Dylan, só que da Lituânia. Eu não entendo nada do que ele fala, mas o som das palavras é muito engraçado.
3 - Fasolki - Na mesma linha "músicas bestas numa língua que eu não entendo", eu descobri esse grupo, que é o Balão Mágico da Polônia. Anima qualquer festinha.
4 - Um vídeo daquele concerto de aniversário do Bob Dylan com o próprio mais Tom Petty, Neil Young, George Harrison, Roger McGuinn e o Eric Clapton tocando "My Back Pages". Deve ter em DVD e tal, mas esse trecho em particular é lindo mesmo, os véio tudinho cantando junto.
5 - Elite Hotel - Emmylou Harris - Eu estou descobrindo aos poucos que a Emmylou Harris é a dona do meu coração. Esse disco é o segundo dela, e foi feito, se não me engano, quando o Gram Parsons ainda estava vivo. Tem uma versão linda de 'Sin City', e a segunda música 'Together Again' é de amansar qualquer búfalo selvagem. Tem um outro disco que eu comprei em vinil, mas que descobri no slsk, que junta ela, a Linda Ronstadt e a Dolly Parton. Divertido, mas não chega nem perto da emoção.
6 - Scum - Napalm Death - O disco fundamental do grindcore mundial. Contém a famosa "You Suffer", que entrou pro Guiness como música mais curta do mundo - 6 segundos.
7 - O terceiro disco do Television, que não é tão empolgante quanto o Marquee Moon ou o Adventure, mas que eu nunca tinha ouvido. O nome, é Television.
8 - The Juliet Letters - Elvis Costello & Brodsky Quartet - Esse foi uma recomendação do Pedro, primo do Tiago. É um disco do Elvis Costello acompanhado pelo Brodsky Quartet, que é um quarteto de cordas muito bom, e que tem uns trabalhos meio experimentais também.
9 - Pink Flag - Wire - Depois da terceira vez que vieram me perguntar se era Wire quando eu tava ouvindo Gang of Four, eu resolvi ver qual era.
10 - Okie From Muskogee - Merle Haggard - Essa é uma canção antológica exaltando as virtudes do Povo de Muskogee, Oklahoma, USA. Leo e William tinham me falado dessa música há muito tempo, mas não sabia que o original era do Merle Haggard. Aproveitei e baixei uma versão do Hank Williams III com o Melvins.
11 - What Makes a Man Start Fires? - minutemen - Todo mundo deveria ter um disco do minutemen em casa.
1 - Dialogues - Carlos Paredes & Charlie Haden - Um disco lendário, sobre o qual eu tinha ouvido falar muito, mas nunca tinha visto nem ouvido. É uma pérola mesmo. O Carlos Paredes é o mais célebre tocador de guitarra portuguesa do século passado - e provavelmente deste, também, e o Charlie Haden é aquele nosso amigo das antigas. Na mesma linha do disco com o Pat Metheny, que na verdade só foi gravado depois, são os dois, tocando juntos e ao vivo. A versão de "Canção Verdes Anos" tem uns quinze minutos. Pense.
2 - Vitautas Kernagis - É, aparentemente, um cantor meio Bob Dylan, só que da Lituânia. Eu não entendo nada do que ele fala, mas o som das palavras é muito engraçado.
3 - Fasolki - Na mesma linha "músicas bestas numa língua que eu não entendo", eu descobri esse grupo, que é o Balão Mágico da Polônia. Anima qualquer festinha.
4 - Um vídeo daquele concerto de aniversário do Bob Dylan com o próprio mais Tom Petty, Neil Young, George Harrison, Roger McGuinn e o Eric Clapton tocando "My Back Pages". Deve ter em DVD e tal, mas esse trecho em particular é lindo mesmo, os véio tudinho cantando junto.
5 - Elite Hotel - Emmylou Harris - Eu estou descobrindo aos poucos que a Emmylou Harris é a dona do meu coração. Esse disco é o segundo dela, e foi feito, se não me engano, quando o Gram Parsons ainda estava vivo. Tem uma versão linda de 'Sin City', e a segunda música 'Together Again' é de amansar qualquer búfalo selvagem. Tem um outro disco que eu comprei em vinil, mas que descobri no slsk, que junta ela, a Linda Ronstadt e a Dolly Parton. Divertido, mas não chega nem perto da emoção.
6 - Scum - Napalm Death - O disco fundamental do grindcore mundial. Contém a famosa "You Suffer", que entrou pro Guiness como música mais curta do mundo - 6 segundos.
7 - O terceiro disco do Television, que não é tão empolgante quanto o Marquee Moon ou o Adventure, mas que eu nunca tinha ouvido. O nome, é Television.
8 - The Juliet Letters - Elvis Costello & Brodsky Quartet - Esse foi uma recomendação do Pedro, primo do Tiago. É um disco do Elvis Costello acompanhado pelo Brodsky Quartet, que é um quarteto de cordas muito bom, e que tem uns trabalhos meio experimentais também.
9 - Pink Flag - Wire - Depois da terceira vez que vieram me perguntar se era Wire quando eu tava ouvindo Gang of Four, eu resolvi ver qual era.
10 - Okie From Muskogee - Merle Haggard - Essa é uma canção antológica exaltando as virtudes do Povo de Muskogee, Oklahoma, USA. Leo e William tinham me falado dessa música há muito tempo, mas não sabia que o original era do Merle Haggard. Aproveitei e baixei uma versão do Hank Williams III com o Melvins.
11 - What Makes a Man Start Fires? - minutemen - Todo mundo deveria ter um disco do minutemen em casa.
21.3.04
É isso aí
Dá-se por encerrada a temporada 2003-2004 da unidade móvel de gravação do Núcleo de Etnomusicologia da UFPE. Só de estrada, foram uns 5.000 Km, e eu dirigi cada um deles. Fora São Luís e Belém do Pará. Umas cinquenta horas de gravação. E a gente ainda tem que mixar tudo. Em compensação, no segundo semestre tem mais.
17.3.04
Formou
Pois é, depois de algumas consultas a diferentes setores da população, além da enquete realizada por meio deste, o conselho jedi decidiu por bem marcar a confraternização do meu aniversário no Bar do Guaiamum Treloso, na quinta-feira da semana corrente - amanhã, digamos assim, a partir das 19:00h. A cerveja é Primus, mas depois do segundo copo ninguém se importa de verdade com isso, e tem caipirinha de Pitú Gold.
O motivo principal da escolha deveu-se ao fato de no Real as pessoas terem que pagar couvert de voz e violão ou alguma outra coisa pior. Então vamos pro Guaiamum, que se tiver quórum a gente até escolhe o som (é chute meu, mas não custa tentar). Se não, a gente conversa alto.
No mais, é isso aí. Avisem a família e os amigos. A primeira grade é por minha conta.
O motivo principal da escolha deveu-se ao fato de no Real as pessoas terem que pagar couvert de voz e violão ou alguma outra coisa pior. Então vamos pro Guaiamum, que se tiver quórum a gente até escolhe o som (é chute meu, mas não custa tentar). Se não, a gente conversa alto.
No mais, é isso aí. Avisem a família e os amigos. A primeira grade é por minha conta.
15.3.04
Eu desisto
Olha só. Eu estou pensando em marcar um lugar para confraternizar com os amigos na quinta-feira, véspera do meu aniversário. Não vai ser na sexta porque na sexta eu vou viajar de novo.
Só que eu não consigo decidir um lugar para marcar a tal confraternização. Então resolvi entregar para as pessoas que porventura passarem por aqui, e o resultado vai ser obtido por voto direto. Abaixo eu relacionei os três finalistas principais:
1. Guaiamum Treloso: A opção mais barata de cerveja, acredito. Tem petiscos bacanas, mas pra mim mesmo, só batata-frita.
2. Bar Real: Tem mais petiscos, mas aparentemente a cerveja é um pouco mais cara.
3. Fiteiro: Tem muito mais petiscos, mas é muito mais caro.
Se a opção for entre os items 1 ou 2 eu apresentarei uma grade para a rapaziada. No 3 eu não vou poder apresentar nada. O que já é, de certa forma, uma pré-seleção. Então escolham e votem aí. Se alguém tiver alguma idéia genial de bar com cerveja barata, perto de casa e que ofereça petiscos compatíveis comigo e outros lactovegetarianos que porventura apareçam, sugestões são bem-vindas.
De qualquer forma, é quinta, a partir das 19:00h.
Só que eu não consigo decidir um lugar para marcar a tal confraternização. Então resolvi entregar para as pessoas que porventura passarem por aqui, e o resultado vai ser obtido por voto direto. Abaixo eu relacionei os três finalistas principais:
1. Guaiamum Treloso: A opção mais barata de cerveja, acredito. Tem petiscos bacanas, mas pra mim mesmo, só batata-frita.
2. Bar Real: Tem mais petiscos, mas aparentemente a cerveja é um pouco mais cara.
3. Fiteiro: Tem muito mais petiscos, mas é muito mais caro.
Se a opção for entre os items 1 ou 2 eu apresentarei uma grade para a rapaziada. No 3 eu não vou poder apresentar nada. O que já é, de certa forma, uma pré-seleção. Então escolham e votem aí. Se alguém tiver alguma idéia genial de bar com cerveja barata, perto de casa e que ofereça petiscos compatíveis comigo e outros lactovegetarianos que porventura apareçam, sugestões são bem-vindas.
De qualquer forma, é quinta, a partir das 19:00h.
13.3.04
Thirty, here I come
Com certeza é por causa do meu aniversário, mas eu estou cada vez mais me dando conta da minha idade. Não necessariamente da minha idade numérica, que essa pouca diferença faz, se eu já tenho 28 ou se eu ainda tenho 27, mas digamos assim da idade mental e física. É verdade que já faz tempo que eu estou implementando pequenas mudanças no meu estilo de vida pra cuidar da saúde mesmo, entre elas diminuir drasticamente o meu consumo de bebidas alcoólicas - estou pensando me abster completamente de novo, e por um período mais longo, desta vez - e melhorar a minha alimentação. É um processo lento e que exige paciência, e também melhoraria muito se eu fizesse uns exercícios aqui e ali. Mas pra quem sempre foi preguiçoso, comia cupim com farofa aos quilos e bebia como um peixe, eu acho que já melhorei bastante.
Mas o meu objetivo aqui não é descrever como vou tornar-me um trintão sarado. Até porque o meu objetivo também não é esse. Eu resolvi falar sobre isso porque hoje é sábado à noite, e eu voluntariamente optei por ficar em casa com a minha filha, quando poderia deixá-la com qualquer uma das avós - ambas se pronunciaram a favor - e cair na gréia. Não só eu fiz isso de vontade própria e sem sofrer qualquer tipo de pressão, como eu estou achando o maior barato. Aí eu vou terminar de escrever aqui, pegar o livro do José Saramago que eu estou lendo, terminar as poucas páginas que faltam, e começar o próximo livro do José Saramago que eu dei pra minha mãe e acho que ela só leu o comecinho - pelo menos é aonde ficou marcado.
E eu não estou, sinceramente, sentindo muita falta de estar por aí. Pode ser que eu esteja mesmo ficando velho, e em ficando velho, também ficando chato. Mas não é que eu nunca mais queira sair pelos lugares e encontrar os amigos, passear com a namorada, ver shows de rock e jogar sinuca. O fato é que eu não estou me coçando por estar em casa, coisa que acontecia frequentemente nos sábados à noite em que, por um motivo ou por outro, eu não podia sair.
Inclusive, acreditem os que ainda não passaram por isso, esse é uma das coisas que passam logo pela sua cabeça ao saber que você vai ser pai (ou mãe) pela primeira vez: "Putz, eu vou deixar de sair como antes". Óbvio, é a pessoa pensando sobre uma vida que ela nunca mais vai ter, mas que também ainda não sabe das alegrias que essa vida literalmente nova vai lhe proporcionar. Acho que em parte, eu estou feliz no meu sabadão caseiro por causa disso. Também porque é o primeiro sábado em muito tempo que eu tenho pra ficar só com Júlia e não me preocupar com absolutamente mais nada.
E aí de vez em quando eu vou ali dar uma olhada se ela está dormindo bem. É o bicho.
Mas o meu objetivo aqui não é descrever como vou tornar-me um trintão sarado. Até porque o meu objetivo também não é esse. Eu resolvi falar sobre isso porque hoje é sábado à noite, e eu voluntariamente optei por ficar em casa com a minha filha, quando poderia deixá-la com qualquer uma das avós - ambas se pronunciaram a favor - e cair na gréia. Não só eu fiz isso de vontade própria e sem sofrer qualquer tipo de pressão, como eu estou achando o maior barato. Aí eu vou terminar de escrever aqui, pegar o livro do José Saramago que eu estou lendo, terminar as poucas páginas que faltam, e começar o próximo livro do José Saramago que eu dei pra minha mãe e acho que ela só leu o comecinho - pelo menos é aonde ficou marcado.
E eu não estou, sinceramente, sentindo muita falta de estar por aí. Pode ser que eu esteja mesmo ficando velho, e em ficando velho, também ficando chato. Mas não é que eu nunca mais queira sair pelos lugares e encontrar os amigos, passear com a namorada, ver shows de rock e jogar sinuca. O fato é que eu não estou me coçando por estar em casa, coisa que acontecia frequentemente nos sábados à noite em que, por um motivo ou por outro, eu não podia sair.
Inclusive, acreditem os que ainda não passaram por isso, esse é uma das coisas que passam logo pela sua cabeça ao saber que você vai ser pai (ou mãe) pela primeira vez: "Putz, eu vou deixar de sair como antes". Óbvio, é a pessoa pensando sobre uma vida que ela nunca mais vai ter, mas que também ainda não sabe das alegrias que essa vida literalmente nova vai lhe proporcionar. Acho que em parte, eu estou feliz no meu sabadão caseiro por causa disso. Também porque é o primeiro sábado em muito tempo que eu tenho pra ficar só com Júlia e não me preocupar com absolutamente mais nada.
E aí de vez em quando eu vou ali dar uma olhada se ela está dormindo bem. É o bicho.
12.3.04
32665980
Eu acabei de gastar mais de meia hora pendurado no teleatendimento da Telemar pra 'estar efetuando' o cancelamento desta linha cujo número encontra-se acima. Meia hora pro cara me perguntar duzentas vezes se eu não vou 'estar querendo' mudar para um plano de cartão no qual eu não vou 'estar tendo' nenhum gasto adicional e eu dizer que eu não faço a menor questão de ter mais uma linha telefônica na minha casa.
Aí depois disso ele ainda pergunta se eu não vou 'estar querendo' mudar essa linha de endereço por apenas dezessete reais, quando o custo normal é setenta e três, presenteando um amigo com uma linha novinha. Aí eu quase mandei, sério mesmo. Imagina que tipo de amigo seria eu de presentear alguém com uma linha que demora mais de meia hora para 'estar cancelando'?
Aí depois disso ele ainda pergunta se eu não vou 'estar querendo' mudar essa linha de endereço por apenas dezessete reais, quando o custo normal é setenta e três, presenteando um amigo com uma linha novinha. Aí eu quase mandei, sério mesmo. Imagina que tipo de amigo seria eu de presentear alguém com uma linha que demora mais de meia hora para 'estar cancelando'?
11.3.04
Apontamentos
1. Quando você pode fazer quase qualquer coisa, fica muito mais difícil escolher o que fazer. Agora que eu terminei o meu trabalho e mandei, estou precisando organizar uma lista de coisas que eu quero fazer, pra não ficar simplesmente fazendo nada o tempo todo. Se bem que não fazer nada é uma das coisas que eu prometi a mim mesmo que ia fazer com mais frequência.
2. Eu nunca gostei de mouse pad. Agora tem um aqui que a gente ganhou da velox. Eu estou usando, porque ele gera uma área maior de deslizamento, dado que o mouse está numa mesa cheia de azulejos. Mas fica acumulando suor da mão, é uma agonia.
3. Desde antes do carnaval a bomba d'agua aqui do prédio está dando pau. Tem hora que sobre água pra caixa, tem hora que não sobe. É um saco. Eu já estou a dois segundos de mandar o dono do prédio, a secretária dele, o cara que faz a manutenção, e de lambuja o vizinho de baixo, tudinho tomar no cu. E botar na justiça. É bom que eu já boto a Telemar também e, sei lá, o Bompreço.
4. Por sinal, temos vizinhos novos. O cara que eu já vi não pinta mechas no cabelo que nem o vizinho anterior. Mas também não sei qual é a proposta. Agora que o vizinho novo não sou eu, eu estou naquela apreensão de "o que será que me aguarda?".
2. Eu nunca gostei de mouse pad. Agora tem um aqui que a gente ganhou da velox. Eu estou usando, porque ele gera uma área maior de deslizamento, dado que o mouse está numa mesa cheia de azulejos. Mas fica acumulando suor da mão, é uma agonia.
3. Desde antes do carnaval a bomba d'agua aqui do prédio está dando pau. Tem hora que sobre água pra caixa, tem hora que não sobe. É um saco. Eu já estou a dois segundos de mandar o dono do prédio, a secretária dele, o cara que faz a manutenção, e de lambuja o vizinho de baixo, tudinho tomar no cu. E botar na justiça. É bom que eu já boto a Telemar também e, sei lá, o Bompreço.
4. Por sinal, temos vizinhos novos. O cara que eu já vi não pinta mechas no cabelo que nem o vizinho anterior. Mas também não sei qual é a proposta. Agora que o vizinho novo não sou eu, eu estou naquela apreensão de "o que será que me aguarda?".
10.3.04
Outra lista antes de dormir, com direito a jogo dos sete erros sendo que é um só.
Dez músicas que obrigatoriamente deveriam estar em algum filme:
1 - Vera Lynn - We'll meet again (eu sei que já está em vários, mas podia ser usada em outro contexto que não o da segunda guerra mundial).
2 - Dinosaur Jr - Alone (era bom numa cena de tiroteio).
3 - Doiseumimdoisema - Epilético (em qualquer cena, seria a melhor escolha do mundo).
4 - Dolly Parton - Jolene (numa cena de hospital decadente).
5 - Big Star - The Ballad of El Goodo (em um contexto romântico, só que era pra tocar toda, que tem umas mudanças muito bonitas).
6 - Marcelo Birck - Surf Atonal (numa cena de ação).
7 - Big Star / Son Volt - Holocaust (numa cena deprê que nem a que a música descreve).
8 - Neil Young - Don't let it bring you down (numa cena do cara sentado no sofá).
9 - Lee Hazlewood - The Ballad of Lucy Jordan (numa cena de supermercado).
10 - Qualquer versão de "Cavalo Velho" numa cena de sexo.
É isso aí. Boa noite.
1 - Vera Lynn - We'll meet again (eu sei que já está em vários, mas podia ser usada em outro contexto que não o da segunda guerra mundial).
2 - Dinosaur Jr - Alone (era bom numa cena de tiroteio).
3 - Doiseumimdoisema - Epilético (em qualquer cena, seria a melhor escolha do mundo).
4 - Dolly Parton - Jolene (numa cena de hospital decadente).
5 - Big Star - The Ballad of El Goodo (em um contexto romântico, só que era pra tocar toda, que tem umas mudanças muito bonitas).
6 - Marcelo Birck - Surf Atonal (numa cena de ação).
7 - Big Star / Son Volt - Holocaust (numa cena deprê que nem a que a música descreve).
8 - Neil Young - Don't let it bring you down (numa cena do cara sentado no sofá).
9 - Lee Hazlewood - The Ballad of Lucy Jordan (numa cena de supermercado).
10 - Qualquer versão de "Cavalo Velho" numa cena de sexo.
É isso aí. Boa noite.
Rápido demais da conta
Finalmente chegou o velox na minha casa. Eu já devo ter baixado uns dois giga de Neil Young.
4.3.04
Literatura de banheiro
As pessoas deveriam levar mais a sério o hábito de ler no banheiro. Ou levar mais a sério o fato de que as pessoas têm o hábito de ler no banheiro, e trocar o repertório de revistas. Eu me dei conta disso hoje, quando eu li pela enésima vez uma TPM com o Marcelo Antony na capa que tem no banheiro da bisavó de Júlia. Inicialmente, eu nem acreditei que essa revista ainda estava lá. Mas, como hábito é hábito, peguei e li mais uma vez.
3.3.04
Acabou, tan dan dan
E lá vai a dissertação via DHL para o país de Gales, resolver essa pendenga. Agora o mundo é só alegria.
20.2.04
Carnaval 2005
Provavelmente todas as minhas participações aqui durante o período momesco vão ser todas manifestações do velho ranzinza que vive dentro de mim e se manifesta através da minha barba, então dêem um desconto. Mas como esse vai ser o terceiro carnaval na sequência que eu não brinco de verdade, eu estou bem ranzinza mesmo, enquanto o mundo lá fora se prepara pra folia.
Mas eu baixei o Rainy Day Music do Jayhawks, e estou baixando o #1 do Big Star. Eu não preciso de ninguém.
Mas eu baixei o Rainy Day Music do Jayhawks, e estou baixando o #1 do Big Star. Eu não preciso de ninguém.
19.2.04
Preguiça e prazos
São os motivos que tem me mantido longe do blog e da lâmina de barbear. Falta uma semana e um dia, e depois disso, ainda que não titulado, serei uma pessoa mais sossegada. E vou fazer a barba, também. Carnaval, assim, folia, só em 2005. Mas eu posso esperar.
11.2.04
Prazeres incomensuráveis da vida moderna
Depois do Blog do Léo Jaime, estou descobrindo aos poucos a fantástica coluna da Maitê Proença na revista Época. O meu pai é assinante, e a gente ainda não deu um jeito de não receber essas benditas, tipo trocar o endereço de entrega. Aí, invariavelmente eu abro e leio a afamada revista, e lá dentro encontro a coluna da Maitê, na página oposta a uma outra coluna chamada "As garotas que dizem Ni".
Esses artistas são mesmo multifacetados. Quando, nos tempos idos de Dona Beija - em que a gente ficava assistindo tv escondido pra ver se ela pagava um peitinho - iria eu imaginar a presença da douta senhora Proença numa revista não masculina, em que ela desempenhasse um papel que não o de despir-se para as lentes de um fotógrafo. Tempos depois, tive a honra de vê-la em pessoa pegando uma fila no show do Paul McCartney no maracanã. Constatei que a Maitê é uma dessas pessoas que as outras costumam a chamar de tampinha. Sério, ela é baixinha mesmo.
Por sorte, nessa época eu ainda não tinha ouvido o boato de que a atriz era detentora de um hálito terrível, e que se a gente percebesse bem, veríamos que os galãs das novelas com quem ela contracenava sempre tinham que tomar um ar antes das cenas assim mais de pertinho. Eu morro de medo de mau hálito. Um dia se eu encontrar o Tony Ramos na rua eu pergunto.
Mas a coluna é um barato. Na dessa semana ela narra, entre outras coisas, um episódio passado no Marrocos, ocasião na qual, após ingerir uns afrodisíacos muito loucos e misteriosos, findou por passar a noite sofrendo de calor na bacurinha. Em outra, problemas causados por não saber falar a língua alheia levaram a então moça a abandonar uma mochila na Berlin então Oriental. Uma vez em Amsterdam ela abriu a porta do banheiro e tinha um holandês peladão fazendo a barba. Nossa senhora. Fosse um japonês o susto era menor.
Esses artistas são mesmo multifacetados. Quando, nos tempos idos de Dona Beija - em que a gente ficava assistindo tv escondido pra ver se ela pagava um peitinho - iria eu imaginar a presença da douta senhora Proença numa revista não masculina, em que ela desempenhasse um papel que não o de despir-se para as lentes de um fotógrafo. Tempos depois, tive a honra de vê-la em pessoa pegando uma fila no show do Paul McCartney no maracanã. Constatei que a Maitê é uma dessas pessoas que as outras costumam a chamar de tampinha. Sério, ela é baixinha mesmo.
Por sorte, nessa época eu ainda não tinha ouvido o boato de que a atriz era detentora de um hálito terrível, e que se a gente percebesse bem, veríamos que os galãs das novelas com quem ela contracenava sempre tinham que tomar um ar antes das cenas assim mais de pertinho. Eu morro de medo de mau hálito. Um dia se eu encontrar o Tony Ramos na rua eu pergunto.
Mas a coluna é um barato. Na dessa semana ela narra, entre outras coisas, um episódio passado no Marrocos, ocasião na qual, após ingerir uns afrodisíacos muito loucos e misteriosos, findou por passar a noite sofrendo de calor na bacurinha. Em outra, problemas causados por não saber falar a língua alheia levaram a então moça a abandonar uma mochila na Berlin então Oriental. Uma vez em Amsterdam ela abriu a porta do banheiro e tinha um holandês peladão fazendo a barba. Nossa senhora. Fosse um japonês o susto era menor.
9.2.04
O presente ideal
Todo ano, as pessoas ficam em dúvida sobre o que me dar no dia do meu aniversário. Esse ano eu resolvi inovar, e tenho uma proposta a fazer, todo mundo se junta, entra com uma graninha, e me manda pra:
iggy pop + the stooges
watt gets the incredible honor of adding bass to the lendary team of
iggy and the asheton brothers in some re-ignited stooge fury!
friday, march 19
as part of the magic rock out festival!
at the osaka atc hall (asia and pacific trade center)
2-1-10 minami-kohoku, suminoe-ku
osaka, japan
06-6615-5006 (phone #)
Eu não vou estar presente para comemorar a data com a rapaziada, mas vou ser eternamente grato...
iggy pop + the stooges
watt gets the incredible honor of adding bass to the lendary team of
iggy and the asheton brothers in some re-ignited stooge fury!
friday, march 19
as part of the magic rock out festival!
at the osaka atc hall (asia and pacific trade center)
2-1-10 minami-kohoku, suminoe-ku
osaka, japan
06-6615-5006 (phone #)
Eu não vou estar presente para comemorar a data com a rapaziada, mas vou ser eternamente grato...
8.2.04
Domingo é todo alegria
O sol finalmente deu o ar de sua graça para a alegria dos turistas e entusiastas das atividades de veraneio em geral. Eu, que nesse momento me encaixo na segunda categoria, estou controlando o impulso de mandar tudo à merda e ir para a praia numa boa, até agora. Talvez porque hoje qualquer praia em um raio de duzentos kilometros de Recife estará totalmente ocupada pela rapaziada que quer por o bronze em dia. Tamb?m porque praia no domingo é sempre uma proposta meio trabalhosa, mas principalmente porque eu tenho coisa mais importante pra fazer. Mas isso só dura até a semana pós, depois seja o que Deus e a banca lá do País de Gales quiserem.
Demora um tempo para você aprender que lidar com as vicissitudes do destino não é puro e simples conformismo, mas o exercício da capacidade de viver o que é, e não o que poderia ser. Eu sou um partidério ferrenho de que, apesar de termos a capacidade de escolher e decidir, nada do que acontece acontece por acaso. De forma que não existem acidentes, imprevistos, et coeteras e tais, tudo que acontece em nossas vidas tem um motivo de existir. A gente tende a reconhecer mais isso nos momentos de alegria extrema, mas nunca nos momentos de incerteza ou de perda. Não que seja fácil, mas é importante.
Agora porque eu estou discutindo essas coisas num domingo de manhã, eu não sei. Talvez porque eu esteja encarando esse mestrado dessa forma, ou seja, se for pra eu levar agora, eu levo, se não, ou vai ser em outro momento, ou nunca. Mas vai ser no momento em que tiver de ser, e não adianta espernear.
Amanhã começam as aulas de Júlia, e eu estou muito alegre com isso. Uniformes, livrinhos, bolsa, já tá tudo pronto. Ai tem aquela foto clássica do primeiro dia de aula, a expectativa em torno do chora / não chora, e depois as novidades. Silvia está mais ansiosa do que eu, e Júlia obviamente não está nem aí. Quando ela descobrir o que armaram pra ela, já vai ser tarde demais e ela vai estar pensando no que fazer pra vestibular.
Demora um tempo para você aprender que lidar com as vicissitudes do destino não é puro e simples conformismo, mas o exercício da capacidade de viver o que é, e não o que poderia ser. Eu sou um partidério ferrenho de que, apesar de termos a capacidade de escolher e decidir, nada do que acontece acontece por acaso. De forma que não existem acidentes, imprevistos, et coeteras e tais, tudo que acontece em nossas vidas tem um motivo de existir. A gente tende a reconhecer mais isso nos momentos de alegria extrema, mas nunca nos momentos de incerteza ou de perda. Não que seja fácil, mas é importante.
Agora porque eu estou discutindo essas coisas num domingo de manhã, eu não sei. Talvez porque eu esteja encarando esse mestrado dessa forma, ou seja, se for pra eu levar agora, eu levo, se não, ou vai ser em outro momento, ou nunca. Mas vai ser no momento em que tiver de ser, e não adianta espernear.
Amanhã começam as aulas de Júlia, e eu estou muito alegre com isso. Uniformes, livrinhos, bolsa, já tá tudo pronto. Ai tem aquela foto clássica do primeiro dia de aula, a expectativa em torno do chora / não chora, e depois as novidades. Silvia está mais ansiosa do que eu, e Júlia obviamente não está nem aí. Quando ela descobrir o que armaram pra ela, já vai ser tarde demais e ela vai estar pensando no que fazer pra vestibular.
6.2.04
Aqueles dias
Voltar disco do backup pro computador. Pedir feijão macassar em Galego pra comer com salada. Dar uma olhada pra ver se tem que mudar de fita. Escrever alguma coisa no Blog pro povo não achar que eu morri. Fazer playback pra o Várzea cantar na televisão. Passagem de som. Show do Vamoz.
Eu me inspirei no Léo Jaime pra escrever o parágrafo acima. Obrigado pelas felicitações relativas ao prêmio. O pessoal vai tentar fazer uma temporada nova da peça com apoio do dinheiro da Lei Rouanet ou Funcultura. Se rolar, a gente vai fazer uma prensagem com algumas cópias da trilha e mais algumas patilhas que eu vou inventar pra ter bonus track no CD. E eu finalmente peguei o troféu.
Eu me inspirei no Léo Jaime pra escrever o parágrafo acima. Obrigado pelas felicitações relativas ao prêmio. O pessoal vai tentar fazer uma temporada nova da peça com apoio do dinheiro da Lei Rouanet ou Funcultura. Se rolar, a gente vai fazer uma prensagem com algumas cópias da trilha e mais algumas patilhas que eu vou inventar pra ter bonus track no CD. E eu finalmente peguei o troféu.
4.2.04
O outro troféu
E então eu estava encarando aquela fila do Banco do Brasil, quando a Tia Malu me ligou pra avisar que tinha dado no jornal que o ganhador lá do negócio fui eu. Eu achei muito engraçado, mas na verdade eu nem sei o que pensar disso. Acho que é o primeiro troféu que eu ganho na vida, prêmio ou essas coisas. Então é legal. Mas eu soube disso tão em cima da hora que não deu nem pra criar expectativas. E não é exatamente um Grammy ou um Oscar. Mas eu curti, estou feliz com o meu troféu. Que por sinal eu ainda não peguei, vou passar na produtora amanhã pra buscar.
Por sinal, quem recebeu o troféu na minha ausência foi o Paulo de Pontes, que também ganhou um prêmio de melhor ator pelo trabalho dele n'A Caravana. O Paulo é o cidadão que faz aqueles comerciais da Italiana, então a maioria das pessoas pode saber de quem eu estou falando.
Uma outra grande novidade é que ontem, no estúdio de Berna Choppman, o Bernardo do Superoutro - que é outro Bernardo, entendam - mostrou pra gente o blog do Léo Jaime. Imaginem. Eu coloquei um link aqui do lado. Vale a pena ver. De novo.
Por sinal, quem recebeu o troféu na minha ausência foi o Paulo de Pontes, que também ganhou um prêmio de melhor ator pelo trabalho dele n'A Caravana. O Paulo é o cidadão que faz aqueles comerciais da Italiana, então a maioria das pessoas pode saber de quem eu estou falando.
Uma outra grande novidade é que ontem, no estúdio de Berna Choppman, o Bernardo do Superoutro - que é outro Bernardo, entendam - mostrou pra gente o blog do Léo Jaime. Imaginem. Eu coloquei um link aqui do lado. Vale a pena ver. De novo.
3.2.04
É muito chão
Ontem a volta de Arcoverde debaixo de chuva não foi careta não. Em diversos momentos, visibilidade zero e a mão do Supremo levando a Parati com segurança até mais adiante. Por outro lado, a visão do sertão todo verdinho e cheio de água pra todo mundo é uma das melhores, a gente fica mal acostumado.
Soube também, por meio de um telefonema que eu não atendi, porque o celular tinha ficado no carro, que a trilha que eu fiz pr'A Caravana da Ilusão foi indicada ao prêmio Janeiro de Grandes Espetáculos na categoria "Trilha Sonora". Eu não devo ter ganho, senão alguém já teria me ligado, pois a entrega foi ontem e eu não pude ir por estar na estrada. De qualquer forma, só o fato da trilha ter entrado lá na lista dos indicados, já é um afago.
E vamos trabalhar.
Soube também, por meio de um telefonema que eu não atendi, porque o celular tinha ficado no carro, que a trilha que eu fiz pr'A Caravana da Ilusão foi indicada ao prêmio Janeiro de Grandes Espetáculos na categoria "Trilha Sonora". Eu não devo ter ganho, senão alguém já teria me ligado, pois a entrega foi ontem e eu não pude ir por estar na estrada. De qualquer forma, só o fato da trilha ter entrado lá na lista dos indicados, já é um afago.
E vamos trabalhar.
30.1.04
Troféu
O tópico cuecas rendeu o maior número de comentários até agora. Só podia mesmo. Mas eu queria dizer ao Jorge que a cueca dele dos Simpsons já foi lavada e está disponível para recolhimento na unidade Jardel.
29.1.04
Roupas de baixo
Eu uso cuecas samba-canção, exclusivamente, há alguns anos. Isso foi uma mudança radical na minha vida, a partir do dia em que eu me dei conta de que eu tinha vinte e tantos anos de idade, e ainda era a minha mãe que comprava as minhas cuecas. E que ainda por cima, eu não gostava de cuecas convencionais, eu sempre gostei mais de samba-canção, mas só tinha umas duas, que eu mesmo tinha ganho ou comprado.
Aí eu resolvi que eu gostava mesmo de cueca samba-canção e passei a comprar as minhas próprias cuecas. Muito bem.
Hoje, por um acaso do destino, eu estou usando uma cueca tradicional, daquelas que as pessoas aqui em Recife chamam Zorba - naquele mesmo processo do Cotonete, do Modess e do Bombril. Desde que eu fiz essa mudança, essa é a segunda vez que eu tenho que usar uma cueca dessas o dia inteiro, e eu estou mais certo do que nunca de que eu odeio cueca tipo sunga. É como se você passasse o dia com alguém segurando nas suas partes e apertando. É terrível.
Mas aí você vai me perguntar por que cargas d'água eu ainda tenho cuecas assim. A resposta não poderia ser outra: porque eu ganhei da minha mãe no Natal.
Aí eu resolvi que eu gostava mesmo de cueca samba-canção e passei a comprar as minhas próprias cuecas. Muito bem.
Hoje, por um acaso do destino, eu estou usando uma cueca tradicional, daquelas que as pessoas aqui em Recife chamam Zorba - naquele mesmo processo do Cotonete, do Modess e do Bombril. Desde que eu fiz essa mudança, essa é a segunda vez que eu tenho que usar uma cueca dessas o dia inteiro, e eu estou mais certo do que nunca de que eu odeio cueca tipo sunga. É como se você passasse o dia com alguém segurando nas suas partes e apertando. É terrível.
Mas aí você vai me perguntar por que cargas d'água eu ainda tenho cuecas assim. A resposta não poderia ser outra: porque eu ganhei da minha mãe no Natal.
28.1.04
Ligações. Ou elos.
Vim só botar uns sites novos aqui na esquerda. Tente descobrir quais. Eu descobri hoje que a Nancy Sinatra canta muito melhor que o pai.
27.1.04
Indo, voltando e correndo o tempo todo
Depois de um final de semana recheado de aventuras no sertão, com direito a carro atolado, Jurubeba e ainda um padre cantor de Petrolina - ou Petrolândia - tocando o "Vira de Jesus" num palco imenso, estou eu aqui de novo encarando a cruel tela do computador, associada à cruel realidade que eu tenho pouco menos de um mês para escrever uma dissertação de mestrado que agrade à banca lá do País de Gales.
Nesses momentos eu fico pensando porque eu inventei de fazer um trabalho sobre gravações de campo. Eu devia ter escolhido um filme mudo pra fazer a trilha, teria sido bem mais fácil, divertido e hoje eu já podia obrigar as pessoas a me chamarem de Mestre Zé. Mas não, eu tinha que botar o cu na reta e querer ser o Zé Bacanão que grava as coisas em campo e depois tem que se fuder pra explicar porque aquilo contribui de forma indescritível no que diz respeito ao desenvolvimento científico e ao bem da humanidade. Isso pra um punhado de galeses que provavelmente não estão nem aí pra quem pintou a zebra ou pro que sobrou da tinta.
E eu aqui com esse Microsoft Word que me abraça. Eu ainda nem sei aonde eu vou mixar essas coisas que eu vou mandar, ou o que eu vou dizer à guiza de justificativa. Mas vou mandar alguma coisa, eu tenho esse compromisso moral. Se colar, colou.
Nesses momentos eu fico pensando porque eu inventei de fazer um trabalho sobre gravações de campo. Eu devia ter escolhido um filme mudo pra fazer a trilha, teria sido bem mais fácil, divertido e hoje eu já podia obrigar as pessoas a me chamarem de Mestre Zé. Mas não, eu tinha que botar o cu na reta e querer ser o Zé Bacanão que grava as coisas em campo e depois tem que se fuder pra explicar porque aquilo contribui de forma indescritível no que diz respeito ao desenvolvimento científico e ao bem da humanidade. Isso pra um punhado de galeses que provavelmente não estão nem aí pra quem pintou a zebra ou pro que sobrou da tinta.
E eu aqui com esse Microsoft Word que me abraça. Eu ainda nem sei aonde eu vou mixar essas coisas que eu vou mandar, ou o que eu vou dizer à guiza de justificativa. Mas vou mandar alguma coisa, eu tenho esse compromisso moral. Se colar, colou.
21.1.04
A vida tem dessas coisas
Temos que escolher, em nossas vidas. Desde sapatos até empregos. A gente só não escolhe família e paixão. E pra cada escolha, e também pras coisas que a gente não escolhe mas a vida escolhe pra gente, existem consequências com as quais temos que lidar durante um bom tempo. Eu escolhi ser músico, trabalhar com música. Eu poderia ter sido engenheiro, médico, arquiteto, jornalista, ter feito concurso público, essas coisas de quem era bom aluno na escola. Mas eu resolvi que eu queria ser músico, e depois eu descobri que também gosto de ser técnico de gravação e de produzir discos.
Eu não troco a minha profissão por nenhuma outra. Gostaria, obviamente, de ganhar o bastante pra não ter que me preocupar com cheques voltando, ou de onde eu vou tirar dinheiro pra pagar as contas que eu nem sempre pago. Mas eu não preciso ficar ligando o foda-se tantas vezes quanto uma pessoa que trabalha na receita federal precisa, por exemplo. Eu realmente gosto de todas as coisas que eu posso fazer pra ganhar dinheiro.
Agora, tem as desvantagens. Como por exemplo, ter que fazer o backup de um disco rígido de 120 Gigabytes pra ontem, usando um sistema que demora mais ou menos 3 horas pra copiar 10 Gb. Isso quer dizer que eu vou passar a noite trocando fitas de 10 Gb de três em três horas, e dormindo nos intervalos. Como eu sou adepto do sono longo e tranquilo, eu não vou me divertir muito fazendo isso. É uma daquelas coisas que a gente tem que administrar, a partir das escolhas que a gente faz. Isso e o liseu, no meu caso.
Eu não troco a minha profissão por nenhuma outra. Gostaria, obviamente, de ganhar o bastante pra não ter que me preocupar com cheques voltando, ou de onde eu vou tirar dinheiro pra pagar as contas que eu nem sempre pago. Mas eu não preciso ficar ligando o foda-se tantas vezes quanto uma pessoa que trabalha na receita federal precisa, por exemplo. Eu realmente gosto de todas as coisas que eu posso fazer pra ganhar dinheiro.
Agora, tem as desvantagens. Como por exemplo, ter que fazer o backup de um disco rígido de 120 Gigabytes pra ontem, usando um sistema que demora mais ou menos 3 horas pra copiar 10 Gb. Isso quer dizer que eu vou passar a noite trocando fitas de 10 Gb de três em três horas, e dormindo nos intervalos. Como eu sou adepto do sono longo e tranquilo, eu não vou me divertir muito fazendo isso. É uma daquelas coisas que a gente tem que administrar, a partir das escolhas que a gente faz. Isso e o liseu, no meu caso.
19.1.04
Shake my baby and pleeease bring her back
Tem uma música do Uncle Tupelo chamada New Madrid - o nome de uma cidade americana - que é uma canção de amor baseada numa analogia com uma história que rolou nessa cidade, em que um rio correu ao contrário, devido a um fenômeno fenomenal desses que acontecem. É do Anodyne, o último disco da banda, quando a banda já era praticamente a primeira formação do Wilco, mais o Jay Farrar, que deu um pitu na rapaziada e lavrou.
No disco quem canta é o Jay Farrar mesmo, mas eu tenho aqui no computador um mp3 do Jeff Tweedy tocando ela no violão num show solo, nesse caso específico num lugar chamado Lounge Ax, que vocês também podem baixar da internet. Tem várias músicas de toda a carreira dele, incluindo algumas músicas do YHF. No entanto, o mais legal desse mp3 é uma piadinha que o Jeff Tweedy conta antes de tocar a canção, na qual ele conta que estava tocando gaita em casa e o filho dele - com 4 anos então - comentou: "-Bob Dylan toca gaita, e papai toca gaita. Mas papai não é Bob Dylan". É um daqueles comentários geniais que só as crianças conseguem fazer, feito o Rei está nu e tal.
Toda vez que eu ouço essa piada eu lembro de Júlia, porque sempre que eu estou tocando alguma coisa em casa ela para o que está fazendo e vem pra junto de mim dizendo "qué tucá". É engraçado que na escaleta e na gaita ela fica cantando umas notinhas porque ela não entendeu ainda que você só precisa soprar. Mas ela está começando a entender como funciona tocar violão.
Isso me faz pensar que, nesse sentido, eu vou ser provavelmente um pai besta mesmo. Outro dia eu estava olhando uma bateria de brinquedo numa loja e descobri que o que estava realmente passando pela minha cabeça era quanto tempo faltava pra eu poder dar uma bateria pra ela. O mesmo vale pra qualquer tipo de brinquedo musical. Pior vai ser se ela tomar gosto mesmo, acho que eu vou me lombrar mais ainda do que eu já me lombro comprando bugingangas musicas pra mim.
Eu não sei, pode ser que ela resolva ser dentista, e aí eu não vou conseguir me divertir comprando maquininha de fazer obturação. Certo mesmo só que nem eu, nem Júlia, nem o Jeff Tweedy e muito menos o Spencer Miller somos o Bob Dylan.
No disco quem canta é o Jay Farrar mesmo, mas eu tenho aqui no computador um mp3 do Jeff Tweedy tocando ela no violão num show solo, nesse caso específico num lugar chamado Lounge Ax, que vocês também podem baixar da internet. Tem várias músicas de toda a carreira dele, incluindo algumas músicas do YHF. No entanto, o mais legal desse mp3 é uma piadinha que o Jeff Tweedy conta antes de tocar a canção, na qual ele conta que estava tocando gaita em casa e o filho dele - com 4 anos então - comentou: "-Bob Dylan toca gaita, e papai toca gaita. Mas papai não é Bob Dylan". É um daqueles comentários geniais que só as crianças conseguem fazer, feito o Rei está nu e tal.
Toda vez que eu ouço essa piada eu lembro de Júlia, porque sempre que eu estou tocando alguma coisa em casa ela para o que está fazendo e vem pra junto de mim dizendo "qué tucá". É engraçado que na escaleta e na gaita ela fica cantando umas notinhas porque ela não entendeu ainda que você só precisa soprar. Mas ela está começando a entender como funciona tocar violão.
Isso me faz pensar que, nesse sentido, eu vou ser provavelmente um pai besta mesmo. Outro dia eu estava olhando uma bateria de brinquedo numa loja e descobri que o que estava realmente passando pela minha cabeça era quanto tempo faltava pra eu poder dar uma bateria pra ela. O mesmo vale pra qualquer tipo de brinquedo musical. Pior vai ser se ela tomar gosto mesmo, acho que eu vou me lombrar mais ainda do que eu já me lombro comprando bugingangas musicas pra mim.
Eu não sei, pode ser que ela resolva ser dentista, e aí eu não vou conseguir me divertir comprando maquininha de fazer obturação. Certo mesmo só que nem eu, nem Júlia, nem o Jeff Tweedy e muito menos o Spencer Miller somos o Bob Dylan.
16.1.04
De volta
Eu passei essa semana ausente aqui desse espaço, por vários motivos. Geralmente, quando a nossa vida na internet não existe, é porque a nossa vida fora dela está um pouco bagunçada. Geralmente pra mim, pelo menos. E esse é o caso. Numa dessas puxadas de tapete que o destino nos dá, perdemos uma pessoa na família de uma forma inesperada, e como é de praxe no nosso ambiente familiar, nós continuamos fazendo o que precisávamos fazer, e o que passamos a precisar para lidar com essa situação toda.
É uma coisa complicada quando uma pessoa que foi uma referência pra você em várias coisas deixa de estar presente. Esse meu tio, o Zé Luís, foi uma das pessoas que mais me orientou em relação à vida profissional, acadêmica, me deu o violão que eu toco em casa, me apresentou o The Clash. Eu nunca tive um tio favorito, ou um amigo favorito, mas dentre todos os meus tios, era com o Zé que eu conversava melhor. O mais complicado é pensar que a gente nunca mais vai conversar ou tomar café - outra paixão em comum, além dos discos a granel.
No meu caso particular, nessa semana eu não consegui fazer nada direito. Nem pensar na vida, nem fazer o meu trabalho, nem nada. Melhor seria se eu tivesse ido pra Brasília ajudar as pessoas que estavam precisando. Não saí do canto, mesmo com tanta coisa pra fazer. Ou talvez justamente porque eu tenha tanta coisa pra fazer. A vida devia ter um botão de pausa que a gente apertasse e todo mundo entendesse que você precisa mesmo.
Mas como diz Júlia, que tanto tem me ensinado sobre os mistérios da vida, vamos simbola.
É uma coisa complicada quando uma pessoa que foi uma referência pra você em várias coisas deixa de estar presente. Esse meu tio, o Zé Luís, foi uma das pessoas que mais me orientou em relação à vida profissional, acadêmica, me deu o violão que eu toco em casa, me apresentou o The Clash. Eu nunca tive um tio favorito, ou um amigo favorito, mas dentre todos os meus tios, era com o Zé que eu conversava melhor. O mais complicado é pensar que a gente nunca mais vai conversar ou tomar café - outra paixão em comum, além dos discos a granel.
No meu caso particular, nessa semana eu não consegui fazer nada direito. Nem pensar na vida, nem fazer o meu trabalho, nem nada. Melhor seria se eu tivesse ido pra Brasília ajudar as pessoas que estavam precisando. Não saí do canto, mesmo com tanta coisa pra fazer. Ou talvez justamente porque eu tenha tanta coisa pra fazer. A vida devia ter um botão de pausa que a gente apertasse e todo mundo entendesse que você precisa mesmo.
Mas como diz Júlia, que tanto tem me ensinado sobre os mistérios da vida, vamos simbola.
9.1.04
Discos e mais discos, II (ou III)
Um dos maiores problemas de se ter muitos discos é aquela sensação de que existe ali, no meio daquela profusão de nomes e estilos, alguma coisa à qual você ainda não deu o devido valor. Eu estou aproveitando a minha mudança pra resolver esse problema. Como a gente não alugou um super-caminhão que trouxe tudo de uma vez, até porque precisávamos ver primeiro o que cabe aqui nessa casa, eu estou trazendo meus discos aos pouquinhos. Aí eles ficam numa caixa, e só sai da caixa direto pro tocador.
No momento, eu estou ouvindo um disco que já recebeu toda a atenção que poderia, o Arise do Sepultura. Esse foi o disco que botou o Sepultura no mundo, e também consolidou a posição dos caras como Bam-bam-bans do metal nacional. Eu me lembro de um mini-especial que a MTV fez com aquele show que eles fizeram em frente ao Pacaembu, em que morreu gente e tudo mais, e do clipe de Orgasmatron que saiu desse mesmo especial.
Os quatro caras ainda eram magrinhos, o cabelo do Paulo ainda parecia um Poodle gigante, mas eles já tinham moral pra deixar o Slayer dormindo mais preocupado. No Brasil então, não tinha parelha, nem de longe, por mais que o Sarcófago tentasse fingir que não estava nem aí. E o empresário dos caras na época, por mais absurdo que isso possa parecer, era o Miranda.
Esse disco é o último em que o Sepultura seguiu as diretrizes do metal vigentes na época, como as introduções com tecladinhos, as milhares de partes em uma música só, e os solos caretinhas. As letras descrevendo cenários apocalípticos. Sim, e a falta de baixo na mixagem. Depois eles resolveram arregaçar as mangas e fazer um dos melhores discos de todos os tempos, e também morar fora do país. Mas o Arise marcou época, e até hoje concorre pau a pau com qualquer disco do Bob Marley onde quer que o vinho carreteiro esteja à venda.
Marcou época mesmo. Todo mundo que pegava num violão nos idos de 91 / 92 tocava o riff de Orgasmatron antes de passar pra qualquer outra coisa. Eu mesmo cantarolo volta e meia a introdução de "Murder". Hoje o Sepultura não é tão bom quanto poderia ser, tampouco o Soulfly é uma banda tão legal quanto o Sepultura já foi. A banda brasileira de metal mais respeitada no exterior é o Angra, e todo mundo está bem mais gordo. Qual é o próximo disco mesmo?
No momento, eu estou ouvindo um disco que já recebeu toda a atenção que poderia, o Arise do Sepultura. Esse foi o disco que botou o Sepultura no mundo, e também consolidou a posição dos caras como Bam-bam-bans do metal nacional. Eu me lembro de um mini-especial que a MTV fez com aquele show que eles fizeram em frente ao Pacaembu, em que morreu gente e tudo mais, e do clipe de Orgasmatron que saiu desse mesmo especial.
Os quatro caras ainda eram magrinhos, o cabelo do Paulo ainda parecia um Poodle gigante, mas eles já tinham moral pra deixar o Slayer dormindo mais preocupado. No Brasil então, não tinha parelha, nem de longe, por mais que o Sarcófago tentasse fingir que não estava nem aí. E o empresário dos caras na época, por mais absurdo que isso possa parecer, era o Miranda.
Esse disco é o último em que o Sepultura seguiu as diretrizes do metal vigentes na época, como as introduções com tecladinhos, as milhares de partes em uma música só, e os solos caretinhas. As letras descrevendo cenários apocalípticos. Sim, e a falta de baixo na mixagem. Depois eles resolveram arregaçar as mangas e fazer um dos melhores discos de todos os tempos, e também morar fora do país. Mas o Arise marcou época, e até hoje concorre pau a pau com qualquer disco do Bob Marley onde quer que o vinho carreteiro esteja à venda.
Marcou época mesmo. Todo mundo que pegava num violão nos idos de 91 / 92 tocava o riff de Orgasmatron antes de passar pra qualquer outra coisa. Eu mesmo cantarolo volta e meia a introdução de "Murder". Hoje o Sepultura não é tão bom quanto poderia ser, tampouco o Soulfly é uma banda tão legal quanto o Sepultura já foi. A banda brasileira de metal mais respeitada no exterior é o Angra, e todo mundo está bem mais gordo. Qual é o próximo disco mesmo?
7.1.04
Futebol
Ontem eu estava pensando sobre a minha relação com o futebol. Eu acho que se todo mundo fizesse, em algum momento da vida, duas listas, uma com as coisas para as quais você nasceu, outra com aquelas em que nessa encarnação não vai dar, o futebol entraria, no meu caso, na segunda. Futebol realmente não é um dos meus talentos, em qualquer lugar que eu esteja em relação ao campo.
Não se trata, entretanto, de uma hojeriza ao esporte bretão - o que me faz lembrar que o tênis, o cricket e o badminton, por exemplo, também são esportes bretões. Eu gosto, de verdade, de futebol. Sou torcedor do Flamengo desde que eu me entendo por gente, e até antes disso, quando os membros interessados da sua família cuidam para que você não vá torcer pro Vasco ou pro Fluminense. Torço também pelo glorioso Leão da Ilha. Eu comemoro as vitórias destes dois times, e também do escrete nacional nas contendas pelo mundo, e a minha comemoração e emoção são genuínas.
Mas eu não entendo porra nenhuma de futebol. Primeiro que eu nunca consegui jogar. É bem verdade que eu nunca consegui jogar absolutamente nada que não fosse Atari e Sinuca. Até dominó eu jogo mal. Mas em um país onde as pessoas nascem com a bola no pé, você descobre que não nasceu pra coisa cedo. É uma daquelas coisas que as pessoas geralmente só precisam lidar na adolescência, acordar pra realidade que existem coisas que você não pode fazer. Comigo foi cedo, aos quatro, cinco anos. E o detalhe irônico é que meu avô jogava bola pra cacete, e eu sou o neto mais velho. Todos os netos dele ganharam uma bola de futebol e um uniforme do Flamengo no primeiro ano de vida. Quase todos os outros sabem o que fazer com o primeiro item.
Segundo é que, apesar de gostar de assistir a uma boa partida, eu não entendo de futebol. A única coisa que me diferencia da mulher média que assiste a um joguinho ocasional é que a minha atenção não está voltada para as coxas dos jogadores, e que eu realmente sei o que é impedimento. Eu até consigo explicar. Mas de resto eu não entendo merda nenhuma. Eu sempre achei que o Zico fosse centroavante, até outro dia. O máximo que eu chego ao enumerar a escalação de um dado time, como o Flamengo campeão do mundo, são quatro ou cinco jogadores.
Pra mim, pessoalmente, isso foi compensado de outras formas. Eu entendo bastante de várias outras coisas, pra mim é fácil manter uma conversação interessante por horas, intercalando assuntos diversos, desde que não se fale de futebol. Sobre o futebol eu não consigo nem teorizar. A sorte é que os meus amigos - todos entendedores da bola dentro e fora do campo - sabem disso, e quando o assunto é inevitável numa ou noutra mesa por aí, eu simplesmente assisto, mas já desisti de tentar aprender alguma coisa. Principalmente porque eu sempre acabo esquecendo.
Não se trata, entretanto, de uma hojeriza ao esporte bretão - o que me faz lembrar que o tênis, o cricket e o badminton, por exemplo, também são esportes bretões. Eu gosto, de verdade, de futebol. Sou torcedor do Flamengo desde que eu me entendo por gente, e até antes disso, quando os membros interessados da sua família cuidam para que você não vá torcer pro Vasco ou pro Fluminense. Torço também pelo glorioso Leão da Ilha. Eu comemoro as vitórias destes dois times, e também do escrete nacional nas contendas pelo mundo, e a minha comemoração e emoção são genuínas.
Mas eu não entendo porra nenhuma de futebol. Primeiro que eu nunca consegui jogar. É bem verdade que eu nunca consegui jogar absolutamente nada que não fosse Atari e Sinuca. Até dominó eu jogo mal. Mas em um país onde as pessoas nascem com a bola no pé, você descobre que não nasceu pra coisa cedo. É uma daquelas coisas que as pessoas geralmente só precisam lidar na adolescência, acordar pra realidade que existem coisas que você não pode fazer. Comigo foi cedo, aos quatro, cinco anos. E o detalhe irônico é que meu avô jogava bola pra cacete, e eu sou o neto mais velho. Todos os netos dele ganharam uma bola de futebol e um uniforme do Flamengo no primeiro ano de vida. Quase todos os outros sabem o que fazer com o primeiro item.
Segundo é que, apesar de gostar de assistir a uma boa partida, eu não entendo de futebol. A única coisa que me diferencia da mulher média que assiste a um joguinho ocasional é que a minha atenção não está voltada para as coxas dos jogadores, e que eu realmente sei o que é impedimento. Eu até consigo explicar. Mas de resto eu não entendo merda nenhuma. Eu sempre achei que o Zico fosse centroavante, até outro dia. O máximo que eu chego ao enumerar a escalação de um dado time, como o Flamengo campeão do mundo, são quatro ou cinco jogadores.
Pra mim, pessoalmente, isso foi compensado de outras formas. Eu entendo bastante de várias outras coisas, pra mim é fácil manter uma conversação interessante por horas, intercalando assuntos diversos, desde que não se fale de futebol. Sobre o futebol eu não consigo nem teorizar. A sorte é que os meus amigos - todos entendedores da bola dentro e fora do campo - sabem disso, e quando o assunto é inevitável numa ou noutra mesa por aí, eu simplesmente assisto, mas já desisti de tentar aprender alguma coisa. Principalmente porque eu sempre acabo esquecendo.
5.1.04
Acorda pra tomar gagau
A primeira segunda-feira do ano, e é aquela sensação de ressaca acumulada dos últimos quatro dias. Até pra mim, que não bebi. Fui andar na rua e vi o povo tendo que lidar com essa realidade, de que gente vai ter que enrolar de algum jeito até o carnaval...
4.1.04
Procurando um médico para a vaca beiço
Estou surfando a internet nesse domingo após o almoço. Procurando aqueles programas simples de geração de som que são super-divertidos de brincar em casa. Já, já eu vou tentar começar a escrever a minha dissertação de mestrado que tem que estar pronta em Março. Não estou tendo tanta sorte de achar coisas grátis. Parece que a era das coisas grátis está acabando mesmo. Mas sempre tem uns hackers amigos pra ajudar a rapaziada.
3.1.04
Miscêlania nº1, 2004. O post de ontem é mais bonito.
1 - Eu tenho lido muito o blog da Annie Mole sobre o Metrô de Londres. Provavelmente este e as histórias do Trigan Empire são as páginas em que eu tenho entrado toda vez que venho na internet. O que não é muito. Os textos mais recentes são sobre mapas do metro, e um dos exemplos que ela citou é engracadíssimo. Eu tinha colocado aqui, mas é grandão, então eu mandei pro fotolog. Olhem lá, o endereco é www.fotolog.net/recwiz.
2 - A minha irmã, Tia Malu, está organizando junto com uma rapaziada uma mostra de teatro chamada 200 nomes, nos dias 9, 10, 11, 16, 17, 18 do corrente no Atelier coletivo em Olinda - Rua de São Bento, onde foi o Engradado ano passado. Todo dia tem uma ou mais apresentações de grupos de teatro e também uma atração musical. Entre elas, estará este que vos escreve estas, com o Badminton - acústico, e esse projeto novo com Zyon e André. Vão no site (http://www.200nomes.cjb.net - eu esqueci o código pra fazer direito) da mostra e informem-se.
3 - Agora, moramos perto. Perto da casa e da escola de Júlia, perto dos estúdios. Eu nem lembrava mais como é isso.
2 - A minha irmã, Tia Malu, está organizando junto com uma rapaziada uma mostra de teatro chamada 200 nomes, nos dias 9, 10, 11, 16, 17, 18 do corrente no Atelier coletivo em Olinda - Rua de São Bento, onde foi o Engradado ano passado. Todo dia tem uma ou mais apresentações de grupos de teatro e também uma atração musical. Entre elas, estará este que vos escreve estas, com o Badminton - acústico, e esse projeto novo com Zyon e André. Vão no site (http://www.200nomes.cjb.net - eu esqueci o código pra fazer direito) da mostra e informem-se.
3 - Agora, moramos perto. Perto da casa e da escola de Júlia, perto dos estúdios. Eu nem lembrava mais como é isso.
2.1.04
Eu sou hoje o homem mais feliz do mundo
Minha filha hoje virou pra mim do nada e disse: "Papai, te amo, sabia?"
1.1.04
Coisas que eu quero fazer nesse e nos próximos anos (em qualquer ordem)
- Não ter mais medo de dizer "eu te amo".
- Levar Júlia no zoológico, na escola e não deixar ela esquecer que é a coisa mais linda desse mundo.
- Cuidar do meu irmão.
- Telefonar mais pra minha mãe.
- Não perder a fé de que as coisas vão se resolver.
- Deixar de frescura e ser feliz.
++++++++++++++++++++++++++
Acho que eu já estou me sentindo melhor. Ontem foi divertido, eu fiquei em casa com a família de Júlia - Syl foi pra uma festa - e acho que foi melhor do que ir me amontoar na praia ou ir pra uma super-festa. Até porque depois dos fogos eu já estava morrendo de sono porque tinha acordado cedo.
Mas na hora que Júlia falou com meu pai no telefone eu não segurei, caí no choro mesmo. Tem umas horas que não dá pra segurar.
- Levar Júlia no zoológico, na escola e não deixar ela esquecer que é a coisa mais linda desse mundo.
- Cuidar do meu irmão.
- Telefonar mais pra minha mãe.
- Não perder a fé de que as coisas vão se resolver.
- Deixar de frescura e ser feliz.
++++++++++++++++++++++++++
Acho que eu já estou me sentindo melhor. Ontem foi divertido, eu fiquei em casa com a família de Júlia - Syl foi pra uma festa - e acho que foi melhor do que ir me amontoar na praia ou ir pra uma super-festa. Até porque depois dos fogos eu já estava morrendo de sono porque tinha acordado cedo.
Mas na hora que Júlia falou com meu pai no telefone eu não segurei, caí no choro mesmo. Tem umas horas que não dá pra segurar.
31.12.03
Já vai tarde
Pra variar, eu estou deprimido com o final do ano. Sempre fico, desde guri. Nesse ano, que foi especialmente ruim, com a honrosa exceção de algumas poucas coisas muito boas, parece que está pior. Mas eu também sei que daqui a pouco passa. Tomara que as outras coisas ruins passem também.
Dessa forma, se alguém me vir por aí comemorando demais o fim de 2003, não estranhe. É que foi muito ruim mesmo.
Dessa forma, se alguém me vir por aí comemorando demais o fim de 2003, não estranhe. É que foi muito ruim mesmo.
23.12.03
Tu viu, Papai Noel?
E o fim do ano, irremediavelmente, chegou. As pessoas com quem eu converso estão pensando em suas resoluções de Ano-Novo, e desejando um Feliz Natal pra todos ao vivo e por e-mail. Eu ainda não tive tempo de pensar nas minhas resoluções para o Ano que entra, porque eu estou resolvendo um monte de coisas no final deste ano ainda.
Alugamos um apartamento em Casa Amarela, e a gente se muda amanhã. Vai ser uma mudança rápida e rasteira, até porque a gente ainda não sabe o que cabe no apartamento novo, que é pequeno. Então estamos levando camas, geladeira, fogão, essas coisas que você precisa mesmo. Também instalamos um velox, e quando eu conseguir recomeçar do zero esse computador, acho que vai ser bem decente a minha conexão caseira.
E como eu sei que eu não vou escrever de novo nem tão cedo, eu gostaria de aproveitar esse momento para desejar a todos os visitantes do quadrifonia momentos de alegria e regozijo nesse Natal e Ano-Novo. Que o espírito de fraternidade que se apossa de nós nesses dias continue valendo após a primeira quinzena de janeiro, e que de várias formas o Ano-Novo possa ser melhor do que este que termina. Boas Festas, e não bebam demais.
Alugamos um apartamento em Casa Amarela, e a gente se muda amanhã. Vai ser uma mudança rápida e rasteira, até porque a gente ainda não sabe o que cabe no apartamento novo, que é pequeno. Então estamos levando camas, geladeira, fogão, essas coisas que você precisa mesmo. Também instalamos um velox, e quando eu conseguir recomeçar do zero esse computador, acho que vai ser bem decente a minha conexão caseira.
E como eu sei que eu não vou escrever de novo nem tão cedo, eu gostaria de aproveitar esse momento para desejar a todos os visitantes do quadrifonia momentos de alegria e regozijo nesse Natal e Ano-Novo. Que o espírito de fraternidade que se apossa de nós nesses dias continue valendo após a primeira quinzena de janeiro, e que de várias formas o Ano-Novo possa ser melhor do que este que termina. Boas Festas, e não bebam demais.
18.12.03
Pela décima vez
Deve existir um ranking, em algum lugar, enumerando quais são os arquivos mais reutilizados na internet. Hoje eu me lembrei disso quando recebi um e-mail com uma foto da seleção argentina, especificamente uns seis jogadores, numa cobrança de falta onde eles estão fazendo a barreira. Os seis platinos atletas estão fazendo caras e bocas, e também protegendo o saco, no momento em que o jogador do outro time - que eu nunca cuidei de observar qual é - vai chutar a pelota.
Alguém muito esperto pegou essa foto e acrescentou bolsas - dessas de dondoca - nos antebraços dos rapazes, de forma que fica parecendo que a seleção argentina foi às compras. Ou pelo menos essa é a idéia. Um outro esperto no colocou bolsas, mas uma jovem loura pelada, dando a impressão de que nossos vizinhos não gostam muito da fruta.
Eu já recebi ambas as fotos umas trezentas vezes. Essas e uma que tem um urso polar de pernas pro ar, aparentemente depois de levar um baque na neve - com uma placa escrito "slippery when wet" ou coisa parecida. A do helicóptero com um tubarão pulando pra fora da água. Isso sem contar as desgraceiras que o povo manda com foto de criancinha deformada.
Agora me digam uma coisa. O que é que eu faço com tudo isso? A resposta óbvia nem cabe, pois arquivos digitais, intangíveis que são, não podem ser enfiados em lugar nenhum. Passar adiante eu não vou, porque meus amigos não merecem. Ninguém merece. As de criancinha eu faço uma busca rápida pra ver se confere, se a criança e o caso existem mesmo. Nunca dá positivo. Parece que os guris que precisam mesmo nunca aparecem nos meus e-mails.
Alguém muito esperto pegou essa foto e acrescentou bolsas - dessas de dondoca - nos antebraços dos rapazes, de forma que fica parecendo que a seleção argentina foi às compras. Ou pelo menos essa é a idéia. Um outro esperto no colocou bolsas, mas uma jovem loura pelada, dando a impressão de que nossos vizinhos não gostam muito da fruta.
Eu já recebi ambas as fotos umas trezentas vezes. Essas e uma que tem um urso polar de pernas pro ar, aparentemente depois de levar um baque na neve - com uma placa escrito "slippery when wet" ou coisa parecida. A do helicóptero com um tubarão pulando pra fora da água. Isso sem contar as desgraceiras que o povo manda com foto de criancinha deformada.
Agora me digam uma coisa. O que é que eu faço com tudo isso? A resposta óbvia nem cabe, pois arquivos digitais, intangíveis que são, não podem ser enfiados em lugar nenhum. Passar adiante eu não vou, porque meus amigos não merecem. Ninguém merece. As de criancinha eu faço uma busca rápida pra ver se confere, se a criança e o caso existem mesmo. Nunca dá positivo. Parece que os guris que precisam mesmo nunca aparecem nos meus e-mails.
16.12.03
Só daqui a muito tempo
Hoje eu estava conversando com o Zeca - do Superoutro - que a verdade sobre os nossos tempos só vai ser sabida daqui a muitos anos. Tome como exemplo todas as teorias sobre o desastre de onze de setembro de dois mil e um. Eu já ouvi todo tipo de teoria, das mais cabíveis às mais absurdas, sobre como e porque o acontecido aconteceu. A lista de possíveis culpados e envolvidos no ataque só não inclui Júlia porque ela ainda não tinha nascido. E agora é esse negócio do Saddam. Já disseram que ele já estava preso e também que esse não é ele, mas um dos inúmeros sósias. Vão apelar para o DNA do Ratinho. Mas e se o DNA de referência não for o do Saddam verdadeiro? E se ele era esperto mesmo?
Pensando sobre isso é que eu vejo que, se só hoje estamos descobrindo as verdadeiras cobras e lagartos sobre a ditadura, é provável que só daqui a uns trinta anos a verdade sobre toda essa safadeza venha à tona. Ou então, quem sabe, estamos testemunhando o nascimento de mais um grande mistério da humanidade, feito o assassinato do John Kennedy, a identidade de Jack, o Estripador ou o paradeiro atual do meu Arkology.
Pensando sobre isso é que eu vejo que, se só hoje estamos descobrindo as verdadeiras cobras e lagartos sobre a ditadura, é provável que só daqui a uns trinta anos a verdade sobre toda essa safadeza venha à tona. Ou então, quem sabe, estamos testemunhando o nascimento de mais um grande mistério da humanidade, feito o assassinato do John Kennedy, a identidade de Jack, o Estripador ou o paradeiro atual do meu Arkology.
14.12.03
O mundo e o Texas
Hoje fomos tocar na capital do Texas. O Texas é o estado da federação que fica acima daquele em que moramos, Pernambuco. Eu não me lembro mais quando nem exatamente porque começamos a nos referir à Paraíba como "O Texas", mas sei que a alcunha colou. Foi aquela diversão de sempre, e o som de hoje foi bastante honesto. O show do Vamoz, que tocou antes de nós, foi muito bom, e o nosso foi uma bosta. Não quero imaginar como estava na frente, mas no palco, ninguém ouviu nada ainda que estivesse tudo muito alto.
Falando em Texas, prenderam o Saddam e o texano que mora na Casa Branca está aproveitando a subida repentina de popularidade para ameaçar o mundo e se animar para a reeleição. Que coisa mais animadora. Por mais que a gente saiba que o poder de um presidente está limitado por todos os lados pelos interesses daqueles que o ajudaram a chegar ao poder, e que esses a gente nem põe nem tira, pelo menos através do sufrágio, a idéia de mais 4 anos de W. Bush me dá vontade de engrossar as fileiras dos exércitos do profeta. Não tem ONU pra embargar isso não?
Essa semana eu vim muito pouco à internet e aparentemente o que eu escrevi nessa minha passagem rápida desapareceu no limbo. Também não li os blogs de ninguém, nem respondi e-mail, foi uma verdadeira bagunça. Mas parece que apareceu um apartamento para irmos morar, acho que essa semana a gente fecha um contrato e tudo mais. Vai ser bacana se isso acontecer mesmo.
E lá vem o Natal. E o fim do ano. Eu não gosto de festas de fim-de-ano, mas estou muito feliz que este vai acabar.
Falando em Texas, prenderam o Saddam e o texano que mora na Casa Branca está aproveitando a subida repentina de popularidade para ameaçar o mundo e se animar para a reeleição. Que coisa mais animadora. Por mais que a gente saiba que o poder de um presidente está limitado por todos os lados pelos interesses daqueles que o ajudaram a chegar ao poder, e que esses a gente nem põe nem tira, pelo menos através do sufrágio, a idéia de mais 4 anos de W. Bush me dá vontade de engrossar as fileiras dos exércitos do profeta. Não tem ONU pra embargar isso não?
Essa semana eu vim muito pouco à internet e aparentemente o que eu escrevi nessa minha passagem rápida desapareceu no limbo. Também não li os blogs de ninguém, nem respondi e-mail, foi uma verdadeira bagunça. Mas parece que apareceu um apartamento para irmos morar, acho que essa semana a gente fecha um contrato e tudo mais. Vai ser bacana se isso acontecer mesmo.
E lá vem o Natal. E o fim do ano. Eu não gosto de festas de fim-de-ano, mas estou muito feliz que este vai acabar.
4.12.03
Stupid men on suits and ties
Estou no aeroporto de Brasília aguardando o embarque do meu voo de volta pra Recife. No momento estou testando os serviços do Wi-fi, um sistema de internet sem-fio que a Telemar aparentemente está implantando. Se não for de mentirinha, funciona mesmo, e rápido, e provavelmente vai custar os olhos da cara para nós mortais.
Esse avião não vai cair. Aparentemente, estamos eu, o Marco Maciel, o Ricardo Fiúza e o Humberto Costa todos na mesma aeronave, que está atrasada em mais ou menos duas horas. É muito vaso ruim pra quebrar de uma vez só, então eu estou tranquilo. Mas acho que o Ricardo Fiúza compra sempre duas passagens em companhias diferentes, pra se safar desses incômodos, com nosso precioso dinheiro. Vamos ver.
Por uma conjunção de fatores dessas que acontecem comigo volta e meia, eu tenho só dois reais no bolso, e vou precisar comer alguma coisa até a hora do embarque. Eu pensei em pedir a um desses digníssimos senhores que pague uma refeição pra mim. Afinal de contas eu votei no Lula, então o Humberto deve uma parte - infinitesimal, mas uma parte - do salário dele pra mim. Eu pago os impostos que pagam as passagens de avião com que eles voam de Pernambuco pra Brasília várias vezes por mês.
Mas não vou pedir ao Marco Maciel nem fudendo. Ele manda cartões postais pra minha casa todo ano, e ele nem sabe quem eu sou. Imagina se eu fico devendo um favor, por mais direito que eu tenha, pra ele. Talvez ele queira que eu retribua nas próximas eleições, e eu detestaria ter que faltar com a minha palavra.
Esse avião não vai cair. Aparentemente, estamos eu, o Marco Maciel, o Ricardo Fiúza e o Humberto Costa todos na mesma aeronave, que está atrasada em mais ou menos duas horas. É muito vaso ruim pra quebrar de uma vez só, então eu estou tranquilo. Mas acho que o Ricardo Fiúza compra sempre duas passagens em companhias diferentes, pra se safar desses incômodos, com nosso precioso dinheiro. Vamos ver.
Por uma conjunção de fatores dessas que acontecem comigo volta e meia, eu tenho só dois reais no bolso, e vou precisar comer alguma coisa até a hora do embarque. Eu pensei em pedir a um desses digníssimos senhores que pague uma refeição pra mim. Afinal de contas eu votei no Lula, então o Humberto deve uma parte - infinitesimal, mas uma parte - do salário dele pra mim. Eu pago os impostos que pagam as passagens de avião com que eles voam de Pernambuco pra Brasília várias vezes por mês.
Mas não vou pedir ao Marco Maciel nem fudendo. Ele manda cartões postais pra minha casa todo ano, e ele nem sabe quem eu sou. Imagina se eu fico devendo um favor, por mais direito que eu tenha, pra ele. Talvez ele queira que eu retribua nas próximas eleições, e eu detestaria ter que faltar com a minha palavra.
3.12.03
2.12.03
A falta de acentos é um negócio muito chato
E quem ler este texto vai se perguntar "se ele diz isso, como eu estou lendo os acentos e tudo mais?". Estou dando um jeito. Quando precisa, eu dou um ctrl+c / ctrl+v de algum outro texto aqui do blogs. Não é muito prático, mas eu prefiro isso a escrever "eh" e deixar palavras inteiras sem acento algum. Fica muito feio.
Mas o que eu ia falar mesmo é que quando eu era adolescente, coisa que acabou já se vão quase dez anos, não existia Lan House. Quando a gente resolvia não estudar, o que era algo um tanto comum, as possibilidades eram se embriagar em algum boteco, ou tentar pleitear carícias mais libidinosas com a namorada. Como nenhum dos dois dirigia nem tinha dinheiro, o lugar inevitavelmente era a casa de um ou de outro, e mesmo assim só quando não tivesse mais ninguém. E isso quando tinha namorada, porque antes da fase namoradas você tinha que se contentar com o onanismo puro, simples e solitário.
Também tinham, é claro, gibis, cinema, praia. Hoje em dia, aqui onde eu estou escrevendo, parece que não existe nada disso. Tudo bem que na capital paraense não tem nem praia de rio, mas mesmo assim tem cinema. Eu fui, outro dia. Mas os guris daqui que têm namorada trazem a garota pra Lan House. Tem cabimento um negócio desses? Se eu não estivesse tão liso nesse momento da minha vida, eu tomaria a iniciativa de ir até a banca do outro lado da rua, comprar uma pilha de revistas de putaria, e distribuir gratuitamente pra rapaziada: "Pessoal, isso aqui é um processo meio antiquado, mas acho que vocês provavelmente vão se divertir. Usem com cautela pra não crescer cabelo na mão. E os dois pombinhos aí no canto, tem esse guia de posições diversas para vocês experimentarem...".
Acho que essa seria realmente uma boa ação, assim, pro futuro desses meninos. Pois o que eu estou assistindo aqui é meio desesperador, uma quantidade considerável de jovens cujo principal passatempo não oferece muito mais emoção do que gritar impropérios entre si enquanto se degladiam num cenário virtual. Que falta uma punhetinha não faz...
Mas o que eu ia falar mesmo é que quando eu era adolescente, coisa que acabou já se vão quase dez anos, não existia Lan House. Quando a gente resolvia não estudar, o que era algo um tanto comum, as possibilidades eram se embriagar em algum boteco, ou tentar pleitear carícias mais libidinosas com a namorada. Como nenhum dos dois dirigia nem tinha dinheiro, o lugar inevitavelmente era a casa de um ou de outro, e mesmo assim só quando não tivesse mais ninguém. E isso quando tinha namorada, porque antes da fase namoradas você tinha que se contentar com o onanismo puro, simples e solitário.
Também tinham, é claro, gibis, cinema, praia. Hoje em dia, aqui onde eu estou escrevendo, parece que não existe nada disso. Tudo bem que na capital paraense não tem nem praia de rio, mas mesmo assim tem cinema. Eu fui, outro dia. Mas os guris daqui que têm namorada trazem a garota pra Lan House. Tem cabimento um negócio desses? Se eu não estivesse tão liso nesse momento da minha vida, eu tomaria a iniciativa de ir até a banca do outro lado da rua, comprar uma pilha de revistas de putaria, e distribuir gratuitamente pra rapaziada: "Pessoal, isso aqui é um processo meio antiquado, mas acho que vocês provavelmente vão se divertir. Usem com cautela pra não crescer cabelo na mão. E os dois pombinhos aí no canto, tem esse guia de posições diversas para vocês experimentarem...".
Acho que essa seria realmente uma boa ação, assim, pro futuro desses meninos. Pois o que eu estou assistindo aqui é meio desesperador, uma quantidade considerável de jovens cujo principal passatempo não oferece muito mais emoção do que gritar impropérios entre si enquanto se degladiam num cenário virtual. Que falta uma punhetinha não faz...
1.12.03
Antes da soneca
O disco do Mombojó está disponível para audição no site da banda, e nesse disco eu gravei as baterias. Metade das músicas foi produzida por Leo e Will, a outra por Igor Tavarez de Natal, e o disco como um todo ficou muito bom. Ouçam, e comprem, tudo mais.
No meio desse muda-muda de hotel, eu ainda não consegui lavar uma peça de roupa sequer. Ainda bem que vocês estão aí longe de mim, porque em breve a situação vai ficar feia mesmo. Pelo menos uma camisa limpa pra viajar na quinta eu estou guardando...
No meio desse muda-muda de hotel, eu ainda não consegui lavar uma peça de roupa sequer. Ainda bem que vocês estão aí longe de mim, porque em breve a situação vai ficar feia mesmo. Pelo menos uma camisa limpa pra viajar na quinta eu estou guardando...
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